História Você não é real - OneShot - Capítulo 1


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Categorias Originais
Exibições 14
Palavras 1.095
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Mistério, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oi
paçoca de rato
bj

Capítulo 1 - Você vai estar aqui quando eu abrir meu olhos?-oneshot


Fanfic / Fanfiction Você não é real - OneShot - Capítulo 1 - Você vai estar aqui quando eu abrir meu olhos?-oneshot

Mais um dia fadigante na escola terminou. Ninguém iria busca-la na escola pois seus pais estavam de viagem e sua irmã mais velha passaria numa lanchonete antes de ir para casa.

- Enfim sozinha- falou baixo ao ver todos da sua sala irem embora e restar somente ela na sala de aula.

Ela não gostava de ficar sozinha. Era uma das coisas que ela mais odiava no mundo. Mas existe um negocio chamado: ‘aceita que dói menos’. Era isso que ela fazia.

Saiu da sala andando calmamente pelos corredores infinitos da sua escola particularmente bizarra. Tediosamente avistou um professor que já a tinha assediado antes;

Ela o denunciou e adivinhem. Nada foi feito.

Assim que ele que a viu deu seu sorriso mais cafajeste e acenou. A menina albina de cabelos negros ficou vermelha, não de vergonha, mas sim de raiva. Ela acenou de volta para disfarçar toda a borbulhação de ódio dentro dela e não socar a cara daquele desgraçado.

Ele lambeu os lábios olhando a garota com a saia um pouco mai pequena que o aceitável, e em seguida entrou em uma sala, rindo e mostrando seu dentes perfeitamente esculpidos á quem quiser que estivesse lá dentro.

- Desgraçado ator de filme pornô- ela sussurrou já voltando a seu caminho.

Ela atravessou vários corredores correndo de braços abertos fazendo barulhinhos de avião. Infantil? Muito. Mas não havia mais ninguém na escola além de professores, então ela não se importava.

Já na saída da escola, a menina sentiu um mal estar horrendo. Olhou para todos os lados, mas tudo que via era perturbador-  sangue escorrendo dos edifícios, pessoas mortas no chão, arvores comendo humanos, corvos e raposas cantando uma musica alta e dolorosa, animais se desmembrando, canibais fazendo rituais e outras coisas que não conseguiu prestar atenção pois estava quase vomitando. Sentiu algo arranhar suas pernas e, com medo de olhar, correu em disparate para a casa.

Poderia ter sido atropelada? Sim. Poderia ter batido a cara em um poste? Sim. Poderia ter trombado com alguém? Sim. Porém nada teria sido pior do que continuar lá. Além do mais, não aconteceu  nada de ruim- a não ser o cenário tempestuosamente assustador ao qual seu olhos percorriam.

Entrou em sua casa e logo fechou a porta. Não verificou se havia alguém em casa, nem se a casa havia sido roubada. Só tirou a roupa rapidamente e foi em direção ao banheiro. Ligou o chuveiro do pequeno cubículo no qual estava afobada, e logo mergulhando de cabeça na água fria fechando os olhos.

Uma sensação boa, de liberdade, a água batendo em seu corpo e produzindo um som melodioso. Ela estava com medo de abrir os olhos e ver o que não queria. Estava com medo de perceber que havia alguém na casa sem ser sua irmã.- mas continuou com os olhos fechados por pura falta de coragem. Um real motivo de vergonha para ela.

Sentiu-se observada e logo um corpo colidiu com o seu em um abraço. Um abraço terno e que transportava um calor astral para a menina que tanto precisava.

- Vai ficar tudo bem, eu estou aqui meu amor- aquela voz... Era como a melodia de anjos cantando, tão passiva e calmante. Com certeza aquela voz quente e fraterna seria capaz de amolecer o mais duro coração.

A menina desabou. Aos prantos tentava respirar, mas aquele abraço... Era como se suas mágoas tivessem vindo à tona todas de uma vez. Ela sentia uma dor forte na região do seu peito- ardia e queimava muito.

 Ainda com os olhos fechados a menina disse baixo e rouco:

- Obrigada, você sempre aparece na hora certa.

Ficaram abraçados longos segundos ate ele se soltar. Ele recostou-se sobre uma parede fitando o corpo raquítico daquela jovem tão mentalmente desestabilizada. Ele pensava nela como uma rosa cheia de espinhos; linda de se ver, porém se você encostar nela, pode se machucar.

A menina então se virou na direção dele ainda de olhos fechados e indagou um simples gemido de tristeza.

- O que aconteceu?- ele perguntou imparcial com uma voz determinada e manhosa ao mesmo tempo. Usava isso sempre que queria saber algo da garota.

- E-eu... Senti como se houvesse um abismo envolto do meu coração que o estava engolindo, e depois a-as visões... e-elas...- a garota gaguejava ainda com lagrimas caindo.

- Eu sei, eu sei. - ele disse limpando as lágrimas da garota delicadamente com os polegares. Com uma voz mansa e baixa, quase inaudível, sussurou no ouvido da garota branca- Eu amo você e estou aqui para te ajudar, sempre vou estar.

- Como vou saber se você não é como esses desgraçados que só me usam e depois me abandonam?- ela disse exaltando um pouco o tom de voz

- Você sabe que eu não seria capaz disso- ele disse com aquela voz sedutora e angelical que só ele conseguia combinar - Eu estou fadado a você, e ficar longe de você já seria a morte, imagina te trair...- ele disse sinceramente.

- Promete?- a menina perguntava ainda de olhos fechados, porem com uma feição incrivelmente bela, misturando ingenuidade à um rosto perfeitamente moldado, fazendo a mesma  aparentar como uma deusa grega.

- Prometo- disse ele com o mais singelo e puro tom de voz. Com as duas mãos trouxe o rosto da pequena jovem na sua frente, e lhe deu um beijo na testa transmitindo emoções calorosas, doces e sinceras. Tudo o que a menina precisava no momento. – Aquelas coisas já foram embora, você já pode abrir os olhos- completou ele, ajeitando as madeixas da garota para traz.

- Você vai estar aqui quando eu abrir meus olhos?- perguntou ela esperançosa, porém já sabendo a resposta no fundo.

- Você sabe que não, meu doce- ele disse com certa melancolia na voz e depois deu uma risada triste, quebrando mais os cacos que restaram do coração da menina.

Ela então tomou coragem e abriu os olhos. Ele não estava lá. No fundo ela sabia. Ela sabia que não estaria, afinal, ele é só um fruto da  sua mente conturbada. “Pobre garota dos cabelos negros.”

Num gesto lento, a garota tocou sua testa- uma lágrima escorria de seu olho esquerdo.

 Ela se permitiu chorar mais um pouco, escorregando nos azulejos da parede de seu banheiro até sua bunda encostar-se ao chão. A menina tristonha se autoabraçou e gritou alto. Tão alto, que sua garganta sangrou; assim como seu coração.

“eu sei que quando abrir meus olhos você não estará aqui. Então, continuarei com eles fechados para poder ter você ao meu lado”.



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