História Você Não É Todo Mundo - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Acidente, Drama, Justin Bieber, Romance
Exibições 60
Palavras 3.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, como vão? Tiveram um bom feriado?
Deixando as perguntas de lado, eu vim aqui para postar o capítulo e deixar outro "comunicado". Eu não consegui escrever o capítulo doze, mas achei injusto deixar vocês sem nada. Então eu vou fazer o seguinte, vou postar esse e não posto domingo. Vou aproveitar o tempo que eu tenho e passar com meu pai, e quem sabe se a inspiração me fizer um visita eu posto quarta que vem. É isso, boa leitura.

Capítulo 11 - Só pode ser carma!


Point Of View América D’Angelo

 

Aos poucos, eu me situava e meus olhos se acostumavam com a pouca claridade no quarto, por que eu não fechei a janela mesmo? Pelo lado bom, eu não estava de ressaca, diferente de certas pessoas; no básico era só preguiça, nada que um banho frio não resolva. Levantei-me com a maior paciência do mundo e rumei para o meu banheiro. Assim que a água fria entrou em contato com a minha pele, o arrependimento me atingiu junto com o arrepio pela baixa temperatura. Demorou um pouco, mas eu finalmente me acostumei e assim como a água que descia pelo ralo, meu sono e preguiça iam junto. 

Coberta pelo roupão, fui para o closet, vesti um lingerie simples verde, short jeans curto, uma blusa com mangas também verde e um vans preto. Entrei no corredor prendendo meu cabelo num coque, estranhando o silêncio da casa. 

 

— Bom dia! — saudei entrando na cozinha vendo Alec com a cabeça deitada no balcão.

 

— Fala baixo, pelo amor de Deus! — reclamou.

 

— Credo, que negatividade! — disse pegando um suco na geladeira. — Ninguém mandou encher a cara, isso que dá. 

 

— Você ‘tá me dando sermão? Onde é que eu fui parar? — murmurou para si mesmo.

 

— Pergunta básica: se eu tipo for lá na sala, não vai ter nada de muito estranho, né? — questionei.

 

— Eu, sinceramente, não faço a mínima ideia. — ajudou muito, valeu Alec!

 

— Por que pelo que eu me lembro, os únicos sóbrios ontem eram: eu, Jade e o Chris. Então eu quero saber se não tem ninguém em estado deplorável na sala. — conclui.

 

— Faz um café para mim? — pediu como se não tivesse ouvido o que eu falei anteriormente. — E que eu saiba, você voltou com a Megan, Harry e Justin então... — meu irmão foi interrompido; como estava de costas, só ouvi a porta abrindo.

 

— Alec você tem remédio para dor de cabeça, eu acho que a minha vai explodir! — reconheci Justin falando arrastado.

 

— Eu acabei com os meus, Amy deve ter. — passou a bola para mim.

 

— Eu tenho sim, pego daqui cinco minutos! — disse estimando o tempo para terminar o café.

 

— Como foi que eu voltei para casa? Não me lembro nem de ter chegado no meu apartamento. — ri com o comentário do loiro.

 

— Depois de encaminhar a Megan para um banho frio, eu trouxe vocês para cá. O Harry se largou no sofá, e com muito esforço eu te deixei no seu lar. — relatei terminando o café.

 

— Você dirigiu meu carro?

 

— Você só raciocinou isso? Impressionante! Vai querer Justin? — ofereci pondo numa caneca, logo entregando para Alec.

 

O loiro negou assim que viu a careta que meu irmão fez.

 

— Credo América, que coisa horrível! — disse empurrando a caneca.

 

— É para curar ressaca, não para ser gostoso. Vou pegar o remédio e quando eu voltar espero que tenha tomado tudo, ouviu? — Alec assentiu voltando a beber.

 

Refiz o caminho para meu quarto, indo direto para o banheiro, lugar onde deixo minha caixa de remédios. Abri o armário embaixo da pia, pegando a mesma. Peguei a cartela para voltar a cozinha, mas assim que atravesso a porta que dá de volta ao quarto, quase morro do coração.

 

— Você ‘tá querendo me matar? — perguntei vendo Justin sentado na minha cama. — Custava esperar na cozinha?

 

— Não grita, por favor! — pediu e vi que ele segurava um copo com água.

 

— Eu ainda nem elevei a minha voz. Aqui ó! — falei lhe entregando dois comprimidos de uma vez. — Capaz que te dê sono.

 

Ele acenou concordando e tomou os comprimidos, seguidamente os engolindo com a água.

 

— Valeu. — agradeceu e eu voltei para o banheiro, guardando tudo em seu lugar. 

 

— Só pode ser brincadeira! — exclamei ao ver Justin deitado na minha cama. — Levanta daí Bieber, agora! Depois que eu te entregasse o remédio, não estava nos meus planos te encontrar dormindo na minha cama. — eu o sacudia, dava até leves tapas, mas o máximo que consegui foi que ele virasse para o outro lado e agarrasse meu travesseiro. — Folgado! — me dei por vencida vendo que não acordaria. 

 

Peguei meu celular vendo que já passava das 10h00m da manhã; com o mesmo em mãos, joguei-me no lado desocupado da cama para responder algumas mensagens. Falei com a minha mãe, Megan – que assim como eu – não iria na aula hoje, marquei com a mãe da Meg de ir ao shopping, mas não me pergunte como ela conseguiu meu número. Eu já iria mandar uma mensagem para Jade, porém um peso repentino na minha perna fez-me desistir. Como eu estava meio de lado, virei-me para ver em que situação o loiro se encontrava, e ao terminar meu ato, vi que estávamos próximos.

Justin dormia pesado, o que me leva a crer que ele se mexeu involuntariamente. Aproveitando que ele dormia, me permiti admirá-lo sem o risco de ser pega. Bieber continuava agarrado no meu travesseiro, enquanto apoiava a cabeça em outro. Alguns fios de seu cabelo caiam em seu rosto, e tomei a liberdade de tirá-los. Sua respiração leve fazia cócegas na minha face pela nossa recém aproximação, seus lábios minimamente entreabertos tinham um tom de vermelho tentador e eu me perguntei se eram tão macios como aparentam. Ali, dormindo confortavelmente, não tinha como negar, ele parecia um anjo. 

Tomando consciência de meus pensamentos, levantei com tudo. Eu só podia estar ficando louca, Justin um anjo? Nem pensar. Antes de sair do quarto, olhei mais uma vez para meu “convidado”.

 

[...]

 

— O que você está fazendo aqui? — foi a primeira coisa que perguntei ao ver Jade na minha cozinha.

 

— Oi para você também América. Eu estou ótima, obrigada por perguntar, e você? — terminou sarcástica. 

 

— Eu vou bem! Mas você não me respondeu, por que está aqui? — devolvi a mesma pergunta.

 

— Eu vim atrás de você, mas foi seu irmão que atendeu a porta. E acho que ele só me deixou entrar porque estava sem argumentos para discutir. Ou simplesmente está de ressaca. Não vai na faculdade hoje?

 

— Hoje não, vou me dar essa folga de sext... Puta que pariu, amanhã é sábado! — falei me desesperando.

 

— Logicamente, mas por que o alvoroço? — a morena me olhava intrigada.

 

— Meu Deus, eu vou sair com o Justin amanhã! — falei mais para mim mesma, mas Jade deve ter ouvido pois se engasgou com a água que bebia.

 

 — Você com o Justin? Em que estado mental você se encontrava quando aceitou? Porque pelo que eu me lembro, vocês se odeiam e tal. — minha amiga concluiu o óbvio.

 

— Lembra o dia que você dormiu aqui? — perguntei e ela assentiu. — Eu acordei no meio da noite com fome, vim para cozinh... — comecei a contar. 

 

[...]

 

— ... Ai ele inventou que eu teria que sair com ele sábado! — terminei e fiquei olhando para Jade, porém a mesma não expressava reação.

 

— Que no caso é amanhã! — ela falou e eu concordei. — Não pode ser tão ruim, né? 

 

— É o que eu quero acreditar, mas vai que ele me faz passar vergonha? Você viu a ideia dele ontem, ainda bem que quem quebrou a cara foi ele. — rimos com o final da frase.

 

— Bom, acho que você vai ter que pagar para ver! — ela não conseguiu esconder o divertimento na voz.

 

— Obrigada pela parte que me toca, grande ajuda Jade. — disse com sarcasmo.

 

— Disponha, mas agora vamos ao por que de eu ter vindo aqui. Eu vim te chamar para almoçar lá em casa, você quer? — sorri com o convite.

 

— Claro, agora que você falou eu percebi que só tomei um suco desde a hora que acordei. É melhor você estar preparada, pois eu estou indo com fome, só vou avisar o Alec. — falei saindo da cozinha.

 

— Gorda!

 

— EU OUVI ISSO! — gritei do corredor ouvindo a risada da morena.

 

[...]

 

— Eu preciso criar vergonha na cara, hoje eu vou intimar o Alec a me ajudar a pintar meu quarto. — anunciei enquanto lavava as louças do almoço.

 

— Eu te ajudaria, mas vou sair hoje à tarde! — a morena manifestou-se secando o que eu terminava.

 

 —Tudo bem. — disse desligando a torneira. — Eu já vou indo, o almoço estava delicioso e se prepara porque eu vou voltar. — falei arrancando uma risada dela.

 

— Ok, eu te levo até a port... — ela foi interrompida pelo barulho do telefone. 

 

— Pode atender, eu me viro! — emiti e ela foi atender.

 

[...]

 

— Vocês almoçaram pelo menos, não é? — perguntei assim que voltei ao apartamento, vendo Alec e Harry assistindo TV com as luzes apagadas e as cortinas fechadas. 

 

— Ahã. — Harry respondeu no automático.

 

— Já é alguma coisa, Alec você vai me ajudar a pintar meu quarto. A Jade até se ofereceu, mas ela tem um compromi... — eu nem terminei de falar e meu irmão levantou afobado.

 

— Maninha eu te amo, quase que eu esqueço! — ele deu um beijo na minha bochecha e saiu disparado para o corredor.

 

— Eu também te ajudaria, mas... — Harry levantou o pulso olhando as horas. — Eu vou sair daqui a dez minutos, meu apartamento está quase pronto! — finalizou e de repente fiquei triste.

 

— Você vai me abandonar? — perguntei cruzando os braços emburrada. 

 

— Claro que não, mas você sabia que seria temporário. Não posso morar aqui para sempre. — infelizmente ele estava certo. 

 

— Não é justo, quem vai fazer panquecas para mim de manhã? — questionei me sentando ao seu lado no sofá.

 

— Então é tudo pelas panquecas? Estou decepcionado América, muito mesmo. — disse fazendo drama.

 

— As panquecas eram só um brinde, você sabe que é o outro irmão chato que eu nunca tive. — pronunciei lhe cutucando.

 

— Quem vê até pensa, agora vem cá dar um abraço no seu irmão predileto! — pediu abrindo os braços. 

 

— Nós discutimos isso quando eu chegar, por enquanto onde você guardou minha camiseta azul América? —Alec voltou a sala apenas de calça. 

 

— Que bonitinho, ele está com ciúmes. — provoquei. — Você é lesado? Está organizado por ondem de cor, como você não achou? 

 

— Eu procurei, mas não está com as outras camisas! — disse revirando os olhos. 

 

— Você sabe que camisa é diferente de camiseta, né? — perguntei e seu rosto se iluminou. 

 

— Ah ‘tá, e eu sou o irmão preferido. Você, Harry, é adotado! — Alec falou piscando para o moreno e voltou para o quarto.

 

— Não liga para ele. — falei vendo a falsa cara afetada do cacheado. — Vem, deita aqui! — espalmei minhas mãos em minha perna, indicando para ele se deitar.

 

Rapidamente ele fez o proposto deitando-se no meu colo, e eu comecei a passar meus dedos em seus cachos iniciando um cafuné.

 

— Meri? — chamou-me.  — Se você continuar eu vou dormir, mas eu não posso me dar ao luxo disso.

 

— Tem certeza? — continuei mexendo.

 

— Meri? — me chamou de novo. — Sabe aquela amiga sua? Megan? Você sabe se ela namora? — tentou perguntar como quem não quer nada.

 

— Por acaso o Sr. Styles, está tentando transformar minha amiga em minha cunhada? — brinquei e ele arregalou os olhos.

 

— Que? Não, claro que não. É que, bom, eu... — começou a se enrolar todo. Que bonitinho!

 

— Ela não namora, e pelo que eu saiba está totalmente solteira. Satisfeito? — vi-o tentar esconder um sorriso.

 

— Eu já vou indo, não posso me atrasar. Obrigado Meri! — mudou de assunto e me deu um beijo na testa, logo pegando suas chaves e desaparecendo pela porta.

 

Deitei-me esparramada no sofá, imaginando como eu pintaria o quarto. Não pode ser tão difícil, ou pode? 

 

Mesmo entretida com minhas dúvidas, eu podia ouvir meu irmão andar de um lado para outro; será que ele vai num encontro? Antes de terminar meu raciocínio, senti seu perfume mais perto, indicando que ele estava na sala.

 

 — Como eu estou? — perguntou parando na minha frente.

 

Levantei-me e o avaliei de cima a baixo; ele estava com uma calça jeans escura, uma camiseta polo azul e um vans cinza claro.

 

— Está um gato, mas quando vai aprender a arrumar a gola? — questionei e fui arrumar o dito cujo. — Posso saber quem é a felizarda, não te vejo nervoso desde... Ok, nunca te vi nervoso, ao menos não para um encontro! — constatei.

 

— Não é um encontro, agora eu tenho que ir. — falou e se despediu me dando um beijo na testa. Que mania desse povo. — Amy por favor, não destrua a casa! — foi esperto o suficiente para dizer isso já perto da porta.

 

— Idiota! — disse para mim mesma. 

 

É estranho ficar sozinha, acho que faz muito tempo que não tenho esse privilégio. Desde que eu me mudei, essa casa está sempre cheia, e a casa dos meus pais também não é uma exceção. 

 

Abri a porta do meu quarto vendo a cama bagunçada; Justin nem se deu o trabalho de arrumar. Como eu não coloquei muitas coisas no quarto, já planejando uma mudança, eram poucas as coisas que eu tiraria para pintar. Entrei no meu closet para procurar uma roupa mais velha, porque certamente eu não faria tudo sem me sujar. Assim que tirei a blusa dos ombros, virando numa espécie de corredor, senti meu corpo se chocar com algo que não deveria estar aqui. Algo não... Alguém.

 

— Mas o que... Por que você ainda está aqui? — perguntei vendo Justin rir de mim.

 

— Eu acordei agora, aqueles remédios tem sonífero? — devolveu com outra pergunta. 

 

— São metade calmante. Você poderia se virar? — exclamei tampando meu tronco com a blusa, e ele revirando os olhos se virou.

 

— Não haja como se eu nunca tivesse te visto de sutiã, porque claramente sabemos que eu já vi! — falou com tranquilidade. — Vai sair? 

 

— Não, vou pintar meu quarto. — disse pegando uma regata preta, já vestindo-a.

 

 — Vou te ajudar! — relatou se virando.

 

Parei de tirar meu tênis para olhá-lo, claramente desconfiada.

 

 — Por quê? — era uma dúvida incontrolável.

 

— Eu não tenho absolutamente nada para fazer e quero me assegurar que você não vai destruir seu quarto! — o primeiro argumento eu até aceito, mas o segundo me ofendeu.

 

— Que grosseria! — indignei-me calçando meus chinelos.

 

 — Larga de ser fresca América, aproveita que estou querendo ajudar. — bom, ajuda eu não poderia negar, mesmo que seja a dele. — Anda, onde estão os pincéis e rolos? — perguntou e a minha ficha caiu. — Você não os comprou? Por que não me surpreende? — fez pouco caso.

 

— Eu esqueci, me dá um desconto. — pedi.

 

— Você tem sorte que pintei minha casa recentemente, tira o que você tem que tirar do quarto e traz as tintas. Eu vou pegar umas coisas e já volto! — falou saindo logo em seguida. 

 

Com esforço, eu arrastei a escrivaninha, cama e os criados. Coloquei-os o mais no meio do quarto possível, fui na área de serviço pegar as tintas e só estava esperando Justin. 

 

— Como eu previa, você também não tem nada para forrar as coisas. Pelo visto não seria só as paredes a levar tinta, ia ser tudo. — a voz do loiro me despertou. — Pega esses plásticos, cobre o chão da primeira que vamos pintar. — assenti pegando o plástico, cobri o necessário vendo Justin derramar a tinta no recipiente próprio. — O que está fazendo? — perguntou-me vendo que eu trocava os plásticos de lugar. 

 

 — Essa tinta aí... — apontei para a que ele tinha despejado. — É nessa parede. — terminei indicando a parede onde eu movi os plásticos.

 

[...]

 

— Não foi tão difícil! — essa foi a fala do loiro assim que terminamos a pintura.

 

— Fale por você, eu estou deplorável. — constatei ao olhar para mim mesma. A regata, antes preta, agora está parcialmente rosa, combinando com meus braços e pernas. Eu devo estar mais rosa que a parede.

 

— Como conseguiu fazer isso? — perguntou-me e o olhei chocada.

 

 — Como você conseguiu fazer isso? As únicas partes sujas são as suas mãos, isso não é justo. — Justin riu da minha criancice.

 

— Sejamos realistas América, era óbvio que você se sujaria. Isso estava mais certo que a cor da tinta! — falou logo se virando para olhar nosso trabalho, com esse movimento ele perdeu o sorriso de vingança se estampado na minha cara. 

 

Com uma agilidade que eu mesma estranhei, peguei um dos pincéis e o mergulhei no tom de rosa mais escuro.

 

— Justin. — chamei-o — Agora eu posso conviver com essa realidade! — felicitei-me ao ver que a camisa antes branca do Bieber agora tinha uma faixa enorme que seguia até o começo de seu pescoço.

 

— Eu estava tentando ser legal, mas não estava sendo suficiente, né? Você pediu América, e agora faço questão de retribuir o favor. — comecei a andar para trás inconscientemente ao ver a cara do loiro; a cara que significa que eu vou me ferrar.

 

Justin afundou sua mão esquerda na lata de tinta e, assim que percebi sua pretensão, tentei correr. Mas quando comecei minha fuga, no segundo passo que eu dou, meu chinelo desliza facilmente pela tinta derramada no plástico. Não sei se fazia parte de seu plano, todavia ele – com seu braço limpo – me puxa pelo pulso, facilitando minha queda e iniciando a sua. 

 

Eu estava numa incógnita. Não sabia se batia no loiro ou o agradecia por não ter caído totalmente em cima de mim. Porque pelo menos ele teve a decência de tentar firmar os braços no chão, se não eu teria sido esmagada. Porém aparentemente ele não perdeu o gás, quando eu menos esperava, senti sua mão se esfregar na minha cara logo subindo para o cabelo.

 

— Você tem razão, até que é uma boa realidade! — constatou com um sorriso brincalhão nos lábios. 

 

Eu juro que tentei ficar com raiva, tentei mesmo. Mas a concretização de que falhei miseravelmente se deu a repentina gargalhada presa em minha garganta, a qual eu não consegui segurar por muito tempo. Eu não entendia o motivo para o riso, só que percebi que não precisava de um quando Justin se juntou a mim nas risadas.

 

Ficamos um bom tempo rindo igual duas hienas, contudo a medida que o loiro se ajeitava no chão, mais perto nós ficávamos, fazendo o silêncio reinar aos poucos e nos induzindo a segurar o contato visual.

 

— Eu já falei que você fica bem de rosa? — indagou fazendo-me relembrar o ocorrido de alguns dias.

 

— J-já. — a falta de firmeza na resposta era algo totalmente fora do meu controle.

 

O pouco espaçamento que tínhamos me deixava imensamente confusa. Eu não vou negar que ansiava imensamente aquele beijo, porque aquela não era a primeira vez que sua boca parecia convidativa. Mas alguma coisa ainda me deixava com o pé atrás, só que no momento eu não parecia capaz de ouvir meu lado racional. E assim mandei tudo para os ares, decidindo que mataria minha vontade. 

 

Senti com firmeza uma de suas mãos na minha cintura e por um milésimo de segundo nossos lábios chegaram a se encostar. Só que antes que pudéssemos concretizar o ato, o barulho da campainha pareceu fazer eco pelos cômodos do apartamento, fazendo parte da racionalidade voltar a meu corpo.

 

Só pode ser carma! — Justin falou derrotado abaixando a cabeça para a curva do meu pescoço.


Notas Finais


Link roupa da América:

http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=17675379&.svc=copypaste-and&id=208107396

Eu sempre fiquei com raiva dos autores que acabavam o capítulo assim, mas eu descobri que é muito legal ( Não me odeiem). Me digam o que estão achando da história, e opiniões de quem vocês acham que interrompeu nosso casal. Como eu disse nas notas iniciais, acho que agora é até quarta S2


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