História Você Não É Todo Mundo - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Acidente, Drama, Justin Bieber, Romance
Exibições 25
Palavras 5.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, sentiram saudade?
Eu nunca fiquei tanto tempo sem postar, e acreditem estou péssima por isso. Quando tive a ideia para essa fic e comecei a postá-la, prometi que não iria deixar acontecer o que aconteceu com a primeira. A minha primeira eu escrevia com uma amiga, eu e ela nos desentendemos e a fic sofreu as consequências. Enfim, eu realmente demorei com esse capítulo e infelizmente não teremos mais um cronograma para postagem. Como uma espécie de pedido de desculpas, trouxe um capítulo grande para vocês. Sei que não é o suficiente, mas é o que tenho por hora. Sem mais enrolação, boa leitura.

Capítulo 15 - Por favor...


Fanfic / Fanfiction Você Não É Todo Mundo - Capítulo 15 - Por favor...

Point Of View Justin Bieber



— Oi mãe! — era 05h34 quando olhei a hora antes de atendê-la.

— Justin, estou na portaria do seu prédio, desce aqui por favor. Jazmyn dormiu no táxi, não consigo levar ela e Jaxon dormindo, e o porteiro não pode sair daqui. — informou.

— Já 'tô descendo. — desliguei.

Com cuidado me soltei de América e, rapidamente, ela agarrou um travesseiro me substituindo. Traidora. Peguei uma camiseta no closet para não descer só de calça e em três minutos eu já estava dentro do elevador.

— Você não pode ser uma mãe normal? Tipo aquelas que chegam pelo menos umas nove da manhã e se contentam em fazer um almoço simples na casa do filho? — perguntei assim que as portas se abriram e vi a mesma conversando com Sr. George.

— E qual seria a graça? — respondeu e fui quase correndo abraçá-la. Fazia dois meses que eu não a via e tentei matar a saudade naquele abraço apertado. — Você está me sufocando! — reclamou e não consegui conter a risada.

— Sinto que minha infância foi vingada. — comentei risonho ganhando um tapa no braço.

Meus irmãos dormiam no sofá da recepção, e ao lado três malas no chão. Peguei Jazmyn com um braço e a mala maior com o outro, minha mãe pegou Jaxon e o Sr. George colocou o resto de bagagens no elevador.
Assim que chegamos, deixamos as malas na sala e as crianças no quarto de hóspedes.

— Suas coisas estão prontas? — perguntou-me enquanto cobria Jazmyn e neguei. — Trate de arrumá-las, quero sair daqui antes das 07h00m. E Justin, me empreste seu celular.

— Está no meu quarto, em cima do criado mudo. — disse sem prestar atenção direito no pedido, estava entretido vendo os dois dormirem.

Assim que ela deu dois passos para fora do cômodo, me lembrei que tinha outra pessoa em meu quarto. Sai correndo, mas já era tarde, minha mãe estava parada no batente da porta olhando para minha cama, mais especificamente a morena nela.

— Justin. — começou. — Devo me preocupar?

— Não, claro que não! — respondi rápido demais, atraindo seu olhar para mim. — Por que teria? — perguntei tentando parecer indiferente.

Ela entrou, pegou meu celular e voltou parando ao meu lado novamente. Olhou mais uma vez para América antes de dar a resposta que me faria refletir:

— Porque faz muito tempo que essa cama não é ocupada por outra pessoa além de você.

Point Of View América D’Angelo



O barulho da minha respiração era o único som audível no ambiente, de resto só havia o puro silêncio. Mesmo eu não estando mais com sono, abrir os olhos parecia uma tarefa dificílima, principalmente estando num lugar tão confortável. O colchão incrivelmente macio e as cobertas tão fofas que pareciam me abraçar; isso tudo poderia ser facilmente minha cama, porém o perfume que o mar de travesseiros emanava não me deixava dúvidas que aquele não era o meu quarto.

Forcei a cabeça para lembrar o por que do cheiro ser tão familiar, com certeza é masculino. Justin. Levantei meu corpo rápido e o mundo girou a minha volta. Com o passar da tontura confirmei minha teoria, eu dormi no quarto dele, ou melhor: na cama dele. Devia tê-lo escutado quando disse que eu estava caindo em pé. Assim que arrumei a cama – força do hábito – me encaminhei para o corredor, onde altas risadas preenchiam todo o apartamento.

Já na sala, entendi o motivo da algazarra. Justin estava no sofá de costas para mim, e sentados em suas pernas, duas crianças se contorciam pelas cosquinhas feitas pelo loiro. Elas com o fôlego retomado finalmente me notaram, e seus olhos me avaliavam com atenção. O mais velho, percebendo tal ato, se virou levemente podendo me ver.

— Quem é ela, Jus? — a menina tentou cochichar, mas a pergunta foi ouvida por todos.

— Uma... Amiga minha! — demorou um pouco para responder.

— Ela é muito bonita. — a versão criança de Justin elogiou-me.  — Será que ela aceita ser minha namorada? — o que devia também ser um cochicho, mais uma vez foi ouvido provocando diferentes reações. Eu sorri encantada com a proposta fofa do menino, a menina parecia chocada e Justin simplesmente gargalhou alto fazendo o loirinho se encolher visivelmente envergonhado.

— Qual o seu problema, Bieber? — minha voz saiu repreendedora e dirigi-me para onde os três estavam sentados.

Agachei-me em frente ao sofá e agora eu estava no mesmo nível dos pequenos.   

— É Jaxon, não é? — perguntei vendo-o cabisbaixo e ele assentiu sem me encarar. — Pois saiba Jaxon, que seria uma grande honra ser a sua namorada! — falei do modo mais gentil que pude. O garotinho ergueu o rosto surpreso e me encarou, logo depois um sorriso se alastrava pela sua face me fazendo acompanhá-lo. Contudo fui pega totalmente de surpresa quando o mesmo pulou do colo de Justin e me abraçou fazendo-me perder o equilíbrio nos levando ao chão.

Jaxon ria como se tivesse ganhado o presente que tanto queria de natal, e sua risada era contagiante.

— O que está acontecendo aqui? — fui desperta quando uma voz feminina se fez presente.

— Mãe! Mãe! — Jaxon se levantou e foi correndo ao encontro da mulher. Ela devia ter uns 1,45 m, cabelos castanhos um pouco abaixo dos ombros e olhos azuis. Pode não ser muito, mas ela e Justin tem uma fisionomia um pouco parecida. — Eu tenho uma namorada! — a animação era explícita na voz de Jaxon.

— Como é? — a cara dela mostrava o quanto estava confusa.

— Sra. Malette, é um prazer conhecê-la. Sou América! — morrendo de vergonha pela situação e minhas vestimentas, levantei-me cumprimentando-a.

— Ah, por favor chame-me de Pattie. Não sou mais casada, nem tão velha assim e o prazer é meu. — ela me puxou para um abraço, ignorando minha mão.

— Mãe! — Jaxon puxava a blusa dela. — Ela é minha namorada. — contou com toda a euforia possível.

Eu não fazia ideia de qual seria a reação de Pattie perante a notícia, podia ser uma apenas uma brincadeira, porém ela podia não gostar. Olhei para Justin que encarava tudo com uma feição divertida, ele claramente gostava do meu embaraço.

— Isso é maravilhoso querido, eu já gostei bastante da minha nora! — falou fazendo-me respirar aliviada.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, senti algo cutucar minha barriga.

— Se você é namorada do meu irmão, eu sou o que sua? — Jazmyn estava parada ao meu lado.

— No caso, você vira minha cunhada. Você quer ser minha cunhada? — me abaixei.

— Quero! Mas você vai para a rancho com a gente, né? — perguntou com uma carinha sapeca.

— É claro que a namorada do seu irmão vai Jazmyn. Aliás, suas coisas estão prontas América? Nós vamos sair em meia hora. — Pattie olhou o relógio no pulso me desesperando levemente.

— Meia hora? Meu Deus! Até daqui a pouco, mais uma vez: foi um prazer Pattie! — dei um beijo em Jaxon e Jazmyn e andei para a porta. — Tchau Bieber!

[...]

— Eu contava que você não viesse! — Jade pronunciou assim que abriu a porta.

— Por favor, nós duas sabemos que isso não iria acontecer. Agora vamos, só falta a gente. — apressei-a para pegarmos o elevador.

Assim que sai da casa de Justin, corri para arrumar minha pequena grande mala, tomei um banho, me vesti e tomei o café da manhã mais rápido da história. E ainda tive tempo de convencer minha adorável vizinha a vir conosco mais cedo; claro que essa última parte foi totalmente sem segundas intenções.

— Jade, vai na frente! — exclamei quando chegamos no carro.

— O quê? Não, claro que não! — a morena protestou.

— Jade Valentina, eu fui dormir mais de três da manhã, acordei antes das seis e meia, não tive tempo nem de comer direito e se você pensa que vai me privar de dormir na merda do banco de trás desse carro, você com certeza nunca esteve tão errada em toda a sua vida! — falei tudo num fôlego só vendo três pares de olhos arregalados na minha direção.

— Harry, pode ir na frente. — impressionante como ela ainda tenta argumentar.

— Não. Eu já tenho planos para o Styles, e o fato é que as coxas dele são melhores travesseiros que as suas. Triste realidade, supere ou vá para a academia. — agora seu olhar era de indignação.

Confesso que ainda houve pequenos xingamentos da parte da minha amiga, nada muito relevante. Pegamos a estrada e com uns dez minutos eu já começava a cumprir meu propósito, ou seja dormir pela próxima hora.

— Hazza! — cantarolei.

— Lá vem! — falou para si.

— O que você acha, de fazer uma boa ação... E me retribuir aquele cafuné? — disse o mais inocente possível, entretanto eu já havia deitado em seu colo, assim perdendo um pouco da sutileza.

— Você não presta América! — acusou-me.

Mesmo reclamando, o cacheado não tardou a mexer em meu cabelo fazendo o sono vir cada vez mais rápido. 

[...]

Eu não sabia quanto tempo havia passado ou se já estávamos chegando, mas desde que acordei, Harry continuava com o cafuné, tornando totalmente compreensível eu fingir que ainda dormia.

— Sabe... — meu irmão começou. — Se esse olhar não fosse o mesmo que tenho para ela, e se você não gostasse da Megan... Eu diria que está interessado na minha irmã, Styles! — Alec declarou e me controlei para não rir junto com Harry.

— Sobre eu gostar da Megan, é você que está dizendo! — revirei os olhos numa movimento involuntário. — Mas de resto você tem razão, eu a considero como minha irmã caçula, literalmente como a caçula. Já que no caso da Gemma, eu sou o mais novo.

— Falando nisso, ela está melhor né? Já faz dois anos. — não entendi a pergunta, entretanto pelo tom sério que Alec usou, presumo que seja grave.

— Fez dois anos há alguns meses, e felizmente ela já está totalmente recuperada. Acho que talvez seja por isso que me importo tanto com América, é como se eu tentasse me redimir mesmo com minha irmã tendo me perdoado e insistindo que a culpa não foi minha. — sua voz tinha um tom de culpa cortante.

A curiosidade que eu estava era muita, porque pelo pouco que ouvi, a irmã de Harry deve ter sofrido algum acidente ou coisa do tipo e ele parece se culpar até hoje. Porém eu me sentia mal por ouvir a conversa dos dois, e como Jade não se pronunciava há um bom tempo, suponho que ela esteja dormindo, diferente de mim que apenas fingia.

— Quantas vezes teremos que repetir que não foi culpa sua Harry? Poderia ter sido com qualquer um a qualquer hora, por uma infeliz coincidência foi depois da briga de vocês. — Alec defendeu o amigo.

— Mas é justamente isso que vocês não parecem entender! Se eu não tivesse começado aquela discussão, ela não teria saído de casa e nem teria sido atropelada. — Harry levantou um pouco a voz, mas vendo seu ato, tornou a abaixá-la.

— Pelo que eu ouvi da boca da Gemma, você só começou aquela discussão porque o namorado dela não tinha sido homem o suficiente e eu, no seu lugar, teria feito a mesma coisa. Qualquer um que encostar um dedo na minha irmã, vou ter o maior prazer de arrebentar a cara. — Alec ficou mais sério ainda, fazendo-me ter certeza que ele não hesitaria em fazer o que declarou.

Então foi isso? Harry viu a irmã machucada e o agressor era o namorado dela, ele foi tirar satisfação e provavelmente Gemma deve ter defendido o vagabundo. Ela saiu apressada de casa e foi atropelada. Se foi isso mesmo, Alec tem razão: Harry não tem culpa nenhuma.

— Acha que eu não queria ter arrebentado o desgraçado? — perguntou, entretanto logicamente não precisava de uma resposta. — Mas eu fiquei sem chão na hora que os médicos disseram que ela havia entrado em coma, foram os três meses mais angustiantes da minha vida. E se já não bastasse... — riu sem humor. — Quando eu cheguei no hospital, ao descobrir o despertar dela, ao me aproximar do quarto eu a ouvi gritando. Eu preferia ter sido atropelado do que ouvir ela perguntar “por que não sinto minhas pernas?”. — ao terminar de falar, senti algo molhado encontrar a pele do meu rosto, rapidamente Harry limpou o vestígio do seu pranto.

— Eu não devia ter entrado nesse assunto! Faz dois anos que aconteceu, Gemma te perdoou por uma coisa que você não tinha culpa, então só põe na merda da sua cabeça que foi um triste acaso. — meu irmão tinha toda razão.

— Mas... — não conseguiu continuar.

— Mas nada Hazza! Até eu que ouvi a história por alto sei que não foi culpa sua, deixa de ser cabeça dura! — levantei evidenciando minha farsa e o cacheado olhava-me surpreso. Tentei manter meu olhar firme, entretanto fraquejei ao ver a culpa naqueles olhos verdes cheios de lágrimas. 

— Meri... Você estava acordada? — sua pergunta perdia força enquanto sua cabeça abaixava-se. Ele não podia estar envergonhado, eu deveria estar por ouvir a conversa alheia.

— Sim, e peço desculpas por isso. Agora vamos esquecer isso? No momento eu só quero um abraço do meu melhor amigo, que por acaso faz um excelente cafuné! — insinuei e ele riu baixo.

Cheguei um pouco para o lado, facilitando para Harry poder abraçar-me. Olhei para o retrovisor e Alec sibilou um “obrigado”, respondi com um aceno de cabeça.

[...]

— Pensei que tinha dito que ninguém vinha aqui há um ano e meio, por acaso anda mentindo Bieber? — perguntei assim que todos estavam fora dos carros; enquanto abraçava a cintura de Styles, corri os olhos pela propriedade.

O jardim só perdia para o da minha mãe, mas ainda era deslumbrante. Diversas flores; a misteriosa dália negra, delfínio com sua elegância, os delicados acônitos e a perfeição da hortênsia. Todas junto com os arbustos e gramíneas com a cor vibrante, mostrando que tinha cuidado constante. Ao redor e atrás da casa centenas de pinheiros cercavam o lugar. A construção de dois andares possuía um design rústico; à primeira vista, o segundo andar exibia cinco amplas janelas de vidro, ambas fechadas; já o térreo tinha uma grande porta dupla de madeira e mais duas janelas de cada lado. Havia, se não me engano, a estrutura de um sofá balanço e dois bancos acolchoadas de madeira.

— Eu não menti América, tem um ano e meio que não voltamos aqui. — falou e abri a boca para contestar. — E antes que pergunte: temos pessoas que cuidam do jardim, da propriedade e do estábulo. — meus olhos devem ter brilhado agora. Aqui tem cavalos? — Mas tem um ano e meio que ninguém mexe na casa, não por falta de confiança nos trabalhadores, nós só sempre deixamos os cuidados por nossa conta. Se minha mãe tivesse me avisado antes, eu teria falado com a Marlene, ela é a única além da família que tem acesso às chaves. — podia parecer desnecessário a lógica toda, porém eu entendia, eles queriam que fosse uma coisa totalmente deles.

Pegamos tudo que trouxemos para a estadia de dois dias – decidimos ficar até segunda de tarde – e assim que Pattie destrancou, entramos. O cheiro de poeira é o mais predominante, os móveis estavam com lençóis brancos tampando-os deixando impossível ver a decoração. Conversei com Pattie sobre a divisão de quartos e chegamos à um consenso.

— Gente, presta atenção! — chamei um pouco mais alto ganhando a atenção de todos. — Vou explicar onde cada um vai dormir. Justin o seu antigo quarto é todo seu, Pattie vai ficar com os menores no quarto dela, Alec eu e você vamos dividir uma suíte; Harry com Ryan, Chris e Chaz, quando eles chegarem eu explico de novo, por enquanto vocês vão usar o banheiro da casa. Jade dorme com Megan e Caitlin, também numa suíte. Alguma dúvida? — finalizei.

— Quem decidiu isso? — Justin perguntou e estava com cara de quem ia falar mais que deveria.

— Sua mãe! — respondi piscando para o loiro, cortando qualquer chance dele protestar.

Subi com Alec e nos acomodamos rapidamente, quando voltamos à sala, só faltava Jade que já descia as escadas.

— Vamos logo com isso, temos muito o que fazer para pouco tempo. Fiquei sabendo que América é uma cozinheira de mão cheia, então ela e eu vamos limpar a cozinha e fazer o almoço. Justin, fique com seus irmãos e abra todas as janelas do andar de baixo, e dê uma geral aqui também. Vocês três... — Pattie apontou para meu irmão, Harry e Jade. — O segundo andar é por conta de vocês. — assim que ela terminou, todos foram fazer o que fora designado e eu acompanhei Pattie até a cozinha.

Era 08h26m quando começamos a limpeza, às 09h13 terminamos a cozinha, sala de jantar, área do fundo e a dispensa. Nós duas decidimos começar a preparar o almoço às 10h00m, o que nos dava quarenta minutos para ajudar com mais alguma coisa. Pattie foi ajudar os filhos e eu subi para ver o que já tinham feito. Faltava dois quartos e o banheiro, como possuía tempo livre, me ofereci para lavá-lo.

[...]

— Pattie eu vou arrumar a mesa. As batatas ficam prontas em cinco minutos. Se eu não voltar a tempo, por favor, tire-as para mim. — ela assentiu, concentrada no que fazia.

Entrei no cômodo indo direto ao armário ali presente, que combinava perfeitamente com a grande mesa de mogno com quatorze lugares. Distribui os pratos, talheres e copos, deixando espaço para a comida que seria colocada ali. Retornei a cozinha sentindo um delicioso cheiro no ar.

— Faz tempo que não como salmão! — comentei.

— Estava me perguntando se você reconheceria, e já que percebeu só pelo olfato espero que esteja bom. — Pattie brincou.

— Mal posso esperar para comer essas delícias! — disse voltando minha atenção a textura do pudim.

Eu falava com verdade, estava faminta e o cardápio não colaborava comigo. Pattie ficou de fazer um espaguete a bolonhesa, salmão grelhado e o poutine*. Responsabilizei-me pelo frango frito com purê de batatas, peixe com fritas, summer pudding* e o cheesecake. Podia parecer exagero, mas além de ser um almoço de domingo, não são poucas as pessoas para comer.

— MÃE! — ouvimos duas vozes gritando pelo corredor e num instante supomos de quem eram.

— Eu estou com fome, vai demorar? — Jazmyn perguntou e Jaxon veio para o meu lado.

— O que você ‘tá fazendo? — o loirinho me olhou e o peguei no colo.

— É uma surpresa! — respondi com uma cara de suspense. — Meu irmão adora esse pudim, mas ele não pode ficar sabendo. Você me ajuda a guardar esse segredo? — pedi e ele assentiu empolgadíssimo.

— Eu vou poder experimentar? — questionou com receio.

— Claro! Ou você acha que eu negaria comida ao meu namorado? — olhei-o travessa começando a lhe fazer cócegas. Jaxon se contorcia e suas risadas preenchiam o cômodo.

— Não acredito que você me trocou Jaxon! — reconheci a voz de Caitlin se sobressaindo entre as outras, e junto o som de passos vindo para cá.

— TIA CAIT! — o devolvi para o chão antes que ele resolvesse pular.

O garoto foi correndo abraçar minha amiga e Jazmyn logo se juntou a eles, os meninos chegaram e foi uma algazarra só.

— Quer ajuda? — minha loira favorita se ofereceu após cumprimentar todos.

— Bom, você pode pegar uma travessa para mim... Naquele armário? — apontei e Megan foi fazer o que pedi.

[...]

— O almoço está pronto! — era 13h00m quando finalmente terminamos a comida, e agora Pattie anunciava, entretanto ninguém deu muita atenção ao seu comentário. — Gente, eu disse que está pronto. — ela tentou mais uma vez, e novamente não surtiu efeito.

— Ô CAMBADA! — berrei e todos silenciaram-se e me olhavam como a louca que sou. — Se vocês puderem fazer o favor e levantar essa bunda daí, porque eu e a Pattie não ficamos mais de duas horas na frente do fogão para os bonitos ficarem de papinho. Então, ao menos que não tenham entendido, eu vou repetir mais uma vez: o almoço está pronto! Seus ouvidos escutaram ou precisam de um megafone? — os olhos arregalados e o ato de levantarem-se mostrou que minha pergunta não precisava de resposta.

Um por um, pegaram o corredor e seguiram para a sala de jantar e quando não estavam mais em nossa vista, me virei para Patrícia.

— Pattie me desculpa, eu estou na sua casa e não tinha o direito de gritar. — desculpei-me.

— Imagina querida! Se você não o fizesse, eu o teria feito. Agora vamos, nós merecemos almoçar! — falou sorrindo e tomamos o caminho anteriormente feito pelos outros.

Quando chegamos, todos já haviam se acomodado e, para sorte deles, não tinham começado a comer, mas olhavam encantados para a comida na mesa.

— Não é que parecem com fome, não pareciam cinco minutos atrás! — provoquei sentando-me entre Alec e Harry.

— Você fez o peixe com fritas? —Harry só faltava babar no prato e acenei concordando. — América, você é a melhor pessoa! — falou dando um beijo estalado na minha bochecha.

— Interesseiro! — comentei arrancando uma risada de todos, inclusive dele.

Aos poucos ambos foram se servindo e do mesmo jeito que a comida acabava, o assunto ia fluindo.

— Mãe, você se superou! Estava delicioso, eu não aguento comer mais nada. — Justin declarou e os comentários de concordância foram ouvidos.

— Isso seria uma pena Bieber! — proferi levantando-me. — Ainda tem a sobremesa, e seria um desperdício não consumi-la. — troquei um olhar cúmplice com Pattie e pisquei para Jaxon, e nós duas fomos para a cozinha.

Eu estava com o pudim e Patrícia levava o cheesecake, e quando pisamos na sala de jantar, dois pares de olhos nos encaravam como se não acreditassem no que viam.

— Meu. Deus. — meu irmão quase soletrou as palavras. — É o que meus olhos estão vendo? Você fez mesmo summer pudding? — ri diante o drama excessivo de Alec. — Eu já disse que você é a melhor irmã do mundo?

— Menos Alec, bem menos! Não faça eu me arrepender de tê-lo feito. — ditei e ele ergueu as mãos em forma de rendição.

Servi-lhe o primeiro pedaço e o segundo levei direto para Jaxon, dei um beijo em sua bochecha e esperava com expectativa sua opinião sobre o doce.

— É muito gostoso! — mal terminou de falar e já voltou a comer.

Voltei para meu lugar também me servindo, senti alguém me olhando e confirmei minha desconfiança vendo Megan, Ryan, Chaz e Chis me encarando.

— O que foi? — indaguei confusa. — Vocês nunca comeram, não é? — raciocinei ao os ver alternar o olhar entre mim e a sobremesa.

Depois de um pequeno discurso de encorajamento, exceto por quem comia o cheesecake, todos se deliciavam com o pudim.

— Agora que vou explodir mesmo, independente disso valeu a pena! Mãe, foi um dos melhores que você já fez na vida. — Justin revelou indicando o pouco do bolo que sobrava. Infelizmente não era de seu conhecimento que ele acabara de encher meu ego pelo próximo século.

Iniciei uma sessão de palmas, atraindo a atenção para mim.

— Eu vivi para ver Justin Drew Bieber, falar que o “meu” cheesecake foi um dos melhores que ele já comeu. — dei ênfase no meu e o loiro me olhava desacreditado. — Não está acreditando? Pergunte sua mãe! — eu via a relutância dele em fazer o ato, e quando foi feito, o sorriso de orgulho não abandonava minha face perante a resposta de Pattie.

[...]

Umas duas horas depois de termos comido, decidimos usar a piscina e eu subi com as meninas para vestirmos o biquíni e pegarmos o necessário.

— Esse biquíni é parente daquelas roupas suas na categoria falta pano? — Megan perguntou visivelmente envergonhada pelo tamanho da peça.

— Talvez! Só que está lindo em você, e nem está tão pequeno assim. — declarei e as garotas concordaram comigo. — Entretanto, já que você não está à vontade, eu trouxe um maiô, mas se não ficar bom você vai descer com o biquíni, querendo ou não.

A loira foi se trocar no banheiro do quarto e parei para analisar as vestes de minhas amigas. Caitlin estava com um biquíni de crochê branco, simplesmente maravilhoso; Jade trajava um conjunto da cor de seus olhos e Megan acabava de sair usando o mesmo biquíni de antes, a parte de cima tomara que caia branca com linhas pretas e a calcinha preta. Como eu disse antes: linda.

— Ficou feio ou você que não gostou?

— Obrigada Meri, mas não dá. Ele é perfeito, só que entre o biquíni pequeno e o maiô sexy... Eu fico com o biquíni! — todas rimos com o comentário.

Vesti um short jeans deixando somente a parte de cima visível, peguei a bolsa com meus pertences e juntas descemos para a área dos fundos da casa.

A piscina era enorme e de ambos os lados espreguiçadeiras brancas serviam de descanso; do lado esquerdo estava a parte da churrasqueira, uma cozinha com tudo que se tem direito e uma mesa maior que a da sala de jantar. No horizonte, tínhamos o privilégio de ver longas extensões de campo cobertas pela grama verdinha; mais ao longe, imponentes pinheiros completavam a vegetação e meio que escondido na paisagem, uma construção mais parecida com um celeiro deixou-me curiosa quanto ao que poderia haver lá dentro.

Point Of View Justin Bieber



— Você que teve sorte, ficou com um quarto só para você! — Chaz reclamava pela milésima vez.

— Eu ‘tô na minha casa! — falei o óbvio.

— Foda-se! Nós somos as visitas, temos que estar confortáveis. — eu não estou escutando isso.

— JUSTIN! — meu nome foi gritado por Jazmyn e virei-me vendo-a correr para mim.

— Enche para mim? — ela indicava duas boias.

— Ahã, acho que a bomba ‘tá lá de fora. — peguei as mesmas de sua mão.

Dei um passo para trás e vi os outros com olhares vidrados em algo lá fora, não entendi o motivo, mas ao olhar para a mesma direção que eles, eu provavelmente me encontrava do mesmo jeito.

— Chris me desculpa, mas a sua irmã tá uma perdição naquele biquíni! — Ryan disse para logo levar um tapa do mesmo. — Ai Beadles, eu só disse a verdade.

E não tinha como discordar do meu amigo, era uma melhor que outra. Saímos definitivamente e me permiti reparar melhor na pouca roupa alheia. Infelizmente, a morena que mais interessava-me vestia um short, que foi amaldiçoado por mim de todo jeito. O short era curto – bastante curto – só que comprido o suficiente para deixar-me decepcionado.

Minha avaliação foi interrompida por Jazmyn, que puxava insistentemente minha bermuda.

— ‘Tá bom pestinha, vamos providenciar essas boias! — peguei-a no colo e rumei para um baú, onde deixávamos esse tipo de coisa, como a bomba por exemplo.

[...]

— Aqui seus folgados! — deixei as cervejas, que tinha ido pegar lá dentro, na mesa.

Finalmente consegui paz para deitar-me, e foi o que fiz. As crianças brincavam na piscina, os homens – com exceção de Alec, que fazia não sei o que lá dentro – tomavam cerveja e fofocavam igual mulher, e as meninas ou tomavam sol ou conversavam também, e todas já haviam entrado na água. Todas menos América. Ela era a única sequinha e uma ideia para mudar isso me bateu rapidamente.

Olhei para os meninos e Chaz secava América descaradamente, ‘tô precisando dar uma palavrinha com o Somers. Como se lesse meus pensamentos, ele me olhou e deixando a conversa de lado, parecemos ter a mesma ideia para com a morena.

América levantou-se e essa foi nossa deixa. Andei rápido e a parei uns dois metros da piscina, Chaz deu a volta e estava atrás dela.

— Sabe Amy, a água deve estar ótima! Por que você não experimenta? — perguntei sugestivo e ela me olhou entediada.

— Se eu quisesse saber como a água está, com certeza você já estaria me vendo molhada! — terminou com um sorriso cínico e todos vaiaram perante a patada.

— Toma! — Chaz manifestou-se e América pareceu o notar, fazendo sua cara mudar de tédio para desconfiança.

— Ah, mas seria um desperdício não aproveitar a oportunidade. Vamos Amy, só um mergulhinho! — insisto fazendo-a revirar os olhos.

— Aproveita você a oportunidade e já fica lá dentro. Vai ser um favor que você me faz! — falou e fez menção para sair, e mais uma vez a interrompi. — Vai tomar no cu Bieber, sai da minha frente!

— Não! ‘Tá com medo de molhar o cabelo D'Angelo? Para de frescura! — comecei a andar para frente e ela foi instintivamente para trás.

— Justin só me deixa em paz, eu não quero entrar e ponto! — continuamos a andar até ela bater em Chaz.

— Eu quero um motivo melhor, alguma coisa mais relevante! — agora parecendo perceber nossas intenções, ela nos encarava apreensiva.

— Eu não sei nadar! Satisfeito? — exclamou mais alto atraindo a atenção de todos.

De repente não fui capaz de segurar o riso, pelo contrário, a gargalhada saia livremente. Enxuguei  algumas lágrimas e encarei a morena de braços cruzados.

— Você quer que eu acredite nisso? — sustentava um olhar desacreditado.

— Acredite na merda que você quiser, o país é livre! — mais uma vez tentou sair, só que Chaz a segurou pelos braços.

Enquanto ela inutilmente tentava se soltar, a peguei pelas pernas levantando-a do chão.

— Me solta seus trogloditas! Isso vai ter volta, me põe no chão! — América se debatia de todas as formas possíveis, o que, no caso, não surtiu efeito nenhum. E antes dela parar totalmente, li em seus lábios ela sussurrar “Alec”. Ela olhou ao redor e não viu o irmão, assim ficando mais desesperada. — HARRY! — o moreno já olhava a situação não aprovando nossa atitude, quando América gritou-o que ele levantou.

— Qual é Styles! Larga de ser estraga prazeres, é tudo drama para não estragar a chapinha. — com essa frase ele a encarou por um longo tempo, mas voltou a se sentar fazendo um sorriso se abrir em meu rosto.

— Hazza! — tentou novamente e por um momento pensei que Harry acabaria com nossa brincadeira.

— Pobre América! Ninguém a seu favor, mas como eu disse, vai ser só um mergulhinho. — declarei vendo que ninguém nos impediria.

Ela, que até então estava com os olhos fechados, os abriu e vi neles a única coisa que não imaginava. Eu vi medo.

— J-Justin. — sua voz transbordava desespero. — Por favor... — por um momento pensei em desistir ao olhar naquele mar esverdeado.

— Justin para com isso! Coloca ela no chão. — Megan entrou no meio e a vontade de desistir passou.

— Não se preocupe Megan! — ela me fitava desgostosa. — Eu descobri recentemente que América é uma ótima atriz! — com um aceno de cabeça eu e Chaz concordamos, e sem mais chance de alguém falar alguma coisa, jogamos América na piscina e antes dela encontrar a água, a mesma preencheu nossos ouvidos com um grito agudo.

— Justin, meu filho... — interrompo-a.

— Não precisa começar mãe, é tudo showzinho. — afirmei vendo a morena fingir se debater na água.

Ela continuou com o espetáculo até ir parando aos poucos, e quando parou totalmente – para dar mais emoção a encenação  – ficou debaixo d'agua.

— Eu ouvi América gritar! Cadê... — Alec chegou afobado e percebeu que sua irmã não estava “presente”.

— Nós a jogamos na piscina! — respondi simples com um sorrisinho na cara, que foi desfeito assim que senti minha cabeça ir para o lado com o soco recém levado. Não tive tempo de perguntar qual era o problema dele, muito menos de revidar a agressão. Quando virei-me de volta, foi só o necessário para ver Alec pulando na piscina.

Ele a pegou e Harry se ofereceu para tirá-la de lá, o mesmo saiu da piscina pingando água e logo começou a fazer massagem cardíaca na morena, agora inconsciente. E foi depois disso que minha ficha caiu. América realmente não sabia nadar.

Cheguei mais perto de onde estavam, Alec continuava no mesmo pique, fazia a massagem e soprava ar na boca da irmã. América estava imóvel, mais pálida que o normal e os lábios roxos.

Eu começava a me desesperar e a culpa vinha junto. Minha mãe havia entrado com as crianças, as meninas choravam baixinho olhando a amiga inerte no chão. Dos garotos, Harry e Alec eram os únicos que choravam, contudo os outros não estavam menos preocupados.

— Vamos Amy! Pelo amor de Deus, não faz isso comigo de novo. — Alec falou um pouco mais alto que um sussurro, entretanto o silêncio fez com que todos escutássemos.

Como assim de novo? Ela já tinha se afogado antes? A diferença é que agora a culpa foi minha. Por que eu não parei? Eu vi o desespero nos olhos dela, só que ignorar tudo e continuar com a gracinha parecia melhor.

— Justin. — Alec chamou-me enquanto ainda fazia os procedimentos na irmã, e aquela foi a primeira vez que meu nome saiu de sua boca de uma forma tão fria e com tanto desprezo. — Você é a porra do meu melhor amigo, mas se ela não acordar... Não se dê o trabalho de olhar na minha cara nunca mais.


   


Notas Finais


*Poutine: O poutine é um prato canadense originário da província do Quebec, que consiste de batata frita e coalhada de queijo (cheddar) cobertos de molho de carne.

*Summer Pudding: é uma sobremesa britânica feita de fatias de pão branco , mergulhado em uma tigela profunda com frutas e suco de frutas .


Não me matem! Assim que esse capítulo estiver no ar o próximo começará a ser escrito. Eu não tive tempo para escrevê-lo, mas já tenho na cabeça o que vai acontecer. Continuando o assunto lá de cima, como eu disse, não tenho mais um cronograma. Juro que vou fazer o possível para uma vez na semana ter capítulo novo, mas já adianto as desculpas caso não aconteça. Me contem o que acharam desse final, e de todo o resto.


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