História Você Não Está Só - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Park Jimin, Personagens Originais, Romance
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Palavras 2.865
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


FELIZ CHIMCHIM DAY !!!!!

Boa leitura.

Capítulo 19 - A Visão do Yoongi



Yoongi

Seul, 29 de agosto de 2015

- Eu já estou aqui há mais de três horas e ninguém me fala nada! - eu grito no meio do corredor. - EU QUERO SABER COMO A MINHA IRMÃ ESTÁ!

Uma enfermeira tenta me acalmar, mas eu só consigo cerrar os punhos e exigir por respostas. Bendita hora que eu a deixei sozinha!

Sook estava demorando demais então eu decidi subir, assim que eu entro no apartamente o cheiro pobre me incomoda, mas não mais do que a visão do meu "pai" com as calças abaixadas olhando para a minha irmã jogada no chão. 

- O que você fez com ela?! - eu lhe empurro e ele cai de bunda no chão ao tropeçar na calça.

Vou até a Sook e vejo que ela está desacordada e que seu nariz esta sangrando assim como a sua cabeça. Sem pensar duas vezes, eu a pego no colo, tirando forças sabe-se lá de onde para carregá-la para fora daquele inferno.

- Onde você pensa que vai, filho? - a voz daquele nojento não me faz parar.

- Vai se fuder! - eu lhe xingo antes de carregar a Sook até o elevador. - Eu juro que se você me abandonar, eu te revivo e te mato, sua cabeça dura.



Respiro o mais fundo que consigo assim que me informam que ela estava internada na UTI e que não poderia receber visita nenhuma, mesmo que eu fosse parente.

Sento na ala de espera e pego o celular, sabendo que preciso avisar ao seu namorado. Passo a mão pela testa me amaldiçoando, eu deveria ter entrado naquela merda com ela. Mas que caralho! Então eu sinto as lágrimas descerem pelo meu rosto, não era justo... depois de perder a minha mãe, eu finalmente achei uma família e agora ela será tirada de mim também?

- Nem que eu tenha que te ajudar a comer, tomar banho e até mesmo a cagar, Sook, você vai sair dessa merda e vai morar comigo. - limpo as lágrimas e encaro o celular.

- Ele precisa saber da verdade. - disco e coloco o celular na orelha. - Alô, Jimin?

- Yoongi hyung? - ele parece levemente animado... por enquanto. - Vocês pararam em algum lugar para comer? Porque a Sook não me mandou mensagem nenhuma ainda.

- Jimin... a Sook está internada. - solto e a linha fica em silêncio. 

- Hyung, onde vocês estão?! - era nítido o desespero em sua voz. - E o que houve?!

- Estamos no hospital mais perto da faculdade. - informo e depois suspiro. - E foi o Junsu... - a linha fica muda. - Merda.

Desligo o telefone e suspiro tentando me preparar para controlar o seu namorado, que provavelmente estaria mais revoltado do que eu estava a segundos atrás. Jogo o corpo para trás, apoiando as costas no encosto da cadeira, fecho os olhos sentindo o cansaço pesar.


- Oppa, você tem certeza de que eu não serei um incômodo? - pergunta pela segunda vez do dia.

- Se você me perguntar isso mais uma vez... eu juro que... - perco a fala ao encará-la.

Sook não parou de sorrir desde que acordou.

- Por que do sorriso? - indago curioso. - Não vai sentir falta desses palhaços?

- Não é isso. - ela ri e depois me fita. - É só que eu sinto que... de agora em diante, as coisas vão melhorar.



Ah, Sook, como eu queria que você estivesse certa. Respiro fundo e abro os olhos ao ouvir uma discussão, levanto e entro no corredor logo vendo todos eles ali... todos os amigos da Sook e o seu namorado.

- Yoongi oppa! - Hyun é a primeira a me ver.

Eles correm até mim, cruzo os braços e as inúmeras perguntas começam a me dar dor de cabeça.

- Chega! - Jimin grita e eu confesso que me surpreendi com a sua atitude. - Agora, explique pra gente, hyung... o que aconteceu?

Olho para cada um deles e suspiro para enfim contar toda a história, eles não me interrompem, mas assim que digo o estado da Sook... praticamente todos eles começam a chorar com exceção do Taehyung que tenta acalmar a Hyun e do Jimin que está com os olhos marejados, mas tenta se manter firme.

Admiro a força desse garoto, porém eu mais do que ninguém sei as consequências de guardar a tristeza só para si. 

- Quando poderemos vê-la? - Hyun continua chorando.

- Não sei. - digo, mas no mesmo instante aquele mesmo médico me chama. - Estou aqui.

- Bom, a sua irmã perdeu muito sangue e teve uma pequena fratura craniana. - explica. - Mas conseguimos estabiliza-la e estamos esperando que ela acorde para sabermos se houveram sequelas.

- Quando eu vou poder ver a noona?! - Jungkook se aproxima do médico e funga ao tentar controlar o choro.

- Por enquanto, apenas parentes podem vê-la. - afirma com um sorriso pequeno. 

- Eu posso vê-la agora então? - pergunto, preparado para brigar se ele se negasse, mas ele assente. - Jimin, você vem comigo. - afirmo sério e ele apenas me segue.

- Obrigado. - diz baixinho enquanto seguimos até a UTI.

#

Eu não precisei nem pedir para continuar na casa do Hoseok, na verdade, ele mesmo disse que eu deveria ficar ali já que era muito mais perto do hospital. Saio do banho e termino de me trocar, deito na cama e encaro o teto, mas sento-me na cama assim que escuto meu celular tocar.

- Alô? 

- Boa noite, senhor Min, aqui quem fala é o policial Shin. - comenta. - Liguei para avisar que achamos o seu pai e ele está aqui na delegacia.

- E o que eu tenho a ver com isso? - resmungo, cansado... tudo que eu menos queria era ver aquele homem na minha frente.

- Precisamos de um depoimento do senhor para que possamos prendê-lo. - explica.

- Já estou indo. - desligo o telefone e levanto.

Saio do quarto, passo pela sala e de canto de olho vejo Jimin sozinho na cozinha, ele soluçava com as mãos enterradas na cabeça. Suspiro e deixo-o sozinho, cada pessoa tem o seu modo de enfrentar a tristreza... eu pelo menos, odeio que me incomodem nos raros momentos que me permito chorar.

Entro no carro, o qual ainda tem algumas manchas de sangue e começo a dirigir. A delegacia era só um pouco mais longe do que o hospital, então chego relativamente rápido e faço o tal depoimento. Foi fácil dizer que o Junsu é um monstro, só foi complicado explicar a cena do "crime", pois eu podia sentir o mesmo desespero de encontrar a minha irmã quase morta e quase sendo estuprada.

- Obrigado, senhor Min. - o policial faz uma pequena reverência.

- Espero que ele apodreça na cadeia. - resmungo.

- Faremos que isso ocorra. - afirma sério. 

Então eu me retiro, vendo a fila de pessoas querendo fazer um boletim de ocorrência... desde quando Seul se tornou tão violenta? Suspiro cansado, massageio as têmporas antes de entrar no carro e dirigir para a casa do Hoseok. Assim que chego a mesma, pego Jimin ainda na cozinha, mas agora ele tomava algo quente e seus olhos subiram ao meu encontro.

- Ele vai pagar pelo o que fez. - é a única frase que ofereço antes de ir para o quarto.

Deito na cama e viro-me de lado, e por algum motivo aquela simples e rápido visita a UTI veio em minha mente.


Fizemos uma rápido higienização antes de podermos entrar na UTI, procuro-a com os olhos e vejo pessoas ligadas à aparelhos, outras conversando com seus visitantes  e algumas sozinhas, porém relativamente bem. E então eu a encontro, na verdade, o Jimin a achou e me cutucou.

Sook estava pálida, tinha soro e sangue sendo injetados em suas veias, pelo menos ela estava respirando sozinha sem a ajuda de nenhum aparelho. Toco em suas mãos sentindo-a relativamente fria, encaro-a dormindo como um anjo, e foi a primeira vez na minha vida que eu desejei que alguém acordasse.

- Ela vai ficar bem. - a voz do Jimin se faz presente e lágrimas grossam dessem pela sua bochecha, mesmo que ele esteja sorrindo. - Não é, meu amor? - sua mão toca o rosto da minha irmã, fazendo um afago gentil.

- Com licença. - um enfermeiro se aproxima de nós. - Já explicaram para vocês as normas de visitação da UTI?

Nego enquanto Jimin não tem olhos para mais ninguém e nem ouvidos para mais nada. O enfermeiro me dá um olhar compreensivo e nós nos afastamos um pouco da maca.

- A paciente pode receber três visitas de uma hora por dia. - comenta. - E nesse começo apenas de parentes.

- E depois? - minha boca por algum motivo fica seca.

- Se os danos não forem muito sérios, ela vai para um quarto e lá poderá receber visitas das dez da manhã até às dez da noite. - explica com calma.

- Sinceramente, você acha que ela vá demorar muito a acordar? - meu corpo relaxa assim que vejo a sua negação.

- Eu já vi muitos casos, e o dela não é tão grave. - afirma com um pequeno sorriso. - Bom, vou deixa-los a sós. - e se retira.



Fechos os olhos tentando descansar, pelo menos amanhã ainda é domingo. 

#

Seul, 30 de agosto de 2015

Eu estava terminando o meu expediente do trabalho quando recebi uma ligação dos hospital dizendo que a minha irmã havia acordado. No meio do caminho para o hospital, liguei para o Jimin, disse "ela acordou" e desliguei. Pode ter parecido rude, mas eu imagino que ele queira tanto quanto eu vê-la e ficarmos conversando no telefone só iria atrasar as coisas.

Estaciono o mais rápido que consigo e corro até a entrada do hospital, faço todo o caminho até a UTI e antes de entrar na mesma, sou parado pelo mesmo médico de ontem.

- Senhor Min, podemos conversar antes? 

- Não. - responde e começo a fazer a higienização enquanto ele tenta me chamar a atenção. - Com licença.

- Y-Yoong-gi o-oppa. - ela diz com dificuldade enquanto me aproximo.

- Você me deixou tão preocupado, sua teimosa. - suspiro e ela sorri. - Como está se sentindo? - aish, que pergunta idiota de se fazer a alguém doente.

- B-Bem. - seu sorriso continua lá.

- Senhor Min. - o médico parece um pouco impaciente. Foda-se.

- Diga. - viro-me e cruzo os braços.

- Sua irmã teve algumas sequelas, mas eu não acredito que sejam irreversíveis. - comenta. - Com o tempo, ela deve conseguir voltar a falar normal e a andar normalmente.

- Ela ficou paraplégica? - Jimin aparece por trás do médico.

- Não. - ele nega. - Apenas está com os sentidos enfraquecidos, ela sente, mas pouco e tem dificuldade em mover as pernas.

- Quando ela vai poder sair daqui? - Jimin estava sério, bem sério.

- Até amanhã à tarde, ela deve estar em um quarto. - o médico diz pensativo. - Agora para ter alta, depende dos próximos dias... quero ver como ela se comporta agora que acordou.

- Certo. - o namorado assente e depois segue até a Sook, que está "brincando" com a ponta do lençol.

- Obrigado, doutor. - agradeço e aproximo-me da maca.

Fico em silêncio apenas observando quão carinhoso Jimin está sendo com ela, e a ideia de deixa-la morar com ele me passa pela cabeça... Mas é óbvio que não, Min Yoongi! Balanço a mesma e ouço a risada da minha irmã, que deve estar rindo de algo que o Park disse.

- O Tae botou fogo na cozinha, Sook. - ele diz sorrindo. - E aí o seu irmão quis afogar ele na pia.

- Quis mesmo. - bufo. - O cara quase queima a minha cara.

- O-Oppa. - ela ri e coloca as mãos na barriga, depois de um tempo encara cada um de nós. - O-Obrig-gada.

Ambos nos surpreendemos e um grande sorriso acaba me escapando, até que o namorado petulante diz algo para me provocar e eu o ameaço, mas a Sook o defende... sortudo.

#

Seul, 2 de setembro de 2015

Faziam dois dias que a Sook havia sido transferida da UTI para um quarto particular, e é claro que o povo veio visita-la. Na verdade, eu achei que eles fossem dormir aqui, como se fosse um acampamento, mas eu e o Jimin conseguimos manda-los para casa. 

- Noona. - só sobrou essa criança mimada. - O que eu posso fazer para te ajudar?

- Não se preocupe, Kookie. - ela lhe faz um afago na cabeça.

Ah, sim, Sook havia voltado a falar normal, mas ainda não conseguia andar sozinha, por isso o médico disse para esperarmos mais um pouco que ele logo a liberará.

- Obrigado de novo pelo presente, Sook noona. - ele agradece sorrindo e ela ri.


O tédio reinava naquele quarto, algum programa de culinária passava na televisão e Sook parecia muito entretida, até que a porta se abriu do nada e uma "guangue" entrou no quarto.

- SOOK NOONA! - Jungkook foi o primeiro a chegar na minha irmã e ele quase passou por cima dos meus pés no caminho.

- Que porra tá acontecendo? - levantei e cruzei os braços encarando aquele bando de gente.

- Feliz aniversário, Kookie! - Sook lhe deu um beijo na testa.

- Ohhhh, você lembrou, noona! - ele bate palmas.

- Saengil chukhahamnida! Saengil chukhahamnida! - alguém apagou a luz e um bolo com duas velas em cima, que indicavam 19 anos, surgiu sabe-se lá de onde. - Sarangha-neun Jungkook!

Quando dei por mim, já tinha gente comendo o bolo, sério... essas pessoas não são normais. Mas antes que eu pudesse comer algo, vejo Jimin saindo apressado do quarto e algo me disse para segui-lo... às vezes eu odeio esse meu lado.

- Ei, pequeno Jimin. - chamo e ele me encara.

- Fala. - solta sem muito interesse.

Ok, o Jimin não se revoltar quando falam da sua altura... tem algo podre aí.

- O que houve? - paro a sua frente.

Ele suspira e posso ver as engrenagens do seu cérebro pensando se devem ou não me contar.

- Desembucha logo. - apresso-o.

- Não é nada... é uma coisa boba. - dá de ombros.

- Se fosse mesmo bobo, você não estaria com essa cara de bosta. - afirmo e ele revira os olhos antes de me responder.

- Você não entenderia... então de que adiantaria te contar? - ergue uma sobrancelha.

- Aish, só cuspa logo, criança!

- Aigo, você é irritante! - suspira longamente. - Eu só não me senti bem vendo a Sook tão feliz sobre o fato do Jungkook estar fazendo academia e ganhando músculos.

Sério, que eu havia vindo atrás dele, achando que era algo crítico... e é só ciúmes de um pirralho dentuço?

- Viu só? Você não entende. - nega. - Você só vai entender o que eu estou falando quando gostar de verdade de alguém, hyung.

Apenas cruzo os braços, esperando o seu argumento.

- Você simplesmente quer ser o melhor para a pessoa... você quer ser tudo que ela mais deseja. - afirma com um breve sorriso triste. 

- Você não é o Jungkook, Jimin. - aponto o óbvio.

- Esse é o problema. - suspira e volta para o  quarto antes que eu possa dizer algo a mais.



E lá estava o clima pesado de novo, Jungkook e Sook conversando enquanto um Jimin emburrado estava ao meu lado no sofá.

- Jiminnie! - Sook o chama, mas ele a ignora. - Aigo! Kookie, traz o Jimin aqui, por favor.

- Pode deixar, noona, agora que eu tô forte posso até carregar o hyung! - ele diz e ouço o moreno ao meu lado bufar.

Assim que Jungkook chega perto Jimin se levanta e dá um tapa na mão do menor, o mais novo arregala os olhos surpresos. 

- Hyung? - Jungkook engole em seco. - Por que você...

- Eu cansei! - Jimin explode e eu apenas suspiro sabendo que o final desse cena não será nada agradável. - Eu cansei de ser deixado de lado! 

- Jimin? - Sook está tão chocada quanto o Jungkook.

- Eu sei, tá bom, que eu engordei nas férias e que não sou forte como o Jungkook! - ele cerra os punhos e seus olhos estão marejados. 

- Jiminnie. - Sook respira fundo e depois o fita. - Você sabe que eu não ligo para essas coisas... eu gosto de você do jeito que você é... não importa se você engordar, emagrecer, ficar careca ou o que seja. - ela sorri. - Mas se a sua bunda sumir eu confesso que vou ficar magoada.

Mas ao invés de rir, Jimin abaixa a cabeça e murmura.

- Mas eu quero ser perfeito para você. - e sai rapidamente do quarto, sem que ninguém consiga dizer algo.

- Mas você é... - os olhos da Sook marejam e eu o xingo mentalmente.


Notas Finais


Sou má, sim, sou e vai ter tretas entre o nosso casal fofura x.x

Beijokas, até sexta o/


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