História Você Não Está Só - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Park Jimin, Personagens Originais, Romance
Exibições 203
Palavras 3.777
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Último capítulo, pessoal! É triste, mas é o fim ...

Boa leitura.

Capítulo 21 - Os Fogos de Artifício



Jimin

Seul, 19 de setembro de 2015

Eu estava com tanta vergonha que mal podia levantar a cabeça e olhar em seus olhos, a sua voz estava meio chorosa e o tom estava instável, engulo em seco e permaneço encarando os meus dedos que se movem por cima do lençol do hospital.

- Você está me ouvindo, Park Jimin? - ele bufa e eu arrisco erguer o rosto.

Mas me arrependo ao ver os seus olhos marejados e seus lábios se amassando, meu hyung estava segurando o choro e estava sofrendo... e a culpa era minha.

- Eu sinto muito, hyung. - sinto os meus olhos marejarem.

Porém detenho as lágrimas, eu não tinha esse direito de chorar na frente dele, isso só o deixaria pior. Respiro fundo e fecho os olhos com força, e apenas uma lágrima desce do meu olho, mas eu a limpo rapidamente.

- Eu realmente sinto muito. - volto a encará-lo, juntando toda a minha coragem. - E eu sei que pode parecer mentira, mas eu não queria que as coisas chegassem tão longe... eu só queria ser mais parecido com o Jungkook.

- Por que você fica colocando essas besteiras na sua cabeça, ChimChim? - ele suspira e larga os braços ao lado do corpo. - A Sook não ama o Jeon Jungkook... ela ama o Park Jimin.

Arregalo os olhos e perco a fala, parte de mim acreditava no que ele havia dito, mas aquela outra parte, aquela que se feriu há muito tempo, mas que continua machucada... essa parte apenas me faz abaixar a cabeça, fazendo que eu duvide de mim mais uma vez.

- Para de se machucar, ChimChim. - ele diz e ouço seus passos se afastarem.

Fechos os olhos assim que ouço a porta sendo fechada, depois jogo com força a cabeça para trás e me permito chorar. Por que eu tinha que ser assim? Por que eu sempre tinha que machucar todo mundo? Qual é o seu problema, Park Jimin?

Deixo as lágrimas descerem pelo meu rosto na esperança de que a dor vá embora, mesmo sabendo que a dor nunca some, ela só vai ficando mais forte, escondendo-se, preparando-se para o golpe final. 

Então a porta se abre num estrondo, batendo de encontro a parede, dando-me a visão da pessoa que mais esteve em minha mente nesses dias. Abro a boca, mas nenhum som sai, Sook está ofegante e parada se apoiando na parede.... Deus como ela estava magra e mais branca do que o normal.

- Pode parar de chorar, seu idiota! - ela grita e engulo em seco. - Como você ousa?!

Por um instante fico confuso enquanto seu olhar me perfura, posso ver a mágoa e a raiva brilhando em seus olhos, fazendo-me sentir mal... e exposto. Não quero que ela, justo ela, me veja assim, porém ao mesmo tempo, não consigo tirar os olhos de si... Sook poderia sumir, minha mente volta a me pregar peças.

- Pode ir me explicando, Park Jimin! - seus olhos marejam, mas ela se mantém firme. - Você pediu um tempo, pra isso? HAM? Pra se matar?!

Não sei o que responder, apenas sustento seu olhar mesmo me sentindo um lixo.

- Vai ficar calado? Só olhando pra mim? - esbraveja.

Eu não a culpo por estar com raiva, mas dizer que não estava sendo doloroso receber a sua íra... seria mentira.

- Sook... - abro a boca, mas apenas o seu nome sai.

- Eu fiquei naquele quarto, esperando você voltar... esperando que você se desse conta do quão idiota era o seu ciúmes pelo Jungkook. - comenta deixando algumas lágrimas escaparem. - É tão difícil pra você entender que eu não amo o Jungkook, e que eu me apaixonei pelo garoto baixinho, convencido, ciumento, fofo e bipolar?

Meu coração dá um salto no peito... ela disse que se apaixonou por mim, então ela me ama, certo? Mordo o lábio sentindo a raiva dar as caras. O que eu estava fazendo com a minha vida?

#

Sook

Seul, 19 de setembro de 2015

Eu o vejo se desmanchar bem a minha frente, chorando como um bebê... e já não consigo mais ter raiva. Suspiro e penso em me mover, mas todo o meu corpo dói do esforço de ter se locomovido tanto, perdi a conta de quantos tombos levei pelo caminho.

Ergo o rosto e respiro fundo, começo a andar bem devagar usando a parede do quarto como apoio. Sinto uma pontada na minha perna direita e um gemido involuntário escapa dos meus lábios, mas não desisto, eu continuo até chegar a sua maca e me apoiar na mesma, dando um longo suspiro aliviado.

- Jiminnie. - chamo, mas ele nega com a cabeça com as mãos em frente aos olhos. - Olhe para mim, por favor.

Fico em silêncio, apenas ouvindo e esperando que seu choro diminua, algumas pessoas precisam de tempo para aceitar certas coisas. 

- Eu sinto muito, Sook. - pede ainda com as mãos nos olhos.

- Eu te desculpo se olhar para mim. - proponho, e ele demora, mas começa a retirar as mãos do rosto e o vira para mim. - Você é tão lindo, Jiminnie.

- Você acha mesmo? - sua voz sai num choramingo.

- Você sabe que eu nunca minto. - dou um pequeno sorriso. - Agora pare de chorar, tá?

- Tá bom. 

Ele parece um bebê, tão fofo, sorrio com esse pensamento e o ajudo a limpar as últimas lágrimas. Depois deposito um beijo demorado em sua bochecha, fazendo-o corar, tão adorável, dou uma risadinha e ele me mostra um pequeno sorriso, sem mostrar os dentes, mas já é um avanço.

- Eu não sei o que está se passando nessa sua cabecinha. - toco em sua testa. - Mas eu quero que você sabia que eu não vou desistir de você... de nós... desde que você também queira isso.

- Eu quero! - ele se exalta, mas depois pede um "desculpa" baixinho. - Eu prometo que vou mudar e...

- Quem disse que é para você mudar? - coloco o indicador em seus lábios, calando-o momentaneamente. - E antes que você diga que quer ser perfeito para mim... eu já te aviso que só há uma pessoa perfeita para mim.

Seu olhar decai e meu coração pesa, desde quando ele tem essa autoestima tão baixa?

- E essa pessoa se chama Park Jimin... ou Jiminnie se preferir. - ele volta a me olhar, surpreso. - Também atende por ChimChim. - brinco e ele sorri, mas de verdade dessa vez.

Ainda não foi o eye smile que eu tanto queria ver, mas eu não vou desistir até fazê-lo rir ou meu nome não é Min Sook.

- Eu te amo tanto, Sook. - ele diz do nada, pegando-me de surpresa. 

- Ainda bem. - recomponho-me. - Pensei que eu estava amando sozinha. - brinco.

- Sente-se aqui. - ele bate ao seu lado na maca e se ajeita mais para a ponta. - Por favor.

E ele faz um pequeno beicinho, aquele famoso que eu nunca resisto, reviro os olhos e apoio os braços para tentar subir na cama. 

- A anãzinha não consegue subir sozinha? - ele brinca e eu o encaro mortalmente.

Seu sorriso sapeca está lá e eu quase esqueço que ele acabou de me zuar, porém antes que eu possa lhe dar uma resposta a altura, acabo me desequilibrando e indo parar de bunda no chão. Eu já não tenho muita e aí decido esmagar o que ainda me resta nessa queda, sério, tá doendo demais!

- Acho que quebrei a minha bunda. - choramingo e logo sinto seus braços me erguerem do chão, como uma princesa.

- O-O que você está fazendo? - bela hora para gaguejar, Sook, arrasou.

- Shhh... pare de ser chata. - ele me coloca na maca deitada e depois se deita ao meu lado. - Ainda dói?

- N-Não mais. - murmuro totalmente corada.

Como ele podia ter esse efeito em mim depois de tanto tempo juntos... Será que algum dia eu vou entender o homem que é Park Jimin? Entretanto decido deixar isso para depois, sinto as suas mãos segurarem o meu rosto e seus lábios se chocarem com os meus. Foi como se uma chama tivesse se acendido no meu coração, rapidamente enlaço os braços em seu pescoço e me concentro apenas no beijo.

Havia tantas emoções envolvidas naquele simples selar de bocas, não eram necessárias palavras para expressar o que estavamos sentindo naquele momento. Estavamos machucados? Com certeza, mas não estávamos sós, ou melhor dizendo, o meu baixinho invocado nunca esteve só... ele demorou um pouco para se dar conta, mas antes tarde do que nunca.

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Hyun

Seul, 31 de dezembro de 2015

Amanhã seria um novo ano! E 2015 estava indo embora e eu já estava surtando antecipadamente pelas possíveis piadinhas que essas pessoas iriam soltar, sério... o Tae me soltou no natal "é pavê ou pacomê?". E foi no dia que os meus pais o convidaram para jantar em casa... que bola fora, Kim Taehyung.

- HYUN! - ouço a voz da minha melhor amiga e me viro.

Vejo-a acenar que nem uma louca para mim e com um sorriso gigante no rosto, não era para menos, ontem mesmo o namorado dela havia voltado da viagem que havia feito com os pais. Ele a convidou, já que os pais dele amaram a Sook, e tem como não amar essa menina? Enfim, ela não foi por causa de cu doce, DIGO MESMO, eu teria ido, tá?!

- Sookie. - eu me jogo em seus braços e quase caímos. - Esqueço como você é fraquinha.

Sook apenas revira os olhos, mas logo é roubada pelo namorado ciumento level mil, sério ele acha que vai acontecer o quê? Vamos virar lésbicas e nos pegar aqui na frente dele?

- Hyun! - mas que raios todo mundo tá me chamando hoje. - Te achei!

Taehyung, vulgo meu namorado bobão, me abraça, levantando-me do chão, dou um gritinho de surpresa, não de menininha, que fique claro. 

- Venha, eu quero te mostrar um lugar. - ele me dá um beijo rápido e se despede do outro casal enquanto me puxa até sabe-se lá onde.

Andamos passando por vários casais e só paramos em frente há um tipo de capelinha, que só tinha uma ponte ligando a terra firme, pois era rodeado por um lago. Vejo alguns vagalumes voando e fico ainda mais boquiaberta quando atravessamos a ponte. Tinha uma mesa toda enfeitada e pronto para um jantar romântico, meus olhos se enchem de lágrimas.

Taehyung pode ser um bobão e meio lerdo para algumas coisas, além de quase nunca reparar em algo novo em mim, mas ele era de longe o melhor namorado que eu podia ter na vida. E ele tinha o seu jeitinho de demonstrar que se importa, e eu decididamente amo essa particularidade dele.

- Eu amo quando você faz essas coisas. - choramingo e o abraço. - Eu te amo, TaeTae!

Grito para que o mundo escute e ele ri, aquela risada maravilhosa, mas ela logo cessa quando nos beijamos. Um beijo lento e apaixonado, cheio de carícias, mordidas e algumas palavras carinhosas trocadas entre suspiros.

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Sook

Seul, 31 de dezembro de 2015

Nós estávamos deitados na grama, em cima de uma toalha que o próprio Jimin trouxe, ele disse para aproveitarmos das coisas simples da vida. Aconchego a cabeça em baixo do seu pescoço ouvindo o seu coração bater mais rápido, fazendo-me sorrir por saber que ele bate por mim, que ele bate por nós. 

Às vezes eu me pego pensando no que teria acontecido se eu não tivesse atravessado o hospital para ir até o seu quarto. Estaríamos aqui hoje... provavelmente não. E se me perguntassem se eu teria feito algo de diferente eu não saberia responder. Mas Sook, diga que não, que você gosta do jeito que as coisas estão agora.

Eu gosto, na verdade, eu amo como a situação é agora e amo ainda mais o homem que é o meu namorado. Mas será que eu não poderia ter feito algo diferente para que ele sofresse menos? Talvez ter dito de vez que o amava no dia em que fui parar no hospital, horas antes de nos despedirmos, eu senti como se tivesse deixando uma parte de mim para trás... talvez eu devesse ter sido sincera ali.

- O que tanto pensa? - ele inverte as nossas posições, ficando completamente por cima de mim. - Você é tão linda. - eu coro. - Corada então. - ele ri e eu o acompanho.

Nosso relacionamento é perfeito? Não, longe disso. Nós brigamos, sim, mas sempre damos um jeito de fazer as pazes... seja numa conversa pacífica ou entre beijos que depois resultariam numa noite de amor. 

- Eu te amo. - digo e ergo o rosto encostando as nossas bocas, dando início a mais um beijo.

Mas por incrível que pareça, parecia ser completamente diferente de todos os outros beijos que já trocamos. Bom, com Park Jimin é assim, você nunca sabe a surpresa que virá.

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Taehyung

Seul, 31 de dezembro de 2015

Dizer que eu estava feliz era pouco, eu estava me sentindo o cara mais sortudo da face da Terra. O sorriso da Hyun, ahhh, eu buscaria a lua para vê-la sorrindo como estava agora, ela era tão fofa mesmo fazendo toda essa pose de garota má e independente.

- O que foi? Tô suja? - ela se desespera e começo a fuçar na bolsa, em busca de um espelho, com certeza.

Ahhh... como eu a conheço bem, penso assim que a vejo tirar um pequeno espelho da bolsa e se observar cuidadosamente.

- Você não está suja, mô. - faço um bico e ela me dá um selinho rápido. - Só isso?

Faço a carinha do gato do Shrek e ela suspira antes de se levantar e sentar no meu colo, Hyun sorri maliciosamente e beija o meu pescoço, arfo antes de morder os lábios sentindo-a marcar a minha pele.

- Agora todas aquelas piranhas que estavam te secando mais cedo, vão saber que você tem dona. - afirma com um sorriso vitorioso.

Deus, como eu amo essa personalidade dela, muitas pessoas podem achar que deve ser um inferno conviver com essa ariana, mas eu lhes digo... não é fácil, mas é a melhor sensação do mundo quando você a agrada, quando ela sorri e você sabe que a causa foi você. Ou quando ela cora dizendo palavras fofas ou até mesmo dizendo o quanto te ama.

- Eu estou bobamente apaixonado por você, Hyun. - brinco e ela ri, meio fofa tentando esconder a boca.

Se eu fiquei ofendido? Nem um pouco, a Hyun costuma rir meio tímida quando fica muito feliz, sim... eu a conheço muito bem.

- Os fogos, Tae! - ela aponta para o céu, mas continua no meu colo. - Daebak!

- São lindos! - exclamo surpreso, mas não consigo ficar muito tempo prestando atenção nos fogos.

Pois meus olhos seguem para a pequena, porém grande mulher que está a minha frente e quando nossos olhares se cruzam, eu sorrio e ela retribui. Então puxo-a pelo pescoço e a beijo, descontando todo o meu amor e todo o meu desejo em seus lábios ao som dos fogos se queimando nessa noite.

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Jimin

Seul, 31 de dezembro de 2015

Já fazia uma meia hora que estávamos deitados ali, esperando os fogos, seu corpo tão pequeno e leve estava completamente por cima do meu, afinal eu a coloquei ali e não pretendia solta-la tão cedo. Sorrio de canto ao sentir seus lábios beijaram o meu pescoço, a Sook é sempre assim, ela começa com coisas pequenas como um simples roçar de lábios para tão logo começar a me morder. E como ama me morder.

- Vai me deixar com marcas? - perguntando deixando um pequeno gemido escapar.

- Eu deveria? - ela pergunto num tom malicioso. - Talvez assim aquelas meninas ali, parassem de olhar para cá desejando estar em meu lugar.

Ah, o ciúmes... às vezes eu me perguntava como não havíamos nos mudado para uma ilha deserta, porque olha eu sou tão ciumento quanto ela... na verdade um pouco mais, mas isso não importa agora.

- Talvez nós devêssemos fazê-las perceber que eu tenho dona. - sorrio e ela ergue o rosto, fitando-me demoradamente. - O que foi?

- Park Jimin. - um arrepio gostoso passa pelo meu pescoço ao escutar a sua voz me chamar. - Eu amo você. - e sorri.

Essa mulher deve ser uma feiticeira ou uma sereia, era assim toda vez, não importava onde ou quando ou como, se ela falar que me ama... é um golpe e tanto, toda santa vez. Você anda tão gay, Park Jimin.

- Como não me amar, não é mesmo? - dou meu melhor sorriso e ela ri. - Eu amo a sua risada, Sook... ahhh, eu amo tudo em você, meu amor.

Suas bochechas ficam levemente vermelhas e eu aproveito o seu momento tímido para lhe beijar, sentindo o gosto do chocolate que havíamos acabado de comer. Então os fogos estouram e nos separamos no susto, logo rindo em seguida, para depois sentarmos observando o céu ganhar diversas cores nessa noite de ano novo.

- Jiminnie. - ela diz ainda olhando para cima e eu a fito até que ela me olhe também. - Obrigada.

Sook vive dizendo que eu mudei a sua vida, que eu fui o anjo que lhe tirou da solidão, porém ela não percebe que foi ela mesmo quem saiu da escuridão... ela saiu para vir me salvar.

- Eu também tenho que lhe agradecer.

Seu olhar junto de um bico fofo, esse era o jeito da Sook de demonstrar que estava confusa... tão meiga.

- Obrigado por ter me escolhido como o seu veterano, minha protegida favorita. - sorrio com meu eye smile.

Ela faz um "oin, kawaii" e me abraça logo selando os nossos lábios, Deus, como eu a amo. E tudo o que eu desejo nesse momento é poder desfrutar de seus beijos e do nosso amor por vários outros anos novos.

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Yoongi

Seul, 31 de dezembro de 2015

E lá estava eu, rodeado de pessoas estranhas até que avisto a minha irmã pulando e acenando para mim. Um sorriso me escapa assim que a alcanço e sinto seus braços rodearem o meu pescoço, Sook era a minha única família e ela havia se tornado tudo para mim nesses últimos meses.

Mesmo depois das palavras rudes que lhe desferi naquele quarto de hospital, eu me desculpei depois e ela não guardou rancor... na verdade, eu nem sei se ela sabe o que é rancor. Espero que nunca saiba e que continue sendo essa mulher brilhante.

- Você demorou. - ela faz um bico. - Estava com alguém? - sorri maliciosamente.

- O que você fez com a minha irmã, Park Jimin? - ergo uma sobrancelha.

- Sou inocente. - ele ergue as mãos em sinal de rendição.

Suspeito isso aí, mas dou de ombros aproveitando do abraço caloroso da minha irmã. Se eu vou passar uma boa parte da noite com ela, deixando o namoradinho com ciúmes, mas com toda certeza. Afinal eu sou Min Yoongi.

Se bem que o Park logo para com a cara emburrada, pois o Jungkook acabou de pular em suas costas, fazendo-o ficar ocupado demais se irritando com o "pirralho". Ah, sim, o Jungkook, garotinho complicado... esses dias ele me mandou uma mensagem um tanto quanto confusa, mas na real ele só queria saber como se comportar perto de uma garota.

Eu fui sincero, ele pareceu não gostar muito e optou por seguir os conselhos da minha irmã, o que admito que deu certo, pois ele estava tendo um caso/rolo com essa menina, que só não estava aqui por um motivo chamado "viagem com os pais".

- Que cara é essa, oppa? - Sook me dá um beijo na bochecha. - Você estava mesmo com alguém?

Agora ela parecia com ciúmes, que coisa fofa ver a minha irmã com ciúmes, começo a rir e ela bufa fazendo um bico. Sook é com toda a certeza desse mundo, o meu oposto.

- Estou pensando em como as coisas mudaram, Sook. - comento e ela faz um "ahhh". - Quem diria, não é?

- É... - ela dá um pequeno sorriso. - Fiquei sabendo que o Namjoon e o Jin adotaram uma criança.

- Sim. - assinto. - É uma menina bem fofa e banguela.

- Oppa! - ela me dá um tapinha de leve e ri. - Ela não vai ser banguela para sempre.

- Eu espero. - digo e ela ri ainda mais.

Adoro fazê-la rir. E falando em rir, o nosso amigo mais risonho, vulgo Jung cavalo Hoseok, ah não! Estou pegando a mania idiota do Youngjae de colocar adjetivos no meio do nome das pessoas. Mas voltando, Hobi e o Youngjae estão juntos e finalmente mostraram ao mundo que estavam juntos, puta que pariu, viu? É muita gayzisse para apenas um casal.

- Oppa. - Sook me faz um sinal. - Aquela menina... ela está de olho em você faz um tempo.

Era uma garota do tamanho da Sook com cabelo preto curto, dou um pequeno sorriso e ela cora voltando-se para o seu círculo de amigas.

- Você acha que eu deveria ir lá, Sook? - indago sem tirar os olhos da garota.

- Acho que está na hora de você parar de se preocupar com a sua irmãzinha. - comenta. - E ir ser feliz.... mas eu ainda te amo, tá?

Então nós rimos até que eu lhe dou um beijo na testa, devolvendo-a ao namorado que me mostra a língua. Por fim, caminho até a desconhecida e lhe cutuco, vendo seus olhos se arregalarem ao me ver ali em sua frente.

- Olá. - dou um pequeno sorriso e ela cora novamente.

- O-Oi. - sua voz sai baixa.

- Então, a minha querida irmã disse que você estava me fitando há um certo tempo. - comento e ela cora mais ainda. - Aliás me chamo Yoongi... Min Yoongi.

- S-Sua irmã? - vejo o momento que ela entende que a Sook não era minha namorada nem nada do tipo. - Então você q-quer comer algo comigo? - aponta para umas barraquinhas logo atrás de si.

- Claro. - assinto e logo caminhamos lado a lado.

- Ahhh... eu me c-chamo Kim Jimin. - ela diz ainda corada.

Só espero que ela não seja louca como o Taehyung ou bipolar como o Jimin. 


Notas Finais


Bom, chegamos ao fim, e eu quero agradecer a vocês leitores que me deram uma chance, fico muito grata de verdade.

E bem, eu não pretendo fazer uma continuação com o relacionamento Min Yoongi e Kim Jimin, e eu ri quando criei esse nome kkk me julguem HSUAHUS

Ahh daqui a pouco tem apresentação do BTS, meu povo o/

Outra coisa importante, eu sempre posto fics e estou na vibe de yaoi do BTS, então se você gosta pode me observar se quiser, sugiro kkk

E postei uma OneShot bem fluffy JiKook: https://spiritfanfics.com/historia/minha-salvacao-ou-minha-perdicao-6740157

Agora eu quero saber, o que acharam do capítulo? Eu tentei retratar um relacionamento real, no caso da Sook e do Jimin, porque eles estão se acertando já que só passaram alguns meses e tals.

Obrigada para o pessoal que acompanhou e até meus trabalhos futuros :3


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