História Você não lembra de mim? - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~Valentin_senpai

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Bromance, Drama, Memória, Original, Romance
Visualizações 16
Palavras 1.348
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Mentiras


“Mamãe. Quem são aquelas garotas ali?” Perguntou a jovem ruiva olhando para as duas meninas saindo pela porta de seu quarto, uma japonesa dos olhos castanhos e cabelos pretos, a outra morena com olhos negros e cabelos castanhas claro. Elas pareciam decepcionados demais para notar que Sarah havia acordado e as encarava confusa, perguntando coisas a mãe que sentava-se na poltrona ao lado.

Suzie sentiu alívio pela filha estar falando, mas ficou apreensiva.

“Aquelas são Hazel e Freia, suas colegas.” Disse Suzie parecendo preocupada, mexendo inquietamente as mãos que antes estavam quietas em seu colo. “Vocês são da mesma classe, acho que a três anos. Não lembra delas? Apareceram apenas entregar sua lição.”

“Não lembro.” Balbuciou a garota desviando o olhar para a janela entreaberta do quarto.

Um bico formando em seus lábios pela vontade esmagadora que tinha de chorar. O olhar caído em um ponto qualquer do pátio onde crianças brincavam com seus parentes e amigos. Por que ninguém ia ver como ela estava? Por que tinha a impressão de ter que resolver algo importante e, a pessoa importante envolvida nisto não foi nem iria levar por sua culpa?

“Tem certeza que eu e elas somos da mesma classe?” Indagou sentindo-se mal por isto, o modo infeliz como as garotas saíram não era o de alguém que era uma simples colega. Se conviveram por tanto tempo, não deveriam ser amigas?

"Sim, minha querida, já vi vocês três conversando algumas vezes lá na escola. Contudo, não acho que eram íntimas, que eu saiba falavam apenas coisas sobre as aulas." A mulher mentiu, não querendo que sua filha ficasse preocupada com a falta de memória, pedindo a uma enfermeira que chamasse um médico e o psicólogo da criança.

"Mas mamãe... Eu não lembro dessas garotas." Murmurou infeliz.

"Logo, logo você lembrará delas. E se não lembrar é porque não precisava, pois não significavam nada." Garantiu a mulher forçando um sorriso, porém, aquilo não acontecera tão cedo quanto a mulher imaginara.

– Primeiramente explique-me o que está acontecendo, madame. – Falei, cruzando as pernas calmo enquanto olhava para a mãe de Sarah.

Eu sei que era tarde, meu melhor amigo avisou-me isto quando eu sai de sua casa, mas não incomoda-me. Eu deveria estar na casa dele agora, se os pais dele perceberem que eu sai aquela hora, com certeza, eu ficaria de castigo por uma semana ao voltar para casa, quem sabe até mais, mesmo que para mim saber o que está acontecendo fosse um bom motivo. O problema mesmo seria se quisessem afastar o Charlys de mim por pensarem que sou lhe um mau exemplo. Contudo, os futuros castigos não me importam no momento, se eu não conseguisse descobrir o que está acontecendo acho que eu não conseguiria dormir bem tão cedo – não que importe muito, faz um bom tempo que estou tendo problemas para dormir.

– Não gostaria de beber um chá ou café, Noan. Digo, Kisa? – Suzie tentou desviar do assunto com normalidade, inclinando o rosto em direção a cozinha. Ela devia estar muito nervosa, mexia nas mãos agitadamente, parecia não saber se deveria deixaras próprias mãos juntas ou separadas.

Isso estava me cansando.

– Não, dona Suzie, eu apenas gostaria de ouvir a resposta da minha per-

– Por quê não tira teu casaco? – Perguntou ela me interrompendo, e chacoalhando as mãos um pouco receosa. E é por isto que não gosto de conversar com adultos, eles querem manipular tudo. – Esta é uma noite tão quente e úmida, provavelmente tu deves está com calor. O clima aqui em minha casa sempre foi muito quente, tu devias saber muito bem disso, até aquele teu melhor amigo moreninho gorducho disse que aqui é muito quente... – Concluiu.

Moreninho gorducho, isso foi hilariante, tive que segurar a vontade de rir ao ouvi-la dizer isso. Ela provavelmente está referindo-se ao Charlys, ou melhor, com toda a certeza era sobre ele que ela referia. Que eu saiba, ele é o único que se encaixa perfeitamente nessa descrição, além de ser meu único melhor amigo e ter dito isso. Chega a ser bonito e engraçado alguém dizer isso sobre ele, principalmente na presença dele, o Lys cora assim que escuta qualquer coisa dirigida a ele como elogiou ou ofensa me lembra até daquele verão no acampamento mas.. Isso não vem ao caso no momento.

Além de tudo isso a Sarah disse que apresentou apenas nós dois a sua família.

– Não precisa se preocupar! Não está tão quente assim, eu consigo suportar. – Respondi balançando as mãos em negação. Um gesto que não foi bem aceito.

– Mas tu não precisaste suportar. Dar-me aqui o teu casaco, agora. Não quero que tua mãe, venha reclamar-me que tu estás sofrendo de desidratação por causa do calor de minha casa. – Vociferou a senhora levantando e esticando uma das mãos em minha direção.

Como se minha mãe soubesse que vim a sua residência.

Sem querer mais conversas e discussões desnecessárias, abri o zíper do casaco e tirei-o entregando na mão erguida da Suzie. Mantendo a expressão séria apenas por conveniência.

Suspirei.

– Satisfeita agora? – Indaguei.

– Estaria mais satisfeita assim que tu aceitas beber uma taça de chá preto com alguns bolinhos que preparei mais cedo. – Retrucou a mulher, andando até a porta de um armário que tem no corredor e abrindo uma das portas. Pegou um dos muitos cabides e enfiou-o dentro do casaco, logo voltou a coloca-lo no armário e fechar a porta que, estranhamente, fez um rumor mudo soando quase como um suspiro de alívio.

A ruiva mãe, andou até a cozinha que é próxima a sala, e voltou alguns minutos depois com uma bandeja de prata, a qual continha um pequeno bule de chá também de prata, duas taças pequenas brancas, uma colherzinha de chá feita de bronze e um pote de vidro cheio de bolinhos de chuva.

– Comas um pouco. – Suzie sorriu, ainda em pé, parecendo menos nervosa e me ofereceu um. Confesso que fiquei um pouco hesitante mas, peguei um dos bolinhos e dei uma mordida, aprovando o doce mesmo que não dissesse. – Estão bons?

Sorri brevemente.

– Sim. Contudo, eu quero falar sobre-

– Queres uma taça de chá? Ele está fresquinho, fiz com as plantas de minha Horta. - Interrompeu-me mais uma vez, ajeitei a postura ficando com ela ereta, meu olhar recaindo sobre o seu.

Bufei exasperado.

– Pode, por favor, parar de evitar o assunto? – Balbuciei tentando manter a calma, porém, estava difícil segurar a língua e não trata-la com severidade. – Suas tentativas de mudar de assunto estão ficando realmente irritantes. Está cansativo.

– Certo. Voltemos ao assunto mas... Primeiramente responda-me duas perguntas. – Suzie sentou-se novamente na poltrona e me fitou seria. – Tu tens raiva de minha filha?

– Eu... – A resposta a essa pergunta no passado seria sim, eu não teria nem dúvida em responder que sim, mas... Ao reencontra-la foi como se todos os anos de rancor infantil tivessem sumido, seu jeito animado foi capaz de mexer mais uma vez comigo, fazendo-me ficar frustrado por não conseguir odiá-la, por perceber que não tem nem nunca teve um porquê de ficar bravo com ela. Eu sentia falta dela por causa da distância que criou, deixei que meus sentimentos nos afastassem, fiquei magoado e desistir dela, não quis ouvir o que imaginei serem desculpas e fui embora sem dar-lhe tempo, sem prestar atenção. Todavia, se àquilo não tivesse acontecido, eu nunca teria conhecido o Charlys e, como eu sobreviveria sem o meu Charlys hoje em dia? É por causa dele que nunca me deixei levar pelas palavras que me machucam e destroem, pelas ondas que afundam-me nesse mar que é a vida. Ele me ensinou a nadar, a flutuar sem afundar, a andar de skate e de bicicleta. Ao todo, eu preciso é agradecer, mesmo que me doa, foi melhor daquele jeito. Melhorou muito perde-la. É como minha mãe diz: Da infelicidade nasce as boas lembranças. – Não, eu acho que... Eu não tenho raiva da Sarah.

– Ótimo. – Suspirou ela aliviada e colocou as mãos juntas sobre o colo. Porém, sua expressão não amenizara, oh, ela disse duas. – Segunda, o que aconteceu na manhã do dia 28 de novembro de 2007?



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