História Você Promete - Clexa - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clarke, Clexa, Eliza, Griffin, Hot, Lésbica, Lexa, Sexo, Taylor, The100, Woods
Visualizações 195
Palavras 1.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu sei que demorou mais de 20min, mas fazer o que tinha que comer!!

Capítulo 27 - Capítulo 27


 

— Querida, você está com uma aparência terrivelmente seria. Algum problema?

Niylah a olhou através da mesa do almoço. Eliza sacudiu a cabeça, mexendo distraidamente com o copo de vinho.

— Não. Estou apenas pensando num novo trabalho. Quero iniciar um novo projeto amanhã. E isso sempre me deixa preocupado. Mas ela estava mentindo e ambas sabiam disso. Desde que Lexa telefonara, na noite anterior, Eliza fora lançada de volta ao passado. Tudo o que podia pensar era naquele último dia. O passeio de bicicleta, a feira, o colar enterrado na praia, depois o vestido branco comprido para fugir e casar com Lexa... e depois a voz da mãe dela no hospital, quando estava com o rosto coberto por ataduras, os olhos vendados.

Era como ter um filme exibido constantemente diante de seus olhos. Ela não podia escapar.

— Você está bem, querida?

— Estou, sim. Desculpe estar sendo uma companhia tão desagradável hoje. Talvez eu esteja simplesmente cansada. Mas Niylah percebeu a expressão angustiada e o franzido perturbado entre os olhos de Eliza.

— Tem visto Echo ultimamente?

— Não. Ela tem andado ocupada com o seu romance com Bellamy que finalmente está fluindo. Estou sempre para telefonar e convidá-la para almoçar, mas parece que nunca tenho tempo. Desde a exposição. . .  — Eliza fez uma breve pausa, a olhando com um sorriso de agradecimento. — ... que passo a metade do tempo no laboratório e a outra metade correndo pela cidade com a câmara.

— Eu não me estava referindo a um encontro social, mais profissional.

— Claro que não. Já lhe contei que encerramos o tratamento antes do Natal.

— Nunca me disse se a decisão de suspender as sessões foi sua ou dela.

— Minha. Mas Echo não discordou. — Eliza sentiu-se ligeiramente magoada pelo fato de Niylah pensar que ela estava precisando de mais sessões psiquiátricas. — Estou apenas cansada, Niylah. Não há mais nada.

— Não tenha tanta certeza assim. Às vezes, acho que ainda se sente atormentada pelos... pelos acontecimentos de dois anos atrás.

Niylah falou cautelosamente, observando atentamente a reação da loira. E ficou triste quando a viu quase se encolher, visivelmente atingida.

— Não diga bobagem.

— E perfeitamente normal, amor. As pessoas ficam atormentadas por coisas assim durante dez ou vinte anos. E uma experiência terrivelmente traumática para se viver. Alguma parte de você, bem lá no fundo, irá sempre recordar o que aconteceu, mesmo tendo ficado inconsciente depois do acidente. Se conseguir fazê-la descansar, estará livre.

— Já pus para descansar e estou livre.

— Somente você mesma pode julgar isso. Mas quero que tenha certeza. Caso contrário, sutilmente, irá afeta-la pelo resto da vida. Limitará a sua capacidade, prejudicará sua vida... Seja como for, não há necessidade de continuar. Pense no problema com todo cuidado. Pode querer continuar a se encontrar com Echo por mais algum tempo. Não faria mal algum.

Niylah parecia preocupada.

— Não preciso.

A boca de Eliza estava contraída numa linha firme. Niylah acariciou sua mão. Mas não pediu desculpas por ter abordado o assunto. Não estava gostando do ânimo de Eliza.

— Está certo. Vamos embora?

Sorriu para ela mais gentilmente e Eliza retribuiu o sorriso. Eliza estava obcecada por ter falado com Lexa. Niylah pagou a conta e ajudou ela a vestir o blazer de veludo azul-marinho

usado com saia Chanel branca e a blusa de seda. Eliza estava impecavelmente vestida, como sempre. Niylah adorava a companhia dela

— Quer que eu a leve para casa?

— Não, obrigada. Pensei em dar um pulo até a galeria. Quero discutir alguns problemas com Jacques. Estou com vontade de mudar algumas das peças. Muitos trabalhos anteriores meus estão, tendo agora mais destaque que os recentes. Estou querendo inverter essa situação.

— O que faz sentido.

Niylah passou o braço pela cintura dela, enquanto caminhavam ao sol da primavera.

O nevoeiro da manhã já se dissipara e estava fazendo um dia quente e maravilhoso. O manobrista trouxe o carro rapidamente e Niylah abriu a porta para Eliza entrar. Ela ajeitou a saia e sorriu, enquanto a outra se sentava ao volante. Sabia agora o quanto Niylah tinha importância para ela. Às vezes, porém, perguntava se ela a amava talvez porque ela permanecia de certa forma inatingível. Frequentemente, Eliza sentia-se culpada por não ser mais franca com Niylah. Mas apesar da afeição que sentia por ela, havia sempre uma sombra de reserva entre as duas. Eliza sabia que era sua a culpa. E talvez Niylah estivesse certa. Talvez ela estivesse condenada a ficar para sempre atormentada e abalada pelo acidente. Talvez devesse voltar a procurar Echo.

— Não parece com muita disposição para falar hoje, meu amor. Ainda pensando no novo projeto?

Ela assentiu, com um sorriso constrangido. Depois, passou a mão gentilmente pela nuca de Niylah.

— Às vezes me pergunto por que você me atura.

— Porque tenho muita sorte em tê-la. É uma pessoa muito especial para mim. Espero que saiba disso.

Mas por quê? Havia ocasiões em que Eliza ficava pensando nisso. Será que era parecida com a outra mulher a quem ela amou? Era uma ideia terrível. Eliza recostou-se no assento por um momento e fechou os olhos, tentando relaxar. Mas abriu os olhos subitamente, ao sentir Niylah dar uma guinada busca no pequeno carro. Tudo o que viu foi um Jaguar vermelho avançando na direção do lado do carro em que ela estava, de frente, o seu motorista ultrapassando um caminhão estacionado em mão dupla. Por algum motivo, o motorista do Jaguar fora além do necessário e entrou na contramão, até ficar bem perto de Eliza. Ela ficou olhando, os olhos arregalados pelo horror, apavorada demais para emitir qualquer som. Mas o incidente foi contornado em um rápido instante. Niylah conseguiu evitar o outro carro e o Jaguar vermelho se afastou na direção oposta, avançando um sinal vermelho. Eliza ficou paralisada no assento, aterrorizada, agarrando o painel com força, os olhos fixados à frente, a boca tremendo, as lágrimas prestes a cair, a mente voltando a algo que testemunhara vinte e dois meses antes.

Niylah compreendeu imediatamente O que estava acontecendo. Parou o carro e se inclinou para abraçá-la. Mas Eliza estava rígida demais para se mover. No instante em que Niylah a tocou, Eliza começou a gritar. Os gritos vinham do fundo de sua alma e Niylah teve de sacudi-la, envolvê-la em seus braços, para segura-la.

— Calma, querida, calma... Está tudo bem agora. Está tudo bem. Fique calma. Já acabou. Nada igual jamais voltará a acontecer. Está tudo acabado.

Eliza desmoronou em soluços de terror, as lágrimas escorrendo pelo rosto, todo o corpo tremendo. Niylah abraçou-a firmemente. Quase meia hora se passou antes que Eliza parasse de chorar, recostando-se no assento, exausta.

Niylah ficou a observando em silêncio por algum tempo, acariciando seu rosto e os cabelos, segurando a mão, a deixando sentir que estava de fato segura. Mas ela estava profundamente perturbada pelo que presenciou. Só confirmava o que vinha pensando. Quando Eliza finalmente parou de tremer e relaxou, ao lado dela, Niylah falou, suavemente, mas firme, enquanto Eliza fechava os olhos:

— Tem de voltar a se encontrar com Echo. Ainda não está superado para você. E não estará enquanto não enfrentar o problema e alcançar a cura.

Mas quanto mais ela podia enfrentar? E o que havia para curar? O amor de Eliza por Lexa? Como ela poderia curar isso? Como poderia contar a Niylah que falou com Lexa por telefone que ela estava e São Francisco atrás dela, não dela mas de Eliza Taylor a fotografa, mas que mesmo assim isso lhe despertou uma vontade intensa de abraçá-la, beijá-la, sentir novamente as mãos dela em seu corpo? Como poderia dizer uma coisa dessas a Niylah? Em vez disso, Eliza a olhou com expressão cansada e assentiu em silêncio.

— Vou pensar nisso.

— Ótimo. Quer que eu a leve para casa?

A voz de Niylah era extremamente gentil e ela concordou. Não tinha forças para ir até a galeria agora. Não voltaram a falar até chegarem ao prédio em que Eliza morava.

— Quer que eu a leve até o apartamento, Eliza?

Mas ela se limitou a sacudir a cabeça e a beijou no rosto. E só disse uma palavra ao saltar do carro:

— Obrigada.

Não olhou para trás ao atravessar a calçada. Subiu lentamente a escada, o fardo dos vinte e dois meses solitários pesando terrivelmente em seus ombros. Se ao menos Lexa jamais tivesse telefonado. ... Isso trouxe de volta toda a angústia. E para quê? De que adiantava? Talvez ela não se importasse com coisa alguma, no final das contas. Queria simplesmente as fotografias dela. Pois que a desgraçada comprasse o trabalho de qualquer outra pessoa. Por que diabo não podia deixá-la em paz? Porque deixou de ama-la?

Eliza entrou no apartamento e foi direto para a cama. Lucky foi pulando a seus pés e subiu na cama. Mas Eliza não estava com disposição para brincar. Empurrou Lucky para o chão e ficou deitada na cama por muito tempo, pensando se deveria ligar para Echo ou se isso também de nada adiantaria. Estava começando a cochilar, numa exaustão irrequieta, quando o telefone tocou. Ela teve um sobressalto e levantou-se. Não queria atender. Mas provavelmente era Niylah, querendo saber como ela estava e não tinha direito de deixá-la ainda mais preocupada do que já deixou naquela tarde. Lentamente, estendeu a mão para o telefone.

— Alô?

A palavra saiu trêmula de seus lábios.

— Srta. Taylor?

Oh, Deus, não era Niylah! Era... Eliza fechou os olhos para conter as lágrimas, enquanto um suspiro interminável sacudia todo o seu corpo.

— Pelo amor de Deus, Lex, deixe-me em paz!

Ela desligou. No outro lado da linha, Lexa ficou olhando para o telefone, na mais total confusão. O que estaria acontecendo? E por que ela a chamou de Lex?


Notas Finais


Eu já disse que vcs são lindas queridas e fofas??? e que pessoas lindas queridas e fofas presumidamente são calmas e não brigam com autoras enrolonas!!!!
Calma meu povo tem mais 6 capítulos ainda vai dar pra resolver tudo!!
eu voltooo
quero termina até domingo Bj


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