História Você Promete - Clexa - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clarke, Clexa, Eliza, Griffin, Hot, Lésbica, Lexa, Sexo, Taylor, The100, Woods
Visualizações 364
Palavras 2.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem voltou outra vez!!!

Seriooo vocês tem que me amar!!! e me amar muitooooo

Capítulo 28 - Capítulo 28


Fanfic / Fanfiction Você Promete - Clexa - Capítulo 28 - Capítulo 28

 

Eliza parecia cansada e tensa na manhã seguinte, ao entrar na galeria com Lucky. Usava uma calça preta e uma suéter verde, cores que lhe ficavam muito bem. Mas parecia extremamente pálida depois de uma longa noite sem dormir, durante a qual revivera, pelo menos dez mil vezes, o seu último dia com Lexa e o acidente. Tinha a sensação de que jamais conseguiria escapar, nem que vivesse mil anos. E sentia-se pelo menos com cem anos de idade naquela manhã.

— Parece que andou trabalhando demais, meu amor. Jacques sorriu de trás da escrivaninha em seu escritório. Estava usando o seu uniforme habitual: uma calça jeans francesa de corte

impecável, justa no corpo, blusa preta de gola e casaco de camurça St. Laurent. Nele, a combinação parecia perfeita.

— Ou será que ficou acordada até tarde com o nossa amiga predileta?

Ele era um velho amigo de Niylah e já gostava imensamente de Eliza. Ela sorriu em resposta e tomou um gole do café que Jacques serviu. Era um café puro, bem forte, o único que ele tomava. Trazia-o da França, juntamente com outros artigos preciosos, sem os quais não podia sobreviver. Eliza adorava caçoar dele por seu fanatismo e pelos gostos caros e tolos. Como presente de aniversário, ele lhe deu papel higiênico com o logo tipo da Gucci impresso. E também uma pasta Prada, que era mais ao estilo de Jacques.

— Não, não fui a lugar nenhum com Niylah. Acho que passei tempo demais trancada no laboratório.

— Mas que garota mais doida! Uma mulher como você deveria estar sempre dançando.

— Mais tarde. Depois que eu trabalhar mais um pouco.

Eliza começou a descrever sua nova ideia para uma série de fotografias sobre a vida nas ruas de São Francisco. Jacques assentiu em aprovação, visivelmente satisfeito.

— Ça me plaite, Eliza. É uma excelente ideia. Deve começar assim que puder.

Ele estava prestes a entrar em detalhes quando bateram na porta da sala. Era a secretária, gesticulando discretamente.

— Provavelmente é um dos seus namorados, Jacques.

Eliza adorava caçoar dele por causa disso. Jacques deu de ombros, sorrindo, enquanto contornava a mesa para ir falar com a secretária, além da porta. Escutou as palavras que ela lhe sussurrou e depois concordou, parecendo extremamente satisfeito. Fez um gesto afirmativo e depois voltou para a sala e sentou-se, olhando para Eliza como se estivesse prestes a conceder-lhe um presente maravilhoso.

— Tenho uma surpresa para você, Eliza. — Nesse momento, soou outra batida na porta — Alguém muito importante está interessado em seu trabalho.

A porta abriu-se antes que Eliza tivesse tempo de compreender o significado daquelas palavras ou suas implicações. Subitamente, ela se descobriu a virar a cabeça para deparar com Lexa. Quase soltou um grito e sentiu a xícara de café fumegante tremer em sua mão. Ela estava muito bonito, num terninho cinza, camisa branca, parecia em tudo a magnata que na realidade era. Tão...Tão incrivelmente sexy.Eliza largou a xícara para apertar a mão estendida de Lexa. 

Lexa ficou impressionada ao constatar como ela parecia serena e controlada ali no escritório de Jacques. Não parecia absolutamente a mesma mulher que atendeu ao telefone na noite anterior, com angústia na voz, suplicando que a deixasse em paz. Aquilo realmente mexeu com a morena, a anos não ouvia alguém chama-la assim, Lexa ainda estava tentando entender de onde ela tirou aquilo. Talvez ela tivesse outros problemas, provavelmente com homens. Talvez estivesse embriaga da na ocasião. Com artistas, nunca se podia saber. Mas nenhum desses pensamentos transpareceu no rosto de Lexa, assim como Eliza não demonstrou o seu terrível constrangimento.

— Estou extremamente contente por finalmente encontrá-la. Exigiu-me muito trabalho, Srta. Taylor. Mas talentosa como é, imagino que tem esse direito.

Ela sorriu e Eliza olhou para Jacques, que estava de pé atrás da mesa, estendendo a mão para Lexa. Ele estava muito impressionado pelo interesse da Woods no trabalho de Eliza. Lexa explicara claramente à secretária que seu interesse era profissional, não para a sua própria coleção particular ou para seu escritório. Queria o trabalho dela para um dos maiores projetos que sua empresa já realizara e Jacques estava abobalhado. Mal podia esperar pelo momento em que Eliza saberia. Mesmo a fria reserva dela seria destruída por uma notícia tão espetacular. Mas só que Eliza parecia agora tão impassível quanto antes, pelo menos naquele instante. Ela estava imóvel na cadeira, evitando o olhar de Lexa e com um sorriso frio nos lábios.

— Posso ir direto ao ponto e explicar aos dois o que tenho em mente?

— Claro que pode!

Jacques acenou para que a secretária servisse café a Lexa e depois recostou-se para escutar. Lexa pôs-se a explicar em detalhes o que estava querendo fazer com o trabalho de Eliza. Era um projeto pelo qual qualquer fotógrafo teria lutado arduamente. Mas no final da exposição, Eliza ainda parecia indiferente. Sacudiu a cabeça ligeiramente e virou-se a fim de olhar para Lexa.

— Sinto muito, mas minha resposta ainda é a mesma, Srta. Woods.

— Voltei a ser Srta. Woods?

Eliza abaixou os olhos visivelmente constrangida.

— Já conversaram sobre isso antes?

Jacques estava confuso e Lexa se apressou em explicar:

— Uma das minhas melhores executivas, minha mãe e até mesmo eu já entramos em contato com Srta. Taylor, no apartamento dela. Já lhe falamos do projeto, embora apenas de passagem, mas a resposta dela foi não. Eu tinha a esperança de fazê-la mudar de ideia.

Jacques olhou para Eliza, aturdido. Ela estava sacudindo a cabeça.

— Lamento muito, mas não posso aceitar o trabalho.

— Mas por que não?

As palavras eram de Jacques. Ele estava quase frenético.

— Porque não quero.

— Pode pelo menos informar-nos seus motivos?

A voz de Lexa era extremamente suave e tinha algo novo, o conhecimento de seu próprio poder. Eliza ficou irritada ao descobrir que gostava desse aspecto da voz dela. Mas isso em nada contribuiu para fazê-la mudar de ideia.

— Pode me chamar de um artista temperamental, se quiser. De qualquer coisa, a resposta continua a ser não. E jamais deixará de ser não.

Eliza largou a xícara em cima da mesa, olhou para os dois e levantou-se. Estendeu a mão para Lexa e sacudiu novamente a cabeça, com expressão sombria.

— De qualquer forma, obrigada por seu interesse. Tenho certeza de que encontrará a pessoa certa para o seu projeto. Talvez. Jacques possa recomendar alguém. Há muitos artistas e fotógrafos excepcionais ligados à galeria.

— Mas, infelizmente, queremos apenas você.

Lexa parecia agora obstinada e Jacques estava quase tendo um colapso. Mas Eliza não ia perder aquela batalha, de jeito nenhum. Já perdera demais.

— É uma atitude irracional de sua parte, Srta.. Woods. E infantil. Vai ter de encontrar outra pessoa. Não vou trabalhar contigo. E ponto final.

— Estaria disposta a trabalhar com outra pessoa da empresa?

Eliza tornou a sacudir a cabeça e encaminhou-se para a porta.

— Pode pelo menos considerar um pouco a proposta?

Ela estava de costas para Lexa ao parar por um instante na porta, mas novamente sacudiu a cabeça. No instante seguinte, eles ouviram a palavra não, enquanto ela se retirava com o cachorro. Lexa não perdeu um momento, sequer com o aturdido dono da galeria, que continuou sentado atrás da mesa. Ela saiu correndo para a rua, atrás dela, gritando:

— Espere um instante!

Nem mesmo sabia por que estava fazendo aquilo, mas sentia que precisava. A alcançou enquanto ela se afastava compressa.

— Posso acompanhá-la por um momento?

— Se quiser. Mas não vai adiantar.

Eliza olhava fixamente para frente, evitando os olhos de Lexa, que seguia a seu lado, totalmente obstinada em dobrar aquela mulher.

— Por que está fazendo isso? Simplesmente não faz o menor sentido. É pessoal? Alguma coisa que sabe a respeito de nossa empresa? Uma experiência desagradável que passou? Algo relacionado comigo?

— Não faz a menor diferença.

— Mas claro que faz! — Lexa deteve-a, segurando-lhe firme seu braço. — Tenho o direto de saber.

— Tem mesmo? — Ambas pareceram ficar paradas ali por uma eternidade, até que finalmente Eliza tomou sua atitude. — Está certo. É pessoal.

— Pelo menos sei agora que não é doida.

Eliza riu e a olhou com expressão divertida.

— Como pode ter certeza? Talvez eu seja.

— Infelizmente, não creio que seja. Tenho a impressão de que simplesmente odeia a Woods. Ou a mim.

O que era um absurdo. Nem ela nem a empresa jamais haviam tido qualquer publicidade negativa. Não estavam envolvidos em projetos controversos ou com governos suspeitos. Não havia motivo para que ela se comportasse daquela maneira. Mas talvez a moça tivesse tido um romance com algum empregado do escritório local da Woods e isso provocara todo o seu ressentimento. Tinha de ser algo assim. Nada mais fazia sentido.

— Não a odeio, Srta. Woods.

Eliza esperou por longo tempo para dizer isso, enquanto continuavam a andar.

— Não é essa a impressão que dá.

Lexa sorriu e pela primeira vez parecia novamente uma garotinha. Como a que costumava caçoar dela, quando estava em seu apartamento, junto com Anya. Aquele vislumbre do passado foi um impacto no coração de Eliza, que tratou de desviar os olhos.

— Posso convidá-la para tomar uma xícara de café em algum lugar?

Eliza ia recusar, mas mudou de ideia, achando que talvez assim fosse melhor, pois poderia acabar com aquilo de uma vez por todas. Talvez então ela a deixasse em paz.

— Está certo.

Ela sugeriu um lugar no outro lado da rua e atravessaram para lá, com Lucky em seus calcanhares. Elas pediram expressos. Sem pensar, Eliza lhe entregou o açúcar. Mas ela se limitou a agradecer, usou e largou o açucareiro. Não pareceu estranho que Eliza soubesse que ela tomava café com açúcar e não com adoçante como a maioria.

— Não consigo explicar direito, mas acho que há algo estranho em seu trabalho. Algo que me deixa obcecada. Como se eu já o tivesse visto antes, como se já o conhecesse, como se compreendesse o que estava querendo mostrar e o que viu ao tirar as fotografias. Faz algum sentido para você?

Faz, sim. E muito sentido. Lexa sempre demonstrara uma compreensão maravilhosa dos quadros dela. Eliza suspirou e assentiu.

— Acho que faz. Sempre espero que minhas fotos despertem essa impressão nas pessoas.

— Mas elas fazem algo mais comigo. Não consigo explicar direito. Como se eu já conhecesse o seu trabalho, digamos assim. Não sei direito. Parece absurdo, quando falo nisso.

Mas será que não me reconhece? Não reconhece esses olhos? Eliza se descobriu a querer lhe fazer tais perguntas, enquanto tomavam café e conversavam sobre o trabalho dela.

— Pode pelo menos considerar um pouco a proposta? Tenho o pressentimento terrível de que não vai ceder. Não vai, não é mesmo? — Tristemente, Eliza sacudiu a cabeça. — É por causa de dinheiro?

— Claro que não.

— Não pensei que fosse.

Lexa nem mesmo mencionou o contrato fabuloso que tinha no bolso. Sabia que de nada serviria e talvez pudesse até agravar a situação.

— Eu gostaria de saber qual o motivo.

— Apenas minha excentricidade. Minha maneira de me vingar do passado.

Eliza ficou chocada com a própria sinceridade, mas Lexa parecia não ter reparado.

Estavam tranquilas agora, sentadas no pequeno restaurante italiano. Havia também uma tristeza imensa naquele encontro, um misto de amargura e ternura que Lexa não conseguia compreender.

— Minha mãe ficou muito impressionada com o seu trabalho. E ela não é uma mulher fácil de se satisfazer.

Eliza sorriu pela escolha das palavras dela.

— Oh se é... — Eliza dá um sorriso amargo ­— Foi o que ouvi dizer. Ela sempre exige o máximo.

— Tem razão. Mas foi assim que ela levou a empresa ao ponto em que se encontra hoje. É um prazer receber a das mãos dela. Como um barco perfeitamente comandado.

— O que é muita sorte sua não é mesmo?

A moça parecia novamente amargurada e outra vez Lexa não entendeu. Num pequeno gesto nervoso, ela passou a mão por uma pequena cicatriz na têmpora. Eliza largou a xícara em cima da mesa e observou.

— O que é isso?

— Isso o quê?

— Essa cicatriz.

Ela não conseguia despregar os olhos da cicatriz. Sabia exatamente o que significava. Tinha de ser do. . .

— Não é nada. Já a tenho há algum tempo.

— Não parece muito antiga.

— Tenho há uns dois anos. — Lexa parecia constrangida — Mas não foi nada importante. Um pequeno acidente, em companhia de alguns amigos. Ele estava tentando minimizar o assunto e Eliza sentiu vontade de jogar o café em sua cara. Mas que desgraçada! Um pequeno acidente...

Obrigada, querida. Sei agora tudo o que precisava saber. Ela pegou a bolsa, a olhou friamente por um momento e depois estendeu-lhe a mão.

— Obrigada por um momento adorável, Srta. Woods. Espero que aprecie a sua estada em São Francisco.

— Já vai? Falei alguma coisa errada?

Oh, Deus, ela era mesmo impossível! Que diabo havia de errado com ela agora? Lexa não sabia o que teria dito para deixá-la assim? E no instante seguinte ela ficou chocada ao olha-la nos olhos.

— Para ser franca, disse, sim. — Agora, era Eliza quem estava chocada, ao ouvir suas próprias palavras. — Li a respeito do acidente que sofreu e não posso admitir que alguém o classifique como algo sem importância. As duas pessoas que estavam em sua companhia ficaram bastante machucadas, pelo que sei. Não se importa absolutamente com isso, Lexa? Será que não se importa com mais nada além de sua maldita empresa?

— Mas qual é o seu problema? Onde está querendo chegar?

— Sou um ser humano e você não é. É por isso que a odeio.

— Você está doida.

— Não, querida, não estou mais.

Eliza levantou rápido e afastou-se. Lexa ficou a olhar para ela, perdida. E depois, como se impelida por uma força invisível, descobriu-se de pé, a correr atrás dela. Deixou uma nota de cinco dólares na mesinha de mármore e foi no atrás de Eliza Taylor. Tinha de contar para ela. Tinha de. ... Não, não fora um pequeno acidente. A mulher a quem ela amava morreu.

Mas que direito aquela mulher tinha de saber alguma coisa? Lexa não teve a oportunidade de contar, porque Eliza acabara de entrar num táxi quando ela chegou à rua.


Notas Finais


Então o que eu posso fazer se eu tenho um Crush gigante em vcs!!

o que acharam?? Comentem eu to morrendo de curiosidade!
Bj e agora eu vou mesmo!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...