História Você sempre esteve certo ❤ - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem 😘😘😘

Capítulo 1 - Capitulo único.


Fanfic / Fanfiction Você sempre esteve certo ❤ - Capítulo 1 - Capitulo único.


Londres parecia que ia desabar pois chovia muito. 

E em meio a essa chuva tinha uma garota ensopada sentada em um banco de ponto de ônibus,oque a protegia um pouco já que tinha teto mas ela já havia se molhado bastante correndo ate ali.


Estava movendo os pés pra lá e pra cá olhando o tempo chuvoso a sua frente,realmente aquele não era para ser um dia feliz.


Ouviu um carro se aproximar e só pelo barulho do motor, sorriu sabendo que era o monzar velho de seu pai.


O dono do carro para o veiculo em frente ao ponto de ônibus e desce do carro imediatamente já tirando seu sobretudo cinza e jogando sobre as costas da garota que estava sentada só sorrindo.


Charlie olhava a garota apavorado. Nunca pensou ver sua menina assim. Estava com um vestido branco que talvez era de noiva pois o mesmo estava encharcado e rasgado da canela para baixo e ainda meio melado de terra. A garota estava descalças e seus pés nunca foram tão brancos quanto estavam agora. E o rosto de sua filha então,estava todo borrado por uma maquiagem preta que corria dos olhos da mesma mas não soube como se chamava aquilo,alem de seus cabelos antes pretos e brilhosos agora negros, opacos e desarrumados.


- Meu deus olhe seu estado.- Falou Charlie pegando sua filha pelos ombros e a guiando rapidamente ate o banco do carona em seu carro. Quando Judy se sentou no banco ele fechou a porta rapidamente e correu para o outro lado do carro entrando pela porta do motorista.


Charlie gira a chave no carro e da a partida começando a andar pelas estradas com cuidado pois estavam muito escorregadias. Tudo ficou em silencio e aquilo se tornou incomodo para os dois que não se encaravam ainda. 


Charlie suspira e liga o radio de seu carro e bota em uma música muito conhecida pelos dois kodaline- high hopes.


Judy sorriu quando ouviu a música. Ela estava com sua cabeça deitada sobre o banco do carro e a testa encostada no vidro do carro olhando perdida para aquelas estradas.


- Quer me contar oque aconteceu?- Falou Charlie calmamente olhando o transito. Sua filha estava mal e algo aconteceu,e se ela ainda não falou é porque foi grave.


Judy demorou alguns segundos para responder e Charlie já estava pensando que ela não iria responder sua pergunta.


- Você tinha razão.- Falou Judy ainda com os olho sobre as ruas de Londres. Charlie ficou confuso ate Judy virar sua cabeça para frente e agora encarar a estrada assim como seu pai.- Ele não servia para mim...eu o abandonei.- Falou Judy simplesmente e Charlie por um segundo fechou os olhos e suspirou.


Aquilo explicava tudo. Judy iria se casar hoje com um homem chamado Edward mas Charlie nunca apoiou o casamento nem o namoro da filha com o rapaz. Ate por tal desaprovação eles acabaram se afastando e por incrível que pareça, fazia mais de três anos que não se falavam ou se viam.


Charlie morava na área rural de Londres e Judy se mudou para a cidade com Edward a mais de três anos,e foi nesse dia que os dois se afastaram pois Charlie a advertiu que se saísse daquela casa com o garoto, ela não precisava mais considera lo como pai, pois o garoto nunca lhe passou confiança e nem valores. Mas sua filha na época tinha seus 20 anos e estava esperimentando o amor pela primeira vez. E a garota que antes era esforçada nos estudos e focada nos planos para o futuro,jogou tudo pro ar por conta de um garoto qualquer que não valia a pena.


E hoje com seus 24 anos ela esta pagando por seus erros. Mas Charlie nunca gostaria de ver sua filha sofrer como ela estava agora. Mesmo odiando o garoto e ficando magoado com sua filha por te-lo o abandonado,rezava todas as noites des da partida de Judy para que ela fosse feliz e que tudo que ela procurava a deixasse feliz e satiafeita, e que não houvessem arrependimentos.


Depois daquilo não houve conversa,pois não havia oque falar já que o motivo já foi explicado,agora só oque restava era aceitar.


(...)


Agora as estradas de concreto foram trocadas pela de terra e lama,as casas e prédios eram campos de trigo e milho. Estavam quase chegando em casa e Judy olhava aquilo atônita. Parecia que nada havia mudado,des da sua partida parecia que aquele lugar havia parado no tempo.


E logo mais a frente ela pode avistar a casa que foi a única que verdadeiramente pode chamar de lar mas a abandonou sem pensar. Judy se martilizava des do momento em que entrou naquela igreja para se casar com a pessoa errada que nunca amou verdadeiramente. E por esse amor falso abandounou tudo oque mais amou na vida e dava valor sem pestanejar.


A casa era branca mas com a idade que tinha a cor estava um pouco desbotada. Ela era de madeira e tinha dois andares,simples e modesta.


O carro para em frente a casa onde Judy teve mais uma surpresa vendo parado na varanda da casa um velho amigo. Mercy,seu cachorro que a anos não via. Ele era um são Bernardo e estava deitado na entrada de casa e parecia espera los pois quando viu o carro se aproximar logo levantou seu corpo e começou a balançar o rabo.


Judy mais uma vez se sentiu culpada. Culpada por ter deixado um de seus melhores amigos de infância para trás sem se despedir. Lembrou se também que quando saiu mercy seguiu o carro de Edward por um longo tempo ate que ele se cansou e ficou parado na estrada e ela ainda pode vê lo olha-la pelos espelhos do carro. O quanto errou na vida por um garoto qualquer.


Judy e Charlie saíram do carro e de imediato saíram correndo para dentro da casa e logo quando chegaram a varanda Judy sentiu que poderia desabar pois aquele animal que havia abandonado a recebeu calorosamente como da primeira vez com três anos quando seu pai o trouxe pequeno dentro de uma caixa de papelão de uma feira de cães,aquele havia sido seu melhor presente de aniversario. Mercy latia e abanava o rabo pulando sobre Judy que assegurava o cassaco com uma mão e com a outra tentava fazer um carinho no cachorro que não parava quieto de felicidade.


Charlie abriu a porta e adentrou a casa limpando os pés no carpete que havia na área. Ligou as luzes da sala e logo atra de si adentrava a casa Judy com mercy em sua cola.


Judy não podia acreditar que tudo estava exatamente igual. Se sentiu como 21 novamente entrando ali na casa onde passou maior parte de sua vida.


- Acho melhor subir para o seu antigo quarto e tomar um banho.- Falou Charlie colocando lenha na lareira da sala. - Vou fazer um fogo e um café e depois levo uma muda de roupa para você.- Falou ele acendendo um fosforo e colocando alguns gravetos na lareira que logo já dava seus sinais de fogo. 


Charlie olhou para Judy e viu que a mesma estava perdida olhando uma foto encima da estante da TV. Na foto estava charlie com Judy em seu colo sorrindo e sua mulher ao lado de Judy dando um beijo na bochecha da garota. Eles estavam em um parque de diversões e a fotografia estava amarelada pelo tempo,fazia uns 22 anos que ela estava ali. Marta era o nome da mulher da foto que era mãe de Judy,ela havia falecido quando Judy tinha cinco anos em um acidente de carro onde uma caminhonete pechou em seu carro. Havia sido um baque para todos mas guardavam suas dores e aprenderam a sorrir pelas coisas novas que os esperavam.


- Judy...- Falou Charlie observando a filha que não parava de encarar a foto com uma cara triste. Judy sai de seu transe, e ate mercy que antes brincava com a garota se aquetou e ficou observando Judy com a cabeça torta para um lado confuso.


- Certo.- Apenas falou Judy saindo de seu transe e começando a caminhar sobre as escadas da sala que levavam para o segundo andar. Ela andava atônita e começou a observar alguns quadros que tinham pelo corredor da casa que era num tom pastel com alguns desenhos abistratos. Os quadros eram antigos com fotos de seus avos e parentes que já haviam morrido.


No final do corredor parou em frente a porta tão conhecida por ela. Que ainda continha a cor branca desbotada e a pequena plaquinha de madeira escrita com tinta azul claro seu nome. Girou a maçaneta da porta e abriu a porta onde em um flash, suas memorias antigas vieram.


Des do momento onde conseguia reconhecer as pessoas as sua volta, e identificar quem eram. Lembrou de seus dois anos quando olhava sobre um berço os brinquedos pendurados sobre sua cabeça, que não faziam nada alem de girar mas que a faziam gargalhar. Lembrou que quando tinha cinco anos e agora olhava o teto sobre sua primeira cama de criança e o quarto antes amarelo se tornou rosa. Lembrou se quando tinha dez e sua cama agora ganhava um tamanho maior e ela deixou de gostar do rosa para preferir o roxo. Depois com os quinze gostou do preto,na época gostava de bandas de rock e o quarto era cheio de posters de bandas. E com seus 20 o quarto antes preto agora era azul bebe com livros sobre uma estante repletos das mais lindas poesias,gostava de poesias e lia para seu pai que se sentia honrado vendo ela lhe falar frases tão bonitas. 


Mas agora os livros não estavam mais ali e a estante estava vazia. O quarto ainda estava azul,a ultima mudança que havia feito ali ainda continuava intacto e conservado, limpo e com o mesmo cheiro de flores que vinham do vaso que tinha sobre a estante ao lado de sua cama. Nunca poderia imaginar que seu pai cuidava e limpava seu quarto depois de tanto tempo. Começou a andar pelo mesmo observando os detalhes que nunca mudaram, como os moveis e brinquedos que deixava sobre um baú velho como lembrança. Se permitiu chorar um pouco pois não havia muitos motivos para sorrir,o arrependimento bateu e seu coração se despedaçou ainda mais.


Judy saiu dos seus desvaneis e foi ate o banheiro tomar seu banho. Encheu a banheira e deixou a agua morna cobrir seu corpo frio. E naquele momento sua mente começou a bombardea-la com tudo oque havia feito. 


Por ter conhecido Edward. Por ter gostado do seu beijo. Por ter aceitado seu pedido de namoro. Por te-lo o apresentado a seu pai. Por não ter obedecido seu pai quando pediu para terminar com Edward. Por todas as vezes que brigou com seu pai por Edward. Por não ter mais brincado com mercy quando ele vinha com um graveto na boca e o trocava por Edward. Da noite quando ela e seu pai tiveram a pior briga de todas outra vez por causa de Edward,pois ela havia saido sem avisa-lo e havia desligado o telefone, e fazer seu pai sair de casa as cinco da manhã para procula lá por todos os cantos possíveis de Londres, e a encontra-la em um bar com edward. Por no outro dia depois da discussão ter pedido para que Edward fosse ate sua casa pegar suas coisas, e a levasse para outro lugar. Por ter feito seu pai chorar quando pediu para que ela não fosse embora o abandonado, sem ninguém alem de mercy ao seu lado. Por não ter dado ouvidos as suplicas e ter entrado naquele maldito carro de seu namorado. Por não ter ouvido seu pai mais uma vez quando falou que não precisava mais procura-lo para nada e o esquecesse como pai e ter feito exatamente isso. Por sair naquele carro sem olhar pra trás sem nenhum remorso ou dor no coração. Por não ter parado para mercy quando ele a seguiu. E por deixa-lo sobre aquela estrada de terra nem dando a minima para o cão. Por ter dito sim para Edward quando ele a pediu em casamento naquele maldito restaurante. E principalmente,por ter feito seu pai sofrer.


Com tudo isso a banheira agora tinha a mistura de agua e lagrimas em seu corpo. Estava finalmente chorando de verdade naquele dia.


(...)


Charlie estava na cozinha botando a chaleira no fogão para preparar um café. Deixou a agua aquecendo e foi ate seu quarto pegar uma muda de roupa para Judy. 


Procurou em meio a seu guarda roupa alguma das roupas que tinha guardado de marta e achou uma calça,uma blusa e um moletom. Pegou junto as roupas também um par de meias de lã e uma toalha. Saiu do quarto e foi ate o da filha onde a porta estava entre aberta. Entrou no quarto e deixou a muda de roupa sobre a cama da filha. Saiu do quarto e fechou a porta do quarto que nunca pensou estar ocupado novamente.


Foi ate a cozinha e desligou a chaleira e começou a preparar duas xícaras de café. Colocou as duas sobre uma bandeja e as levou para a sala as colocando sobre a mesa de centro. Se sentou no sofá da sala e ligou a TV,mercy logo veio para o sofá e se deitou ao seu lado. Charlie pegou uma xícara de café e com a mão livre começou a acariciar a cabeça do cachorro.


- É mercy...- Falou Charlie.- É difícil ser pai companheiro.- Falou Charlie tomando um gole de café.


Depois de uns minutos Charlie ouviu o ranger das tabuas da escadaria e logo viu passar pelo lado do sofá Judy com a roupa que havia separado. Ela sentou se no outro lado do sofá ficando ao lado de Charlie e pegou uma das xícaras de café e começou a assoprar a bebida. Se permitiu colocar as pernas para cima do sofá e as encolhelas. Logo os três ali presente começaram a assistir um programa qualquer na TV.


Depois que as bebidas acabaram e deu um intervalo no programa de TV Judy achou que era a hora de falar.


- Sei que..disculpas não vão servir de nada por tudo oque fiz você passar, mas...- Falou Judy olhando a xicara vazia em suas mãos sem coragem de olhar para seu pai.- Eu sinto muito por tudo,e ainda por ter recorrido ao senhor para me salvar.- Falou Judy em um fio de voz mas Charlie ouviu.


Ele se manteve quieto por um tempo olhando a TV achando aquilo mais importante.


- Judy..- Começou Charlie e a garota se permitiu olhar para seu pai.- Na vida você tem momentos bons e ruins, e cabe somente a nós, escolhermos qual caminho seguir.- Falou ele.- Infelizmente você não pegou o melhor caminho, e isso foi triste muito triste.- Falou ele deixando Judy mais culpada.- Isso me deixou muito chateado e magoado.- Falou ele suspirando e Judy abaixou a cabeça envergonhada por todo o mal que causou ao seu pai.


Mas ela ficou suspresa quando sentiu uma mão grande e quente sobre sua cabeça. Levantou o olhar e olhou o sorriso no rosto de seu.


- Mas você é minha filha e se você me abandonasse mil vezes, eu ainda iria lhe tirar de qualquer perigo, seja aonde for.- Falou ele e Judy começou a chorar.- Eu te amo filha.



The end.














Notas Finais


Essa historia eu me inspirei em gratidão e amor. Pois tem muitos filhos e filhas que abandonam suas famílias por um amor qualquer e depois voltam com o rabo entre as pernas e mesmo assim nossos pais nos aceitam sem pestanejar.
Claro que não são todos mas esses bons exemplos devem ser lembrados.
Bem espero que tenham gsotado e desculpem qualquer erro 😘😘😘


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