História Você Tem Que Casar Comigo! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Xiumin
Tags Cansada Mas Escrevendo, Dps, Lumin, Rindo Da Minha Desgraça, Xiuhan
Visualizações 95
Palavras 1.907
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Juro que queria mais capitulos dessa belezinha, mas não deu pra aumentar.............. boa leitura~

Capítulo 4 - Mas ele é real!


Chegar em casa nunca tinha sido algo tão estranho para Minseok como naquele dia. Ele não estava se sentindo bem desde que tinha saído daquela roda-gigante, chegava a pensar que tinha piorado depois de ver Kyungsoo correndo pelo parque e desistir de falar com o garoto para poder ficar mais um pouco com Luhan. Poxa, queria tanto que o outro fosse embora logo e quando tinha o pirralho em seu alcance preferia deixar para mais tarde. Minseok não se sentia nem um pouquinho bem.

Quando entrou no quarto, escutou Luhan falando algo sobre fazer um lanche para comerem pois o cachorro-quente que comeram no caminho não tinha feito nem cócegas em seu estômago. Minseok não respondeu nada, tirou as roupas pesadas e ficou apenas com a camiseta de manga longa e trocou a calça jeans por uma de moletom para, somente então, sentar diante de seu computador e verificar seu email. Para sua surpresa, não tinha nenhum pedido para aquele final de semana e poderia descansar decentemente. Estava mesmo exausto e precisava de uns dias de descanso, mas então se lembrava que Luhan estava ali e em toda a situação em que estava.

Então se sentia confuso.

Se o perguntassem como estava em relação a loucura que era ter um cara diretamente saído de seu sonho naquele dia mais cedo, falaria convicto que não estava nem um pouco bem e que queria que tudo voltasse ao normal o mais rápido possível. Não que esse sentimento tivesse ido cem por cento embora, mas depois de um dia inteiro conversando com Luhan era difícil afirmar aquilo com tanta convicção.

Descobriu que Luhan era uma pessoa interessante durante as horas ao lado dele. Gostava tanto de café quanto si próprio – onde afirmava ter sido um dos pontos fortes na amizades deles, até se lembrar que estava com "outro" Minseok –, tinham um vício por jogos online em comum e ele também adorava animes. Era tímido até puxarem assunto, descobriu isso quando estavam comprando cachorro-quente e teve que esperar o outro por uns dez minutos pois ele estava numa conversa animada com a garota que fazia o lanche. Um pouco adorável quando se sujava com catchup, os olhos formavam meia-luas fofas quando ria e tinha uma mania de esfregar as mãos mesmo que já estivessem com luvas.

Ok, talvez tivesse reparado em coisa demais, isso o deixava assustado. Muito assustado.

Seu pensamento foi interrompido por um grito de socorro. Levantou-se tão rápido quanto podia e correu aos tropeços pela casa, chamando por Luhan até que alcançasse a cozinha. Uma densa nuvem de fumaça cheirando a queimado invadiu suas narinas.

– O que aconteceu? – perguntou ao ver o outro abanando um pano de prato sobre o fogão, aproximou-se até que estivesse ao seu lado e pegou o pano de suas mãos. – O que estava tentando fazer? Colocar fogo na casa? – riu, tossindo em seguida ao inalar a fumaça densa.

– Estava tentando fazer misto quente, mas acho que não deu muito certo – explicou com um ar frustado.

Minseok tentou dissipar toda aquela fumaça ao abrir a janela, o vento frio entrou e ele foi forte por tempo o suficiente apenas para que o ar voltasse a ser mais limpo, voltado a fechar a janela e então indo até o fogão para ver o que o outro tinha aprontado. Na frigideira ele viu o que parecia uma fatia de pão preso em queijo queimado ao ponto de estar preto. Não conseguiu evitar o suspiro ao pegar o objeto e jogá-lo na pia, abrindo a torneira para que enchesse de água e talvez ficasse mais fácil de limpar depois.

– Desculpa, devo estar te dando mais trabalho do que imaginava – disse Luhan.

– Tudo bem, acontece com qualquer um.

Na verdade, o ilustrador não conseguia se estressar com aquilo. Talvez porque tivesse se afeiçoado ao rapaz que tinha invadido sua vida da forma mais inesperada possível. Não sabia se queria tê-lo ali sempre, como se realmente tivesse se prometido em casamento para ele e fosse juntar suas tralhas – mesmo que isso seja impossível já que Luhan sequer era dali –, mas, antes de descobrir como ele poderia voltar para sabe lá onde, talvez pudesse ter mais um pouquinho da companhia dele.

 

 

...

 

 

O celular do garoto não parava de vibrar, mas ele realmente estava concentrado naquela partida que estava jogando online com Baekhyun. Os olhos vidrados na tela do notebook enquanto o amigo estava alguns centímetros longe, sentado em frente ao computador. Os fones no volume máximo e nenhum deles prestando atenção em nada que não fosse os personagens que se moviam na tela de seus respectivos computadores.

– Soo, seu celular não para de tocar – resmungou Baekhyun sem desviar o olhar, mas estava ouvindo o zumbido do aparelho se sobressair ao fone não muito potente em seus ouvidos. – Atende logo, pode ser seu pai.

– Meu pai não tem... Baekhyun para de fazer isso, seu imundo! – gritou ao ter sido atacado pelo amigo no jogo.

– Então vai atender a droga do celular!

Kyungsoo bufou, sentando-se na cama onde estava deitado de bruços e alcançou o aparelho chato. Na tela mais de 15 ligações perdidas de um número desconhecido, franziu o cenho e atendeu o telefonema.

– Alô?

Kyungsoo, querido, pensei que não me atenderia. – A voz do outro lado era feminina e o garoto jurou já tê-la ouvido em algum lugar. 

– Quem é?

Não se recorda de mim?

– Ah... não?

Só estou ligando para saber se seu plano de assustar seu vizinho deu certo.

Ah, lembrou-se na hora da mulher bonita que tinha ido outro dia pagar por aquela bruxaria estranha. Não sabia como ela tinha conseguido seu número, mas preferia não perguntar também.

– Creio que sim – respondeu. – Ele andou meio estranho, ouvi alguns gritos, mas não estou em casa para ter certeza. De qualquer forma, acho que deu certo.

Houve um breve momento de silêncio e então escutou a mulher do outro lado rir baixinho.

Então está tudo certo, só queria avisá-lo que, o que quer que tenha ganhado vida, morrerá assim que o sol nascer pela manhã – disse com certa doçura, desligando logo em seguida.

 

 

 

...

 

 

Depois que o ilustrador preparou um lanche decente, comeram em meio a uma conversa leve e as horas pareceram correr rápidas pois logo constatou passar da meia-noite. Arrumaram-se para dormir e, por insistência de Luhan, ficariam os dois na cama com a regra de cada um ficar numa ponta, sem abraços ou beijos no pescoço pela manhã. Minseok também o alertou sobre o chamar de amor, era constrangedor e o outro pareceu entender.

Assim que deitaram, as luzes já apagadas e a casa toda em silêncio, ficaram alguns minutos se encarando antes do Kim se virar e olhar para o teto.

– Você é legal – disse Minseok num murmurio. Não conseguiu ver, mas o rapaz ao seu lado sorriu.

– Você também – respondeu. – Boa noite, Baozi.

– Baozi? – olhou-o confuso. Deveria ser um apelido do outro cara, né? – Não me chame como você chamava o outro, sabe que eu não...

– Minseok – disse risonho, suspirando e o fitando com afinco antes de dar um sorrisinho. – Esse apelido é seu.

– Huh?

– Não é do meu Minseok, mas seu – falou mais claramente, tendo a expressão do ilustrador se transformando de confusa para surpresa. – Boa noite, Baozi.

– Boa noite... – sussurrou em resposta, voltando a fitar o teto quando viu Luhan se virar de costas e sorrindo fraco antes de fechar os olhos e murmurar baixinho aquele novo apelido para si mesmo.

 

 

...

 

 

O seu sono tinha sido tranquilo e ficou um tantinho decepcionado ao acordar e não ter os braços alheios lhe apertando como na manhã anterior. Sentou na beirada cama, caçando suas pantufas e esfregando os olhos ao caminhar até o banheiro; fez sua higiene matinal como de costume e rumou para a cozinha já menos sonolento, colocou água para fazer seu tão amado café e voltou ao quarto só quando tinha uma xícara com aquela bebida deliciosa em mãos.

– Luhan, eu fiz café e... – Sua fala morreu antes mesmo de ser concluída.

Sua cama estava com a marca dos  dois corpos, a ponta em que Luhan tinha dormido estava meio desarrumada, mas o rapaz mesmo não se encontrava ali. Minseok franziu o cenho e voltou todo o caminho que tinha feito. Banheiro vazio, sala vazia e cozinha na mesma situação. Ele não estava em canto algum.

– Será que ele saiu? – perguntou-se enquanto averiguava a casa uma segunda vez, constatando que a porta estava trancada por dentro o que fazia a teoria dele ter saído inválida.

Minseok resolveu voltar ao quarto, ligou seu computador e se sentou na cadeira de rodinhas. Vez ou outra, enquanto o aparelho iniciava, olhava para a cama pensando se não estava delirando, mas tinha certeza que Luhan não tinha sido algo de sua imaginação, não podia ter sido. O computador finalmente ficou pronto para uso e ele foi direto na pasta com seus desenhos aleatórios; a setinha foi direto no último arquivo criado e então seus olhos visualizaram a imagem que se abriu.

Minseok só conseguiu se engasgar com o café que acabava de colocar na boca e tossir até sua garganta arder e seus olhos lacrimejarem, demorou um  tempo para que se recuperasse e enfim voltasse a encarar o desenho que tinha feito dias atrás.

Ali na imagem, como se tivesse acabado de ser feito pelo próprio ilustrador, estava o rapaz que até a pouco procurava pela casa. Não tinha mais o espaço em branco que tinha visto depois de constatar que Luhan era o carinha que tinha desenhado de madrugada, agora o desenho estava completo novamente e, por um minuto – um longo minuto –, Minseok se sentiu vazio.

Oras, não esperava que o outro fosse sumir assim tão abruptamente. Tudo bem, até fazia sentido se fosse pensar bem. Ele era um cara que tinha saído de um desenho, o risco dele voltar para o desenho era tão grande quanto o dele ter saído de lá. Todavia, custava alguma coisa deixar um bilhetinho? Um aviso? Um aperto de mãos? Aquilo realmente o frustava ao ponto de afundar o corpo na cadeira e querer ficar ali por um pedacinho de eternidade. Estava começando a simpatizar com Luhan, poxa.

Duas horas mais tarde ele já estava do outro lado da cidade numa cafeteria pequena e pouco conhecida, mas lá tinha os melhores cafés que Minseok já tinha tomado. Talvez não fosse admitir aquilo nunca, até porque não tinha para quem admitir nada, mas não queria ficar em casa remoendo a ida de Luhan de volta para seu universo perfeito onde quer que ele fosse. Ficava lembrando das histórias que ele tinha contado sobre os dois, rindo internamente com uma ou outra e sentindo uma nostalgia tão amarga que só uma bom expresso para deixá-lo calminho. Então, nada melhor que sua cafeteria predileta.

O cardápio tinha algumas opções de pães e, como o destino era traiçoeiro, lá estava a foto miúda de uma porção de baozis branquinhos. Bufou baixinho, quase xingando Luhan por ter dado um motivo para se lembrar dele, mas segurou um palavrão quando um rapaz parou ao seu lado com o avental bege e um sotaque chinês forte.

– Posso ajudá-lo?

– Um expresso e meia dúzia desses baozis, por favor – disse sem nem levantar o olhar.

– Só isso senhor?

Minseok levantou o olhar para o outro e sua boca se abriu para confirmar, mas as palavras morreram quando viram aquele sorriso bonito e aqueles par de olhos brilhantes logo ali na sua frente.


Notas Finais


Tem que ter nota muito grande? Eu realmente não sei fazer isso sadjaloshdasd

Enfim, queria agradecer por todos que leram, favoritaram e comentaram, cada fanfic que escrevo leva um pedacinho de mim, porque, querendo ou não, o autor se coloca na estória, né? Eu fico grata pelo carinho que recebi com essa fic. Obrigada e -suspira- vou sentir falta dessa belezinha.

Até uma próxima fic <3 xx


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