História Volcán - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Personagens Originais
Tags Farosella, Fogasella
Visualizações 190
Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Um Irlandês


Fanfic / Fanfiction Volcán - Capítulo 17 - Um Irlandês

O carro brecou em cima dela, fazendo um barulho que eu nunca em minha vida vou esquecer. Saí correndo feito uma maluca e peguei minha filha no colo, tremendo muito. Ela chorava... pelo balão que havia perdido. Olhei para dentro do carro e havia um homem ao volante. Ele estava imóvel e com os olhos esbugalhados. Algumas pessoas pararam pra olhar até que ele finalmente saiu do carro. Antes mesmo que ele pudesse falar alguma coisa, eu me adiantei: O senhor me desculpa, eu me distraí um instante e ela correu, ainda bem que deu tempo, mas me perdoa pelo susto. Ele falou: Oh... sorry... Logo percebi que o cara era gringo e não tinha entendido nada do que eu havia falado. Então, repeti a mesma frase, só que dessa vez em inglês. Ele foi muito gentil comigo e carinhoso com Fran. Depois de alguns segundos percebi que os carros buzinavam. Era pra ele sair do caminho. Enquanto o homem entrou no carro, voltei à banca para pegar as minhas coisas, que havia jogado pelo chão, e as pessoas começaram a se dispersar. Fran chorava sem parar, não se conformava de ter perdido o seu balão amarelo. Eu dizia: Não chora, filha... a mamá compra outro pra você.

Percebi que o gringo estacionou o carro e parei, esperando que ele chegasse até mim. Ele estendeu a mão e me disse: Eu esqueci de me apresentar, sou Jason Lowe. Oh! – exclamei – o fotógrafo? Ele abriu um sorriso e respondeu: Sim, eu sou. Você conhece o meu trabalho? E eu: Conheço sim, muito! Seu trabalho me encanta, é meu fotógrafo de alimentos favorito. Eu sou cozinheira. Meu nome é Paola Carosella. Fran não dava trégua com o choro. Jason perguntou: O que ela tem? Tá assustada ainda? Eu respondi: No... ela tá é chateada que perdeu o balão. E ele: Ah, pobrezinha... Nesse momento passava um moço vendendo picolés. Jason falou: Será que um picolé resolve? Eu apenas sorri e disse: Não precisa se incomodar, eu... - mas ele já tinha se incomodado. Comprou um picolé de chocolate pra Fran, que parou de chorar na hora e começou a se lambuzar com o doce. Confesso que fiquei meio brava, não costumo encher minha filha de açúcar, mas depois resolvi relevar. Nós três havíamos levado um baita susto há minutos atrás e Jason ofereceu o picolé à Fran na melhor das intenções. Como se fala, filha? – questionei Fran. E ela respondeu: Bigada.

Como Fran parou de chorar, Jason e eu pudemos conversar melhor. Falei o quanto eu admirava o trabalho dele, dos livros que eu já tinha lido e confessei que se um dia publicasse um livro de receitas, gostaria muito que as fotos fossem feitas por ele. Depois de ter dito isso, achei que havia sido muita tietagem da minha parte, mas fazer o que, já tinha falado. Jason, por sua vez, me contou animado sobre sua viagem ao Brasil e perguntou se eu gostaria que ele fotografasse alguns pratos do meu restaurante. Fiquei empolgadíssima com essa possibilidade! Ter fotos dos meus pratos tiradas por Jason Lowe era um privilégio sem igual. Ele me deu seu cartão para que eu entrasse em contato. E eu entrei.


São Paulo, 5 de Julho de 2014

Entrei em contato uma, duas, dez vezes. Mais. E ele também entrou. Em contato, no meu restaurante, na minha casa... na minha vida. Jason se apaixonou por mim muito rápido. No início eu me esquivava, mas depois aquele homem foi me conquistando. Sensível, carinhoso, gentil... era engraçado também, muito inteligente e de personalidade tranquila. Não tinha ciúmes do Pato. Pelo contrário, eles se deram tão bem que às vezes era eu quem tinha ciúmes das longas conversas que os dois engatavam. Você quer namorar com o Jason, Pato? Vai furar meu olho mesmo? – eu provocava, arrancando gargalhadas do meu melhor amigo. E pra arrematar, ele e Fran se adoravam. Era um namoro. Sério. Mas meio engraçado também, afinal, Jason era irlandês e morava em Londres. Suas viagens eram frequentes, e às vezes eu sentia saudades. Mas por outro lado era bom, pois nosso relacionamento não caía na rotina.

Estava sentada no banco do passageiro olhando Jason, que dirigia, e pensando em como ele era bom pra mim. Será que Henrique também seria? Sim, eu ainda pensava em Henrique. Foi muita ingenuidade minha achar que eu iria esquecer nossa história por conta da convivência no trabalho. Se eu pensava nesse homem mesmo sem vê-lo durante quase três anos, imagina agora vendo sempre. Jason tinha tudo o que eu sempre procurei em um homem. O único problema era que eu não o amava. E por que não amava? Porque amava Henrique. Mas nessas de seguir o coração, sempre me machucava. Agora agia com a razão. Porém nunca esquecendo de tomar cuidado pra não cair nas tentações do corpo. Henrique estava realmente solteiro. E me provocava. Eu aguentava firme, conseguia driblá-lo. Não havia contado nada sobre Jason. Simplesmente não queria que ele soubesse. Pode parecer estranho, mas eu tinha medo de afastá-lo. Apesar de não demonstrar, eu gostava de ser cantada por Henrique.

As famigeradas borboletas voavam no meu estômago. Jason estava me dando uma carona até a Band, de onde partiríamos para o estádio do Pacaembu, lugar que aconteceria a primeira gravação do MasterChef. Todos os dias eu maldizia ter aceitado essa proposta maluca, mas esse se superou. Jason estava com o dia livre, então resolveu acompanhar as gravações. Ele estava ansioso para a estreia do programa, dizia a todos os amigos que a sua namorada iria virar uma estrela da televisão. Ele não quis incomodar, e eu também fiquei sem graça de pedir pra Jason ir na van conosco, então ele seguiu de carro e foi assistir a gravação da grade, junto com o restante do público. 

Foi um dia cansativo, porém, muito interessante e divertido. Em um dos intervalos, alguém pediu para que o quarteto formado por mim, Ana Paula, Jacquin e Henrique posasse para uma foto. Henrique ficou do meu lado e me acariciou de leve. Quando desmanchamos a pose, sussurrei pra ele: Sabe a intimidade? Eu não te dei. Pára com essa mãozinha nervosa. E ele: Boca nervosa pode? Eu respondi: Só se puder tapa nervoso. Ele riu e sussurrou bem perto do meu ouvido, fazendo todos os pelos do meu corpo se arrepiarem: 

Meu contêiner é o cinza. Te espero lá no próximo intervalo. Você vai?


Notas Finais


🌚


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