História Volpnette. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathalie Sancoeur
Tags Firefox, Marinette, Nathanael, Nathaniel, Trixx, Volpina, Volpnette, Zzkit
Exibições 103
Palavras 2.026
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Iae galerinha :3
Sim, eu sei kkk
A Alya e a Volpina, não o Nathaniel... Mas me deixem sonhar :p
Kkk
Na verdade eu estava com a ideia de fazer esse oneshot muito antes de anunciarem quem seria a Volpina kkk
E eu terminei de escreve-lo hoje então decidi já postar :3
Ae, só avisando que tanto a foto de capa do capítulo quanto da fic não são de minha autoria, eu peguei no maravilhoso senho Google então nao sei à quem direcionar os créditos XD
Ps: Se voce é o artista dessas obras eu peço para que não me processe, processe o Google :p
Kkkk
Zoeira à parte kkk
Só avisando que eu deixei como Volpina mesmo pois em italiano significa sagaz... Além de que é um nome em francês e eu não sei como eles diferem feminino de masculino então vai ficar assim mesmo kkkk
Chega das minhas asneiras XD
Podem ler :3
Espero que gostem :3

Capítulo 1 - Capitulo único.


Fanfic / Fanfiction Volpnette. - Capítulo 1 - Capitulo único.

Toc. Toc.
O batuque das gotas de água no vidro trouxe a garota de volta à realidade.
Esta se encontrava desenhando distraída em seu quarto enrolada em uma coberta e com uma caneca de bebida quente nas mãos.
Esta era uma noite fria e chuvosa.
Toc. Toc. Toc.
O barulho se intensificou ainda mais e logo o som da chuva se tornou impossível de se ignorar.
Suspirou e voltou a prestar atenção no vestido que estava desenhando.
Juleka daria uma festa e Marinette queria ir com o melhor vestido que ela pudesse fazer.
Não que a pessoa para quem ela estava se arrumando toda iria para a festa, visto que ela não sabia se o rapaz era de sua escola ou não.
A chuva acalmou um pouco e um barulho mais insistente fez a Marinette olhar para a janela, não que ela precisasse olhar para saber de quem se tratava.
Preguiçosamente a jovem se levantou e caminhou calmamente até sua janela tentando, inutilmente, esconder o sorriso.
Nesta um rapaz cujos cabelos vermelhos e olhos verde-água deixariam qualquer uma babando sorria com sua roupa toda encharcada.
A garota, não aguentando mais segurar a risada por conta da situação do amigo, abriu-lhe a janela e permitiu sua entrada em seu quarto.
- O que faz nessa tempestade, Volp? - Perguntou curiosa observando o garoto a sua frente.
Suas vestes eram laranjas e sobre seus cabelos de fogo estavam duas orelhas caninas.
Amarrada em sua cintura se acentuava uma cauda laranja com a ponta preta.
Em seu rosto uma máscara igualmente laranja impedia Paris de saber qual era a verdadeira identidade do mais novo herói de Paris.
Volpina tinha aparecido a pouco mais de dois meses e já ajudara Chat Noir e Ladybug incontáveis vezes.
- Estava passeando e me perdi na chuva - Respondeu acompanhado de um espirro.
Rindo da situação do amigo a jovem foi em direção ao seu armário para pegar uma toalha para o raposo poder se secar.
- Se perdeu? - Provocou zombeira e percebeu o rosto do rapaz se tornando vermelho, porém este sorriu quando respondeu.
- Dessa vez é verdade - Pegou a toalha e passou a se secar.
A garota apenas o observava.
Não era a primeira vez que este aparecia em sua janela ou em seu telhado dizendo que havia se perdido e que estava cansado demais para procurar o caminho de volta.
A garota lhe entregou sua caneca e o cobertor quando Volp voltou a espirrar sem parar.
- Vai pegar um resfriado desse jeito - A voz de Marinette estava banhada de preocupação.
Mesmo eles se conhecendo não mais do que algumas semanas - quando este apareceu em sua casa pela primeira vez com uma desculpa esfarrapada - a jovem se sentia bem na presença do amigo, às vezes até mais do que quando estava perto de seu gato de rua predileto.
O garoto levantou uma sobrancelha e um sorriso realizado apareceu em seu rosto acompanhado de um leve rubor em suas bochechas.
- Então você se importa comigo? - Brincou e se sentou na cama da garota com a vergonha á muito perdida sorrindo ainda mais ao ver a garota corar de leve.
Nathaniel sentia-se realizado ao deixar sua amada desse jeito.
Sabia que em seu estado civil ela jamais se abriria desse modo com ele, uma vez que ele era incapaz de falar com ela.
Porém desde que ganhou um Miraculous e se tornou Volpina, o herói raposa de Paris, passou a se sentir mais à vontade com a máscara até que, um dia, foi capaz de perder sua timidez e visitar a garota por quem seu coração batia.
À partir desse dia ele passou a visita-la sempre que conseguia, e cada vez mais se apaixonava por ela.
Marinette puxou a colcha da cama fazendo o garoto escorregar para o chão em um baque abafado.
A jovem gargalhou enquanto o rapaz a olhava envergonhado.
- E-Ei - Chamou-o sem fôlego e o ofereceu a mão - Não precisa ficar vermelhinho.
O garoto corou mais ainda, porém aceitou a mão da amiga e se reergueu.
Seus olhos se encontraram e eles passaram a se encarar. Incapazes de desviar o olhar.
Verde-água no azul-céu.
Azul-céu no verde-água.
O rosto de ambos ganhou uma coloração avermelhada, porém nenhum dos dois ousou se afastar.
Estavam hipnotizados pelo olhar um do outro.
CABUM.
O barulho do trovão fez eles se afastarem bruscamente e corarem ainda mais.
Nenhum dos dois tinha percebido o quão perto estavam. Seus rostos haviam se movido sozinhos.
- B-bem... - Volp coçou a nuca envergonhado.
- O-o que você acha de jogar algum jogo? - Marinette gaguejou envergonhada e, acima de tudo, confusa.
Ela era apaixonada por Adrien à mais de um ano, isso era tudo o que ela sabia sobre amor.
Porém desde que Volpina passou a visita-la frequentemente ela não sabia mais o que estava sentindo.
Essa conexão que sentia com ele era diferente de tudo o que ela já havia experimentado antes.
Não era um amor platônico, pois mesmo que ele nunca tenha falando nada ela conseguia sentir que ele a correspondia.
Talvez até demais.
Isso a deixava confusa e insegura.
- C-claro - Respondeu igualmente nervoso.
Não por estar em dúvida sobre seus sentimentos, mas pelo exato contrário.
Sua certeza em seu amor pela garota apenas o deixava sem jeito em sua presença, ainda mais quando eles quase se beijaram.
Trixx não vai acreditar quando eu lhe contar, pensou Nathaniel extremamente feliz e envergonhado.
Sua relação com seu kwami estava cada vez melhor.
Mesmo com este não concordando com o fato do rapaz se transformar para visitar a amada ele, com toda certeza, ficaria feliz ao saber dos acontecimentos.
Isso se ele já não soubesse.
O garoto ainda não entendia como tinha coisas que ele sabia e como tinha coisas que ele parecia não fazer ideia.
Talvez fosse apenas um jogo para ver a reação de seu portador, ou uma ignorância sincero sobre os acontecimentos que cercavam o rapaz quando este se transformava.
De um modo ou de outro eu vou contar, decidiu e então voltou a se sentar na espreguiçadeira da garota só então reparando que ela estava ligando o computador.
Ele virou o rosto quando viu sua foto de descanso de tela que ela usava.
Nathaniel sempre soube da paixão da garota pelo modelo mirim Adrien Agreste, porém gostaria que tal paixão fosse por ele e não pelo loiro.
Balançou a cabeça afastando os pensamentos e aceitou o controle da garota.
Eles começaram jogando uma partida ainda tensos, Marinette pela confusão e Nathaniel pelo ciúmes, porém esta logo se dissipou quando a garota ganhou a primeira rodada e fez sua dancinha da vitória, o que arrancou risadas animadas do garoto.
- É isso aí. Marinette é a melhor - Falou de si mesma na terceira pessoa enquanto ria animada.
Era a primeira vez que jogava com o rapaz e esperou vê-lo impressionado com sua habilidade no jogo, porém se espantou ao vê-lo apenas sorrir como se já esperasse isso.
- Que foi? - Perguntou o garoto quando percebeu o olhar da jovem sobre si, corando levemente.
- Você já me viu jogar antes? - Perguntou curiosa.
- Sim - Respondeu com um sorriso simpático - Quando você jogou contra o Adrien no ano passado, na biblioteca. E também quando você foi parceira do Max naquele concurso.
Marinette o olhou admirada, não fazia ideia de que ele a estava observando.
- Eu te conheço? Quer dizer, sem a máscara? - Perguntou a garota sem se conter.
Pela primeira vez em sua vida ela considerou que poderia conhece-lo em sua forma civil.
E se isso era verdade, por que eles nunca conversaram?
Nathaniel, pego de surpresa, corou violentamente quando cogitou a ideia da garota se afastar quando descobrir quem ele era.
Um dia ela terá que saber, pensou com pesar e concordou com a cabeça timidamente.
- Sim, nós - Ele hesitou, depois resolveu parar de se preocupar tanto. Não precisava ser tão cauteloso, afinal era de Marinette que ele estava falando. - estudamos na mesma escola.
Marinette arregalou os olhos surpresa com a descoberta.
- Nós já conversamos?
Nathaniel engoliu em seco, com medo em onde essa conversa ia chegar.
- Algumas vezes - Tentou parecer o mais indiferente possível - Não sou do tipo que fala com todo mundo...
- E por que com a máscara é diferente? - Marinette falou sem perceber e se arrependeu.
Com o tempo de convívio com Chat Noir ela acabou aprendendo que, algumas vezes, as pessoas usam a máscara para serem elas mesmas.
Nathaniel ponderou sobre a pergunta com sinceridade.
- Acho que a máscara me ajuda a ser quem sou, não tenho vergonha de quem sou quando a estou usando - Respondeu com sinceridade e a azulada percebeu que estava certa sobre o motivo.
Isso acontecia até mesmo com ela.
Era mais confiante, mais segura quando estava com a máscara, como se ninguém pudesse para-la, como se ninguém pudesse julga-la.
Sorriu quando percebeu o quão sincero ele foi, e aquela mesma sensação voltou.
Aquele mesmo sentimento, porém sem a confusão e a insegurança.
Apenas o "gostar" estava presente agora.
Eles se aproximaram novamente, só que dessa vez ambos estavam cientes de cada movimento.
Marinette conseguia sentir a respiração dele em sua pele.
Quente, serena e com cheiro de hortelã.
Ela definitivamente gostava de hortelã.
Bipe.
Eles se separaram bruscamente quando o barulho do colar de Volpina os tiraram de seu mundo.
Nathaniel xingou Trixx mentalmente, irritado pelo kwami já estar cansado, porém pediu desculpas também mentalmente quando notou à quanto tempo estava transformado.
Provavelmente Trixx tinha aguentado bem mais do que o seu normal apenas para suprir o seu egoísta desejo de ver a amada.
Definitivamente o recompensaria presenteando-lhe como que o amigo desejasse.
- Bem... Parece que eu tenho que ir - Disse com a voz manhosa.
A despedida era, definitivamente, a parte em que ele menos gostava.
- É... Parece - Marinette repetiu ainda atordoada pelo que estava para acontecer.
Eu e o Volp quase nos beijamos... De novo, pensou sentindo seu rosto corar violentamente.
Espantou tais pensamentos e se pôs de pé, caminhou até a janela e ficou aliviada quando viu  que a chuva já passara.
Ela sempre se preocupava com ele ficando doente caso pegasse chuva na volta.
Quando se virou percebeu que Nathaniel a observava mudo.
- Você vai voltar? - Perguntou Marinette sentindo seu rosto esquentar consideravelmente.
Jamais poderia negar gostar da presença do rapaz, coisa que fazia com frequência quando se tratava de seu outro parceiro de luta.
Bipe.
- Por você eu faria qualquer coisa - Respondeu o rapaz com sinceridade.
Marinette o olhou espantada e então sorriu.
- Se esse é o caso... Você me esperaria? - Perguntou insegura, com medo dele negar-lhe.
- Como assim? - Perguntou o rapaz confuso, não havia entendido o que a garota estava tentando lhe pedir.
- No momento meu coração ainda bate por outro - O olhar sôfrego do rapaz fez Marinette quase se arrepender de suas palavras. Quase. - Porém ele também bate por você.
Os olhos do raposo se arregalaram, surpreso.
Bipe.
Ele permaneceu em silêncio enquanto a garota falava.
- Eu não acho certo gostar de duas pessoas ao mesmo tempo... E por isso... - Hesitou - Você esperaria até meu coração parar de bater por outro?
Nathaniel encarou a garota ainda descrente. Quando por fim percebeu que encarava Marinette sem falar nada se esforçou a se mexer.
- Como eu falei antes - Ele capturou a mão dela com a dele e entrelaçou seus dedos - Por você eu faria qualquer coisa.
Seus olhos se encontraram novamente e desda vez nenhum dos dois tentou se conter.
Seus lábios se tocarem e ambos não conseguiram acreditar no que estava acontecendo.
Bipe.
Dessa vez eles não se afastaram, ao contrário, aprofundaram ainda mais o beijo.
Ambos estavam em êxtase, estavam beijando a pessoa por quem seu coração batia.
Nathaniel nunca esteve tão feliz.
Ele amava Marinette.
E saber que ela sentia o mesmo, ao menos um pouco, era a melhor coisa do mundo para ele.
Bipe.


Notas Finais


E é isso pessoal :3
Só avisando que, como eu não sei o gênero de Trixx ainda ~estou torcendo para ser fêmea pois ela seria muito fofa~ eu o deixei no masculino mesmo :3
Obrigada por terem lido e nos vemos em outra fic minha ou em algum comentário kkkk

Bjus da Zz *3*


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