História Volta ao Mundo em 80 Histórias - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Tags Swanqueen
Exibições 80
Palavras 6.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom, pessoal, essa one eu havia postado separadamente a algum tempo atrás, mas como inicialmente eu a postei em outro site como parte do projeto, vou repostá-la aqui.

***SUPER IMPORTANTE***

Pessoal, o tema desta fic foi baseado em um fato real, um grande acontecimento na Espanha nesta data, a 12 anos atrás e uma de minhas bandas favoritas, La Oreja de Van Gogh, gravou uma música baseada neste evento, que ficou conhecido como 11-M. O clipe que me inspirou a escrever esta one shot é o que contém spoiler e acho super válido que o assistam antes, mas ainda assim seguem dois links.

Ótima leitura!

Capítulo 8 - 11 de Março - Por Michely Maia


Sem spoiler: https://www.youtube.com/watch?v=8KHH9W_Xsbc 

Com spoiler: https://www.youtube.com/watch?v=gOQnxndCTI4 

 

***********

 

SEGUNDA-FEIRA 08 de Março

 

Regina estava absorta em pensamentos hoje, sentada no trem enquanto ia para o trabalho. Ela amava Valladolid mais que qualquer outro lugar do mundo. A cidade tinha um charme que não encontrava em nenhuma outra, se apaixonara logo de cara e não saíra mais de lá. Viera de férias com as amigas da faculdade e nunca mais voltara para Nova York.

Morava em Valladolid á dez anos e a seis trabalhava em Madri. Enfrentando todos os dias uma viagem de duas horas e quarenta e cinco minutos para chegar á revista pela manhã e outra de mais duas horas e quarenta e cinco minutos para voltar para casa no fim do dia.

Motivo dessa viagem diária?

Bem simples e de fato já foi explicado. Ela ama Valladolid.

Ama o trabalho também e como logo que surgiu a oportunidade ela não se viu abrindo mão de nenhum dos dois, teve que se habituar a isso. E a viagem de trem era infinitamente mais viável que a de carro. Essas viagens não eram nem um pouco cansativas e mesmo depois de tantos anos era apaixonada pela paisagem.

O dia estava lindo lá fora e ela admirava tudo por onde passavam...tinha sorte de entrar na primeira estação e eram raras as vezes em que não conseguia um lugar á janela.

Trabalha como editora de fotografia em uma das revistas de moda mais vendidas de toda a Espanha e hoje queria propor algumas ideias para a próxima edição, queria fazer algumas sessões na Torre Eiffel. A paisagem era um pouco clichê, mas quando expusesse tudo como vira em sua cabeça, com certeza ganharia o aval de sua amiga Tinker, que era a editora e sua sócia na revista.

 

As portas se abrem duas estações depois da sua e um grupo de amigos barulhentos entrando lhe chama a atenção. A morena fica indignada pela falta de educação do grupo e olha que nem eram adolescentes, pois esses sim eram uma tristeza, mas para sua sorte só esbarrava com as criaturinhas “adoráveis” na volta para casa. O grupo, barulhento e sem educação, era formado por três rapazes e uma moça loira de rabo de cavalo e óculos de aros pretos. Os quatro estavam de pé próximos à porta que entraram e aos olhos de Regina ela parecia incomodada com a indiscrição dos companheiros.

August, Neal e Killian eram uns bagunceiros. Pareciam um bando de moleques e Emma tinha que ficar ali passando vergonha por causa da bagunça deles. Todo dia era a mesma coisa. Ela não sabia de onde tiravam tanto assunto, pois todos estudavam juntos, passavam mais tempo juntos do que em suas próprias casas e incomodava que todos os olhos do vagão estivessem sobre eles.

Estava ao lado deles, mas distraída ao celular, já que não adiantava pedir que falassem mais baixo e ela não queria receber mais olhares acusatórios do que já estava recebendo e do que recebia diariamente de todos.

Os quatro estavam no último semestre da faculdade de direito e em dois meses seriam advogados formados. Todos moravam em Valladolid e estudavam em Madri, o plano era montarem um escritório em sociedade, mas enquanto não faziam isso, Emma trabalhava para o escritório onde estagiara. Gostaram muito dela e no fim do estágio já estava com a vaga garantida.

Era meio puxado já sair da faculdade e correr para o trabalho, mas quantas pessoas não faziam isso tranquilamente!?!

E já estava no fim mesmo.

Ela foi mudar a faixa de música que tocava em seu celular e o mesmo escorregou da sua mão, mas ela foi rápida e o pegou quando estava á altura do seu joelho.

- Ufa!- Disse baixinho para si mesma.

Foi quando olhou para frente e uma morena de cabelos na altura dos ombros sorriu para ela, erguendo as sobrancelhas. De início ficou um pouco sem graça, mas depois sorriu de volta.

 

A loira tivera um senhor reflexo para pegar o celular e Regina teve que rir disso. Riu ainda mais da cara de envergonhada que a garota fizera ao notar que estava sendo observada. Demorou um pouco, mas recebeu um sorriso de volta.

 

- Do que está rindo, Swan?- Killian pergunta ao ver a cara de boba da amiga.

- Nada não.- Ela responde.- Meu celular que quase caiu aqui.

O amigo volta para o papo com os outros e Emma mais uma vez olha para a moça morena sentada mais ao meio do vagão, que não mais a olhava, voltara sua atenção para a paisagem lá fora, o que dera a Emma uma chance de admirá-la.

Uma mulher extremamente elegante aos olhos da loira. O rosto, como tivera o prazer de ver minutos atrás, ao ser brindada com um sorriso lindo, era perfeito. O que mais chamara a atenção de início foram os lábios, pintados com um tom forte de vermelho-vinho. Ela usava uma calça preta social, saltos, camisa branca, um colete por cima e o casaco estava sobre a bolsa em seu colo.

Emma se pergunta o que tanto olha, mas pela segunda vez dentro de poucos minutos suas bochechas até queimam de vergonha, pois a morena se vira para ela e flagra-a a olhando.

 

Regina pensava na sessão de fotos que queria, mas sente-se tentada a olhar para aquela menina mais uma vez, então se vira e novamente ganha um sorriso envergonhado.

“Ela estava me olhando.” Regina pensa com um sorriso, mas não sabe por que se sente envergonhada.

“Vergonha de uma menina, Regina!? Faça-me o favor, né.”

Ela sustenta o olhar, mas a loira desvia o dela e volta a mexer no celular.

 

“Ela olhou pra mim!” Emma pensa com um sorriso enquanto finge mexer no celular e olha para a morena de rabo de olho.

“Mas que mulher bonita.”

A loira pensava se a morena estava dando mole ou se era impressão sua, mas ao vê-la tirando um livro da bolsa achou que fosse mesmo impressão.

 

Regina não conseguia se concentrar no que lia, ou não lia no caso, pois aquela menina não parava de olhá-la. Aquilo estava a desconcertando. Ao mesmo tempo em que queria que ela descesse logo, não queria mais isso, queria poder olhá-la mais.

“Bom, olhar não tira pedaço.” Ela fecha seu livro e volta a olhar na direção da loira.

Há bastante tempo que ninguém lhe chamava a atenção assim, ainda mais uma menina.

 

- Caramba!- Emma resmunga quando a morena fecha o livro e a fita.

Que olhos penetrantes ela tinha e estavam parecendo dois moleques de colégio, se olhando, sorrindo, desviando o olhar e voltando a se olhar.

A loira é tirada do paraíso, que eram aqueles olhos, por uma cotovelada de Killian.

- Au!- Ela reclama, um pouco mais alto do que tencionava, chamando um pouco a atenção para si.- Qual o seu problema, Jones?

- Eu é que pergunto qual é o seu.- O amigo reclama.

- Nada, só não estou a fim de papo hoje.

Killian nota Emma desviar os olhos e sorrir, aquele sorriso idiota de quando quase deixou o celular cair, então ele se vira e nota uma mulher muito bonita olhando na direção da loira, também com um sorriso como o da amiga, porém tão sexy que faria qualquer mortal babar.

- Está perdoada. - Ele diz ao voltar-se para Emma. - Quem é? Nós conhecemos?

- Bem que eu gostaria.

- Bom, não seja por isso. - Killian se volta para trás novamente e a morena estava olhando ainda, então ele acena.

 

Regina estava se sentindo uma adolescente, com uma paixonite no ônibus para o colégio. Ri de si mesma balançando negativamente a cabeça, mas sem desviar o olhar, quando um dos amigos da loira lhe acena.

 

- Olha só, ela acenou de volta.- Killian diz rindo, olhando para Emma.

Neal e August estavam tão focados discutindo um caso para um debate de um dos professores, que nem prestavam atenção aos dois, só os notaram quando Killian deu um pulo tão alto que quase bateu a cabeça no teto do trem.

- Caramba, gente!- É Neal quem reclama.- Não conseguem ficar quietos não!?

- O que foi que aconteceu, seu exagerado?- August pergunta ao ver Killian esfregando o ombro.

- Swan, essa idiota, me deu um soco só porque dei um oi pra namoradinha dela.

O garoto indica com a cabeça e os outros dois olham na direção da morena.

 

- Adolescentes!- Regina se diz baixo enquanto se levanta, estavam chegando á estação de Atocha, em Madri.

 

- Olha só, seus idiotas.- Emma parece zangada com os amigos.- Incomodaram tanto a mulher que ela vai até descer.

- Não acho que seja isso.- August brinca rindo.- Ela deve estar se preparando para descer porque esta é a última estação.

As portas se abrem e as pessoas começam a sair apressadas. Emma tenta localizar a morena, mas a perde no meio de tanta gente.

 

As portas mal se abrem e Regina já sai a passos largos.

Não tinha tempo para ficar trocando olhares com uma menina.

“Menina essa muito linda, que você veio encarando por quase três horas.” Ela ri de si mesma por tais pensamentos...hahahaha...pensava e logo se repreendia.

 

O dia passa corrido para ambas, cada envolvida com seus afazeres, mas a cena do trem indo e vindo em suas cabeças o dia inteiro.

 

 

 

 

 

TERÇA-FEIRA 09 de Março

 

 

Regina esperava pelo trem na estação de Valladolid, tranquilamente com seus fones de ouvido e feliz pelo resultado do dia anterior, com sua ideia sendo aprovada e hoje mesmo já começariam a seleção das modelos para fotografarem em Paris.

 

Emma ficaria na casa dos avós em Valladolid esta semana, para cuidar dos dez mil gatos que tinham enquanto os dois viajavam. Parte boa: ter a casa só para ela. Parte chata: ter que cuidar dos bichos.

Ela não entendia mesmo porque os dois tinham tantos gatos e ainda pensava nisso quando uma morena de blusa social vermelha lhe chama a atenção.

“É, acho que cuidar dos gatos nem vai ser tão ruim assim.” Ela pensa consigo mesma enquanto não tira os olhos dela.

 

Regina tinha a estranha sensação de estar sendo observada, então olha para a sua esquerda e lá estava a garota de ontem.

Hoje ela estava só, duas estações antes da que embarcara no dia anterior também, cabelos soltos desta vez e parecia ainda mais uma menina do que no dia anterior. Ela usava um jeans, tênis e uma camisa de manga longa com o escudo do Valencia Futebol Clube. Regina reconhecera porque seu pai também torcia para aquele time horroroso. A morena torcia pelo melhor time de toda a Espanha, Barcelona, claro.

 

As duas mulheres se olham e brindam uma a outra com sorrisos.

Com as mãos nos bolsos de trás da calça, Emma se vira e dá três passos para trás, uma pilastra branca da estação a encobrindo.

Intrigada Regina se inclina para olhá-la e a menina dá um passo, voltando um pouco e a olhando.

 

“Sabia que ela ia me olhar.” A loira pensa sorridente ao inclinar a cabeça e ver Regina tentando olhá-la pela lateral da pilastra.

 

Regina sorri da atitude da garota e resolve também entrar na onda dela, se esquecendo de que não estava mais no colégio e que não tinha 12 anos.

Ela dá três passos para trás, caminhando de costas e ao passar a pilastra lá estava a loira a olhando sorrindo de volta. Regina retribui e anda até a linha amarela da plataforma, pois ouvira o barulho do trem se aproximando.

 

Emma ri quando a morena se esconde atrás da pilastra e quando volta também, olhando-a.

O trem para e as portas se abrem. As duas entrariam no mesmo vagão, porém por portas diferentes. Emma a olha e sorri e Regina corre para dentro. Emma fica decepcionada, mas logo Regina bota a cabeça para fora e sorri de volta para ela.

Ai sim a garota entra animada.

 

Regina consegue um lugar ao longo do corredor desta vez. Ela não gostava de se sentar de lado ou longe da janela, mas hoje não teve jeito.

E Emma não consegue um lugar, ficando de pé mais uma vez. Já estava acostumada a fazer os primeiros minutos de sua viagem em pé, em qualquer estação que entrasse, nunca achava lugar para sentar.

 

Emma e ela não perceberam, mas estavam se olhando tanto e com tantos sorrisos, que o interesse mútuo era notado por todos. Uma moça sentada ao lado de Regina não conseguia deixar de sorrir ao observar as duas; um rapaz sentado enfrente Emma também não.

 

Duas estações depois e os amigos barulhentos da loira entram, a cumprimentam e já engatam uma conversa. Hoje ela participava mais, estava interagindo com os amigos, mas ainda assim Regina e ela não deixavam de se olhar.

Os amigos zuavam Emma e ela não estava nem se importando. Aquela mulher era muito bonita e sim, definitivamente estava dando bola para ela.

- Merda, Emma!- August se estressa.- Vai lá falar com ela!

- Não sei não. Estou com vergonha.

- Vergonha devia ter de ficar olhando para ela desse jeito.- Neal ri.

 

Regina, que mais uma vez fingia ler, novamente sai quase correndo do trem quando ele para na estação de Atocha.

 

 

 

 

 

QUARTA-FEIRA 10 de Março

 

 

Hoje Regina até que procurou sua loira na estação, mas não a estava vendo.

“Sua loira!?!” Ela mesma se questiona sobre o pronome e ri.

O trem chega e ela logo entra e se senta, esperando que a visse duas estações á frente com os amigos barulhentos e sem educação, mas no último segundo a loira entra correndo, ofegante e com as bochechas vermelhas, a mochila balançando nas costas.

Ela segura em uma das barras quando o trem parte e respira pesadamente.

 

Por pouco Emma não perdera o trem. Normalmente ela não ligaria para isso e esperaria quinze minutos pelo próximo, mas acontece que a sua morena não estaria no próximo. Ela ri ao pensar na morena como “sua”, o que não era uma má ideia.

 

E pela terceira vez naquela semana as duas trocavam olhares e sorrisos.

As pessoas que pegavam aquele trem, praticamente eram as mesmas todos os dias, felizes madrugadores que embarcavam juntos e grande parte dos que sentavam perto das duas, já estavam acostumados com a troca de olhares entre elas.

A moça de ontem, que rira internamente das duas, estava mais uma vez ao lado de Regina e o rapaz que ontem estava próximo a Emma, dessa vez estava no segundo banco da ponta, com um senhor entre ele e a moça ao lado de Regina.

Na primeira estação depois de Valladolid uma moça se levanta e desce. Emma pensa em sentar, mas como não conseguiria olhar para a morena, que estava na outra ponta da fileira dos bancos, ela desiste e fica em pé mesmo.

Regina acha graça da atitude dela e também a aprecia.

Droga! Ela tinha que falar com aquela garota.

 

Emma tinha que falar com ela, convidar para um café, pegar o telefone.

 

As três pessoas sentadas na mesma fileira de bancos que Regina, novamente as observava, até que o rapaz que as observava desde segunda, diz sorrindo para o senhor ao seu lado:

- Vamos dar lugar pra ela!?

O senhor concorda e o rapaz passa para o banco que ficara vago a seu lado, onde estava a moça que saíra a pouco. O senhor passa para o banco do rapaz e a mulher ao lado de Regina, passa sorridente para o banco do senhor.

Os três sorriem, Emma e Regina também.

Um pouco envergonhada, meio sem jeito, Emma diz olhando para eles ao mesmo tempo em que se senta:

- Obrigada!

 

Quando a garota se senta, Regina sequer olha para o lado, fingia estar concentrada em seu jornal.

Era impressionante que esta menina estivesse despertando estes sentimentos nela. Perdera Danielle a quase três anos e desde então ninguém mais lhe chamara a atenção, até que esta pirralha de rabo de cavalo e óculos resolvera não parar de lhe encarar.

 

Ela era ainda mais linda de perto. Emma pensara ao se sentar a seu lado. E o perfume, meu Deus!

“Mas que droga! Ela não para de ler esse jornal!” A loira pensa enquanto decide a melhor forma de falar com ela.

 

Estava interessada em saber mais sobre aquela garota, isso Regina não podia negar, mas ela não estava se reconhecendo, pois em outros tempos já teria falado com ela, convidado para sair e tudo.

 

“Vai, Emma!” Ela se diz em pensamento. “Os meninos entram na próxima estação e vão ficar te atrapalhando, então é melhor fazer isso agora.”

 

Os três passageiros, que haviam cedido o lugar para Emma, olhavam disfarçadamente a não interação das duas e sorriram com a atitude de Emma.

 

“É agora ou nunca!” Emma se diz decidida.

 

- Espera só mais um pouquinho, eu ainda não acabei.- Emma pede em um tom de voz macio quando Regina vira a página do jornal.

Regina sorri e mesmo sabendo que a garota não estava lendo coisa alguma, ela volta a página.

Emma sorri e finge ler por uns dois minutos, então olha para a morena e agradece:

- Obrigada!

- De nada.- Regina sorri, mas não passa a página novamente, pois seus olhos ficam presos por aqueles verde hipnotizantes.

As duas se analisavam e de admiravam.

 

- Oi.- Emma sorri quebrando o silêncio.- Eu sou a Emma.

- Oi, Emma.- Regina responde, também sorrindo. Nunca sorrira tanto quanto nos últimos dias dentro deste vagão.- Regina.

- Oi, Regina...Como você está?

- Estou bem, obrigada. E você?

- Envergonhada, curiosa e esperançosa.

- Nossa, mas tudo isso?- A morena dobra o jornal, o colocando sobre o colo.

- Envergonhada porque eu não consigo parar de olhar para você. Curiosa porque você também estava me olhando e esperançosa porque espero conseguir o numero do seu telefone.

- Você esqueceu o abusada.

 

- Olha a Emma com aquela mulher.- Neal diz assim que entra no trem com os amigos.

- Cara, aquela mulher é gata demais.- August não tirava os olhos delas.

- Aquela filha da mãe da Swan é uma sortuda.- Killian diz rindo.- Vamos dar um espaço a ela.

Os três vão para o fundo do vagão e Emma nem os nota.

 

- Eu não sou abusada.- Emma se defende.

- Você sentada aqui prova o contrário, menina.

- Bom, comigo sentada aqui você pode ver que não sou bem uma menina.

Regina desvia rapidamente os olhos para os peitos e as coxas de Emma, dizendo com um sorriso:

- Não, você não é!

Emma sentiu até um calor com o olhar de Regina percorrendo seu corpo, então aproveitou para fazer o mesmo.

 

Regina sorri com o canto do lábio preso entre os dentes, pois aquele olhar despudorado da garota mexeu com ela.

- Não deve se sentir envergonhada, porque eu gostei de você me olhando. Curiosa, eu também estou. Quanto ao numero do meu telefone, a gente vê isso até Atocha.

Agora que começara a falar, Emma não ia parar mesmo.

- Eu não consegui mesmo tirar meus olhos de você.

- E nem eu de você, menina.

- Já disse que não sou uma menina.

- Eu sei, você não é.

- Então por que ainda insiste em me chamar assim?

- Porque você tem uma carinha linda que me encantou desde que eu te vi. Exatamente como agora com seu sorriso envergonhado.

- Obrigada!- A loira estava mesmo envergonhada.

- Você é linda, menina, então por que a vergonha?

- Porque você também é.

- Mas então, Emma.- Regina desconversa, por ter gostado dela a achar linda.- O que faz em Madri todos os dias?

E elas vão conversando o caminho inteiro, com os assuntos fluindo automaticamente e falavam sobre tudo e nada ao mesmo tempo.

Ao perceber a estação de Atocha se aproximando, Emma dispara:

- Sai comigo!?

- O combinado foi que eu talvez lhe desse o número do meu telefone.- Regina fala abrindo a bolsa e tirando um cartão.- Então, aqui está.

O trem vai diminuindo a velocidade para parar na plataforma e Regina se levanta. Emma a imita e a morena diz:

- Me liga mais tarde para combinarmos, porque a minha resposta é sim.- Regina a beija no rosto, demoradamente e tocando propositalmente o canto dos lábios dela.- E só pra constar, eu teria dito sim logo no primeiro dia.

 

Emma fica sem reação com o meio beijo e seu sorriso bobo só aumenta quando Regina admite que diria sim ao convite dela mesmo naquele primeiro dia.

Ela não tem mais chance de reação, pois a morena faz como nos outros dias, assim que as portas se abrem ela sai rapidamente.

A loira recebe mais sorrisos dos três passageiros que lhe cederam o lugar e diz um novo “Obrigada” antes de sair do trem e só lá fora encontra os amigos, zoando com sua cara de boba apaixonada.

 

 

Assim que entra na sua sala na faculdade, Emma manda uma mensagem para Regina e a morena estava abrindo alguns e-mails quando recebe a mensagem, sorrindo ao terminar de ler.

“Oi, é a Emma. Passando para te desejar um ótimo dia e para que você também tenha meu telefone agora.”

Rapidamente Regina responde e é a loira quem sorri desta vez.

“Oi, Emma. Meu dia está sendo ótimo desde que te vi na estação hoje cedo. Boa aula, menina linda!”

- Por que tá rindo pro celular, Swan?- Killian diz puxando o telefone das mãos da amiga.

- Ei!- Ela tenta pegar de volta.- Me devolve isso.

- Nossa, “menina linda”.- Ele diz rindo após ler a mensagem.- Não me diga que é a gostosa do trem.

- Não chama ela assim.- Ela puxa o telefone de volta.

- Não acredito que aquele mulherão tá mesmo te dando mole.

- Ela aceitou sair comigo.- A loira admite com um sorriso bobo e orgulhoso.

 

- Regina, me dá aqui esse telefone!- Tinker diz ao se levantar de sua cadeira e pegar o celular da amiga e sócia.

- Tinker!- Regina protesta, o que de nada adianta.

- Minha nossa!- A loirinha diz olhando a quantidade de mensagens de uma certa “Menina Bonita”.- Quem é essa Menina Bonita e o que tanto conversam!?

- Se não devolver já o meu celular, eu demito você.

- Acontece, senhorita Mills, que eu sou sua sócia, não sua funcionária.- Ela ri da amiga.- Então não pode me demitir.

“Foi você quem me encantou desde o primeiro momento.” Tinker lê em voz alta.

- Regina.- A amiga a olha realmente surpresa, pois não sabia que Regina estava saindo com alguém.- Quem é essa “Menina Bonita”?

- Mas você é enxerida!- A morena se levanta pegando o celular de volta.- Ela se chama Emma e nos conhecemos no trem.

E ela então conta tudo o que acontecera no trem para a amiga.

 

As duas passam o dia trocando mensagens e antes de dormir Emma liga para a morena, dizendo que ficara com vontade de ouvir a voz dela e elas conversam por bastante tempo antes de se despedirem e ir dormir.

Regina gostou mesmo que ela houvesse ligado.

 

 

 

 

 

QUINTA-FEIRA 11 DE MARÇO

 

 

 

Emma chegou cedo à estação hoje. Saíra mais cedo de casa, pois tencionava levar um café para Regina. Lembrara-se da morena comentando que gostava do seu preto, com noz moscada.

 

- Oi, menina linda!- Regina diz próximo ao ouvido da loira ao aproximar-se dela.

A garota tinha um cheiro tão bom e hoje ela estava incrivelmente linda com aqueles cabelos loiros caindo em cachos perfeitos sobre os ombros.

- Oi!- Emma responde com uma voz rouca, se virando para olhá-la.- Bom dia!

- Bom dia!- Regina a brinda com um sorriso enorme, que faz a loira suspirar.

- Trouxe café.

- Que ótimo.- Regina diz pegando o copo oferecido a ela e tomando um gole.- Como soube do que eu gostava?

- Você comentou ontem.

- Está divino.- Regina toma um novo gole.- Obrigada! Saí correndo hoje e nem tive tempo de tomar café.

- De nada!

O trem para na plataforma e elas logo entram, conseguindo um lugar ao lado da outra. O senhor do dia anterior entra um pouco atrasado e Emma diz sorrindo enquanto se levanta:

- Bom dia. Pode se sentar aqui.

- Não, minha querida.- Ele coloca a mão no ombro dela, a detendo.- De forma alguma.

- Tem certeza?- Ela pergunta ainda de pé.

- Tenho sim.- Ele sorri e olha para Regina enquanto Emma volta a se acomodar ao lado dela.- Bom dia.

- Bom dia!- Ela responde com um aceno de cabeça.

Emma e ela engatam um papo animado, decidindo-se pelo que fariam esta noite. Estavam em dúvida entre cinema e teatro, com um jantar depois.

Elas podiam não notar, mas vê-las juntas e conversando sem parar, chamava a atenção de várias pessoas no vagão. Não porque estivessem incomodando e sim porque a sintonia entre as duas era algo tão natural. Elas eram tão harmônicas juntas e eles acompanhavam as duas com olhares desde o início da semana.

Emma joga os copos vazios de café em uma lixeira próxima e quando volta, no meio da conversa, acaba pegando a mão de Regina e colocando entre as suas, sem interromper o que falavam.

As duas agiam como se conhecessem-se a anos e também sentiam isso.

Mais uma vez Emma não se dá conta que passaram pela sua antiga estação e dessa vez os amigos não entraram, o que claro, ela também não notara.

 

 

- Merda!- August chega ofegante á estação, seguido por Neal e Killian.- Culpa de vocês que perdemos o trem.

- Culpa do Killian que ficou paquerando a menina da cafeteria.- Neal soca o ombro do amigo.

- Ei.- Ele reclama massageando o ombro.- Isso aqui é propriedade da Swan.

- Por falar nela, hein...- August ri.- Toda boba porque vai sair com a gata do trem.

- Quem não ficaria todo bobo com uma mulher daquelas!?- É Neal quem completa.- Nem saberia o que fazer primeiro com tudo aquilo.

- Se alguém disser para aquela loira o que eu vou falar aqui agora, vai se ver comigo.- Killian alerta os amigos.- Estou feliz por ela. A tempos não a via tão empolgada com alguém, desde que a filha da mãe da Mulan a traiu daquele jeito e pelo que a loira me disse, essa mulher está igual e isso é muito bom.

 

Durante a conversa animada das duas, um casal já idoso entra e não tendo mais lugares vagos, elas se levantam ao mesmo tempo, como se houvessem até combinado.

- Por favor.- Diz Regina.- Sentem-se aqui.

- Obrigado!- O senhor agradece a ela e a Emma e depois se volta para a mulher com ele.- Venha, querida.

As duas mulheres caminham mais para o fundo do vagão e de frente uma para a outra se seguram na barra de ferro.

- Quero que sejamos iguais.- Emma diz olhando admirada para o casal ao qual cederam os lugares.

Regina volta o olhar na direção que a loira olhava e o homem carinhosamente tinha uma das mãos da mulher entre as suas, ela realmente queria um amor para a vida toda e mesmo Emma tendo aparecido na sua vida a apenas alguns dias, ela sentia que teriam algo importante, afinal a pessoa sabe quando é diferente, mas em todo caso a morena resolve brincar com a loira, que tinha sua mão sobre a dela enquanto seguravam-se na barra de ferro.

- Calma aí, senhorita Swan, acho melhor você me pagar pelo menos um jantar antes.

- Eu vou e esta noite.- Emma diz rindo.- Mas bem que eu poderia ganhar alguma coisa pelo café.

- É, você poderia.- Regina fala com a boca perigosamente se aproximando da dela.- O que acha de um beijo, senhorita Swan?

- Eu iria adorar um beijo, senhorita Mills.- A voz de Emma estava rouca em antecipação.

Com a mão livre, Regina segura o rosto da garota e o vira, dando-lhe um beijo estalado.

- Não era bem isso que eu...- Emma começa a argumentar, mas é interrompida pelos lábios de Regina.

A morena somente cola seus lábios aos da loira, em um selinho carinhoso e demorado, para depois confessar baixo a uma Emma sorridente:

- Durante o jantar eu compenso você, porque se eu te beijar como eu quero agora, sairemos daqui presas.

Emma pega a mão que Regina tem em seu rosto e a beija. Ela iria parar por ali, mas se aproveita de entrarem no túnel já chegando á estação e a puxa para um beijo rápido, porém apaixonado. Mas quando o trem deixava o túnel e elas interrompiam o beijo, Emma só teve tempo de puxar Regina para um abraço protetor, pois de repente as janelas se quebram, as pessoas gritam e elas não veem mais nada.

 

 

 

Os passageiros a espera do trem na estação de Atocha em Madri, são surpreendidos por uma série de explosões. Pessoas correndo e gritando por todos os lados, se empurrando pelas escadas sem saber direito o que havia ocorrido.

- É uma bomba! É uma bomba!

 

 

Na estação de Valladolid os passageiros estavam incomodados com a demora do outro trem. E a duas estações dali os amigos de Emma reclamando que perderiam a primeira aula e culpando Killian, que se não tivesse ficado paquerando a moça da cafeteria, não teriam se atrasado.

De repente algo esquisito acontece. Vários celulares começam a tocar ao mesmo tempo e as pessoas atendendo assustadas.

- Oi, mãe.- Killian diz atendendo seu celular, notando que August e Neal faziam o mesmo.

- Graças á Deus, meu amor!- A senhora Jones estava chorando do outro lado, embora agora respirasse aliviada.

- O que foi, mãe? A senhora está bem?

- Killian, fiquei tão preocupada. Obrigada, meu Deus, que alívio!

O rapaz olha ao redor e vê várias pessoas chorando, questionando “como uma coisa assim” foi acontecer e as nota apontando para uma alta nuvem do que parecia ser fumaça em um canto da cidade.

- Mãe, o que houve? Está todo mundo muito esquisito por aqui. O que está pegando fogo?

- Meu amor, não sei direito o que houve, na tevê noticiaram um acidente em Atocha. Uma explosão, querido e acham que foi um atentado terrorista. Várias bombas e...

- Ah, meu Deus!- Ele sente o corpo inteiro se arrepiar, os olhos arderem e a primeira coisa que vem a sua cabeça é uma certa moça loira.- Mãe, tenho que desligar.

- Querido...

- August e Neal estão comigo, mãe, chegamos atrasados e perdemos o primeiro trem, mas não sabemos da Emma ainda.

- Deus, por favor, proteja-a. Ligue-me assim que tiver notícias.

- A senhora também.

Ele encerra a chamada e olha para os amigos, os dois, assim como ele, tinham os olhos marejados e em torno deles as pessoas não estavam muito diferentes, choravam, se abraçavam, se lamentavam...estavam todos muito confusos e assustados.

Os três amigos se olham em silêncio ainda em choque e somente quando a primeira lágrima de fato rola por seu rosto é que Killian toma coragem para pronunciar algo:

- Eu ligo pra ela!

Eles tentam incansavelmente, mas o número da loira só dava desligado. Nenhum dos três esconde as lágrimas ou preocupação. Tentam desesperados os pais e avós de Emma, mas estavam como eles e ninguém ainda conseguira notícias da loira. Com os colegas de faculdade fora a mesma coisa, todos se ligavam para saber uns dos outros ou procurarem mais colegas e nenhum deles vira Emma pelo campus.

Todos os passageiros sobem para o saguão da estação, onde todas as televisões do lugar exibia o noticiário local. Mostraram a estação de Atocha, com as pessoas correndo por todos os lados, em meio a fumaça, poeira e muito fogo, chegaram a ver uma das explosões.

 

Na revista, Tinker e todos os outros estavam enlouquecidos. Não havia um funcionário que não estivesse chorando ou tentando falar com um familiar ou amigo e a loirinha estava aos prantos porque a melhor amiga não atendia ao telefone, já imaginando o pior.

Cora, a mãe de Regina, ligara procurando pela filha tão logo ficara sabendo do ocorrido, mas nenhuma tinha novidades para a outra e a senhora Mills avisara que pegaria o primeiro voo de Nova York para Madri.

 

E esta era a realidade de toda a Espanha naquela manha de quinta-feira, 11 de março de 2004. Todos esperavam por notícias. Todos imploravam por notícias.

O caos e o pânico invadiram as plataformas das estações e as ruas da cidade, a polícia logo tratara de bloquear as ruas próximas ás estações.

 

Aos poucos as notícias iam chegando e se completando.

A sequência de terror teve início ás 7h39min, quando três mochilas carregadas com dinamite industrial explodiram em um vagão do trem que chegava a Atocha, matando 49 pessoas.

Em menos de três minutos mais quatro bombas foram detonadas em outra composição á alguns metros de Atocha, matando desta vez, 64 pessoas.

Quase no mesmo minuto outra bomba explodiu na estação Santa Eugenia, matando 15 pessoas e outras duas foram detonadas em El Pozo, onde 63 pessoas foram mortas.

 

Em um centro esportivo próximo a Atocha, foi instalado um posto de emergência para atender aos feridos. Em praticamente todos os hospitais e unidades móveis da Cruz Vermelha, a população estava atendendo ao pedido do governo e havia filas para doação de sangue para quem precisasse. As forças de segurança foram reforçadas e o aeroporto de Madri teve todos os voos e decolagens cancelados.

Equipes de resgate cobriam corpos com sacos pretos e os enfileiravam em frente aos destroços da estação de Atocha. Alguns sobreviventes davam relatos para os telejornais e descreviam aquilo como um cenário de guerra.

A procura pelos familiares era tanta que o sistema telefônico da cidade entrou em colapso, era impossível se fazer uma ligação.

Todas as rádios, emissoras de tevê e notícias na internet atribuíam o atentado ao “ETA”, mas em um furgão encontrado próximo a Atocha, com matéria para fabricação de explosivos, tinha uma fita em árabe com trechos do alcorão, onde um grupo ligado a Al-Qaeda assumia a responsabilidade pelos atentados.

Neste dia 11 os comerciantes fecharam as portas, em solidariedade ás vítimas dos atentados e aos protestantes que foram para as ruas, enquanto famílias reconheciam seus entes queridos entre os mortos.

 

A mãe de Emma teve que ser medicada quando reconheceu o corpo da única filha e Tinker pensou que não sobreviveria aquilo, a ter que ver Regina entre os mortos e não sabia como dar aquela notícia a Cora, o mais sensato seria esperar a mulher chegar á Espanha.

Os amigos de Emma também ficaram arrasados, perderam mais alguns amigos neste dia também.

 

No dia seguinte, dia 12 de março, 11 milhões de pessoas em diferentes cidades da Espanha foram ás ruas protestar, com mensagens que diziam entre outras coisas, que “Todos íamos neste trem” e “ETA não!”, “Al-Qaeda, não!”.

O príncipe Filipe e suas irmãs Cristina e Elena se juntaram aos 2 milhões de manifestantes em Madri e foi a primeira vez na história que membros da família real participava de um protesto popular.

Na catedral de Almudena, a principal em Madri, foi organizando o primeiro funeral coletivo e centenas de pessoas compareceram á missa do lado de fora. As homenagens ás vítimas começaram de forma espontânea, com flores nos locais das explosões, fitas negras nas bandeiras da Espanha, carros, ônibus e até nos casacos das pessoas. 191 pessoas morreram naquele dia e 1.847 ficaram feridas. O país estava de luto pelo que fora o pior atentado da história.

 

E enquanto famílias como as de Emma e Regina choravam suas perdas, a polícia ainda investigava e o governo buscava por culpados.

 

Emma e Regina morreram abraçadas, guardando para elas uma história de amor que prometia, que mereceria ser contada, pois já estava sendo vivida e estava sendo diferente de tudo que qualquer uma delas já houvesse vivido.

 

E para quem acredita que a alma é imortal e que o amor verdadeiro é a magia mais forte do mundo inteiro, não pode também duvidar que elas deram continuidade aos seus planos e que sim, que elas se amaram...porque a gente sabe quando é diferente, mesmo antes de começar já sabemos que é para sempre.


Notas Finais


Bom, revendo o clipe da banda a quase dois anos atrás eu imaginei Emma e Regina nesse cenário e depois de lerem a fic eu espero que tenham conseguido imaginar comigo. Espero que tenha ficado bacana e que vocês continuem comigo e com as autoras que compraram a ideia desse projeto...logo teremos mais uma one shot.Quem escreve e estiver interessado em fazer parte do projeto, só entrar em contato por MP ou pelo whats, que está no meu perfil.

Bjus e até a próxima e se tudo der certo, essa ome vira long. Com final melhor para nossas lindas.


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