História Volte para casa - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Oberyn Martell, Rhaegar Targaryen
Tags Dorne, Elia Martell, Elia X Rhaegar, Oberyn Martell, Rhaegar, Targaryen
Visualizações 48
Palavras 707
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Após muito tempo, voltei! Uma história com o meu personagem preferido de GoT, espero que gostem <3

Capítulo 1 - Estamos voltando para casa


                 " Apenas volte para casa

                 Eu tenho um medo, oh em meu sangue

                Ela foi carregada até as nuvens, muito acima

               Se você estiver lá eu sangro da mesmo forma

              Se você está com medo, eu estou a caminho..."

 

 

 Nasceu em um local quente, aonde o frio raramente se fazia presente. Dizendo de forma naturalista, acho que as areias de Dorne fizeram de você o homem que é. Que era. Assim como o sol aquecia a tudo de forma demasiadamente mais intensa do que nos locais a norte, a sua energia térmica - sim, seu calor transpunha a você mesmo- fazia tudo pegar fogo, de forma figurativa, claro. De piromantes já basta por toda uma vida.

 Você não era uma exemplo de cordialidade, Oberyn. Nunca foi. Mas você era gentil e heróico a sua maneira torpe e os dorneses o admiravam. Por trás do sorriso travesso que nunca deixava seu rosto, era escondida uma dor enorme, algo que poderia o cegar e levá-lo à própria morte. E levou. Mas de que importava as consequências disso para você? Não era uma retaliação que você queria, longe disso. Queira vingá-la. Mostrar a todos aqueles hipócritas e soberbos que ela era importante e amada,e que havia quem mataria e morreria por ela, como Rhaegar e todos aqueles membros nobres jamais fizeram. Usaram sua doce irmã Elia como garantia em uma guerra e depois a descartaram. Como se a vida dela importasse tanto quanto a de uma formiga.

 Mas você era um Martell. Um dornês de pele aquecida pelo sol e sangue borbulhante, e não esqueceria a memória de sua irmã, tão pouco calaria-se perante a sua morte e a de seus pequenos sobrinhos. Um passo de cada vez, neutralidade não era o seu dom nem de longe, mas ele sabia que o momento certo chegaria, e então ele estaria em paz. Oberyn, você não possuia medo algum, apenas uma determinação enorme que sempre apontava para Porto Real.

 A sua alcunha jamais seria príncipe, mão, conselheiro. Sempre seria a de guerreiro, banhado da cabeça aos pés de garra, força, coragem e habilidade, sendo um dos melhores espadachins de Westeros. E foi desse modo, com um único objetivo cravado tão fundo quando as profundezas dos mares do mundo, que se dirigiu a Porto Real para ocupar seu lugar no conselho conforme o tratado.

 Era um espetáculo cômico e odioso. Olhar aqueles rostos que não via a anos e ter que evitar que todo o seu ódio saísse de modo desastrado pela  boca e pelo corpo. Passar pelos mesmos lugares que Elia um dia havia ido e lembrar-se do som suave de seu riso. Quando tudo aconteceu,  só queria que ela fosse para casa. Mas ela não pode ir...

 E então, o seu momento de espera acabou. Tudo encaminhou-se para que ele finalmente, com suas próprias mãos, matasse aquele que havia roubado a vida de sua irmã. Iriam se enfrentar. E Oberyn nunca se sentiu tão ansioso e em êxtase para um combate corpo a copro. Não por Tyrion, tão pouco para se vangloriar. Era ela, por seu riso, por sua saúde frágil. Por ninguém tê-la protegido. Por Rhaegar  não tê-la amado o suficiente para se importar com seu destino.

 No dia marcado, fazia sol. Mas não era o seu sol dornês. Não o aquecia, não penetrava na pele ou nos negros cabelos. Não o confortava. Mas era só uma sensação ruim, não um problema real.  A dança fora intensa, ágil e surpreendente. Ambos eram guerreiros extraordinários mas Oberyn era melhor e havia sede de vingança correndo por suas veias. A Montanha desmorona. O controle e perdido porque o ódio é maior do que qualquer resquício de sanidade. E quando a montanha ergue-se novamente sobre você, não consegue vê-la, cego pelo ódio. Você só queria que a tivessem deixado ir para casa...

 Houve dor. Muita dor.  E depois nada. Apenas o silêncio. Tudo parecia tão brando e quente. A sua direita, podia escutar um riso suave, que já não ouvia a anos. De repente, algo aproxima-se as suas costas. O riso já encontra-se em seu ouvido. Era ela. Ao seu lado. Toda em laranja, tão bela quanto o sol e com o sorriso mais caloroso que as areias de Dorne. Sua princesa Elia.


Notas Finais


<3


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