História Vondy : uma história policial - Capítulo 25


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Palavras 1.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Escolar, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde, leitores! Espero que gostem desse capítulo. Boa leitura!

Capítulo 25 - Novas reações


Fiquei mergulhada nos meus pensamentos, até pegar no sono. No outro dia, acordei cedo e fui direto para o hospital, mas a história se repetia : O Ucker não tinha nenhum progresso e a expressão que tinha em seu rosto era de dor e sofrimento.  Eu sofria vendo ele daquele jeito. E o Rodrigo? Eu tenho tanto ódio dele, que já pensei em ir até onde estava e desligar os aparelhos que o mantinha vivo, mas não sou assassina como ele. Depois da visita que eu fiz para o Ucker, fui ao terceiro endereço. Peguei uma peruca preta e um óculos, que serviam como um disfarce. O lugar não era nada confortável, logo no começo, via-se um caminhão e vários carros abandonados, era um verdadeiro ferro velho, um cemitério de carros. Eu não via nada de diferente alí, nenhuma pista, nada fora do lugar. Caminhei mais um pouco e vi algo que chamou minha atenção, eram dois homens carregando umas caixas. O que duas pessoas fazem aqui? O que eles levam? Eu não podia abordá-los, estava com a cabeça tão longe, meus pensamentos estavam no Christopher, que acabei esquecendo de levar arma ou qualquer outra coisa que pudesse me defender. Observava eles de longe, quando percebi que um deles sussurrava alguma coisa para o outro e apontou para onde eu estava. Fiquei completamente sem reação, não sabia se permanecia onde estava ou corria, mas lembrei que estava desprotegida. Se eu corresse, poderia levar um tiro, não sei que meio de defesa eles tinham, faca, revólver, flecha, mas sei que eles não iriam alí se arriscando. Apenas optei por ficar alí, à espreita, esperando por eles.

- Quem é você e o que faz aqui? - um deles perguntou de forma grossa, me deixando um pouco assustada.
- Eu sou o Patrício Borghetti e esse é o Tony Dalton, um amigo meu. - me cumprimentou, estendendo a mão. - Desculpa a forma que o Tony te tratou, é que ele é um pouco indelicado às vezes.
- Eu sou a Bruna Maria. - respondi, recebendo os cumprimentos. - Tudo bem, não se preocupe, já estou acostumada. Respondendo a sua pergunta, Tony, eu estava dando uma olhada nos carros.
- Que eu saiba, aqui não é nenhuma revendedora de carros pra ficar dando uma olhada não, ouviu? Se eu fosse você, saía daqui o mais depressa possível. - disse ele, com um tom ameaçador.
- Tony, vai pegando as outras caixas, que eu vou colocá-la pra fora daqui. - Patrício falou e no mesmo instante, ele saiu. - Vamos, Bruna? - assenti e seguí aquele homem. - O que estava procurando? - ele perguntou, assim que nos afastamos dalí. Como? O que eu iria responder? Ele parecia ser gentil, educado, mas ainda assim, tinha medo do que poderia acontecer.
- Nada, eu só estava olhando os carros! - respondi.
- Esse lugar é muito perigoso, você parece ser muito ingênua! Acho que não entende o que eu disse, mas não volte mais aqui. Vou fingir que acredito que veio aqui apenas pra dar uma olhada nos carros.
- Porque aqui é muito perigoso? - perguntei.
- Você já ouviu falar no Michael Gurfinkell? O maior traficante da América Latina? - ele perguntou, eu apenas fiz que sim com a cabeça. - É aqui que recebemos as drogas e outras mercadorias. Não sei porque estou te contando tudo isso, só não quero que volte a aparecer aqui de novo. Se souberem que você está aqui, podem te matar.
- Não se preocupe, aos olhos do Michael, já estou morta!
- Como? Você conhece o Michael? - ele perguntou, confuso.
- Não, não conheço, eu só estou brincando. - menti. - Mas aqui tem algo que possa me ajudar? - Eu não deveria ter feito aquela pergunta, não sabia se aquele homem era de confiança.
- Ajudar com o quê? Quer descobrir alguma informação? Você está se arriscando muito. Será que pode ir agora? - Patrício perguntou, desconfiado. Eu não discuti e fui embora rapidamente, até ver ele desaparecer da minha visão. Saí de lá e seguí para o hospital, precisava ver o Chris.

                              ****
- E como ele está, doutor Lisardo? Ele teve alguma reação? O corpo dele respondeu aos medicamentos? - perguntei ao doutor, assim que o vi.
- Dulce, eu preciso falar com você. - eu gelei quando ele me pediu aquilo. Temi o pior. - Pode me acompanhar até onde ele está? - não pensei duas vezes e o seguí.
- Então, doutor, porque me chamou aqui? - perguntei, vendo que o Christopher estava do mesmo jeito que o deixei.
- Ele está começando a responder às situações do dia a dia, tais como medicações e estimulação.
- Ele está acordando? O Ucker acordou? - perguntei com o coração na mão.
- A verdade é que ele tem todas as chances de acordar, porque começou a reagir. Mas poderá ter sérios problemas neurológicos. - Eu fiquei muito feliz com aquela notícia. Pedi ao doutor Lisardo pra ficar à sós com o Ucker, e ele permitiu.
- Christopher, não acha que já dormiu demais? - perguntei, enquanto pegava em sua mão. - Acorda, meu amor! Estou esperando por você de coração partido. Sou eu quem deveria estar aí, deitada nessa cama. Você tem muito o que viver e descobrir da vida.
- Dulce, posso entrar? - Alê me perguntou.
- Entra Alexandra. - permiti.
- Eu quero ter uma conversa séria com você. - disse ela.
- Cadê o Victor? - perguntei.
- Ele está lá fora, pedi que me deixasse sozinha com você. Eu quero te pedir um favor, e não aceito não como resposta. - Já estava ficando nervosa com aquelas palavras. Na verdade, sentia um pouco de medo.
- Tudo bem, Alê, pode me pedir. Estou preocupada! - respondi. - Se for pra dormir no hospital, não se preocupe, vou ficar com o Ucker aqui hoje.
- Não, não é isso! - ela negou. - Eu conversei com o Victor e a Anny e chegamos à uma conclusão. - Eu fiquei ainda mais tensa ouvindo o que ela dizia. - O Ucker está sofrendo muito, assim como todo mundo e... - interrompi.
- Eu acho que já entendi onde quer chegar. Quer desligar os aparelhos que ainda mantém o Ucker vivo? - perguntei, chocada. - Logo agora que ele está começando a responder o tratamento, quer acabar com a vida dele?



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