História Voo Em Seus Braços - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Choji, Gaasaku, Hinata, Ino, Kakashi, Kiba, Naruhina, Naruto, Neji, Romance, Sai, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Shikamaru, Shino, Tenten, Tsunade
Exibições 33
Palavras 1.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PLEASE LEIAM AS NOTAS FINAIS
ARIGATO
Tenham uma boa leitura

Capítulo 5 - Lar Doce Lar


Depois de pronta, eu e Rin-san saímos do hospital e pegamos um táxi, para nos levar até em casa. No caminho, eu me deparei com dois ou três repórteres, que pareciam falar do estado da “Menina de sete anos que sobreviveu á um acidente de carro” ou, em outros tópicos,como  “Menina vira cadeirante após sobreviver à uma tragédia” e ainda _ o pior, na minha opinião_ "Garotinha vira órfã e deficiente física ao mesmo tempo”.

Quando o táxi chegou, eu fiquei um tanto apreensiva ao entrar no carro_ óbvio, depois de Rin-san guardar a cadeira de rodas no carro, e o taxista ter me colocado sentada no banco de trás_ pois sabia, que de certa forma, eu voltaria ao lugar em que meu passado _ ah, o passado_ foi construído e, obviamente, o lugar em que eu passei meus primeiros e últimos momentos com meus ryoshin.                                                                                                                                                                            

Fechei meu punho e abaixei o olhar ao perceber que estava perto de casa, deixando escapar um olhar com certa tristeza. Rin-san, que estava sentada ao meu lado, indicando o caminho ao taxista, provavelmente percebeu isso, e colocou sua mão nas minhas costas encurvadas. Olhei para ela, que sorriu. Retribui, forçado um pouco. Ao ter certeza que eu estava bem, a médica voltou ao assunto com o homem que dirigia o veículo.

Depois de um tempo, chegamos em casa.

“Lar doce lar”

Engoli em seco,encarando aquela casa de dois andares com paredes de madeira e alguns detalhes em branco_ kaa-san adorava essa cor. Meu coração começou à bater acelerado, e por impulso, comecei a apertar o encosto braçal da cadeira de rodas, de maneira que a ponta de meus dedos magrinhos ficasse branca.

Rin-san me empurrava sem dizer uma única palavra. Ela sabia como eu deveria estar me sentindo.

Quando chegamos na frente da casa, a médica pegou uma chave no bolso de seu colete, e abriu a porta da entrada.

Arrepiei ao ouvir o ranger da porta se abrindo. Respirei fundo. “Isso vai acabar rápido. Calma” pensei. Mas ás vezes é bem difícil acreditar em mim mesma.

Rin-san me empurrava, enquanto observa o local um tanto distraída.Tudo o que tínhamos que fazer era pegar minhas roupas e objetos que eu considerava importante, para levar ao internato infantil. Então provavelmente, a fisioterapeuta deveria estar tentando adivinhar onde ficam os quartos.

_O meu quarto..._comecei, interrompendo os  seus pensamentos.

_Hã?!_ ela pergunta confusa, como se tivesse acabado de acordar.

_Os cômodos ficam no andar de cima_ apontei para a escada_ ali, olha.

_Entendi..._ ela responde_ então você terá que esperar um pouco, Sakura-san.

_O quê? Não entendi.

_Bom, vamos deixar a cadeira aqui em embaixo e eu vou te carregar nos braços, e te deixo sentada no seu quarto, enquanto eu pego a sua cadeira pra você ter mais facilidade para se locomover, tudo bem?_ela explica. Ah, claro. Tudo tem que ser mais difícil para os cadeirantes.

_Tá OK, então vamos._assenti.

Ela sorriu, e me empurrou até a escada.

Ela fez tudo o que explicou. Mostrei para ela o meu quarto, ela me colocou em cima da minha cama bagunçada e com um pouco de poeira. Esperei ela trazer a minha cadeira, e me colocou sentada na mesma. Eu empurrei a minha cadeira para o meu criado-mudo, que ficava ao lado da minha cama, pegando alguns acessórios na primeira gaveta, enquanto Rin-san se dirigia ao meu guarda-roupa.

_Quais roupas você quer que eu leve, Sakura-san?­_ela pergunta.

_Ah, sobre isso_ me virei para ela _eu e minha kaa-san havíamos doado algumas roupas para as crianças carentes, então, Pode levar todas, já que não são muitas.

_Crianças carentes?_pergunta.

_Hai. No início eu discordei, mas kaa-san me convenceu que aquilo era para um bem maior.

_Ao que me parece, sua mãe era uma pessoa bem consciente, não é?_ela pergunta, com certeza em seu tom de voz. Abaixei o olhar com o sorriso triste.

_Hai..._lembranças passaram por minha mente_ Ela era professora numa escola particular e uma pública. Kaa-san sempre usava palavras que eram um tanto complicadas, mas eu entendia fácil. Era sempre preocupada com crianças da minha idade, por isso,eu aceitei doar as minhas roupas.

_Hum!_ela murmura, com um tom de contentação_ então é por isso que você tem esse vocabulário lindo tão jovem? A sua mãe era professora?_ela pergunta. Eu corei um pouco.

_S-sim, eu acho.

O silêncio reinou por alguns cinco minutos.

_Pronto Sakura-san._ Rin-san quebrou o silêncio_ Suas roupas já estão na mala. Tudo já está pronto?

_Na verdade..._ eu ajustei a minha cadeira, a virando para a médica_ Eu ainda preciso ir no quarto de meus pais.

_Ah, sim claro. Você pode ir. Estarei te esperando na escada, esta bem?

_Tudo bem._ótimo, agora eu terei mais privacidade.

Primeiro, eu fui até o quarto dos meus ryoshin. A porta era larga o suficiente para que pudesse passar. A primeira coisa que eu vi foi a enorme e arrumada cama que ficava no centro do quarto. Ao seu lado direito, o guarda-roupa, separado em duas partes, uma para o tou-san e a outra para a kaa-san.  Ao lado esquerdo um criado-mudo. Nele havia uma foto de nós três juntos, como uma família. Era isso que eu queria pegar. Uma lembrança. Empurrei-me até o objeto, e o observei por um momento. Por mais que eu não quisesse, eu engoli o meu choro. Eu não vou ficar me lamentando. Eu tinha que crescer.

Algo me chamou a atenção. Era um colar. Um colar de uma flor. Uma sakura.

Eu reconheci aquele colar. Pertencia ao Meu tou-san. Um presente da kaa-san. Ele usava aquilo quase todos os dias. Será que no dia do acidente ele o esqueceu?

Fiquei observando o objeto por alguns instantes. A maneira que os raios de sol colidiam com o suas pedras cristalinas.

Resolvi levá-lo, como uma outra lembrança.

Saí do quarto, mais confiante. Encontrei Rin-san perto da escada, como o combinado. Sorri para ela, que correspondeu.

Já era hora de ir embora. Dizer adeus para aquela casa.

Como eu me sentia? Confiante, eu acho.

Mas é melhor assim.

Ela me carregou, desceu as escadas e me colocou sentada num dos sofás da sala.

Subiu novamente, e pegou a minha cadeira de rodas.

Saímos da sala, e ela trancou novamente a porta de entrada. Chamou o táxi, e depois de um tempo, o mesmo chegou. O mesmo procedimento do início.

Quando estava tudo pronto, eu olhei da janela uma última vez para a minha casa. Eu sabia que iria morar num internato a partir de agora.

Sem permissão, uma lágrima tímida escorreu pela minha bochecha. Abri um sorriso, e fechei os olhos.

A minha vida nova começa agora.


Notas Finais


Gomenasai por todo o tempo q eu fiquei sem portar.
Eu tava num bloqueio de criatividade muita grande, e por isso demorei tanto pra postar, mas farei o máximo para voltar à escrever o quanto antes.
Esse capítulo não tem música, porque achei que elas estavam tomando muito espaço na história.
Só isso mesmo.
Comentem se possível e até um outro capítulo.


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