História Vorallen - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


~ Ainda escrevendo ~

Capítulo 1 - Prólogo


— Cinquenta anos atrás

— Masmorras de Haerlech

Sacerdote: Você será mesmo capaz de matar o homem que sua irmã deu todo o amor dela por puro ego?

Kiryel: Ela entenderá depois de alguns dias o motivo para eu ter que fazer isso...

Sacerdote: Mas isso não tem outro motivo, a não ser unicamente o seu orgulho.

Kiryel: Orgulho ou não meu pai não podia ter feito isso. – Disse enraivecido – Me admiras tu, mão direita de meu pai, tê-lo deixado repartir o trono.

Kiryel desembainhou sua espada de aço nobre, emanando um brilho azulado iluminando a cela e cravou-a na barriga do sacerdote, disse:

— Eu merecia o trono só pra mim. — Encarou-o em fúria.

— Garoto tolo... — Tombou de joelhos, cuspindo sangue no chão. — terás um reino que seu povo não o respeitará. — Foram as suas últimas palavras... então Kiryel forçou seu pé contra o estomago do sacerdote, arrancou-lhe a espada e empurrou-o pelos ombros para trás, o sacerdote desabou de costas ao chão. Kiryel então deu-lhe as costas.

Kiryel saindo da masmorra encobriu seus olhos devido a luz que os irritava pela escuridão de dentro da masmorra, seus poucos soldados enfileirados aos seus lados:

– Vamos soldados, vamos exigir por completo o que sempre foi meu por direito.

Ele e seus soldados montaram em seus cavalos e galoparam rumo à cidade Einhand. No cair da noite, começou a garoar e logo pararam em uma estalagem no meio da estrada. Kiryel entrou no estabelecimento, seus soldados permaneceram na entrada. Aquele cheiro de hidromel impregnado no ar, risos, sons de canecas de hidromel se chocando contra o chão. Alguns humanos, mas a maioria eram anões barbados com hidromel escorrendo sobre as mesmas. Kiryel apoiou seus braços no balcão, o balconista, limpando uma caneta com um pedaço de pano desbotado e amarelado de tanto ser usado, perguntou:

– Olá, em que posso lhe ajudar, meu amigo?

– Teria espaço para nós descansarmos por aqui? – Apontou para seus homens na entrada.

– Tem sim, mas alguns terão que dormir no estábulo.

– Tudo bem, onde ficam os quartos?

– Minha filha levará vocês até lá.

O balconista chamou uma garota que aparentava ter uns treze anos:

– Lily, leve esse rapaz e seus soldados na entrada até algum quarto vazio.

– Mas são muitos, papai. – Disse a garota – Não vai ter espaço para todos eles.

– Alguns ficarão no estábulo. – Retrucou o balconista.

A garota assentiu e os conduziu até o quarto.

– O quarto de vocês é esse aqui – Disse a garota enquanto abria as portas do quarto – o estábulo é lá fora, vocês devem ter visto antes de entrarem. Se quiserem algo é só chamarem que logo atenderemos.

– Tudo bem, obrigado. – Kiryel deu-lhe duas moedas de ouro agradecendo.

A garota pegou as moedas das mãos de Kiryel e reparou em um relance que na guarda de sua espada havia o símbolo da realeza. A garota ficou curiosa em pensar o que um nobre estaria fazendo em uma estalagem à beira da estrada.

Após a saída da garota, entraram todos soldados que couberam dentro do cômodo, era um quarto espaçoso, mas só coube metade, dez deles, alguns eram tão altos que tiveram que ficar arqueados para não baterem no teto. A outra metade deles tiveram que ficar para fora, então resolveram voltar para a taverna.

– Precisamos planejar o que faremos após chegar em Einhand, meu senhor. – Solicitou o capitão Argon.

– Com toda certeza, não podemos chegar lá matando tudo que vermos pela frente. Ressaltou o comandante Gyliam.

– Tenham calma meus soldados. – Lançou Kiryel – É claro que já pensei sobre isso, mas entendo essa ansiedade de vocês...

– E qual seria o plano, senhor? – Indagou um soldado arqueado ao lado de Kiryel.

– Após chegarmos eu irei para o castelo e logo pedirei um banquete, na madrugada deste mesmo banquete, já que o marido de minha irmã é um porco que não sabe beber... – Firmou Kiryel em tom raivoso. – Vocês aparecerão e matarão todos, exceto minha irmã.

– Mas não terão soldados para nós impedir? – Questionou o comandante.

– Não há tantos soldados pela cidade. – Assegurou Kiryel – Leokin acha ser o homem mais seguro do mundo, portanto dispensa seus homens cedo.

– Francamente, meu senhor, não creio que será algo tão fácil assim. – Retrucou o capitão.

– Bom, qualquer coisa é só vocês improvisarem, afinal, pouco sei sobre estratégias de guerra. – Disse retraído – Se divirtam, amanhã discutiremos melhor sobre isso. – Kiryel deu uma pausa, fitou o soldado que o indagou há pouco e disse – Jovem, não és alto demais para sua idade? – Questionou. – Sinto-me franzino ao seu lado. –

Todos riram e disseram – Vamos beber! –

Todos deixaram o quarto e foram se juntar aos outros na taverna. Estavam todos amontoados em uma mesa, risadas, bebidas, mulheres... tudo o que se tem normalmente dentro de uma taverna. Gyliam, como não se enturmava muito com os demais, preferiu ficar sozinho no balcão. Chamou seu irmão, o Argon, para discutir sobre o plano antes de caírem de bêbados:

– Por favor, me dê a maior caneca de hidromel que você tem. – Pediu Argon.

– Aqui está, amigo. – Retrucou o balconista enchendo uma caneca – Essa é a maior que temos.

– Melhor impossível, obrigado, grande homem. – Virou um gole ligeiro escorrendo pelos lados.

– Diga meu irmão, você pretende mesmo continuar seguindo este garoto mimado? – Disse sério.

– Teremos uma boa vida depois disso. – Disse entusiasmado – não vejo problemas.

– Mas teremos que matar um homem inocente, Argon. – Disse cabisbaixo.

– Depois de tudo que passamos você está com dó de um riquinho? – Disse enraivecido tomando outro gole. – Beba um pouco, e coloque suas ideias no lugar amanhã. – Levantou do balcão e rumou para onde estavam todos.

Kiryel desejava comer algo, já estava meio dia sem comer, chamou a garota:

– O que vocês têm para comer?

– Ratos com batata. – Respondeu a garota.

– Ratos? – Perguntou Kiryel espantado. – Mas que belo prato para seus clientes, hein? Vocês não têm nada decente?

– O que você esperava de uma estalagem no meio do nada? – Retrucou a garota.

– Certo, só preciso comer algo, nem que seja isso... – Disse desgostoso. – Traga vinho também.

Lily lembrou que tinha roubado um pouco de seiva de papoula de um elfo que havia se hospedado ali, e pensou na oportunidade de roubar Kiryel com isso. Antes da comida estar pronta, Lily já havia misturado os líquidos dentro da garrafa de vinho. Longos 15 minutos haviam se passado, Kiryel já estava ficando impaciente de fome. Resolveu ir reclamar sobre a demora de seu alimento, abriu as portas no impulso, a garota estava próxima à elas, por pouco tudo não foi ao chão:

– Demoraram um pouco, não? – Perguntou Kiryel ríspido.

– Nenhum pedido de desculpas, mas reclamações são muitas. – Respondeu Lily espontaneamente. – Poderia ter derrubo tudo e você teria que continuar esperando...

– Me dê isso logo, garota. – Puxou a bandeja das mãos da garota furioso. – Agora pode sumir daqui. – Disse e fechou as portas

– Tinha que ser da família real para ser irritante desse jeito... – reclamou a garota. – Agora é só esperar fazer efeito – Pensou a garota e sentou ao lado da porta.

Kiryel deu alguns passos até uma cama próxima e colocou a bandeja ali:

– Mas que lugar medíocre eu vim parar. – Tomou um gole do vinho. – Mas que vinho horrível... – Cuspiu. – Nem talheres tem neste lugar.

Kiryel pegou uma pata do rato, não tinha muito o que comer havia muita pouca carne, os pelos do rato ainda estavam lá:

– Isso é uma nojeira. – Arremessou aquilo para longe. – Irei comer só as batatas para não adoecer. – Tomou outra golada. – Esse vinho é realmente ruim, espero não ter que passar neste lugar da ralé novamente.

Kiryel comeu um pouco das batatas e se sentiu sonolento:

- Estou me sentindo sonolento, estranho, dificilmente fico com sono esta hora. – Pensou – Melhor eu dormir um pouco, passarei um dia cavalgando amanhã, afinal.

Kiryel deitou-se, apagou a tocha que estava iluminando o quarto e adormeceu, Lily, ainda lá fora, já não ouvia mais nada vindo de dentro do quarto, entrou:

– Aonde será que ele guarda o ouro? – Pensou enquanto fechava as portas silenciosamente.

Lily olhou por cima de Kiryel, achou uma bolsa – Ele não deve guardar ali – Pensou. – Ele não seria tão tolo, mas não custa olhar.

Lily procurou e achou apenas 4 moedas de ouro, não ficou satisfeita, pensou, obviamente, que teria mais. Olhou por de baixo da cama e achou outra bolsa maior que a anterior. Fuçou e achou 100 moedas de ouro desta vez. Encheu suas mãos com as moedas e as levantou à altura de seus olhos, algumas escorregaram entre seus dedos:

– Era isso o que eu estava esperando.

De repente ouviu as portas se abrindo, eram alguns soldados bêbados que haviam voltado para dormir. Lily, assustada, se escondeu rapidamente de baixo da cama, como estava escuro devido Kiryel ter apagado a tocha, os soldados não perceberam que tinha alguém ali. Lily tentou sair pela porta que deixaram aberta, mas um soldado disse:

– Feche essa porta, Silvio. – Berrou zangado – Não percebe que essa maldita claridade está atrapalhando?

– Tenha calma, acabamos de entrar. – Retrucou fechando a porta.

Lily foi forçada a voltar para onde estava, os soldados estavam bêbados, não demorou muito para que também adormecessem. Lily se levantou e saiu entre passos leves, após passar para o corredor encontrou Gyliam:

– O que você estava fazendo aí dentro?

– Os homens que acabaram de entrar tinham me chamado... – Respondeu nervosa. – Mas demorei um pouco e todos já adormeceram.

– E o que são todas essas moedas em sua mão?

– Na-n-nada demais, apenas gorjetas – Respondeu entre gaguejos.

– Suma daqui garota. – Desferiu um tapa no rosto da garota. – Espero que eu não à veja roubando daqui de novo. – Entrou para o quarto fitando a garota.

Com a força do tapa do comandante, a garota derrubou todas as moedas no chão. Lily, enquanto apertava uma das bochechas com uma das mãos, pegou todas as moedas que pôde do chão com a outra.



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