História Voraz - Interativa. - Capítulo 16


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Exibições 26
Palavras 2.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vishiiiiii. Vorazes, meus chegados, agora sim, o Grand Finale. O esperado Epílogo. Infelizmente fim de Voraz.
Quero dizer que foi um prazer. Me diverti muito, me empolguei muito. Adorei essa fic e vcs.
É, também dizer que estou tão ansioso quanto vocês para a SEASON 2. ISSO MESMO, TERÁ UMA NOVA TEMPORADA PARA VORAZ. Sem título ainda, mas com um enredo inicial já pensado e elaborado. Espero todos vocês em fevereiro ou março de 2017 para colher as fichas.
Felizes? Eu estou, e espero que estejam. FELIZ ANO NOVO ANTECIPADO. FELIZ NATAL ANTECIPADO. FELIZ DIA. BOM DIA, BOA TARDE OU BOA NOITE PARA VOCÊS. Kissus, levem Deus no coração. E assim vamos, boa leitura.

Capítulo 16 - 14 - Epílogo.


Fanfic / Fanfiction Voraz - Interativa. - Capítulo 16 - 14 - Epílogo.

Epílogo

 

Cinco semanas depois

 

Tudo se encontrava organizado no pequeno quarto alugado em algum lugar do centro de Obertraun. Os livros impecavelmente organizados por trilogias na estante, e o pequeno abajur ligado acima do criado-mudo ao lado esquerdo da cama. Um único e pequeno guarda-roupas de duas portas na parede, e uma penteadeira com espelho na outra. A cama estava forrada, a única "bagunça" seria a mala na beirada da cama box.

A chave foi gentilmente colocada na porta, e a maçaneta foi girada. O ar entrou suave percorrendo todo o cômodo, e com ela, uma jovem garota ruiva.

A moça parecia exausta. Deixou a bolsa de ombro ajeitada na cama, deixando as alças por debaixo. Retirou os óculos de grau, o fechando e colocando-o com cuidado na primeira das gavetas da penteadeira, bem encima de um lenço verde.

Abriu as portas do guarda-roupa e sorriu ao notar a fantasia de duende. Ao lado, uma saia comportada, e uma blusa social, dignos de um estilo professora. Essas, e outras peças foram retiradas pela moça, e todas colocadas em um saco plástico preto.

A garota viu que mais nada estava no guarda-roupa, tudo, inclusive o que havia nas gavetas, foi jogado no saco plástico. Então, sentou-se em frente a penteadeira. Ela observou seus médios cabelos vermelhos, passando seus dedos finos entre os fios. Ela odiava aquele cabelo, ela odiava aquela pele com sarnas, ela odiava aquele corpo. Ser Samantha não podia ser fácil, era exaustivo.

Pegou os óculos novamente e os colocou no saco plástico. A mala inteira, direta para o saco, finalmente estava pronta. A mulher tentou sorrir cinicamente, assim como Samantha faria, ensaiou passos de garota popular, e riu de si mesma.

Pegou a bolsa, e dela retirou o celular e procurou a agenda.

— Agatha, Brayley. – Começou a ler. – Dakota, Dylan. DYLAN! - Deu um gritinho para comemorar. Colocou para chamar, e saiu arrastando o saco plástico.

— Oi, Dylan querido? – Ela fala.

— Sim?!

— Podemos nos encontrar em Markplatz? – Ela pergunta. – Estou em Obertraun, pode demorar um pouco.

— Olha Samantha, eu...

— Ótimo, te esperarei. Beijinhos. – Disse, finalmente desligando o Iphone 5s.

Em frente ao local onde morava, a falsa Samantha tentou jogar o saco na lixeira.

— Precisa de ajuda? – Perguntou um jovem rapaz de cabelos enrolados até os ombros. Ele segurava dois litros de leite e sorria de um jeito que a garota odiava. – Desculpe os modos, sou Marley. – Ele esticou o braço.

— Marley, o leiteiro. – Ela corrige. – Ouça Marley, leve o lixo para sua casa. – Ela ordena, com um tom de voz mais suave. – Queime no quintal, daí você se molhe com muito, mas muito álcool, e se joga no fogaréu.

Os olhos de Marley se escurecem, e como um taxista em outrora, obedeceu.

A falsa Samantha saiu rebolando pela calçada, passando por dois garotos que a observavam com segundas intenções.

Sorriu maliciosa, tinha tudo sobre controle.

 

 

A forte luz que vinha pela janela esquentou o lado esquerdo de meu rosto que me fez abrir os olhos. Pela quentura do ambiente, desisti de esperar que o sol fosse tapado. Me levantei buscando meu celular, não o encontrando, desisti outra vez. Calcei as pantufas de coelhos, nem dando importância para infantilidade. Me espreguicei como de costume, ignorando a escovação matinal dos dentes e saí pela porta.

Tudo parecia normal, calmo, e muito silencioso.

Desci as escadas, sem encontrar ninguém, e caminhei até a cozinha. Senti cheiro de ovos fritos, e ao me aproximar, vi meu pai de avental mexendo na frigideira com uma colher de pau.

Quando se virou, vi nele um misto de surpresa e satisfação ao me ver.

— Bom dia, flor do dia. – Disse ele vindo até mim, me dando um abraço apertado.

— Bom dia. – Disse de volta.

— Como quer seus ovos? – Ele perguntou.

— Mexidos, com cheiro-verde.

— Como sempre. – Falou achando graça.

— Acho que estou atrasada. – Falei observando o relógio.

— Minha filha. – Ele iniciou. – Suas aulas terminaram, você passou. Parabéns.

Não havia entendido ele. Como assim eu passei? Como assim as aulas acabaram? Desde que eu me lembro faltava quase dois meses para o ano terminar.

— O que? – Perguntei enquanto meu pai colocava os ovos em um prato.

— Anna, escute. Você não suportou o enterro da Izzy. – Ele iniciou, já me assustando. – Você entrou em pânico. Sua pressão abaixou muito, e desmaiou.

— E o que mais, pai?

— Você não acordou mais naquele dia. – Me surpreendeu. – Eu e Cry esperamos Anabelle chegar e fizemos uma oração. Mas não para te acordar, e sim para que acordasse no dia em que sua força, tanto física quanto emocional se restaurassem.

— Pai, chega. – Peço. – Me diz, que dia é hoje?

— Hoje é 31 de dezembro.

— Eu fiquei dormindo por um mês inteiro? – Questionei abismada.

— Um mês, e uma semana, para ser exato.

— Onde e como estão meus amigos? – Perguntei. – Dona Ellis, como ela está? E Alex, meu Deus, ele está bem? Não, e Sam? Onde está Sam?

— Talvez seja a hora de dizer a ela, Stefã. – Ellis surge ao lado de Cry e Anabelle.

A senhora veste um longo vestido branco, ao contrário das fiéis, já que Anabelle usa um corpete sensual de cor bordô com uma saia preta em um estilo gótico, e Cry, em posse de uma calça preta, com uma blusa branca de seda cujo exibia partes de suas costas.

— Me contar? Sempre haverá algo que eu tenha de ser a última para saber? – Pergunto.

— Anna, veja. – Anabelle entrega um papel para meu pai, que o abre sobre o balcão.

— O que é isto? – Questiono.

— É a folha roubada por Sam, semanas antes de vocês se conhecerem. – Meu pai revela.

— E por que ele roubaria um papel?

— Leia. – Ellis manda.

“Deus e o satanás Lúcifer criaram uma aliança para destruir as metades de uma profecia”. – Li o papel. – “Uma terceira raça não iria novamente existir. O amor que foi causa da guerra deverá ser desfeito, não terá lacunas nesta história. Não terá amor para o caos”

— É como se deteria uma profecia. – Stefã comenta.

— Está me dizendo que Deus iria se aliar com Lúcifer? Para que?

— Pessoas como o Samuel acabariam engravidando humanas. E essas pessoas eram as procuradas. Tanto por Deus quanto por Lúcifer. – Explica ele. – Eles não podem ficar com ninguém.

— Era o nosso amor. – Sussurro. – Não podemos ficar juntos. Isto não é certo.

— Anna. – Ellis inicia. – Pelo seu bem, Sam e nós achamos que o melhor era se ele desaparecesse da sua vida.

— Para sempre. – Anabelle diz, me olhando friamente.

— Vocês não podem decidir isto. – Falei, empurrando o prato com os ovos mexidos, e saindo da cozinha. – NÃO PODEM! – Gritei, correndo para fora.

Deixei que os outros viessem atrás correndo e falando algumas coisas. Apenas ouvi que Ellis iria embora, e que Cry e Anabelle eram para me procurar.

Fora de casa, vi várias pessoas reunidas. Finalmente todos os moradores de Hallstatt haviam saído de suas casas, e me aproveitando daquela multidão, me esgueirei por entre eles, desaparecendo das vistas de meu pai e dos outros.

Eu te encontraria Sam, onde quer que você esteja.

Não seria meu pai, nem mesmo uma profecia que iria nos impedir de ficar juntos. Não importa quem eu enfrente, quantos eu enfrente.

Corri mais avante por uns quarenta minutos até chegar cansada na antiga casa de Samuel, e ao lado da cidade, em Obertraun, Ellis procurava as chaves da casa em sua bolsa.

— Tudo bem, se ela aparecer eu aviso. – Disse Ellis ao telefone. - Tchau Stefã, se cuide.

Ao encontrar, colocou a chave na porta, e em seguida girou a maçaneta. Em sua casa, tudo estava revirado. A mulher tentou pegar novamente seu telefone, porém o vulto que passou lhe fez derrubar a bolsa.

— Bom dia, Ellis. – Samantha fala.

— Samantha? – Ellis pergunta chocada. – O que faz aqui?

— Eu preciso lhe mostrar uma coisa. – Ela fala. – E percebi que você é bem mais próxima de Anna do que a Samantha.

Ellis parece não entender.

A ruiva abre os braços, e sua pele vai se tornando mais branca. Seus cabelos crescem mais um pouco, e se tornam loiro. Os olhos de verdes se tornam azuis, e Ellis se espanta.

— Quem ou o que é você? – Ellis pergunta se afastando, mas a porta se fecha sozinha.

— Eu? – A loira pergunta. – Agora eu serei Ellis Sinful.

Ao lado de fora, os vizinhos não estavam em casa, se alguém por ventura passasse naquele momento apenas escutaria um mudo grito de horror. Uma falha tentativa de viver.

 

14 horas depois

 

O local parecia o mesmo. Nada havia saído do lugar na casa de Samuel. Como se nunca tivesse partido.

As roupas ainda estavam no guarda-roupa empoeirado, e o pequeno escritório com a mesma papelada.

— Onde você está? – Gritei para o nada, me apoiando na parede, e chorei.

— Aqui. – Sussurrou a voz macia.

Me virei rapidamente, o vendo dobrar as asas. Samuel sorriu ao me ver, e eu ainda mais.

Corri até ele amarrotando a camisa listrada de branco com vermelho.

— Achei que tivesse partido. – Falei, dando-lhe um selinho.

— Eu parti. – Revelou, me olhando nos olhos. – Mas sabia que era a hora certa de voltar. Eu sei o que quer, e, tem certeza disto? – Perguntou.

— Nunca tive mais certeza.

— Nunca, jamais iremos ter sossego. – Ele avisa. – Sempre pessoas estranhas nos procurarão e tentarão nos matar.

— Estou ciente disto. – Falo, com firmeza.

— Eu...

— Silêncio, Sam. – Eu o interrompo. – É com você que eu quero estar, é por você, que sei o perigo que estou correndo. É por nós que eu tenho certeza.

Passei minha mão por seus cabelos, e ele fez o mesmo.

Nos beijamos mais uma vez, nos "amassando" em quentes “pegações”. Gentilmente me bateu na parede, e me levou para o quarto. Toquei suas asas e delirei com aquela loucura. Fui colocada na cama, e Sam já não mais estava com a camisa. Os gomos perfeitos de uma barriga definida me fascinavam, mas não mais que aquele sorriso tentador, e um olhar sapeca.

— É isso o que quer? – Ele pergunta, passando a mão em minha perna.

— Você não? – Arqueio a sobrancelha com a pergunta.

Então ele veio. Mordeu meu pescoço com cuidado, e passei meus braços por seu busto. Suas asas se abriram inteiras, alcançando cada parede do quarto. Mordisquei meu lábio em êxtase, sentindo o aroma masculino emanar de sua respiração ofegante.

Abaixei sua calça, e ele retirou minha blusa. O colar brilhava em meu pescoço, e nem me importei.

— DEZ! – Gritei.

Nada mais parecia importar. Eu o tinha para mim, e eu para ele.

Estávamos em uma rua de Hallstatt, mais longe de onde todos estavam. Ver todos reunidos era emocionante, mas ao mesmo tempo triste, não me veriam, não mais.

— NOVE! – Ouvi gritarem. Eram Dylan e Kat. Os loiros me abraçaram quando me aproximei. Pulamos juntos na empolgação com o evento. A felicidade deles era também a minha. – OITO!

Cry acabou de fumar seu cigarro, sendo repreendida por Anabelle que ao me ver virou o rosto.

Ellis parecia me observar a longa distância. Tentou se aproximar, mas meu pai surgiu entre nós.

— Anna. – Ele fala, com um doce tom de voz. Seus olhos brilhavam. Assim como os meus. Me entreguei em seus braços abertos, chorando no conforto de um abraço paternal. Nem se importou com lágrimas molhando seu terno branco. Pela segunda vez naquele ano eu não estava vendo Stefã, o padre, eu estava vendo meu pai. – Eu te amo.

SETE!

— Eu sei. Eu também te amo. Mas amo também Sam.

Me solto de meu pai, caminhando na rua de cima. Samuel está me esperando, porém, meu pai vem logo atrás.

De longe continuo avistando os outros, uma última vez.

— O que pensa que está fazendo? – Meu pai questiona.

— Estou indo embora, pai.

Ele arregala os olhos.

— Jamais permitirei.

— Não é uma decisão sua.

Naquele instante Samuel abre suas asas. O pelo par de cinzas plumagens se tornam magnificas perante a majestosa lua.

SEIS!

— Anna, isto não é uma brincadeira! – Ele grita. – Irão atrás de vocês!

— Eu sei. Só não desistirei de Sam. Vou me cuidar. – Abraço Sam e ele bate as asas.

— Anastácia! Volte imediatamente!

— Adeus papai.

— ANASTÁCIA! – Grunhiu.

Então voamos. Foi uma perfeita contagem regressiva de cinco, quatro, três, dois e um.

— FELIZ ANO NOVO! – Desejaram todos.

Fogos de artifício foram lançados para o céu, e assisti de camarote.

Fomos mais alto, e tudo permaneceu brilhando. Nos aproveitamos da situação e nos aproximamos de um lugar onde em uma fotografia, a lua logo atrás nos deixaria magníficos. Os fogos de artifício explodindo aos lados, e eu e ele no centro. Nos beijamos alegres.

Um beijo que jamais deveria acabar. Um beijo que podia nos matar, mas naquele momento, nos deixava ainda mais vivo.

Estávamos juntos.

De sempre para todo o sempre.


Notas Finais


Beijos. Abraços. Até breve. Quem quiser conversar comigo, e nos tornarmo grandes amigos, peçam o meu whats, ou mandem o de vocês por MP. Obrigado por tudo. Até 2017!!!!!! Fui.


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