História Vorpal Swords: O Time Invencível, Ou Será Que Não...? - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Furihata Koki, Himuro Tatsuya, Hyuga Junpei, Izuki Shun, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kiyoshi Miyaji, Kiyoshi Teppei, Kousuke Wakamatsu, Kuroko Tetsuya, Makoto Hanamiya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Personagens Originais, Riko Aida, Sakurai Ryou, Shougo Haizaki, Takao Kazunari, Wei Liu
Visualizações 95
Palavras 4.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo...
Décimo Sexto Capítulo
Espero Que Gostem
Lhes Desejo Uma Boa Leitura
E Agradeço Por Esta Desde Já

Capítulo 16 - O Peso Que Os Campeões Carregam


Narração

Yumi era inocente demais para perceber a traição da ala-pivô... Embora suas companheiras de equipe — aquelas que lhe eram leais — lhe avisassem sobre a traidora duas caras

Yumi caminhava tranquilamente até a saída, indo encontrar suas irmãs

— Yumi! Você demorou! — comentou a caçula

As três se puseram a andar em direção a sua quadra para treinar

— Gomen, Fugaku-chan! Estava ajudando Mahina-chan com um trabalho! 

As outras duas travaram no lugar, tinham medo do que Mahina poderia fazer com sua irmã

— Ajudando quem com o quê? — indagou Naomi

— Mahina-chan! Ela precisava carregar umas coisas bem pesadas até a sala dos professores! — explicou a menor

— Fique bem longe dessa víbora, Yumi! — aconselhou a mais nova, recomeçando a caminhar, assim como a mais velhas das três — Ela não é flor que se cheire!

— Não seja tão rude com ela, Fugaku-chan! — advertiu a gêmea mais velha

— Rude? Eu estou sendo bem legal com ela! Eu devia arrancar os cabelos daquela cobra e empurrar os fios pela garganta dessa infiel ingrata! — a ruiva azulada revirou os olhos e bufou, seu humor não tinha melhorado

— Está sendo injusta com a Mahina! — reclamou a pequena

— Yu-chan... Fuga-chan está certa... Mahina não é mais uma boa pessoa! Ela mudou desde que entrou no time! Escute sua onee-san! — pediu Naomi

— Não admito que falem assim dela! — a pequena cruzou os braços na frente do corpo, se recusando à escutar suas irmãs — Vou falar para Haku revogar a suspensão dela! — as outras Kaito arregalaram os olhos, olhando descrentes para Yumi

— Não! Haku está certo em suspendê-la! Não tente manipular as decisões do nosso treinador! — argumentou Fugaku

— Mahina foi suspensa por causa de um mal entendido! Vocês interpretaram a situação de um jeito errado!

Não adiantou discutir, Yumi não enxergava a verdade e só enxergaria quando visse com seus próprios olhos

Antes que chegassem na quadra feminina, Fugaku ouviu a gritaria que vinha da quadra do time masculino

Wakamatsu e Aomine discutiam e gritavam um com o outro e isso obviamente irritou a audição sensível de Fugaku

— Seu baka preguiçoso! — essa foi a última ofensa proferida por Wakamatsu antes da porta bater contra a parede e Fugaku entrar na quadra irritada, acompanhada de sua irmã gêmea, que estava lá para evitar um assassinato

— Vocês são sempre infantis e irritantes assim? — perguntou a Kaito mais nova — Se forem... Recomendo que tentem mudar esse quadro, ou terão sérios problemas... — murmurou irritada

— Eles não são sempre assim... — Midorima respondeu, se aproximando das duas, carregando consigo um urso de pelúcia, seu item da sorte

— Kawaii! — exclamou Yumi, estendendo os braços na direção do urso, o que fez Midorima recuar um passo

Yumi fez uma carinha triste, algo que fez Midorima repensar e entregar o objeto para a garota à contra gosto

— Olha que coisa kawaii, Fugaku-chan! — exclamou a menor

— Que bonitinho! Um jogador desse tamanho brincando de boneca! Que meigo! — zombou Fugaku

— Baka! — murmurou o esverdeado

O cão de Tetsuya começou a arranhar a calça xadrez que Fugaku usava, latindo para chamar a atenção da humana

— Pare com isso, mamífero irritante! — vociferou a mais alta — Vou chutar essa coisa! — ameaçou

— Oh meu Kami-sama! — Yumi lançou o urso no rosto de Midorima e pegou o cachorro nos braços — Que coisinha mais linda!

— Ele irrita! — a mais nova revirou os olhos

— Não gosta de animais, Fugaku? — indagou Momoi

— Adoro animais, só não gosto dos endotérmicos! — explicou ela

— Endo... O quê? — perguntou Aomine

— Esqueci que você é um perfeito acéfalo! Endotérmicos são animais que produzem calor internamente! Prefiro animais de sangue frio!

— Sangue frio... Assim como você! — comentou o moreno

— Cala a boca, projeto de Phanterlily! 

— Ele não te lembra alguém? — Yumi mostrou o cachorro para sua irmã, ignorando a discussão entre ela e o “ ás ” do time masculino 

— Lembra... — comentou Fugaku

— Tetsuya? — comentou Midorima, como se fosse óbvio

— Oh! Claro! Esses olhinhos azuis são idênticos aos de Tetsuya! — comentou Yumi, fazendo carinho nas orelhas do animalzinho

— Ele ainda é irritante! — anunciou a vice-capitã

— Qual é o signo de vocês? — perguntou Midorima, curioso

— Touro — respondeu Fugaku, dando de ombros

O telefone de Fugaku começou a tocar, ao som de Linkin Park - In The End

— Yoo! — Fugaku cumprimentou sua mãe ao atender

— Fugaku! Não se esqueça que vamos ao desfile daquela amiga minha hoje à noite, certo? — pediu Rúbia, no outro lado da linha

— Rúbia... — Fugaku revirou os olhos e suspirou irritada — Eu certamente gostaria de esquecer isso! Eu odeio fazer essas coisas e você sabe disso!

— Fugaku! Você tem que levar o legado da família adiante! Vamos conversar com Mandy sobre você ser a nova modelo da agência dela!

— Rúbia... Eu vou levar o legado da família adiante! Mas não esse legado! 

— Você será modelo como eu fui e como sua avó foi!

— Chega desse papo, Rúbia! — Fugaku desligou e voltou o aparelho para dentro de sua bolsa

— Problemas com a mamãe? — indagou Midorima

Fugaku o encarou irritada, deixando a bolsa escorregar por seu ombro 

Yumi deixou Nigou no chão, encarando sua irmã mais nova, receosa

— Como você ousa se meter na minha vida? — avançou na direção do esverdeado, sendo agarrada por sua gêmea, numa falha tentativa de impedí-la

— Fugaku-chan! Pare! — mas Fugaku não lhe deu ouvidos, estava possessa

— Ninguém lhe deu esse direito! — vociferou a caçula da família Kaito, ainda tentando avançar na direção do garoto

Midorima recuou uns dois passos, dando-se conta do que fizera, engolindo a seco

Os olhos de Fugaku estavam em azul naval, o que indicava que estava louca de raiva

Sakurai chegou naquele mesmo instante e vendo sua onee-san ali, no estado em que se encontrava, se pôs entre ela e Midorima

— Fugaku-san! — chamou ele — Tenha calma... Lembra que Yumi está te segurando? — ela nada respondeu — Lembra que quem está lhe dizendo isso sou eu, Ryou-kun, o seu querido onii-chan?

Takao chegara junto do arremessador de Tōō e tentava, assim como Yumi, afastar a armadora de Midorima

— Vou matar essa salamandra verde! — rosnou Fugaku

Murasakibara resolveu se meter na discussão, afastando Takao e Yumi da vice-capitã, agarrando a garota pela cintura, colocando-a sobre seu ombro e tirando ela da quadra

Fugaku se remexia ao mesmo tempo em que estapeava e socava as costas do pivô, enquanto gritava com o garoto, ordenando que este a soltasse

Já do lado de fora, Murasakibara colocou Fugaku no chão e ouviu calmamente os gritos dela, até que esta parasse

— Você está bem? — indagou ele, ainda sentindo ardência nas costas, onde “ sua ” garota batera — Mas vamos deixar esse lance de “ sua ” entre nós, certo? Certo!

— Vou ficar melhor quando empurrar os óculos daquela salamandra verde pela garganta dela! — passou por Murasakibara e voltou a caminhar para a quadra masculina

Murasakibara se colocou na frente dela, tentando impedir a garota de continuar com aquilo, algo que a irritou completamente, mas ele não se abalou, continuou firme em seu posto

— Pare com isso, Fuga-chin! — segurou os ombros dela e olhou em seus olhos, ainda vendo o tom escuro se apoderando das belas orbes azuis dela

Ela fica tão linda quando está irritada... — pensou ele, suspirando discretamente

— Quem é você pra tentar me impedir? — ele se entristeceu com o que ouviu — Eu vou voltar lá e vou arrancar a pele daquele arremessador verde metido à cogumelo de vida do Mario! — soltou-se das mãos dele e desviou do rapaz

— Volta aqui! — Murasakibara segurou a mão da garota e a puxou de volta, fazendo-a se chocar contra seu corpo musculoso

Fugaku girou o pulso e conseguiu se livrar da mão do rapaz e dessa vez, Murasakibara não foi atrás dela, não iria adiantar e ele sabia disso

Ela correu para a quadra masculina, desviando de Yumi, Takao e Sakurai na entrada, avançando na direção de Midorima e acertando um soco de direita no arremessador, fazendo o rapaz cair no chão

— Esse foi pra você aprender a não se meter na vida dos outros! Muito menos na minha! 

Fugaku deixou a quadra, caminhando tranquilamente para sua quadra, indo treinar despreocupada

— Achei que estivesse preparado! — comentou Wakamatsu, ajudando Midorima à levantar

— Eu estava preparado pra um de esquerda, ela me atingiu com a direita, eu achei que ela era canhota! — se defendeu Midorima

— Na verdade... Ela é ambidestra! — explicou Sakurai

— Mas que droga! — comentou o esverdeado — O soco de direita dela é bem potente! — fez carinho no próprio queixo, fazendo careta em seguida

— E ele achou que estava pronto pra um de esquerda! — riu Takao

— Eu estava pronto! — rosnou Midorima

— Shin-chan... Fugaku Kaito é ótima quando a questão é briga! — anunciou Takao — Se você acha que o de direita dela é potente, não queira saber o que um de esquerda pode fazer com você!

— Cale essa boca, baka! 

Yumi se retirou dali, ao mesmo tempo em que Momoi correu até a enfermaria, para buscar uma bolsa de gelo para o atirador

— Kise, você disse que tem uma novidade... Conte-nos... — pediu Akashi, enquanto esperavam a gerente voltar

— Certo... Estive estudando nossa primeira partida contra Battle Queen's... E... Acho que consigo recriar as condições pra fazer um Alley-oop Suicida!

Fugaku

Meu humor tinha acabado de melhorar um pouquinho, dar aquele soco em Midorima recompensou parte do meu stress... Me sinto um pouco mais alegre...

Agora no treino, estava tendo Metsume como minha rival, Haku queria que ela enfrentasse um desafio pesado, como aqueles que vamos enfrentar no próximo campeonato

— Metsu, preste bastante atenção... Você está marcando bem, mas está hesitando demais na hora da finta! — aconselhei, enquanto driblava a bola

No segundo seguinte ela roubou a bola de minhas mãos, me fintou e avançou para a cesta, marcando uma de três perfeita!

— Isso! Essa foi uma finta bem estudada e infinitamente surpreendente! — ela sorriu largamente 

— Jura? 

— Claro! Não é qualquer um que passa pelo meu bloqueio! Foi uma finta perfeita!

— Isso não é mentira, Metsu! — comentou Haku — Nem eu conseguia passar por essa aqui nos meus tempos de jogador!

— Você fazia corpo mole! — passei o braço pelo pescoço dele

— Eu atingi um nível maior que o seu, sensei? — os olhos de Metsu brilharam 

— Você é muito boa, Metsume! — comentou ele 

Kise

— Nem pense nisso! — exclamou Takaocchi

— Nande? — questionei

— É uma jogada arriscada! — não sei o porquê, mas eu não acredito que seja só por isso...

— Eu sei, mas eu conseguiria se tentasse! — argumentei e o vi ficar desesperado

— Meninas, me perdoem, onegai! — pediu ele, como se fizesse uma prece — Mas... É uma questão de vida ou morte! — ele e Sakuraicchi trocaram um olhar cúmplice e Sakuraicchi assentiu positivamente

— Como assim? — perguntei, confuso

— Olha só... Se chama Alley-oop Suicida, por ser executado em condições que fazem a jogada parecer uma tentativa de suicídio! Mas isso ganhou força total de três anos pra cá! — começou ele

— O que aconteceu três anos atrás? — perguntou Kurokocchi

— As meninas tinham voltado de um campeonato mundial, era o início do campeonato escolar na época, as meninas quiseram competir, pra compensar as faltas que tinham nessas competições por causa dos mundiais... — ele suspirou, passando as mãos pelos cabelos escuros — Só que Fuu-chan tinha um sério problema...

— Que problema, Takaocchi? — indaguei preocupado

— Fuu-chan sofria de apendicite! Mas não quis preocupar sua família e ignorou completamente o problema! Então, o problema cresceu, mas mesmo assim, ela suportava a dor sem demonstrar... Ás vezes chegava a esquecer que ela existia, jogava normalmente, como se nada a atrapalhasse!

— E o que isso tem a ver com o Alley-oop Suicida? — perguntou Akashicchi

— Na semifinal desse campeonato... Ela tentou fazer o Suicida naquela partida... Mas o time adversário tinha estudado as jogadas delas milimetricamente e uma das jogadoras percebeu o que estava acontecendo... Ela se virou na mesma hora em que Fuu-chan pulou pra pegar a assistência... Seu cotovelo atingiu o abdômen da Fuu-chan e... O apêndice estourou... — o rosto de Murasakibaracchi se contorceu numa expressão que eu poderia jurar que era de tristeza — Ela caiu apagada no chão da quadra e foi encaminhada pra um hospital, onde foi tratada e operada — Takaocchi deixou uma lágrima escorrer — Os médicos deram 2% de chance dela sobreviver... — Sakuraicchi também chorou — Mas... Enfim... É realmente uma jogada muito arriscada! Não vale a pena tentar! 

— Mas... — insisti — Quando ela acordou, o que ela fez? 

— Ela abraçou à todos nós... E quando tio Yahiko deu bronca nela por ter omitido a informação e disse que ela poderia ter morrido... Sabe o que ela fez? — ele abriu um sorriso e nos encarou, triste — Ela riu e disse: “ Não é qualquer coisa que derruba Fugaku Kaito ” — nem tinha notado, mas eu estava começando a chorar também — Ela tratou uma porcentagem de 98% de risco de morte como: “ Qualquer coisa ”

— E depois ela ainda teve a cara de pau, de reproduzir isso contra vocês! — comentou Sakuraicchi, por entre as lágrimas

— Agradecemos pela informação, Takao! — anunciou Akashicchi — Está decidido! Ninguém aqui irá se arriscar com uma jogada assim! 

— Arigato! — agradeceu Takaocchi, enxugando o rosto com as costas das mãos

Depois disso o treino voltara a correr bem, nada que fugisse da normalidade aconteceu durante o nosso treino

Takao

Foi difícil me recompôr depois daquilo, eu tinha traído uma regra de sigilo que nós tínhamos estabelecido! Mas nesse caso era necessário

— Fique calmo, Kazunari! — pediu Ryou pela décima nona vez desde que os rapazes voltaram ao treino — Elas vão entender! Você fez o que era certo! 

— Mas eu me sinto errado, cara! — murmurei, minha voz saiu embargada — Elas são como irmãs pra mim! Eu traí o nosso acordo! Essa era uma cláusula bastante específica! 

— Você fez isso pra proteger o Kise! As meninas te entenderão perfeitamente! — bateu em minhas costas e sorriu amigavelmente

— Mas isso não significa que não ficarão irritadas comigo! 

— Pare com isso! Fugaku vai ficar irritada, mas isso enquanto não souber os seus motivos! Ela vai se orgulhar do onii-chan desastrado dela! Ela vai sentir muito orgulho da coragem que você teve! Você resolveu passar por cima dessa cláusula do acordo fantasma que fizemos com elas apenas pra evitar que um jogador de sua equipe se machucasse! Ela vai adorar saber que fez isso! 

— Orgulho? Orgulho de mim? Fuu-chan vai se orgulhar de mim? Sendo que eu fiz algo errado? 

— Errado? Você evitou uma lesão de um jogador de seu time! Você será um dos maiores motivos de orgulho da Fugaku! — bateu em meu ombro

Yumi

A volta pra casa foi mais tranquila, ninguém morto ou atingido por um soco supersônico de Fugaku Kaito

Chegamos em casa, deixamos os sapatos na entrada e Fugaku foi direto para seu quarto, dizendo que estava exausta

Naomi e eu estávamos na cozinha, comendo bolo e discutindo trivialidades diversas

— Você não vai acreditar no que Murasakibara fez hoje... — anunciei

— Olha, Yu-chan... Murasaki-chan pode ter “ forçado ” — fez aspas no ar — Um beijo com a nossa onee-chan, mas ele gosta dela! Gosta de verdade! Não fique contra o futuro romance dos dois!

— Eu não estou contra ninguém! — rebati

— Sei o que fez com ele domingo!

— Fugaku não consentiu o beijo... Espera... Como sabe disso? — arqueei a sobrancelha

— As notícias voam, Yu-chan!

— Certo... Mas eu não fiz aquilo porque não aprovo o romance entre ele e Fugaku-chan! Fiz aquilo porque Fugaku não deu permissão para do fazer o que fez! Além do mais... Murasakibara já me provou que está disposto a lutar por ela!

— Provou? Como?

— Fugaku estava falando com a mamãe no telefone, sobre aquele desfile idiota... Quando ela desligou, Midorima a provocou... Ela surtou... Eu, Kazunari e Ryou tentamos pará-la, mas Kami sabe que isso é praticamente impossível! 

— Tá! E onde entra o nosso futuro cunhado nessa história?

— Ele foi lá, pegou a Fugaku, colocou sobre o ombro e levou ela lá pra fora! 

— Kami-sama! Murasaki-chan tomando o controle da situação... Muito corajoso da parte dele!

— Não que isso tenha impedido ela de voltar e praticamente quebrar o queixo do Midorima!

— Isso é só um detalhe! Murasaki-chan enfrentou a fúria de Fugaku Kaito! Isso demonstra que ele não tem medo dela! Que não vai desistir! Fuga-chan precisa de um garoto assim! Destemido!

— E olha que ela bateu bastante nas costas dele! Sinto até um pouco de pena dele!

— Posso fazer uma pergunta? — assenti — Midori-chan ficou muito machucado?

— Nada que um pouco de gelo não resolvesse... — dei de ombros

— Que bom! Ele mereceu... Mas não é exatamente culpa dele se Fuga-chan é meio explosiva...

A campainha soou, interrompendo nossa conversa

Naomi levantou e foi atender a porta, pela voz, reconheci a presença de Kazunari e Ryou 

— Precisamos conversar... — disse Kazunari

— Vamos até o quarto de Fuga-chan... Lá teremos mais privacidade... — pediu Naomi

Quando estávamos nos aposentos de nossa irmã caçula, Kazunari começou:

— Eu infringi uma das nossas regras de sigilo e contei para os garotos sobre sua cirurgia... 

— E por que fez isso? — indagou Fugaku, estranhamente calma

— Kise queria tentar um Suicida... — respondeu Ryou

— Você tomou a decisão certa, meu irmão! Estou muito orgulhosa de você! — anunciou ela

— Não está irritada? — questionou Kazunari

— Chega uma hora em que se deve tomar uma decisão difícil... No seu caso... Ou você contava e infringia nosso acordo... Ou deixava seu companheiro de equipe correr um enorme risco... Eu teria escolhido a primeira opção...

— Teria? — os olhos de Kazunari brilharam

— Um ditado que define a minha vida, Kazu: Entre perdão e permissão, eu prefiro a primeira opção! 

— Arigatogozaimasu, Fuu-chan! — ele a abraçou

— Não precisa agradecer... Eu me sinto lisonjeada por ter um onii-chan como você... Parabéns pela coragem! 

— Você é a melhor onee-san do mundo! — anunciou Kazunari

— Há controvérsias, mas agradeço pela parte que me toca... — riu, ainda abraçada à ele — Vamos atirar dardos na sala de jogos? 

— Não posso, tenho que ir... Minha sessão de fisioterapia começa em meia hora! — anunciou Kazunari

— Então vamos...

Enquanto descíamos, Ryou nos contava sobre o fim de suas visitas ao treino da Vorpal

— A equipe me liberou apenas na sexta, sábado e hoje, não posso mais sair dos treinos de Tōō

— Quem sabe nós não passamos lá no treino de Tōō pra ensinar alguma coisa aos seus colegas de equipe... — anunciou Fugaku

— Imayoshi-senpai irá adorar recebê-las!

— Imayoshi? Esse é o seu capitão? Vamos ver se ele é mesmo um bom líder em quadra!

— Imayoshi-senpai é um ótimo capitão! — garantiu Ryou — Acho que vocês se darão muito bem!

— Isso é o que vamos ver! No sábado eu dou uma passada lá pra te ver treinar... Seu próximo jogo é no domingo, certo? — ele assentiu — Irei assistí-lo jogar e torcerei por você! 

— Agradeço pelo apoio, onee-san! 

Os dois deixaram nossa casa, depois de receberem um beijo na testa, dado por Fugaku

— Fuga-chan... Você disse que vai torcer pela equipe de Tōō... Pretende torcer por eles o campeonato todo?

— Pretendo... Eu os estudei e sei que eles são ótimos! 

— E se eles jogarem contra a Vorpal? Vai torcer pelo Ryo-chan? Ou pelo seu namoradinho? — Fugaku se engasgou com a saliva

— Nani? Namoradinho? De onde tirou isso? — indagou Fugaku

— Murasaki-chan! Sei que está se apaixonando por ele! — afirmou Naomi

— De novo essa história? Por que todo mundo insiste nisso? Eu e o grandão não temos nada!

— Olha só! Ela já deu até mesmo um apelidinho carinhoso pra ele! Mas e aí? Vai torcer pelo seu grandão? 

— Vou torcer pelo meu onii-chan! E recomendo que pare com esse lance de “ meu grandão ”, ou “ meu namoradinho ”

Ela se levantou do sofá e correu escada acima

— Quanta insistência e negação! Ela gosta dele! Por que não admite?

— Fugaku-chan não é de dar o braço à torcer! Só tenho pena do Murasakibara... Ele deve sofrer com essa atitude dela!

— Acho que ele tem sorte... Fuga-chan é muito especial... Uma garota como ela não se encontra todo o dia!

— Só espero que ele nunca, jamais, faça nossa onee-chan sofrer... 

Murasakibara

— Atsushi? — chamou minha mãe 

— Hai? 

— Você tem estado muito aéreo... O que houve, filho? — ela fez carinho nos meus cabelos

— Tem uma garota... Lá na escola... Eu... Eu acho que gosto dela... — minhas bochechas esquentaram 

— Que garota? Aquela que você disse ser o monstro debaixo da cama? — ela sorriu

— Hai! Essa mesmo! Ela é muito bonita... Gosto mesmo dela... 

— Como ela é? — continuou com o carinho em meus cabelos

— Ela é alta... Cabelo azul e vermelho... Olhos azuis... — fechei os olhos e lembrei do nosso beijo 

— O cabelo dela é vermelho e azul? Excêntrica...

— O que isso significa? — abri os olhos e encarei minha mãe, curioso

— Que ela é diferente... Que ela não é como as outras... 

— Eu a beijei...

— Quando?

— No sábado... Naquela festa

— Então, você e essa menina estão namorando? 

— Não; ela não quer admitir que gosta de mim! — e isso me deixa triste

— Você gosta mesmo dessa garota, não é?

— Gosto muito! 

— E o que mais pode me dizer sobre ela? — me olhou docemente

— Ela joga basket... — parei para pensar um pouco — É muito inteligente... Ela é a melhor aluna da minha turma!

— A melhor aluna? Que ótimo...

— Gosto do sorriso dela... Mesmo que ela nunca tenha sorrido pra mim... Eu já a vi sorrindo e acho que ela fica ainda mais linda quando sorri!

— É? Espero que vocês se entendam logo e fiquem juntos de uma vez... Ela me parece ser uma boa garota...

— E ela é minha! 

— Sua? — assenti e ela riu — Etto... Então não deixe essa garota escapar! — beijou minha testa e saiu

Aomine

Sinceramente, acho que a semana demora demais à passar... Pelo menos já é quinta-feira... Vou me livrar desse inferno logo

Indo para o treino, avistei Meiko ao longe, caminhei até ela, pretendendo provocá-la um pouco para variar...

Foi aí que notei os caras do time de futebol com os quais ela conversava

Um deles estava obviamente flertando com ela e ela estava se fazendo de inocente diante disso, rindo das besteiras que eles diziam

Meu sangue ferveu nas veias. Não aguentei a raiva que senti ao ver aquilo. Corri até lá e puxei a cobra infernal pra longe dos baka's que davam em cima dela, arrastando-a contra a vontade dela

— Me solta Ahomine! — parei quando já estávamos longe e puxei seu pulso, fazendo-a se chocar contra meu corpo — Já mandei você me soltar! — rosnou novamente, tentando libertar o seu pulso

— Se eu soltar, você vai voltar pra lá, conversar com aqueles baka's do time de futebol! — vociferei irritado

— Isso é ciúmes? — insinuou desafiadora, a encarei incrédulo

— Ciúmes? De você? Por que diabos eu teria ciúmes de você? 

— Eu não sei! Mas isso está parecendo ser ciúmes! Mas já que não é... Eu vou voltar lá e vou conversar com os meus amigos do time de futebol! — ela me deu as costas e eu a puxei de volta para mim, furioso com a atitude de insolência

— Ah! Mas você não vai mesmo! — rosnei

— Você tem certeza de isso não é uma ceninha de ciúmes, Ahomine? — provocou

— Eu já disse que não, kuso! Eu não sinto ciúmes de você! 

— Não se preocupe, Ahomine... — brincou com a gola da minha camisa — Ainda sobra um pedacinho pra você! — selou nossos lábios e me empurrou, dando as costas pra mim em seguida

Ok. Me sinto como um baka sem igual agora, por ter feito uma cena dessas, acabei de inflar o ego dessa garota dos infernos

— Opa! Eu vi tudo! — anunciou Kise — Você com ciúmes da Meikocchi? Isso foi épico! — riu

— Você viu isso? — rosnei — Se você contar alguma coisa eu te mato!

— Aominecchi? Você fez a maior cena com a Meikocchi! Eu posso até não contar, mas ela vai espalhar com toda a certeza!

— Eu odeio vocês dois! — comecei a caminhar para a quadra e ele me seguiu 

— Eu posso até acreditar que você me odeia! Mas você não pareceu odiar a Meikocchi... Você gosta dela! — riu e eu dei um tapa na nuca dele — Aominecchi! — reclamou

— Você pediu por este! Agora cala essa boca, gazela saltitante! Vamos treinar, baka! 

Yumi

Tinha ficado até tarde na biblioteca da escola, terminando uma pesquisa para um trabalho e sabia que Fugaku estaria na quadra treinando, esperando por mim

Ao terminar meu trabalho, peguei minhas coisas e corri pra quadra, porém, fui abordada por um estranho, que me colocou contra uma parede do lado de fora da quadra feminina

— Yo. Você é tão bonitinha... — murmurou ele, apertando meu queixo, enquanto sua outra mão deslizava por meu corpo, sem permissão alguma

— Oē! Solta ela, baka! — ouvir essa voz me reconfortou completamente

Fugaku

Eu odiei ver aquele imbecil colocando as mãos na minha irmã! 

— Não se preocupe! — murmurou ele, sem olhar pra mim — Eu e minha namorada estamos resolvendo uns problemas pessoais

— Ela é minha irmã! E eu sei que você nunca seria nada perto de namorado dela! — anunciei, puxando o mau caráter pela gola da camisa, afastando-o da minha imouto 

Soquei seu rosto e quando ele lançou o corpo na direção do soco, eu agarrei seu pulso, fazendo pressão contra seu ombro com o braço livre, numa clara ameaça de romper o úmero dele, deixando-o debruçado sobre o próprio corpo

— Agora seja um bom menino e peça desculpas! — ordenei, sorrindo diante de seus ruídos de dor — Permita-me esclarecer as coisas... Ou você pede desculpas à minha irmã, ou quebro seu braço, entendeu, campeão? 

— G-gomen-nasai! — murmurou

Ouvi passos vindo em nossa direção, aparentemente eram várias pessoas vindo até aqui, apressadas e aparentavam estar desesperadas para chegar até aqui

— O que disse? Eu tenho sérios problemas de audição... Poderia repetir? — forcei um pouco mais o osso que estava prestes à quebrar

— Gomenasai! — gritou 

Sorri e fiz a pressão necessária para o osso quebrar, enfim

— Não me convenceu! — murmurei, largando-o no chão — Corre, Yumi! — ordenei, vendo minha irmã me obedecer e disparar para dentro da nossa quadra

Chutei a barriga do covarde inútil e me inclinei sobre ele, que já cuspia sangue à essa altura

— Espero que tenha aprendido que não deve agir dessa forma com uma garota! — dei-lhe as costas e dei de cara com os garotos da Vorpal

— Você quebrou o braço dele? — indagou Kise

— Vocês viram o que aconteceu e sabem muito bem que ele mereceu! — murmurei inexpressiva — Yumi! Venha cá! — pedi e vi minha pequena irmã correr até mim e me abraçar aos prantos — Está tudo bem, onee-san! — beijei seus cabelos, enquanto a envolvia em meus braços — Está tudo bem, certo? Eu estou aqui! 

Ela chorava muito, chorava alto, soluçava, estava desesperada pelo acontecido recente

— Eu estou aqui, mantenha a calma, imouto... Lembra do que prometemos? — ela assentiu — Ótimo! Então não se dê ao luxo de duvidar da minha promessa! Eu estou bem aqui! — repeti 

Sinalizei com a cabeça para Tetsuya se aproximar, imaginei que ele poderia me ajudar, tendo em vista o laço de amizade que os dois criaram

— Yumi-san... — chamou-a, fazendo-a se virar para olhá-lo — Espero que esteja bem... — ele me lançou um olhar receoso e eu assenti em resposta 

Soltei-a, para que ela pudesse abraçá-lo 

— Preciso da ajuda de vocês, rapazes...

Todos me encararam incrédulos

Continua No Próximo Capítulo


Notas Finais


Isso É Tudo P-p-pessoal...
Sayonara


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