História Vorpal Swords: O Time Invencível, Ou Será Que Não...? - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Furihata Koki, Himuro Tatsuya, Hyuga Junpei, Izuki Shun, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kiyoshi Teppei, Kousuke Wakamatsu, Kuroko Tetsuya, Makoto Hanamiya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Personagens Originais, Riko Aida, Sakurai Ryou, Shougo Haizaki, Takao Kazunari, Wei Liu
Visualizações 56
Palavras 4.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yoo...
Aqui Vai O Décimo Sétimo Capítulo Da Minha História Conturbada...
Espero Que Gostem
Boa Leitura
Agradeço Pela Vossa Atenção Desde Já

Capítulo 17 - I Know You Know


 

Você precisa da nossa ajuda? — indagou Aomine

— Acertou, bonitão! Você é mais inteligente do que eu pensei que fosse, baka! — revirei os olhos

— Precisa da nossa ajuda pra...? — estimulou Wakamatsu

— Denúncia formal! Vocês acabaram de testemunhar um crime! Preciso da ajuda de vocês e do vosso testemunho... — expliquei calmamente

Tetsuya caminhava com Yumi, ainda abraçado à ela, tentando acalmá-la

— O que vai fazer? — indagou Kise, quando tirei meu celular da bolsa

— Vou ligar pro meu pai! — respondi, discando o número desejado

— O papai não precisa saber disso, Fugaku-chan! — voltei minha atenção para Yumi

— O papai não precisa saber? — repeti, incrédula — Ele é nosso pai! Nós vamos denunciar um caso de tentativa de estupro à vulnerável! Só podemos formalizar a queixa com a presença do nosso responsável legal! — argumentei — Somos uma família, Yumi-san! 

— Não preocupe o papai... Vamos pra casa, eu estou bem! — rebateu ela

— Sua irmã tem razão, Yumi... — interviu Seijuurou — Uma queixa é absolutamente necessária...

— Arigato, Seijuurou! — murmurei, antes de voltar minha atenção ao telefonema

— Filha? — atendeu meu pai — Onde está? Já está voltando pra casa com sua irmã?

— Estou a caminho da delegacia... 

— Nani!? — exclamou — A caminho de quê? 

— Delegacia! Não tenho como explicar isso agora, pai! Preciso que vá pra lá imediatamente... Lá eu explico tudo, papai...

— Certo, nos encontramos lá, meu anjo! Espero que as minhas menininhas estejam bem...

— Não se preocupe, pai... Estamos bem! Até logo

— Filha! — exclamou, antes que eu desligasse o telefone — Não se esqueça de que eu amo vocês, certo?

— Claro, papai... — sorri — Nós amamos você também! 

Desliguei logo em seguida, sentindo-me confiante quanto aquilo que faria

Chegamos na delegacia antes de meu pai, deixei Yumi sob os cuidados de Kise, Seijuurou e Tetsuya enquanto ia pegar um pouco de água pra tomar meu remédio

— Filha? — me virei e vi meu pai, todo aflito correndo pra me abraçar — Onde está sua irmã? O que aconteceu, exatamente? — indagou ao me soltar

— Um cara tentou se aproveitar da Yumi! — os olhos dele se arregalaram por trás das lentes de grau 

— Ela está bem? Ele a machucou? 

— Não se preocupe, papai... Eu nunca deixaria ninguém machucar a minha irmã! 

— Onde ela está?

Não respondi, apenas segurei sua mão e o guiei para a sala onde Yumi esperava, junto dos nove jogadores da Vorpal

— Papai! — exclamou Yumi, correndo para os braços dele

Pude notar a surpresa nos olhos dos garotos. Etto... Meu pai tem pouco mais de dois metros de altura... Talvez seja isso...

— Que bom saber que minhas meninas estão bem... — murmurou meu pai — Esses garotos são do time de basquete do seu colégio, não? — indagou ele, enfim percebendo a presença deles

— Eles viram tudo, pai... — expliquei

— Que bom que vocês conseguiram testemunhas... Assim fica mais fácil prender o monstro que teve a audácia de tentar usar a minha princesinha! — rosnou

— Calma, papai... — pedi baixinho — Esse criminoso vai ser pego, eu juro! — sorri triunfante

— Assim espero, meu anjo! — murmurou ele

— Tetsuya, podemos conversar um minuto? — ele assentiu e me seguiu 

— O que quer comigo, Fugaku-san? 

— Quero lhe oferecer uma trégua entre você e eu! Preciso que me faça um favor... 

— Que tipo de favor?

— O que aconteceu hoje, me provou que minha irmã precisa de toda a proteção possível! E eu nem sempre estou por perto... Então... Quero lhe pedir para cuidar da minha irmã na minha ausência

— Mas... Por que eu? 

— Você é um grande amigo, pra ela... Ela confia em você! E é por isso que eu estou lhe dando esse voto de confiança!

— Tudo bem! Eu cuidarei da Yumi-san! — sorriu minimamente

— Arigato, Tetsuya! — fiz uma breve reverência, antes de voltarmos para a sala

Demorou um pouco, mas enfim pudemos formalizar a denúncia, quando dissemos que tínhamos testemunhas, cada um dos garotos foi ouvido e tudo foi anotado e registrado

Pediram o retrato falado do suspeito, que foi a parte mais complicada, pois já estava escuro e ali, onde o mau caráter atacou minha irmã, não tinha muita iluminação

A coisa toda ficou mais fácil quando mencionamos as câmeras de segurança que ficavam ali ao redor da quadra, alguma delas deveria ter filmado o acontecido

— Vamos, meninas... Vamos para casa! — anunciou meu pai, quando terminamos de fazer a denúncia

— Sayonara! — nos despedimos dos rapazes em uníssono e entramos no carro com nosso pai

Aomine

— Até agora não acredito que ela quebrou o braço do cara! — comentei — Isso sim é sangue frio!

— Ela estava defendendo a irmã... Fugaku é uma irmã protetora, poderia ter feito coisa pior se o criminoso tivesse ido mais longe! — argumentou Akashi

— E o que ela poderia ter feito de pior, por exemplo? — indaguei

— Não sei dizer... Mas acho que independente do que fosse... Ela o faria, com toda a certeza! — o capitão deu de ombros 

— Sinto pena da Yumicchi... — murmurou Kise — Ela é uma menina tão doce e frágil... Não sei como alguém pode querer fazer mal à ela! — suspirou

— Ninguém pode fazer mal à ela! — anunciou Akashi

— Com uma irmã como aquela... É idiotice tentar! — argumentei

— Na minha percepção, Fugaku deveria ter feito mais... — Akashi parecia tão calmo ao dizer isso... Mas ao mesmo tempo tão frio...

— Mais? — indagou Hyuga 

— Eu mataria o sujeito se tivesse a chance de fazê-lo! — meu queixo caiu diante da afirmação serena e fria do capitão e eu não era o único a ficar surpreso

— Isso não é meio drástico? — perguntou Midorima

— Não. Na verdade acho bastante razoável! — afirmou Akashi

— Esse cara fez alguma coisa contra você, Akashi? — perguntei

— Ele tentou tocar na minha hime!agora sim ele me surpreendeu...

Aida

Era uma tranquila manhã de sexta-feira, eu estava caminhando pelo refeitório calmamente, quando alguém passou a caminhar ao meu lado apressadamente

— Aida! — exclamou Meiko — Era com você que eu queria falar! — ela me segurou pelos ombros e me puxou para fora do refeitório

— Me... — fui interrompida quando ela me empurrou para dentro do almoxarifado — que por sinal é meio longe do refeitório — e me sentou em uma cadeira de aço fria

— Aida... Como vai? — me arrepiei quando vi Fugaku e Yumi em minha frente — Fique vigiando a porta, Meiko! — ordenou a mais nova

— Por que estou aqui? — murmurei assustada

— Você sabe de uma coisa que não deveria saber... — sussurrou Fugaku, mais ameaçadora do que nunca — E não adianta negar... Eu sei que você sabe!

— Mas...

— Eu disse que não adianta negar! — vociferou a vice-capitã — Você sabe... Mas isso deve ir com você para o seu túmulo! Nenhum dos seus jogadores deve saber disso, entendeu? — ela sorriu de modo assustador para mim

— Eu não...

— Não se faça de desestendida!  — ela revirou os olhos — Não é nada saudável tentar enganar um Kaito... Principalmente essa Kaito! — apontou para si mesma com o polegar — Agora... Seja uma boa menina e prometa que não vai contar à ninguém o nosso segredo! 

— Eu prometo! — desviei os olhos 

— Não dá pra botar fé, se você não me olhar nos olhos ao dizer isso...

— Não dá pra se sentir bem olhando nos seus olhos — argumentei

— Não sairá daqui se não fizer isso! — rebateu, sorrindo triunfante, sabendo que eu não tinha outra alternativa

Respirei fundo e olhei naqueles olhos azuis intimidadores 

— Eu prometo não contar nada sobre a... — ela ergueu o indicador, pedindo meu silêncio

— Isso já basta! Você não deve pronunciar essas palavras nunca mais na sua vida! 

— Tudo bem... — murmurei, ainda trêmula

— Meiko! — gritou Fugaku — Leve-a de volta! 

Em segundos eu estava no refeitório novamente, Momoi não mentiu, a camisa 10 é mesmo rápida! 

— Aida! — escutei a voz de Hyuga atrás de mim — Você sumiu de repente, o que houve? — tocou meu ombro e me encarou curioso quando me virei pra ele

— Fiquei um pouco tonta! Não comi direito de manhã e saí pra tomar um pouco de ar! — me agarrei a primeira mentira que veio na cabeça

— Venha, você precisa se alimentar! — segurou minha mão e me puxou para irmos nos servir

Ainda bem que ele acreditou! 

Yumi

Fiquei mais aliviada ao saber que Aida não contaria nada à ninguém, embora estivesse preocupada quanto aos métodos que minha irmã utilizara...

— Hiro acabou de me dizer que Wosagi não poderá vir na data marcada! — anunciou Fugaku — Você ainda terá algum tempo pra repensar...

— Repensar o quê, Fugaku-chan? Eu não tenho outra alternativa!

— Não tem? Jura? — arqueou as sobrancelhas

— Já está decidido! Não há como voltar atrás!

— Você se conforma demais com as ordens da Rúbia! — murmurou

— Ela é nossa mãe!

— É? Então é melhor dizer isso a ela! Porque ela só lembra disso quando quer nos infernizar com as idéias malucas e egoístas dela! — rebateu 

— Nossa mãe não faz por mal!

— Eu sei... Ela faz pensando no bem-estar! Só que no bem-estar dela! Não no nosso! 

— Fugaku-chan!

— Sem essa, Yumi! Ninguém pode mudar o que penso sobre isso, nem mesmo você ou a Naomi! — bufou revirando os olhos — Primeiramente, porque eu nunca aceitaria uma ordem ridícula como essa! 

— Mas...

— Pare! Nem sonhe em usar esse argumento fraco comigo! Vocês dois estão cometendo um erro do qual se arrependerão profundamente para o resto de suas vidas! 

— É a vontade da nossa mãe!

— Já ouviu falar numa coisa maravilhosa chamada: livre arbítrio? Segundo o conceito principal dessa coisinha dos deuses... Você não precisa fazer as vontades da Rúbia! 

Ela se levantou e saiu da minha vista rapidamente, embora não fosse tão rápida...

— Sabe que Fugaku tem razão quanto à isso! — argumentou Meiko — É desnecessário prestar obediência à uma ordem como essa! — deu de ombros

— Se minha mãe deseja que as coisas sejam feitas dessa forma... 

Hyuga

Eu estava do lado de fora da quadra, observando Aida se afastar com o treinador, rindo ao falar no telefone com Kiyoshi

— Confesse logo à ela! — me assustei com a presença súbita de Yumi

— Kuso! Você me assustou! — reclamei e ela sorriu como se pedisse desculpas

— Gomen, Junpei-chan! — pediu, fazendo uma breve reverência — Mas, e aí? Por que não diz nada a ela?

— Dizer o que pra quem? — indaguei

— Ora... Dizer pra Riko-chan que gosta dela! 

— Mas... Eu não gosto dela! — você não acha que ela vai acreditar nessa mentira descabida, acha?

— Oē! Não minta pra mim, Junpei-chan! Sei que gosta dela!

— Eu não gosto dela! Pelo menos não desse jeito!

— Já pedi para não mentir pra mim, Junpei-chan! Está mais do que na cara que você gosta dela!

— Tá bom! Talvez eu goste dela! Mas o que você tem a ver com isso? — gritei, irritado

E então me dei conta da besteira que fiz ao gritar com esse ursinho de pelúcia ambulante

— Por que você está falando assim comigo? — perguntou, fazendo aquela carinha triste que derretia qualquer um, qualquer um mesmo... Até o Akashi! — Eu só queria ajudar vocês dois... — murmurou 

Kuso! Ela vai acabar chorando e a irmã dela vai me matar! Sem falar no que Akashi vai fazer...

— Gomenasai, Yumi! Eu não quis gritar com você! — fiz carinho em seus cabelos e ela sorriu

— Tudo bem, Junpei-chan! — afirmou, algo que me reconfortou

— Yumi-san! — chamou Fugaku — Yoo, Hyuga-kun! — cumprimentou — Desculpe a interrupção, mas temos que ir, onee-san! 

— Claro! Pense no que eu lhe disse, Junpei-chan — Yumi sorriu gentilmente — Sayonara! — beijou minha bochecha e saiu saltitando

— Quero lhe agradecer... Por ontem... — anunciou Fugaku — Transmita meu sentimento de agradecimento aos seus colegas de equipe, onegai!

— Qualquer um faria o que fizemos!

— Diz isso pra aquele baka que tentou tocar na minha pequena! — devolveu

— Tudo bem... Vou transmitir aos rapazes sua mensagem de agradecimento, Fugaku!

— Ótimo! Então, até mais, Hyuga-kun! — bateu em meu ombro e seguiu sua irmã

Naomi

Nosso time estava caminhando para a quadra, Fuga-chan dissera que não iria ao treino de sábado e era verdade, ela foi até Tōō só para ver Ryo-chan treinando

Mei-chan estava super animada enquanto contava a cena que Aomi-chan fizera na quinta-feira

— Ele ficou com ciúmes dos garotos do time de futebol? — indagou Aka-chan, cobrindo a gargalhada com a mão

— Ficou! Acredita nisso? — se gabou Mei-chan

— Por que vocês dois ficam nesse joguinho doentio? — perguntou Ti-chan — Sinceramente, acho que isso é pura perda de tempo! 

— Ora, vamos... É engraçado! — rebateu Mei-chan

— Doentio! — corrigiu Ti-chan

— Deixe ela, Tino-nire — aconselhou To-chan — Ninguém pode dizer para Meiko-nire o que ela deve fazer! Ela nunca vai escutar, mesmo... — deu de ombros

Ha-chan era um ótimo treinador, além de ser um ótimo amigo...

— Que bom que Fugaku resolveu tirar uma folga para dar uma olhada no treino da equipe masculina de Tōō! — comentou ele — Essa garota não sabe a hora de parar! 

— Fugaku-san prefere assim — argumentou Mizu-chan

— Isso não é saudável pra ela! — rebateu o treinador

— E é essa sua marra que faz ela te ver como o irmão mais velho! — comentou Kazuna-chan, da entrada — Você sabe que Fuu-chan é cabeça dura, amigão... Ninguém pode dizer à ela quando é hora de parar de treinar! 

— Eu sou o treinador dessa equipe! Eu tenho autoridade aqui! — devolveu Ha-chan

— Você é muito mole quando se trata da Fuu-chan! 

— Cala essa boca ou vou fazer um nó na sua língua! — vociferou Ha-chan

— Oē! Não seja tão rude, Haku... — pediu Kazuna-chan — Eu só vim ver minhas amigas treinando!

Jogamos, conversamos, rimos e nos divertimos imensamente durante aquela tarde

Fugaku

O treino de Tōō era realmente incrível, os jogadores eram muito bons...

— Sou Imayoshi, capitão do time! — me recebeu o cara de um e oitenta de altura, cabelos pretos e óculos 

— Sou Fugaku Kaito, amiga de infância do Ryou! — apertei sua mão 

— Sakurai nos avisou sobre sua vinda... É uma honra recebê-la em nosso território!

— Vocês são muito bons... Têm muito potencial por aqui! — comentei, enfiando as mãos no bolso do moletom — São uma equipe de grande poder de ataque... Devo admitir que talvez vocês sejam os melhores da competição! 

— Ryou disse que você queria nos ensinar algumas coisas... O que exatamente? 

— Hoje vou só assistir... Primeiro um estudo básico sobre vocês, depois, numa próxima visita, eu posso ensinar um pouco do que sei para vocês... 

— Como quiser, Kaito! 

— Sem essa de “ Kaito ”, campeão! Me chame apenas de Fugaku, onegai

— Sente-se, por obséquio, Fugaku! — ri de sua gentileza exagerada 

— Claro! Imayoshi-senpai! — concordei 

Depois de algum tempo observando, relatei algumas pequenas falhas ao treinador, que apenas concordou com minhas observações

— Quer sair pra comer alguma coisa, Fugaku? — convidou o capitão de Tōō

— Acho melhor eu voltar pra casa, nos vemos amanhã, se ganharem o jogo eu aceito o convite! — sorri e ele fez o mesmo

— Então, até amanhã! — apertou minha mão

— Boa sorte no jogo, rapazes! — fiz uma breve reverência e abracei Ryou, dando um beijo em sua testa em seguida — Nem preciso dizer pra acabar com eles, preciso? 

— Nunca, onee-san! — ele sorriu

— Mas eu sempre vou dizer: Acaba com eles naquela quadra, onii-chan! — pisquei pra ele

Dei as costas e tomei o caminho de volta para minha casa

— Yoo... — cumprimentei ao entrar em casa e tirar os sapatos 

— Yoo, Fugaku-chan! — sorriu Yumi — Como foi o treino de Tōō?

— Ah! Foi ótimo! Eles são incríveis... Têm algumas falhas, mas estão prontos para o jogo de amanhã, sem dúvida alguma, eles vencem!

— Vorpal também vencerá o próximo jogo... — anunciou Naomi

— E...?

— E futuramente esses dois times vão entrar em combate e você terá que escolher um lado! — continuou ela

— Tōō? — sugeri, como se fosse óbvio

Seu namorado não vai gostar de saber que vai torcer para o adversário! — revirei os olhos diante da afirmação — Ainda mais quando souber que o capitão, Imayoshi, deu em cima de você o treino todo! — hãm?

— Imayoshi não deu em cima de mim! — rebati

— Não foi isso que Ryo-chan me disse no telefone... — argumentou — Eu liguei pra saber como você estava, tive que ligar pra ele, já que a mocinha aí não levou o celular... E ele me contou dos flertes do capitão! 

— Imayoshi não estava flertando comigo! 

— Segundo a percepção de Ryo-chan, estava sim!

— Kuso! Eu sei que você quer que eu corresponda aos sentimentos do Murasaki-chan — imitei sua voz — Mas isso não significa que tem que ficar implicando com o Imayoshi! Eu sei reconhecer quando um garoto flerta comigo e sei que não é o caso! 

— Talvez você esteja cega, porque ele até chegou a te convidar pra sair! — gritou ela

— Isso não quer dizer nada! Íamos fazer um lanche com o pessoal do time! — rebati

— Parem com isso, meninas! — pediu Yumi 

— Vou pro meu quarto, essa besteira já foi longe demais! — suspirei, caminhando para as escadas

Já em meu quarto, me joguei de barriga na cama, enterrando a cabeça no travesseiro

— Meu anjo? — eu nem precisava olhar pra saber que era meu pai, ninguém mais me chamava de “ anjo ”

— Estou viva, papai! — ele riu discretamente 

— Agradeci por isso todos os dias nos últimos três anos, querida... — sentou-se em minha cama

— Conheço pessoas que amaldiçoam os 2% de chance que eu tinha de sobreviver! — enfim tirei a cabeça do travesseiro e olhei para ele

— Pois eu não! — fez carinho em meus cabelos — Ouvi a discussão que teve com a sua irmã... Quem é Imayoshi? 

— O capitão do time do Ryou-kun — respondi

— Sua irmã disse que ele estava dando em cima de você! 

— Imayoshi não fez isso! 

— Você e esse rapaz...?

— Não. Assunto desnecessário! Eu e Imayoshi não temos absolutamente nada!

— Perfeito! — anunciou ele — Não quero que nenhum homem toque na minha filhinha! 

— Pai... Eu posso ser a filha mais nova, mas Yumi sempre vai ser a sua pequena!

— Ela é minha princesinha! Você é minha filha caçula! Meu anjo! Não posso perder você pra homem nenhum! 

— Você nunca vai me perder, papai! Eu acabarei perdendo você — o puxei para me abraçar — Você vai me deixar antes que eu tenha a oportunidade de fazê-lo! — sussurrei

— Eu prefiro ir antes de você! Quero ver meu anjinho crescendo e formando sua família! 

— Por mim você veria seus bisnetos crescendo e formando suas famílias!

— Eu gosto que pense nisso...

— Só queria saber quem era meu amigo Imayoshi? — indaguei ao soltá-lo, frisando bem a parte do: “ meu amigo ”

— Quero saber se está bem...

— Estou ótima! 

— Perfeito! Tome um banho, durma um pouco, tome seus remédios quando acordar e não se esqueça de que quero ver você na mesa de jantar muito bem comportada! 

— Como quiser, papai!

Naomi

Domingo

Jogo da Tōō

Fuga-chan quis que a acompanhássemos e nós não pudemos negar um pedido como esse

Fiquei aliviada quando vi o dito Imayoshi, ele não fazia o tipo da minha irmã, Murasaki-chan combinava muito mais com a Fuga-chan

— Parou com essa implicância com o Imayoshi?

— Gomen, eu julguei mal toda essa situação!

— Arigatougozaimasu, Naomi-san! 

O jogo da Vorpal seria logo em seguida e eu estava ansiosa para vê-los jogar, queria testar a reação de minha irmã caçula

O jogo de Tōō foi como Fuga-chan esperava, Tōō saiu vitoriosa

— Eles são ótimos! — comentei

O jogo da Vorpal se iniciou

Murasaki-chan focou os olhos em minha irmã por um momento antes do apito inicial e ele sorriu levemente

O jogo correu bem, eles venceram, foi algo interessante de se assistir

— Fugaku! — chamou o tal Imayoshi

— Yoo, Imayoshi-senpai! — ela o cumprimentou gentilmente — Essas são minhas irmãs: Yumi e Naomi! — nos apresentou

— É um prazer conhecê-las! — sorriu — Lembra da promessa que nos fez ontem, Fugaku? — indagou ele

— Lembro muito bem, Imayoshi! — ela sorriu — Vamos comemorar a vitória de Tōō! Eu pago!

Murasakibara

Eu quis esmagar aquele baka quatro olhos por estar tão perto da minha Fuga-chin!

— Tem alguma coisa lhe incomodando, Murasakibara-kun? — Kuro-chin apareceu do nada ao meu lado e me cutucou

— Ele está me incomodando! — apontei o garoto com o queixo e Kuro-chin o observou — Vou esmagá-lo! 

— Não sinta ciúmes dele! Fugaku-san gosta de você! Não tem como o capitão de Tōō mudar isso, Murasakibara-kun!

— Eu vou esmagá-lo só por estar perto dela! Ela é minha! — respondi — E eu não estou com ciúmes! 

— Gomen, Murasakibaracchi... Mas isso é ciúmes! — encarei Kise-chin irritado

— Não é! — insisti

— É ciúmes, sim! — gritou Hyuga-chin

— Eu já disse que não é! — murmurei e eles riram

Midorima

Tínhamos ido até um restaurante ali perto, todos do time estavam com fome

Para o nosso azar, Tōō estava ali também e as Kaito pareciam estar acompanhando o time e aparentemente era por isso que Murasakibara estava tão irritado...

As gêmeas notaram nossa presença no momento em que entramos, mas Naomi demorou um pouco pra perceber o mesmo detalhe...

— Kon'nichiwa, minna-san! — cumprimentou Naomi

— Kon'nichiwa! — devolvemos em uníssono

Foi impossível não notar o clima pesado entre Fugaku e Murasakibara, a tensão do lugar poderia ser cortada com uma faca

Mas, ignorando esse fator, encontramos uma mesa e fizemos uma boa refeição

Murasakibara nem prestou atenção em Fugaku direito... Certo isso é mentira! Ele não tirou os olhos dela nem por um segundo sequer!

— Pare de prestar atenção nela, baka! — pediu Aomine, embora fosse extremamente difícil convencer Murasakibara à não fuzilar com os olhos o cara com quem a caçula conversava de forma tão animada

— Me obrigue! — murmurou o pivô ciumento

— Minna-san! — exclamou Aida, irritada — Vamos encerrar esse assunto, certo? Ótimo! 

— Com licença — pediu Akashi, se levantando

Akashi

Me levantei e caminhei para o toalete, no caminho esbarrei com alguém

— Gomen... — pediu, me fazendo olhar para esse alguém, constatando que se tratava de minha hime — Gomenasai! — repetiu a hime

— Não há porquê se desculpar, hime! — anunciei e ela ficou ruborizada — Por que está com vergonha, hime? — perguntei, tocando seu rosto

— É-é que você nunca me chamou de hime, Seijuurou Akashi... — desviou os encantadores olhos verdes dos meus

— Não gosta que eu te chame assim, Yumi? — sussurrei em seu ouvido, vendo-a se afastar um pouco

— N-não é isso, Seijuurou Akashi! É que não estou acostumada a ouvir isso de você... 

— Etto... Se me dá licença, hime... Nos vemos amanhã... — depositei um casto beijo em sua testa e segui o curso planejado 

Yumi

Oh! Kami! Por que Seijuurou-chan tem que ser tão gentil e tão doce comigo? Isso não dará certo!

— Vamos, Yumi? — anunciou Fugaku e eu apenas assenti — Até mais rapazes... — despediu-se ela

— Yu-chan... Notou que Murasaki-chan não tirava os olhos da nossa onee-chan? — provocou Naomi

— Naomi... — suspirou Fugaku — Eu estou ficando inifinitamente incomodada com sua atitude! Você está enchendo a minha paciência com esse assunto há uma semana! Você pode, pelo menos, guardar sua opinião inconveniente apenas para você?

— Tudo bem! Não pretendo esgotar sua paciência... 

— Arigato! — murmurou nossa caçula

Naquela noite, não consegui tirar a voz doce e serena do Seijuurou-chan da cabeça...

Não tinha conseguido comer na hora do jantar, nem no café da manhã do dia seguinte — isso porque acabei cochilando na hora em que devia estar me levantando e me atrasei completamente

Quando cheguei no colégio, meu estômago roncava muito alto, eu estava com muita fome!

— Você está mesmo bem, Yumi-san? — indagou Tetsuya, pela décima vez em mesmo de dez minutos

— Estou com fome, Tetsuya Kuroko! — admiti

— Não sei como lhe ajudar, Yumi! — murmurou ele, dando de ombros

Vi Atsushi Murasakibara passar por nós com uma caixinha de Pocky nas mãos e isso fez meu estômago roncar novamente 

— Murasakibara-kun não costuma dividir os doces... — murmurou Tetsuya, como se pudesse ler minha mente 

— Não custa nada tentar... — respirei fundo e caminhei até o pivô — Atsushi Murasakibara? — puxei seu suéter e ele olhou para mim

— Hum? 

— Quero lhe pedir uma, digo, duas coisas... — anunciei

— Nani? 

— Primeiro: Quero lhe pedir desculpa... Por ter batido em você naquele dia... Eu só não gostei de saber que você forçou um beijo com minha onee-chan...

— Tudo bem! — deu de ombros e voltou sua atenção à caixinha

— Tem mais uma coisa, Atsushi  Murasakibara... — ele me olhou novamente — Poderia me dar um pouco? — apontei para a caixinha de Pocky

— Não! — murmurou 

— Mas... Eu estou com fome... — ele pareceu se arrepender

— Certo... — me estendeu a caixinha, deixando-me pegar dois palitinhos 

— Arigatougozaimasu! 

Saí saltitando, voltando para perto do meu amigo azulado

— Pocky? — ofereci e ele negou com a cabeça, portanto, coloquei um dos palitos na boca, muito feliz por estar saboreando meu doce favorito

Depois disso o sinal bateu, sinalizando o início das nossas aulas de segunda-feira

Naomi

Eu tinha me estendido demais no banheiro feminino retocando minha maquiagem, agora tinha que correr pra sala o mais rápido que podia

No caminho tropecei em meus próprios pés e fiz o percurso até o chão... Porém... Atingi algo um pouco mais macio que o chão de concreto

— Tome mais cuidado! — ouvi a voz de Midori-chan e me toquei que ele tinha me segurado e que agora eu estava em seus braços maravilhosamente fortes

— Gomen... — sorri desconcertada e ele me auxiliou na difícil tarefa que era me colocar de pé — Arigatougozaimasu — beijei sua bochecha e corri para minha sala

Continua No Próximo Capítulo


Notas Finais


Isso É Tudo P-p-pessoal
Fechem-se As Cortinas
Sayonara


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