História Wait ~ Jeon Jungkook - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Personagens Originais
Tags Bts, Jungkook, Romance
Visualizações 40
Palavras 2.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Best Of Me


Então pegue minha mão agora mesmo. Não posso acreditar em mim mesmo. Palavras que eu disse milhares de vezes apenas para mim. Não me deixe. Você tem o melhor de mim. Você tem o melhor de mim. Quer se trate de um sonho ou realidade, não importa. Apenas o fato de você estar do meu lado. Obrigado.


AMBER

Eu o olhava tão lindo e calmo, me senti bem ali, apesar dele estar desacordado e muito longe da realidade. Me lembrei da vez que ouvi Jungkook pedindo perdão por não podermos ficar juntos, tudo que pude fazer aquele dia foi ouvi-lo chorar na cadeira ao lado da maca. Eu estava tão fraca que tudo que pude fazer foi passar a mão em seu cabelo para saber que estava ali o tempo todo.

Jungkook finalmente estava dormindo, mesmo que eu soubesse que aquele era resultado de uma perda muito grande de sangue, pude relaxar sabendo que ele estava relaxando. Sua recuperação estava sendo bem rápida e a cada dia progredia mais em se movimentar, já que além de levar o tiro, Jungkook quebrou a clavícula alguns dias antes e ao menos havia reparado na dor.

Há quem diga que minhas conversas diárias e o carinho dos amigos foi o real remédio de sua recuperação, mas não para mim. Acredito que a recuperação de Jungkook tem total relação com o quanto ele é esforçado até mesmo para se manter vivo. O risco não foi grande, ele levou um tiro pouco ao lado do coração, mas teve sorte por ser atingido pelas costas, entretanto, o resgate demorou a chegar então o sangramento foi quase impossível de impedir por uma mera fotografa e um punhado de policiais.

- Sabe, já faz uma semana e meia que você não tem força suficiente para falar e apenas olha para as visitas. - estava sentada na cadeira ao lado da maca, já não aguentava mais ficar em pé, estava beirando os oito meses de gestação e meus pés pareciam pãezinhos de tão inchados. - Jungkook, você já pode falar comigo. Juro juradinho que não vou te xingar ou ser grossa, pode ser que eu faça isso no final das contas, mas espero que entenda que é realmente uma droga ter que te encarar nesse estado, ainda mais quando vou dormir e não tenho um ser ao lado para enfiar o braço na cara.

Uma enfermeira entrou e checou a pressão de Jungkook, constatando uma alteração nos batimentos cardíacos, ela sorriu para mim e sussurrou:

- Acho que ele está te ouvindo.

- É melhor eu sair para deixar ele descansar, certo? - quando estava prestes a levantar a enfermeira me impediu.

- De maneira alguma. - ela sorriu - Fique e converse mais, isso ajuda mais que imagina. - assenti positivamente e a vi deixando o quarto.

Jungkook estava sozinho no quarto, Sr. Jiwon fez questão de alugar aquele espaço enquanto eu arquei com todo o resto do tratamento. Desde o banco de sangue até o médico particular. Sim, saiu caro, muito caro. Mas fiz questão de pagar tudo do meu bolso, eu tinha uma quantia guardada e devia muito mais que aquilo para ele. Pedi para os Jeon me deixarem sozinha durante o tempo de visitas, já que passei dois dias sem visitá-lo - precisei cuidar das duas empresas e ainda tentar descansar.

- Hoje foi o primeiro dia que não acordei chorando. Para ser sincera, eu nem dormi direito. Criei coragem e liguei para Hoseok, mas ele só podia atender de madrugada, então fiquei acordada até as quatro da manhã. Ele disse que vai combinar com os outros garotos e todos virão te visitar, legal, né? - tentei lembrar de mais algumas coisas, então uma bomba de novidades veio em minha mente e assim continuei. - Ah! O Hoseok disse também que conseguiu um parceiro para abrir uma filial da sua empresa no Japão. Eu marquei uma reunião com esse parceiro para o mês que vêm, então me faça o favor de ficar bem logo. Tem mais uma coisa que eu quero que saiba e espero que não fique bravo: eu dei seu capacete do colegial para o Thomas levar para a escola e mostrar para os amigos. E talvez, quem sabe, eu tenha escolhido o nome do nosso filho. Eu te amo?

Acho que eu nunca consegui me abrir tanto para Jungkook e sei que fazer isso quando ele mal podia reagir foi injusto. Sei que desde o início da nossa história eu pareci egoísta e insensível, é que na verdade, eu nunca fui boa em nada que fosse além do que queria ser. Nunca fui boa com conselhos e palavras bonitas, assim como nunca fui boa em fingir sentir algo - mas não me entenda mal, por favor. Dentro de todas essas camadas existe alguém diferente, que por mais que a primeira transpareça uma coisa, nas demais é bem mais verdadeira. Não justifico minhas atitudes a partir do que realmente sou, afinal escondo minha verdadeira face porque quero e não culpo ninguém além de mim mesma.

- Esses dias eu estive lembrando de algumas coisas que aconteceram na escola. Não sei se você lembra, mas posso ajudar. - peguei dentro da bolsa um envelope com algumas fotos que tiramos nos tempos da escola, tanto antes quanto depois de namorarmos. Eu as achei numa pasta no computador da minha mãe no segundo ano da faculdade, então transferi os arquivos para mim e nunca mais voltei a mexer. Foi quando depois dos últimos acontecimentos, tive uma necessidade imensa de recordar coisas boas já que a minha atual realidade não era a melhor de todas. De foto em foto fui comentando com Jungkook esperando que aquilo fosse um combustível para acordar em minha presença, pois ele nunca estava consciente quando ia visita-lo. - Essa é a minha preferida. - virei em sua direção a nossa primeira foto como um casal. Aquela que ele me obrigou a sorrir no meu primeiro dia como fotografa da escola. Sorri feito boba, em seguida admirei a foto como nunca. - Eu éé de exatamente tudo desse momento. Você estava triste porque havia discutido com seu pai, então eu cheguei com a novidade do diretor e pedi para segurar a câmera enquanto eu atendia o celular. Esse dia minha mãe avisou que viria para casa mais cedo, o que tornou tudo tão mais especial. Depois que desliguei você disse que havia tirado uma foto, então eu vi e era eu falando ao celular. Você disse que era a garota mais linda que já conheceu, como se eu não estivesse ali, e eu corei feito uma garotinha. Foi um momento mágico para mim e espero que se lembre.

Segurei a mão de Jungkook e ali depositei um beijo. Eu não iria chorar por ele não reagir a mim, acho que isso fez parte do meu castigo por todas as vezes que o fiz sofrer. Na verdade, acho que todos as minhas visitas eram em horários que ele estava tão dopado que mal conseguia me reconhecer - mesmo a enfermeira dizendo que ele sabia que eu estava ali - e eu não podia culpa-lo de forma alguma.

Saí do quarto e me deparei com Ezra, ele me olhava pela vidraça, mas agora me envolvia num abraço quente e aconchegante. Enquanto Lauren mudava suas mobílias - e vida - para Miami, onde Jackson mora, Ezra entrou com um papel bem mais importante que o normal. Sempre que precisei ele estava não só passando a noite comigo, mas também me arrumava e ia às compras comigo. Também pude conhecer seu marido, um italiano muito tímido, mas que fala mais que a boca quando se sente a vontade.

Enlacei meu braço no dele e fomos almoçar, optamos por cachorro quente, era meu desejo fazia muito tempo e eu sabia que poderia me fazer mal. Todavia, eu tentei de todas as maneiras esquecer qualquer problema individual e focar nas minhas atitudes como - por enquanto - namorada de Jungkook, e então quando o bebê nascesse, me tornaria completamente ciente das atitudes de mãe e futura esposa.

- Faz tempo que não te vejo com olhos normais. É sempre quele vermelho que parece que você fumou dois quilos de maconha. - Ezra riu e depois se desculpou. - Ele reagiu hoje?

- Não... - murmurei - mas a enfermeira disse que ele sabia que eu estava lá...Sabe, pelos batimentos cardíacos. Não sei se devo acreditar nisso...não é como se ele fosse a Chloe Grace Möretz lutando para ficar vivo. Ele está vivo, só continua dopado.

- Duvido que você não está nem mesmo um pouco chateada por ele dar sinal até quando a Lauren foi visitar.

- Claro que estou, mas não acho o fim do mundo. Quer dizer, ele vai ficar bem, não é? - tentei me convencer - Então não preciso achar ruim.

- Se você diz... - Ezra ajeitou uma mecha invisível atrás de sua orelha.

- Para de tentar fazer eu confessar que estou mal. Que droga! - me alterei um pouco fazendo com que todo meu esforço para não transparecer o que realmente sentia.

- Não me arrasa não, Amber! Não me arrasa não. - de braços cruzados e um bico enorme, Ezra me olha de soslaio e eu super adulta mostro a língua. - Você é um bebê que carrega um bebê. No final das contas, o Jungkook é um santo por te aguentar.

- Você e a Lauren só sabem me criticar. As vezes parece que a única pessoa que me ama é o próprio Jungkook. - falei baixo vendo Ezra rir.

- Mas é exatamente só ele que te ama. O resto só te atura mesmo.

- Ah, vai se ferrar. - jogo a garrafa d'água vazia em Ezra, que revida me abraçando.

- Eu amo você, Amber. - Ezra aperta minha bochecha.

- "I imi vici, Imbir" - repito a frase do mais velho em deboche. - Vou enfiar essa salsicha na sua garganta, Ezra.

- Enfia em outro lugar, hihihi. - Ezra põe a mão na boca e dita com uma voz suave e feminina.

- Você simplesmente acaba com minha imaginação. - gargalhamos e ganho outro abraço.

[...]

Na quinta feira, depois de mais um ultra-som que confirmou a saúde e sexo do bebê, tentei - me esforcei mesmo - chegar antes do horário de visita, assim eu teria mais tempo para conversar sozinha com Jungkook. Recebi a mesma etiqueta de sempre, com meu nome e um código de barras que abria a porta - desnecessariamente tecnológico - do quarto.

Olhei Jungkook e desta vez ele tinha mais cor e os cabelos penteados. Aposto que uma das enfermeiras recebeu um recadinho da Senhora Jeon. Ri com a possibilidade daquilo realmente acontecer e me aproximei da maca, sorri ao sentir nervoso por estar perto dele. Malditas borboletas que nunca saem do meu estômago!

- Hoje eu fui fazer mais um ultra-som e está tudo ótimo. Nosso menino é bem grandinho, segundo a doutora e ela deu a data prevista pro nascimento. - suspirei. Era bem difícil encarar as novidades da vida sem ele, ter que falar sobre tudo sem ele realmente me ouvir. Quis chorar, pois ele nunca pode ver o bebê totalmente formado e crescidinho. - Dia vinte e cinco de Junho é a data prevista, mas existem grandes chances de acontecer antes. É engraçado como tudo aconteceu rápido, não é? - eu tentei, mas as lágrimas caíram antes que eu pudesse segura-las - Você chegou e eu tentei por dois meses não te deixar entrar na minha cabeça ou na minha vida. E olha, deu certo por um tempo, mas aí eu decidi te beijar e acabei com todo meu planejamento. - ri baixo - Nós nem lembramos que era seu aniversário quando fui contar da gravidez e agora eu passei o meu torcendo para você estar bem de verdade. Então passamos por maus bocados, bons bocados e maus novamente e agora...estamos aqui. Eu não queria estar aqui. Eu queria estar com você, em casa, mesmo que não quisesse me ver nem pintada seria melhor do que te ver nessa situação.

Respiro fundo e soluço. Se ele realmente me ouvia e sentia ali, eu não podia deixá-lo presenciar mais uma recaída emocional. Eu tinha como obrigação, manter - enquanto possível - o ambiente agradável suficiente, independente de ser difícil ou não.

- Desculpa te fazer ouvir essas baboseiras. É que eu não consigo sempre esconder o que sinto e neste momento estou me sentindo tão mal. A enfermeira disse que você sabe quando estou aqui porque seu coração dispara, mas eu não acho que seja isso. Quer dizer, eu errei tanto e você levou um tiro por mim, não te culparia por me odiar. Eu me odeio. - olho para cima e tento, como tantas outras vezes, fazer minhas lágrimas voltarem para o lugar de onde saíram. Apoiei minha cabeça no pouquinho de colchão que ainda restava livre, direcionei meu rosto em direção ao dele. - Mesmo que você me odeie, eu vou te amar. Me desculpe por tudo. - fechei os olhos e ali tentei respirar normalmente.

Senti um toque em minha bochecha e logo abri os olhos assustada.

- Não chora. Eu também te amo. - Jungkook me olhava com olhos cheios de lágrimas e um pequeno sorriso no rosto.

Então meu mundo parou e só podia enxergar nós dois ali. E o que me restava era apenas lágrimas por vê-lo sorrir novamente.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim.

Ainda não revisei, então me desculpem qualquer errinho. E ainda estou dividindo os capítulos para durar mais, não me matem kkk

Música do capítulo: https://youtu.be/ormmagdFiOc

Obrigada por todos que leram. Já passamos das 1000 visualizações e não sabem o quanto estou feliz por isso. Pretendo fazer uma homenagem a vocês em agradecimento, provavelmente no próximo capítulo.

Obrigada mais uma vez. Amo vocês ❤


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