História Waiting - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags Bts, Drama, Jin, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Yaoi
Exibições 16
Palavras 1.787
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Em vez de atualizar uma fanfic, escrevo outra, mas vamos ignorar esse fato.
Espero que goste.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Waiting - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Waiting - Capítulo 1 - Waiting - Capítulo Único

 

Kim Namjoon era meu tudo.

Era meu motivo de sorrir quando estava ao seu lado e era o motivo das minhas lágrimas quando estava longe dele. Era ele quem me acalmava, me trazia paz, e ao mesmo tempo trazia emoção em minha vida que fora sempre tão monótona e apática. Era ele quem me fazia ir para escola todos os dias para vê-lo, e era ele quem me fazia matar aula para podermos sair juntos. Ele era minha vida. Ele foi minha morte.

Ele era muitas e muitas coisas, poderia ser definido por incontáveis adjetivos, mas as únicas palavras que não o descreviam, as únicas qualidades que ele não tinha eram as de estar sempre ao meu lado, de ser presente, de ser para sempre.

Antes daquele dia ele nunca se mostrara ausente. Estava sempre comigo. Sempre que possível, ao menos. Isso não me deixava entender o que quer que houvesse acontecido. Como uma pessoa que sempre está ao seu lado, que diz que nunca irá te abandonar, que sempre que possível dizia te amar pode te deixar esperando para sempre? Como?

Essa questão era debatida por mim comigo mesmo todo sábado, durante as quatro horas em que eu sentava naquele maldito banco daquele maldito parque e esperava. Esperava ver um rosto conhecido, um rosto que esteve tão perto do meu tantas vezes que eu poderia reconhecê-lo em qualquer lugar. Esperava ouvir uma voz que inúmeras vezes me acordara de manhã, uma voz que me acalmava e ao mesmo tempo fazia todos os pelos de meu corpo se arrepiarem quando dizia meu nome em meu ouvido. Esperava ver a pessoa que eu amava tanto e que, mesmo que houvesse dito que sentia o mesmo, me abandonara.

E assim se passaram três anos. Nesses anos todos, eu fui uma vez por semana até aquele parque para esperá-lo, o que foi um total de 165 dias. E, em cada dia desses, eu fiquei quatro horas o esperando, o que resultou em 660 horas ao todo.

Eu perdi todo esse tempo para nada, todo esse tempo esperando alguém que nunca veio, alguém que me abandonou.

No entanto, eu passaria por isso tudo de novo se tivesse certeza de apenas uma coisa; certeza de que ele viria.

Não havia, porém, como ter essa certeza.

Depois daquele dia e depois de Namjoon sumir por quatro dias, fui até sua casa. Namjoon não gostava de me levar até lá. Nas únicas duas vezes em que eu entrei em sua casa, seus pais não estavam presentes. Ele me dissera que era melhor assim, que isso iria evitar problemas. Eu não questionei. Sabia como alguns pais poderiam ser horríveis com seus filhos por motivos sem sentido, e sabia que uma relação como a nossa – embora não houvesse nada de mais – era malvista por muitas pessoas preconceituosas.

Felizmente, eu sempre fora bom em aprender caminhos, então não tive muita dificuldade para achar sua casa.

Chegando lá, informei quem era pelo interfone, e, por ele mesmo, me perguntaram o que eu queria. Eu disse o motivo que me fizera ir até lá: Queria saber de Namjoon estava bem. Ouvi um só um momento, e então uma voz mais grossa e de falar mais ríspido chegou aos meus ouvidos.

Eu não me lembro de você, nunca ouvi seu nome ser mencionado pelo meu filho. Talvez seja esse o motivo de você não saber que, no momento, Namjoon está morando nos E.U.A.

E então, o interfone foi desligado.

Aquelas palavras me atingiram como nenhumas outras já haviam feito. Namjoon havia ido. Ele havia partido. Ele não estava mais aqui. Ele não estava mais comigo.

Como se o universo também sentisse minha dor, começou a chover.

Em passos lentos fui caminhando sem rumo. As minhas lagrimas quentes misturadas com a chuva gelada e dura.

O que eu significava para ele, afinal? O que eu era para ele? Apenas um brinquedo, um passa tempo? Apenas uma diversão? Ele havia me deixado da maneira mais cruel. Sem palavras de ódio, muito menos palavras de amor. Ele simplesmente havia ido, sem se importar com quem deixava para trás. Sem se importar comigo. Sem se importar se eu sentiria sua falta, se eu o queria de volta, se eu não conseguiria mais viver sem ele.

Namjoon foi minha morte de várias maneiras, mas infelizmente não da literal. E como eu queria morrer. Pessoas boas, felizes e importantes morriam todos os dias, então porque eu, uma pessoa insignificante, e inundada de tristeza e dor não poderia ter o mesmo destino?

Eu não estava sendo egoísta. Nem havia como ser. Eu não tinha mais ninguém, ninguém iria se importar se eu morresse. Meu pai abandonara a mim e à minha mãe antes mesmo de eu ter nascido. Isso desencadeou o alcoolismo de minha mãe, que morreu no décimo quinto aniversário do dia em que meu pai nos largou, dirigindo bêbada. Eles sim haviam sido egoístas. Eu não. Só queria pôr um fim naquilo tudo.

Talvez fosse por isso que eu me apeguei tanto a Namjoon. Ele havia sido a primeira pessoa que realmente se importara comigo, a primeira pessoa que sentiria minha falta. Ou era isso que eu pensava.

E, por sentir tanto a sua falta, por sentir tanta falta de ser querido, de ser amado – mesmo que não fosse verdade –, eu o esperava, e esperava, semana após semana, naquele mesmo maldito banco de parque, onde ele havia dito que iria me encontrar, que precisava dizer algo importante.

Mas ele nunca veio.

E eu cansei de esperar. Eu preciso dele, não só sei disso, como também sinto isso em minhas veias, como uma abstinência da droga que Kim Namjoon era. Mas eu não podia mais me permitir ficar naquele estado. Eu não poderia esperar mais. Eu já havia o esperado por tanto tempo, e, se ele acabasse aparecendo, será que merecia minha espera, minha felicidade ao vê-lo? Não. Ele não merecia isso. Ele havia ido embora.

Então, me levantei pela ultima vez daquele banco, peguei minhas malas e fui até o metrô para poder ir ao aeroporto. Se ele podia me abandonar, eu podia ir embora. Eu não o odiava, muito pelo contrario, mesmo com tudo aquilo, eu ainda o amava. Eu amava Kim Namjoon. Mas a espera estava custando minha vida. Eu não iria esquecê-lo, mas eu precisava superá-lo.

 

 

 

Três anos antes

 

Namjoon’s POV

 

Eu precisava sair, precisava fugir. Meu pai havia descoberto. Não haveria problema nenhum em ele descobrir que seu único filho estava namorando outro rapaz. Não haveria problema se ele não fosse a pessoa horrível que ele era.

Por isso eu precisava ir. Pensei em terminar tudo com Seokjin, mas sabia que isso não seria o bastante para fazer com que meu pai não fizesse nada com nenhum de nós. Então eu decidi fugir. Já estava tudo pronto, as passagens já haviam sido compradas, era só ir embora. Eu poderia ser realmente feliz pela primeira vez na minha vida. Eu só precisava ser rápido.

Felizmente, meu pai só estaria em casa às 18:00, e ainda eram 13:00. Havia tempo suficiente.

Desci as escadas rapidamente, levando apenas uma bolsa com dinheiro. Abri a porta da frente e literalmente saí correndo. Só de imaginar uma vida sem meu pai por perto para mandar em mim, um sorriso já se formava em meu rosto.

Esse sorriso, porém, foi desfeito ao chegar ao portão de casa e ver um homem em pé, olhando no fundo de meus olhos com seu olhar mais frio que gelo.

- Aonde vai com tanta pressa? – perguntou ele, inflexível.

Engoli grosso.

- Vou sair – respondi, tentando me manter o mais calmo que pude.

- E eu posso saber para onde? – perguntou ele, ainda duro como pedra.

- E desde quando você se importa comigo e aonde vou?

Sua expressão tornou-se mais rígida ainda.

- Desde quando você começou a sair com um garoto. Eu não criei um filho para ser um viadinho de merda.

- E eu não pedi para nascer seu filho.

Assim que eu concluí a frase, um tapa foi desferido contra meu rosto. Antes mesmo que eu pudesse encará-lo de novo, ele me puxou pelo braço e me arrastou para dentro de casa. Lágrimas queriam se formar e cair de meus olhos, mas eu não deixei. Eu nunca havia chorado na frente daquele homem, e não faria isso agora.

Ele me levou à força até um cômodo que, infelizmente, eu conhecia muito bem. Um cômodo escondido, no subsolo da casa. Um cômodo que fora cenário de muita dor tanto física quanto psicológica.

Era para lá que o homem que me gerou levava minha mãe para poder espancá-la sem que ninguém ouvisse. E era para lá que ele passou a me levar depois que ela morreu e ele havia perdido sua diversão.

Depois de me empurrar para dentro do pequeno quarto, ele apertou o interruptor, que fez com que o ambiente fosse iluminado por uma fraca lâmpada amarela; e então fechou a porta.

Sem demonstrar expressão alguma, andou até uma mesa e pegou um cano metálico e foi em minha direção, batendo o objeto em sua mão, devagar.

Eu me levantei para encará-lo. Eu permaneceria firme até o ultimo minuto.

- Você tinha tudo para ser um garoto bem sucedido. Boa educação – disse ele e bateu com o cano em minha perna esquerda. Mas mesmo com a dor, permaneci de pé – Uma família boa... – ele pausou para me bater de novo.

- Se com família boa quer dizer um pai que matou a mulher...

- Calado! – gritou ele e bateu com o cano em minha cabeça.

O golpe fez com que eu caísse no chão, atordoado, mas ainda consciente.

- O que eu quero dizer é que você teve tudo e virou esse... Esse bastardo de merda que você é. Ah, mas você vai pagar por cada centavo que eu desperdicei com você.

Após concluir a frase, ele me atingiu novamente, dessa vez no estômago. E fez isso de novo e de novo, até que eu tossisse sangue.

Em seguida ele continuou e eu pude ouvir o som horrendo de meus ossos se quebrando.

Ele então começou a acertar minha cabeça.

A última coisa em que pensei foi em Jin. Em como ele se sentiria sozinho quando eu não fosse encontrá-lo, e em como a viagem que eu havia planejado ter com ele, para escapar de tudo aquilo, não se realizaria. Eu iria abandonar Kim Seokjin. Era a ultima coisa que eu queria, mas isso não era questão de querer. Eu sabia que morreria naquela tarde.

Quando a única lágrima que eu derramei na frente de meu pai caiu, juntei meu último fôlego para poder dizer palavras que nunca chegariam aos ouvidos de seu destinatário:

- Me desculpe.


Notas Finais


Uau, você leu até aqui?
Um dia eu escrevo alguma coisa onde não mate ninguém.
Enfim, espero que quem leu tenha gostado.
Mereço comentários? :333

Kisses ♥♥3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...