História Waiting For Love - Capítulo 47


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Categorias Originais
Tags Bissexual, Colegial, Heterossexual, Homossexual, Hot, Lesbians, Lesbicas, Love, Romance
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Palavras 2.837
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Feliz dia das crianças :)
Um cap novo pra comemorar esse feriado maravilhoso
Favoritem e comentem, pleaseeee

Capítulo 47 - Ataraxia


“O termo grego ataraxía pode traduzir-se como imperturbabilidade, ausência de inquietação ou serenidade do espírito. é a disposição do espírito que busca o equilíbrio emocional mediante a diminuição da intensidade das paixões e dos desejos e o fortalecimento das almas face às adversidades. É a busca por tranquilidade sem perturbação, pela paz interior, pelo equilíbrio e moderação na escolha dos prazeres sensíveis e espirituais”

 

Domingo, 31 de maio

Camila sentiu um feixe da luz indo de encontro com o seu rosto e teve que colocar as mãos sobre os olhos para conseguir abri-los

- O que ta acontecendo? O que é isso? Por que meu quarto tão... feliz?

- Porque eu estou aqui – Iara falou ao pé da cama.

Camila forçou seus olhos a se acostumarem com a luz e quando olhou na direção da índia teve que se segurar pra não babar igual uma idiota.

Iara estava com as mãos na cintura, com um sorriso maravilhoso no rosto, usava uma blusa da Cams e as pernas se encontravam despidas, estava apenas com uma calcinha muito pequena. 

- Gostosa! Mas não. Meu quarto não foi feito pra exalar felicidade. É pra ele ficar num tom fúnebre, opaco, sem emoção... Igual a mim.

Iara subiu na cama e foi engatinhando até ficar em cima da Camila.

- Você não é assim. – Falou, alternando seu olhar da boca para os olhos da Cams

- Você só passou um fim de semana comigo, não deu tempo de você me conhecer direito.

- Quero saber tudo sobre você, o que você gosta de comer, seu gosto musical, seu doce favorito, seu nome completo. Como eu faço pra conhecer você melhor?

- Pela terceira vez, e eu estou contando, eu estou te avisando que eu sou uma pessoa extremamente complicada e muito complexa. Tem certeza que quer encarar isso?

Iara mordeu o lábio inferior e deu um selinho demorado em Camila logo em seguida

- Nunca tive tanta certeza na minha vida

- Então beleza, não tem mais volta. Pra me conhecer melhor você só tem que ter força de vontade pra entrar e se aventurar no meu pequeno e misterioso mundo. E tem que responder minhas mensagens durante a próxima semana, além de sair comigo mais vezes.

- Fechado!

- Eu vou começar agora. Chega mais perto – Camila falou com uma voz manhosa e a índia colocou um ouvido bem próximo da sua boca – Eu gosto de comer você – Disse em um sussurro e mordeu a orelha de Iara

- Você não cansa não?

- Pra algumas coisas eu tenho um certo vigor

- Coisas maliciosas né?!

- Digamos que se eu tivesse a vontade que eu tenho de transar pra fazer outras coisas eu seria uma pessoa muito... determinada

Ela falou e as duas gargalharam

- Que safada você

- Muito!

Cams deu um sorriso safado e beijou a boca da morena a sua frente. Não foi um beijo tão romântico, naquele momento elas não queriam romance.

Queriam puro prazer.

.

.

.

Pela primeira vez Mariana acordou primeiro que a Catarina, se espreguiçou de uma maneira mais controlada, para não fazer muito movimento, e coçou os olhos para acordar de vez. Virou e reparou em Cat dormindo com as costas nuas viradas para cima. Ela achou aquela cena linda.

Tava tão linda que a loira não resistiu e começou a distribuir beijos da base da coluna até os ombros, onde deu uma leve mordida fazendo a morena abrir um sorriso.

- O que eu fiz pra merecer isso? – Perguntou ainda com os olhos fechados

- Você é linda, ainda mais dormindo com essas costas descobertas. Desculpa te acordar, mas eu não resisti.

- Não tem problema, é muito bom acordar assim.

- Eu gosto de acordar com essa vista também, é bem bacana

Mariana distribuiu mais alguns beijos pelas costas de Cat, mas logo seus lábios foram substituídos por suas unhas, que iam arranhando de leve por todo o local

- Isso também é muito bom. Ta inspirada hoje em loira?! – Catarina falou

- Você nem abriu os olhos ainda e eu já nem to conseguindo me distanciar de você. Ta difícil resistir aqui viu. Hoje eu só saio daqui obrigada.

- Que bom – A morena não levou muito a sério, mas deixou por isso mesmo. Após alguns segundos ela soltou uma arfada quando sentiu um peso sobre suas costas – Aí

- Calma, vou me ajeitar

Mariana se descolou um pouco, tirando o seu peso das costas e sentando-se um pouco mais perto da bunda de Cat. Em instantes a loira começou a massagear seus ombros e suas costas de uma maneira cautelosa, mas ao mesmo tempo com uma determinada força

- Assim ta melhor, muito melhor – Catarina falou – Não sabia que você tinha esse dom pra massagem

- Surpresa!

- Eu amo surpresas

Mari sorriu e afastou os cabelos de Cat para os lados, fazendo com que sua nuca ficasse exposta. Começou a distribuir beijos e mordidas, da nuca até a base da sua coluna. A morena soltou um suspiro ao sentir os lábios dela se aproximando da sua bunda. A loira afastou o cobertor, deixando Catarina totalmente despida. Bem, não totalmente porque ela usava uma calcinha minúscula. Mariana passou as duas mãos em ambas as suas nádegas, fazendo Cat se arrepiar por inteiro ao sentir sua intimidade começar a umedecer.

- Você me deixa louca – Mari disse em um sussurro. Seu coração estava começando a acelerar e sua respiração estava ficando ofegante. Ela geralmente não ficava assim com outras mulheres, mas tudo com Cat era diferente, tão diferente que até mesmo seu corpo reagia de uma maneira desconhecida. Logo ela deu um beijo em uma nádega e em seguida uma leve mordida.

- Você realmente esta inspirada hoje em?!

- Você ta me deixando assim

- Eu não sabia que tinha esse efeito

- Porque você nunca se viu dormindo seminua. É a cena mais bonita do mundo, tenho certeza que algum pintor ia usar você de inspiração.

Com essa fala Catarina abriu os olhos, olhou para Mariana e sorriu de maneira despretensiosa. Era estranho ela escutar a loira falar algo do tipo, mas já estava aguardando aquela sombra passar e ela ver Mariana mudar completamente sua personalidade.

- Você segura esses suspiros presos ai que eu preciso muito ir ao banheiro. Mas eu volto rapidão. – Mari falou

Cat deu uma risada e balançou a cabeça. Ficou sorrindo sozinha enquanto a outra não voltava, o que demorou um pouco mais do que deveria. Catarina olhou para Mariana após ela fechar a porta do quarto e percebeu que tudo ia acontecer novamente.

- Minha mãe me ligou. Eu preciso resolver alguns problemas lá em casa e depois eu volto. – A morena respirou fundo e puxou a coberta até a ponta do seu queixo. Mordeu os lábios ao ver Mari abotoar a calça jeans e colocar os tênis. – Mil desculpas Cat, eu te ligo assim que eu puder – A loira se aproximou, deu um selinho e um beijo na testa de Catarina. – Desculpa mesmo.

- Relaxa – Foi tudo que Cat conseguiu responder

- E a Paula esta desmaiada no seu sofá, não se assuste se sair e ver ela lá

- Beleza

- Eu te ligo – Mariana disse e deu uma piscada ao sair do quarto de Catarina

 

- Catarina

Mas é claro que isso ai acontecer, o que eu tava esperando? Que ela ficasse a tarde toda comigo?!

Sou tão ingênua que me irrita. Tenho que parar de ser trouxa, isso ta acabando comigo. Eu não me lembro de quando eu me tornei essa pessoa tão focada em outra. Eu costumava deixar as pessoas entrarem aos poucos, à medida que elas iam mostrando sua realidade, sua expectativa, seu verdadeiro ser, mas com a Mari foi tudo tão diferente, eu simplesmente dei brecha e boom! Ela dominou minha cabeça sem eu notar.

Saio do meu devaneio quando meu celular começa a vibrar em cima da minha escrivaninha. Atendo sem olhar o número

- Alô?

- Alo?! Mais de quatro meses sem ouvir minha voz e você atende falando alô?! – Meu Deus, como eu estava com saudade dessa voz extremamente rouca

- Não acredito que você ta me ligando. De onde tirou dinheiro pra fazer uma ligação internacional?

- Isso não é importante. O que é importante é que eu te liguei querendo saber como esta sua vida de universitária, mas eu não gostei do seu tom de voz. Te conheço o suficiente pra perceber que você está triste até mesmo por uma ligação. Sim, eu sei, eu sou uma amiga perfeita.

Deixo uma risada escapar ao escutar a Luisa falando isso. Como eu sinto falta dela.

- To com saudades. Muitas saudades mesmo, volta logo por favor.

- Ta quase minha piranha, aguenta só mais um pouquinho. E não tente fugir da minha pergunta, por que você esta triste?

- Eu não to triste – Tento mesmo fugir da conversa, mesmo sabendo que não vai dar certo.

- Ahan, e eu sou virgem... Me conta logo antes que a ligação caia

- Voce se lembra da Mariana? A mulher que eu tinha te falado

- A bad girl tatuada?

- Essa mesma

- Você ainda ta nela? O que é isso? Ta namorando?

- Não – Digo com um tom de voz mais baixo – Ela não me quer, eu acho

- Para com isso, todo mundo te quer, você é perfeita.

- Perfeita aos olhos do Pai né?! - Digo e escuto uma risada - Eu não sei Lu. Não sei o que pensar sobre ela. Ela quer, mas se afasta e volta no outro querendo aconchego de novo.

- Entendi a situação. Que ferrada você se meteu em best?! 

- Ferrada é pouco. 

-Olha Cat, desde quando você começou a faculdade você ta nessa mesma mulher, mesmo com ela fazendo isso contigo. E se eu te conheço bem, eu  tenho certeza que você não ta nem olhando pra outra pessoa a não ser ela. Por que você é assim, gosta e não consegue se soltar mais. Essa é sua maior benção e o seu pior defeito, tem o coração bom demais. 

- O que eu faço? Me diz o que eu tenho que fazer Luisa, por favor. 

- Vou é te dar um tapa na cara pra ver se você reage pra vida mulher.

- Por favor!

- Faça a você mesma um favor. Just get out, baby. Sai logo dessa, é furada. Você sabe o que eu acredito, se for pra ser vai ser, deixa a vida rolar, mas não deixa de ser feliz por causa de outra pessoa. Eu sei que é difícil, você sempre quer ver as pessoas felizes acima da sua própria felicidade, mas cê precisa pensar em si. Faça aquilo que te vai fazer feliz, mesmo se for magoar outra pessoa. Toda mágoa passa, tudo passa.

- Eu consigo te odiar e amar ao mesmo tempo, como isso é possível? – Digo e ela ri do outro lado da linha

- Eu tenho esse poder sobre as pessoas, é o que me faz ser tão única. Eu tenho que ir agora, a gente se fala depois

- Ei, calma. Me diz como você tá, como estão as coisas por ai?

- Não quero falar sobre como vida minha anda perfeita enquanto a sua ta um lixo – Luisa sendo Luisa. Não consigo segurar o sorriso novamente – Ajeita esse negocio que você chama de vida e depois a gente conversa de novo. Beijos, te amo e to com saudades – Ela diz a ultima parte rapidamente. Uma pedra tentado mostrar o mínimo de amor e amizade possível, essa é a minha melhor amiga

- Te amo muito, volta logo. Beijos

Ela desliga e eu já sinto um vazio ainda maior por não ter ela aqui comigo. Como eu queria que esses dois meses restantes passassem logo.

Sinto minha barriga roncar e levanto-me rapidamente. Coloco uma roupa qualquer e saio do cafofo, passo no banheiro e depois vou para a cozinha. Encontro com Camila e Iara, já tomando café e as duas com enormes sorrisos no rosto. Um beijo pra quem já teve sexo matinal.

- Bom dia – Digo

- Bom dia, dormiu bem? – Camila perguntou e eu olhei pra ela com a sobrancelha franzida. Ela com certeza teve um ótimo sexo matinal. 

- Sim e vocês?

- Muito bem – Ela mesma respondeu

- O que você fez com a minha amiga? - Pergunto pra Iara - Essa daqui não é a Camila que eu conheço. Ela ta muito... feliz

Iara mordeu os lábios e deu um grande sorriso. Gente, assim não dá. Até eu to me apaixonando por essa índia já, que amor de pessoa. 

- Cadê a Mariana? – Camila perguntou

- Não sei nem por que voce pergunta, já sabe a resposta

- Eu realmente sabia. Eu vi ela saindo

Reviro os olhos e começo a pegar alguns alimentos pra eu enfiar goela abaixo. Não estou me sentindo muito bem, mas meu estomago esta implorando por alimento.

- Acordei com ela agindo de uma maneira tão gostosa, como eu nunca tinha visto antes. Depois ela disse que tinha que resolver alguns problemas em casa. Eu fui de feliz pra... isso – Digo apontando pra mim – Essa é a minha vida – Digo olhando pra Iara, que me olhava com um cara de interrogação

- Saquei – Ela diz e toma um gole do seu café.

- Eu não sei por que você continua insistindo nisso. Eu  gosto demais da Mari, mas eu não consigo encontrar um motivo pra você ficar correndo atrás dela, pra toda vez ela te deixar assim.

- Nem eu sei o motivo direito. Ela é misteriosa e eu gosto de desvendar mistérios.

- E eu gosto de terror, mas mesmo assim eu não saio por ai assassinando as pessoas – A fala da Cams faz eu e a Iara dar umas gargalhadas

- O que você acha disso tudo índia? – Pergunto

- Ah, eu não quero me intrometer, eu nem sei direito o que rola entre vocês

- Por favor, se intrometa – Digo e ela coloca a xícara de café de lado

- Pelo pouco que eu entendi, a situação se parece muito com uma que eu já passei com meu primeiro namorado. Um ser desprezível, mas mesmo assim eu gostava muito dele. As vezes ele me fazia sentir como se não houvesse outra pessoa no mundo e depois ele ia e me tratava igual um animal. Fiquei com ele mais de 2 anos até eu perceber que aquele relacionamento me desgastava por inteira , tirava toda a paz que eu queria ter.

- Por que você ficou com ele esse tempo todo então? – Camila pergunta

- De alguma maneira ele conseguia me fazer dele, eu conseguia me sentir como alguém amada muitas vezes, mas se você jogar na balança não vale a pena continuar com alguém que não te valoriza por inteiro, porque isso deixa a gente sentindo como se realmente não fossemos suficiente pra nada. Deixa a gente se sentindo mal no fim do dia. Cat, sinceramente, insistir naquilo que já não existe é como calçar um sapato que não te cabe mais, machuca, causa bolhas, chega à carne viva e sangra. Então é melhor ficar descalça,deixar livre o coração, coisas boas virão, pode acreditar.

- É possível que duas pessoas possam se amar e não ser suficiente? – Pergunto. Tava refletindo comigo mesma e acabei pensando alto

- Algumas pessoas apenas não nascem para ficar juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis – Camila quem responde

- Exatamente – Iara completa – Eu preciso ir ao banheiro

Antes dela sair eu consigo ver uma corrente de ouro no seu pescoço

- Por que ela ta com seu escapulário? – Pergunto - É a única coisa que você não tira nunca.

- Ela falou que queria ter um bom motivo pra gente se encontrar de novo e pediu algo importante pra mim.

- Agora você vai ser obrigada a encontrar com ela de novo se quiser ter sua correntinha de volta – Digo – Bem inteligente isso. E fofo também. Vocês são tão boas juntas que me da vontade de bater nas duas. Fui!

Deixa ela lá com uma cara de boba apaixonada e vou para o meu quarto. Deito na minha cama e dou uma cochilada.

Acho que uma hora depois eu acordo e vou direto para o banheiro. Vou pra de baixo do chuveiro e deixo a água quente cair sobre meus ombros. Fico pensando em tudo que ta acontecendo. Eu preciso mudar essa situação, ta se tornando uma necessidade já. Preciso da minha vida de volta, preciso viver feliz como eu vivia antes.

Não que a Mariana não me faça feliz, mas é extremamente difícil conviver com uma pessoa que não está na mesma sintonia que você. Eu acho que esse foi o meu problema, me entregar por inteiro pra quem é só metade.

Eu preciso encontrar o meu ponto de paz novamente. E eu vou precisar ser bem forte pra conseguir isso de volta.



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