História Wake Up - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Wakeup
Exibições 9
Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Volteiiiiii!
Finalmente, né?
Demorou, mas saiu. Não está tão longo quanto eu gostaria, porém não pude deixar vocês esperando por mais tempo. Digo logo que virão grandes revelações e um personagem novo.
Boa leitura!

Capítulo 13 - Mihai


Fanfic / Fanfiction Wake Up - Capítulo 13 - Mihai

 " A solidão está sempre procurando por um amigo

Ela me encontrou uma vez e desde então está sempre por perto

A solidão nunca espera na porta

Ela entra e nunca será ignorada "

- Loneliness Know Me By Name ( Westlife)

Capítulo 11 - Mihai

escrito por: anastydia11

 

-Senhorita Springs! Para a sala da diretora, agora. – a professora de Biologia diz após bater forte em minha mesa. Estava dormindo. De novo. A pergunta é: Será que gritei algo? É provável que não, senão todos estariam me observando assustados. Vejo Sasha na primeira cadeira e a mesma sorri para mim. Faço questão de ignorar e sigo meu caminho para a sala da diretora.

O sorriso dela parecia verdadeiro. Só parecia mesmo. Ela não gosta de mim, e também não gosta da solidão. Os amigos dela não parecem falar mais com ela e essa é a razão para correr atrás de mim. Ela me humilhou, brincou com meus sentimentos e me abandonou.

Enquanto caminhava até a diretoria pelos corredores vazios senti uma corrente fria percorrer minha espinha e olhei para todos os lados e portas, esperando que alguém aparecesse, mas ninguém surgiu.

Cheguei à diretoria e abri a porta. Foi quando me deparei com mais dois alunos sentados na sala de espera. Mas que merda estava acontecendo? Todos decidiram vir pra cá? Me sentei ao lado de um loiro e logo o reconheci. Mark Sanderson. Ah, não poderia ser outra pessoa. Que droga!

- Holly? É você mesmo?

- Não, Mark. A irmã gêmea dela.

- Olha, nós precisamos conversar.

-Sobre? Não temos nada para conversar, você mesmo disse: “ Nunca falaria com uma esquisita como você.”

- É exatamente sobre isso, olha eu sinto muito...

- Mark Sanderson. Sua vez. – a diretora diz com metade do corpo para fora de sua salinha, interrompendo Mark. De certa forma, fiquei satisfeita.

Quebra de Tempo

-Então senhorita Springs, o que houve? - a diretora pergunta, visivelmente cansada.

-Eu estava dormindo na aula de Biologia.

-Hmm... Só isso?

-É, só isso... – digo desconfiada, enquanto ela apenas me olha com uma expressão cansada - Não vai me mandar para a detenção ou algo do tipo?

-Holly, certo? – balanço a cabeça, em afirmação. – Eu não acho que seja necessário. Convenhamos, Biologia é chato. Muito chato, só perde pra História. Além da quantidade exorbitante de matéria para estudar. E você está na adolescência, é compreensível que não durma direito. Além do mais, recebemos seu diagnóstico. Terror Noturno é preocupante, e não vejo necessidade alguma em te dar mais estresse. Apenas procure fingir interesse nas aulas, certo?

-Certo. – digo num sussurro, ainda processando tudo que ela disse.

-Bem, querida, volte para a sala no próximo tempo. Vá à enfermaria e durma um pouco por lá. – a diretora finaliza ao se levantar e apontar a porta para que eu me retire. E assim o faço.

O caminho para a enfermaria foi tranquilo e solitário, do jeito que deve ser. Afinal, minha vida toda foi assim. Nunca quis irmãos para dividir a atenção de meus pais e nunca chamei alguma colega para visitar minha casa e dividirmos as bonecas pelas quais nunca me interessei em ter. Tudo isso faz falta agora. Quero me agarrar a uma memória boa para que possa esquecer todo esse sofrimento que venho tendo. Mas quem eu quero enganar? Não há solução para tanto sofrimento. O silêncio é o que mais sinto falta. Não me importo de não poder sentar no colo de meus pais, não me importo se Sasha me traiu, não me importo se essa maldita voz me faz companhia, eu só quero o silêncio de volta. Aliás, onde ela está? Não é de seu feitio deixar meus pensamentos deprimentes desacompanhados.

Abro a porta da enfermaria e todos me olham. É incômodo ser o centro das atenções e parece que quanto mais esforço gasto para passar despercebida, mais olhares se focam em mim. É um tipo de paranoia, com certeza. Esse hábito de me autodiagnosticar não é saudável, preciso parar com isso.

-Er... a diretora me mandou para cá. Para dormir. – digo receosa. Dizendo isso em voz alta me soou um pouco estranho. Por que infernos ela me mandaria dormir se sabe o que acontece quando durmo? Algo está errado.

- Perdão? – a enfermeira diz, incrédula. – Boa tentativa, Springs. Aguarde-me aqui, lhe trarei um bom remédio: detenção. – ela diz me olhando de cima a baixo e saindo. Ela deveria rebolar menos aquele traseiro e ajudar uma aluna que está mal. Reviro os olhos e me sento no sofá.

Olho em volta e vejo uma menina com olheiras enormes e a pele pálida, mas estava muito pálida. Ela fechava os olhos com força e às vezes gemia de dor. Havia uma bolsa de água quente em seu ventre, seu rosto inchado de tanto chorar e a boca totalmente seca. Era cólica. Oh, Deus! Nunca vi uma pessoa ter tanta dor como esta garota. Por um momento fiquei grata por ter apenas dores leves. Senti pena dela, talvez ela nem queira ser mãe um dia e mesmo assim precisa passar por isso. Admito que a natureza poderia ser mais generosa e dar chance de escolha. E pela primeira vez eu percebi que há sempre alguém pior que você. A dor dela poderia não ser emocional, mas ainda assim, era tão forte quanto. Queria pegar a sua mão e dizer que tudo ficaria bem, que logo a dor não estaria mais nela, mas estaria mentindo. Depois de 30 dias a dor voltaria, talvez pior. Portanto apenas me aproximei dela e toquei seu ombro. Antes não o tivesse feito. Senti sua dor. Sim, a dor que estava nela estava no meu corpo também. Era uma dor horrível, horrível. Como essa garota estava viva? E em um instante não sinto mais nada, pois tudo está escuro. Escuto uma voz gritar por meu nome, mas não a voz maligna, uma voz que me fez sorrir em meio a toda a dor.

-Finalmente, docinho. Você chegou. – a voz diz, mas tudo que eu vejo é um vácuo, negro e sem brilho. – Deve estar cansada, suas energias se esvaíram com toda aquela dor. Impressionante como vocês sofrem por coisas estúpidas, como bebês.

- O que está falando? Você tem algo a ver com aquilo que senti? E onde eu estou?

- Calma, você tem sorte de ainda não poder te toca. Sua curiosidade misturada com a ansiedade me despertam um desejo inexplicável de te estrangular, docinho. Estou falando de seus poderes. Precisei dizer o que era tudo aquilo para que entendesse? Não merece o que tem. E não, não tenho nada a ver com seus poderes, em parte. Você está na parte mais obscura de sua mente.

-Então é aqui que você vive?

-Me poupe, docinho. Não sou fruto da sua imaginação, e se fosse você já estaria num sanatório. Agora chamam de sanatório, certo? Enfim, isso não me interessa. Está animada para o que virá a seguir?

- O que virá a seguir?  Já estou cansada, cada vez que falo com você me sinto mais confortável e isso me preocupa, parece que temos afinidade e não quero ter um amigo imaginário maligno aos 16 anos. Você chegou tarde para mim.

- Engano seu, docinho. Eu cheguei na hora certa. – ele diz confiante e se pudesse vê-lo, estaria com um sorriso presunçoso.

 – Vire-se.

Me virei devagar e me deparei com um homem muito jovem, talvez 20 anos. Ele tinha cabelos relativamente compridos –  na altura dos ombros – e tinha uma pele muito branca. Vestia preto da cabeça aos pés e suas mãos estavam nos bolsos da calça. Me aproximei calmamente com uma expressão confusa na face. Não pode ser. Não poderia...

- Antes que diga aquela palavra de 3 letras, gostaria que me chamasse de Mihai.


Notas Finais


Obrigada por ler, espero que tenham gostado.
Boa noite!


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