História Walking Away - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse Zumbi, Sobrevivencia, Zombie
Exibições 2
Palavras 1.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um capítulo

Capítulo 2 - Dia 1


Fanfic / Fanfiction Walking Away - Capítulo 2 - Dia 1

  Acordei no dia seguinte e lá fora nem havia clareado e estava tudo quieto, diferente de ontem, parecia que tudo aquilo havia sido um pesadelo, sentei no chão onde havia dormido, passei a mão no rosto e olhei ao redor, estavam todos dormindo, minha mãe, meu irmão, e meu pai, menos Aidan, ele estava acordado olhando pela janela, então me levantei, peguei casaco dele e fui em sua direção, ele era magro, alto, tinha ombros largos, era realmente muito bonito.

  - Aqui, seu casaco - Falei devolvendo para ele, e ele virou para mim, deu um sorriso e pegou.

  - Bom dia - Ele falou.

  - Bom dia - Respondi.

  Ficamos um tempo nos olhando, mas logo comecei a ficar com sem jeito, desviei o olhar e puxei qualquer assunto.

  - Então... O que você faz da vida? - Perguntei.

  - É... Eu sustento minha família, trabalho como designer gráfico, minha família é simples... Eu estava em viagem pela Ásia e a mesma coisa que aconteceu aqui, aconteceu lá, cheguei aqui de volta, fazem três dias, e você ? - Ele falou, parecia nervoso.

  - Recém formada em medicina veterinária, moro com os meus pais, mesmo sendo difícil, minha relação com a minha mãe é difícil, ela só finge que está tudo bem, mas tirando isso é ótimo, amo meu pai e meu irmão, ele só tem 5 anos e é a minha sombra - Respondi.

  - Sinto muito por você e sua mãe - Ele falou passando a mão pelo meu braço até chegar na minha mão e segurar ela.

  - Não, não, tá tudo bem - Falei sem saber com reagir muito bem, então apenas deixei, mas de repente ouvi barulhos de tiros e apertei a mão dele pelo susto, e ele também apertou a minha, e todos no sótão acordaram assustados.

  - Por favor, ajuda, estamos feridos - Dois homens gritavam no meio da rua, um ajudando o outro a andar, e sem pensar duas vezes, fui ajudar eles, nem pensei nas consequências novamente

  - Se cuida lá filha - Meu pai falou antes que eu saísse do sótão, e Aidan veio logo atrás de mim.

  - Aqui, aqui - Gritei para eles chegando na porta de casa.

  - Oh meu Deus, obrigado - Eles falaram vindo o mais rápido possível para dentro da minha casa que estava toda revirada, as janelas quebradas, realmente estava tudo muito estranho.

  - Aidan, ajuda eles que eu vou pegar algumas coisas - Falei e sai correndo pela casa pegando os celulares, fui no quarto do meu irmão e peguei o brinquedo preferido dele que era um boneco de soldado, peguei uma mochila e fui pegando roupas para podermos usar, sabia que não ficaríamos aqui nessa casa muito mais tempo, então peguei algumas garrafas de água que tínhamos na geladeira e corri em direção ao sótão novamente, mas antes que eu pudesse chegar, uma daquelas coisas entrou na casa, e começou a vir na minha direção, não era rápido, mas gemia como um animal, seus olhos estavam avermelhados, comecei a recuar, e ele começou a correr para mim e eu saí correndo e me fechei em um armário que usávamos para guardar os casacos, ele ficava forçando a porta para abrir e eu fazia o máximo que podia para segurá-la, até que ouvi um tiro e ele parou de fazer força.

  - Pode sair, tá tudo bem - Ouvi a voz do Aidan, e a única coisa que eu consegui fazer foi sair daquele armário, correr para ele e o abraçar, ele retribuiu o abraço, mas mesmo não querendo soltar ele, tive que soltar, era perigoso lá embaixo então subimos para o sótão.

  Quando chegamos lá em cima ouvimos um gemido de dor e um dos homens estava com a camiseta cheia de sangue, e vi uma marca de mordida no seu braço e no mesmo momento recuei, ele se transformaria em uma daquelas coisas.

  - Por favor ajudem meu amigo - O garoto falou, ele era ruivo de olhos castanhos claro, estava com uma blusa verde, calça jeans normal e um tênis marrom, e o amigo dele era moreno dos olhos castanhos, e estava com uma blusa azul, calça jeans preta e um tênis branco, ambos bonitos.

  - Filha, você é o que temos mais perto de uma médica, ele foi mordido, você acha que consegue fazer algo? - Meu pai falou colocando todo o peso em mim, e eu só balancei a cabeça afirmando, e ele ficou com a arma apontada para o garoto caso ele se transformasse.

  - A quanto tempo ele foi mordido? - Perguntei, não sabia a velocidade da infecção, mas caso não fosse muito rápida poderia fazer algo ainda.

  - Eu não sei - o amigo falou desesperado.

  Abri minha mochila e peguei uma das garrafas de água e fui jogando no braço dele aos pouco para ir limpando o sangue e ver o estado real do machucado. Ao redor da mordida estava tudo roxo, estava realmente muito feio, e eu não sabia o que fazer, não tinha nada comigo no momento para poder fazer algo precisaria de coisas que só tem em um hospital, não podia fazer nada...

  - Sinto muito, a infecção se espalha rápido e eu não teria tempo o suficiente de pegar o necessário em um hospital para tentar fazer algo, desculpa mesmo... Eu sou veterinária, não médica... - Falei me levantando, me sentia muito culpada, sempre dava o meu máximo para ajudar, e dessa vez não conseguiria.

  - Se afastem - Meu pai falou, ele iria matar o garoto, e era o certo a se fazer. Fui para a janela e fiquei olhando para fora, não queria ver meu próprio pai fazendo isso, e nem ninguém.

  - Não, por favor - O garoto falava desesperado tentando salvar o amigo, e logo um disparo foi feito - NÃO - Ele gritou desesperado abraçando o corpo do amigo. Aidan estava olhando tudo aquilo assustado, eu não sabia o que fazer então fui em direção ao garoto e ele estava chorando, estava assustado, triste, meu pai pegou o corpo do garoto e tirou do sótão, e a única coisa que eu fiz foi abraçar ele, e ele me abraçava forte, e encharcava minha blusa com o sangue de seu amigo e com suas lágrimas, mas não me importava com isso.

  - Tá tudo bem, tá tudo bem - Falei tentando acalmar ele - Foi o melhor, para nós e para ele - Falei apertando ele contra mim. Fiquei abraçada nele até ele se acalmar um pouco, e quando ele finalmente parou de chorar apresentei todos para ele.

  - Eu sou Camila, meu pai Buddy, minha mãe Mary, meu irmão Scott e esse Aidan - Falei apresentando todos.

  - Eu sou Alan - Ele falou.

  - Bem vindo ao time garoto - Meu pai falou simpático como sempre - Okay pessoal, vamos lá, vamos ter que sair da cidade, onde tem civis, tem perigo, e temos que nos manter seguros, vamos pegar tudo que precisarmos aqui em casa e vamos procurar um lugar seguro - Falou.

  - Já peguei água, os celulares e roupas, poucas mas peguei - Falei.

  - Muito bem, meninos vocês vão me ajudar com as armas, Mary e Scott vocês pegam comida, e filha, você vai nos ajudar com as armas - Ele terminou de falar e todos foram para as suas tarefas, ele não havia perdido o jeito de liderança.

  - Aidan e Alan, vocês sabem atirar? - Meu pai perguntou pegando algumas armas, e me entregando uma pistola e munição.

  - Não - Os dois falaram juntos.

  - Okay, mantenha os braços firmes, mire e atire - Meu pai falou entregando uma arma para cada um, e depois pegou sua espingarda, ele sentia falta de servir seu país, ele gostava muito disso.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e comentem


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