História Wane - Capítulo 4


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Categorias DEAN
Personagens DEAN, Personagens Originais
Tags Dean, Drama, Ecchi, Fluffy, Hentai, Novela, Romance, Shoujo
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Palavras 1.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello!
Mais um capítulozinho pra vocês.
Obrigada por estarem acompanhando.

Capítulo 4 - Três


SÁBADO, 15:46 — HONGDAE, SEUL

Sozinha em meu camarim, eu tentava encontrar alguma forma de contornar a situação que eu me encontrava. Eu lia e relia a mensagem de Jinyoung milhares de vezes, e cada minuto que passava, eu ficava mais angustiada.

“Eu sei o que realmente aconteceu na noite que você passou em Hongdae. Estou indo te buscar no trabalho.”

Na frente das câmeras, Jin era um príncipe que toda garota sonhava; mas quando era só eu e ele, as coisas poderiam ficar bem agressivas. Eu não queria vê-lo pela minha própria segurança, porém esse era um assunto delicado que eu não poderia falar com qualquer um. E no meu meio de amizades, eu nunca poderia confiar totalmente em ninguém.

Do nada, batidas na porta do meu camarim se fizeram presentes. Eu podia sentir o peso no ar e meu coração palpitando. Eu não esperava por ninguém além de Jinyoung, então aquilo só poderia significar que era ele.

— Q-quem é? – perguntei, sentindo minha própria boca falhar de nervosismo.

Produção.

Suspirei aliviada e disse para entrarem. Porém, quando me virei, meu coração pulou um batimento. Dean estava parado na minha frente, segurando a edição da Marie Claire que eu aparecia na capa. Ele não precisou dizer nada, porque seus olhos me fizeram entender tudo. O problema era que eu não tinha tempo de explicar o que aconteceu pra ele. Jinyoung chegaria a qualquer momento e se ele me visse com Dean, teria a pior das reações.

— Dean, eu posso explicar. – comecei, me aproximando lentamente dele – Mas não é um bom momento.

— Na verdade, Arisa... eu acho que é um ótimo momento. – ele disse frustrado, cruzando os braços – E eu não vou embora até você me contar toda a verdade.

Aquilo não poderia estar acontecendo, não era possível. Parecia que o mundo estava girando contra mim porque tudo estava dando errado na mesma hora. Eu quis chorar, e sair correndo dali. Fugir de Dean e fugir de Jinyoung. Fugir de mim mesma, pelo menos por um dia – mas eu respirei fundo, e tentei manter o controle.

— Dean, meu namorado sabe o que aconteceu. – revelei e ele se chocou – Não sei se sabe com quem aconteceu, mas isso é um risco que nem eu ou você podemos tomar. Eu estou sendo sincera com você ao dizer que essa não é uma boa hora. Jin vai aparecer a qualquer momento e se ele te encontrar aqui, vai tirar a pior das conclusões.

Dean ficou calado, talvez se perguntando se deveria confiar em mim ou não. Ele ainda estava duvidoso, então peguei meu celular e mostrei a mensagem de Jinyoung enquanto implorava para ele acreditar em mim. Eu podia ver que ele queria, mas eu sabia que seria difícil porque eu já havia mentido pra ele antes.

— Dean, Jinyoung não é um cara do bem. – contei, sentindo meu coração se apertar e lágrimas formarem em meus olhos – Ele já me bateu antes por motivos bem menores, e eu não quero que você também pague por algo que foi minha culpa. – suspirei, tentando não chorar – Eu não estou mentindo dessa vez.

Mostrei uma área das minhas costelas que estava com um corte de uma das vezes que Jin me machucou. Eu precisava que Dean acreditasse em mim, mesmo que isso significasse contar algo tão difícil. Não demorou muito, um suspiro fugiu dos seus lábios e ele simplesmente concordou.

— Eu vou embora, mas só se você vier comigo. Se Jinyoung é um cara tão ruim quanto você fala, eu não quero você perto dele. – Dean se aproximou lentamente de mim e me segurou pelos ombros, enquanto olhava no fundo dos meus olhos – Mas se você ficar, eu também ficarei e não me arrependerei de deixá-lo com um olho roxo.

Suas palavras me surpreenderam, e eu não consegui mais conter minhas lágrimas. Dean me abraçou com cuidado e acariciou meus cabelos, dizendo que tudo ficaria bem. Por alguma razão, eu me sentia segura com ele. Mesmo que tivéssemos nos conhecido semana passada, eu sentia que ele sabia mais de mim do que muitas pessoas – e de certa forma, era verdade.

Me separei dele e sequei minhas lágrimas com as mãos.

— Vamos sair daqui. – tomei iniciativa e Dean sorriu, segurando forte a minha mão e seguindo comigo pra fora da agência sem que ninguém nos visse.

Por todo o caminho, não falamos nada e sempre andávamos no meio de multidões. Tentávamos ser os mais discretos possíveis, porque se alguém nos visse, o jornal de amanhã teria uma notícia perfeita para a capa: “Arisa traindo Jinyoung”. Joguei meu celular fora, para ter certeza que Jin não iria me localizar, e comprei roupas novas.

Eu fui tentando prestar atenção no caminho que fazíamos, mas tudo em Seul era diferente para mim. Eu ainda me confundia muito com as ruas e os distritos, principalmente na hora de ir à algum lugar sozinha. Por sorte, Dean estava comigo e ele parecia conhecer a cidade como ninguém. Me peguei pensando em como seria sair com ele, e onde ele me levaria se tivéssemos um encontro... era estranho, mas olhá-lo me guiar pelas ruas me fez sentir assim.

Parei pra olhar onde estávamos e senti um ar de familiaridade. Aquela rua de Hongdae, eu com certeza já tinha passado... e não foi muito tempo até eu perceber que era a mesma rua que Dean morava e que estávamos indo para o seu apartamento.

— Está tudo bem? – ele perguntou, me olhando nos olhos.

Assenti com a cabeça e ele sorriu. Ao pararmos em frente à entrada do seu prédio, Dean tirou um chaveiro do bolso e me entregou.

— Meu apartamento é no último andar, 505. – ele disse, me olhando nos olhos – Eu preciso fazer algo antes de ir pra casa. Me espera lá em cima e fique à vontade, certo?

— Eu não posso ir com você? – perguntei, um pouco receosa.

— Ahm... não é melhor arriscarmos ainda mais sermos vistos. Lá é seguro e eu prometo que volto o mais rápido possível.

Suspirei e ele sorriu, dizendo para eu não me preocupar. Dean me fez entrar no prédio e só então partiu, me deixando sozinha na portaria. Olhei aquele chaveiro, tentando encontrar algo para me apegar à lembrança de Dean e a segurança que sua presença me passava. Visto que ele não voltaria tão cedo, resolvi ir pro apartamento.

Abrindo a porta, a memória da noite que passei aqui se fez presente. O lugar estava bem mais arrumado do que eu me lembrava, e mais claro também – porém, ainda tinha aquela mesma essência da primeira vez que vim aqui. Suspirei e coloquei as chaves no balcão da cozinha, indo até a mesma e me servindo de um copo d’água.

Durante vinte minutos, eu fiquei naquela sala vazia esperando por Dean. Eu já havia bebido dois copos d’água e andado pelo apartamento cinco vezes. Era terrivelmente entediante não ter meu celular, mas eu sabia que jogá-lo fora no meio do caminho tinha sido uma decisão necessária. Caso Jinyoung tentasse me localizar por ele, como ele já havia feito diversas vezes, não conseguiria.

Batidas na porta me fizeram acordar dos meus pensamentos e me levantar, correndo até a mesma. Olhei pelo olho mágico e Dean estava parado, segurando algumas sacolas de compras. Sorri e destranquei a porta. Ele entrou fazendo um leve carinho no topo da minha cabeça e indo direto para a cozinha, deixando as sacolas no balcão. Tranquei a porta de novo e fui até ele.

— Foi muito solitário? – Dean perguntou, tirando as compras das sacolas e colocando nos armários. Assenti com a cabeça e ele riu – Desculpe por isso... mas se eu não saísse para fazer compras, passaríamos fome.

— Tudo bem. – dei de ombros e me apoiei no balcão.

Ele terminou de arrumar as coisas e se apoiou no balcão também, me olhando atencioso.

— E então... quando você vai me explicar tudo que aconteceu?

— Quando você quiser. – respondi.

— Que tal agora? – ele sugeriu e eu assenti com a cabeça.

Fomos para a sala e nos ajeitamos no sofá, olhando um para o outro. Eu me sentia estranha em comentar sobre meu relacionamento com Jinyoung, ainda mais com o cara que eu traí ele... mas eu também me sentia completamente à vontade para falar com Dean o que fosse. Naquele momento, ele era a única pessoa que eu confiava totalmente e eu torcia à todos os deuses que ele não me largasse de mão.

— No início do meu relacionamento com Jin, era tudo perfeito. Ele me tratava bem, ouvia o que eu tinha pra falar e me fazia feliz. – contei, sentindo uma pontada no coração – Porém, um dia nós brigamos e ele se tornou extremamente agressivo do nada. Eu o perdoei e decidimos deixar isso pra lá. Porém, esse comportamento continuou... não importava o que eu fazia, ele sempre levantava à mão para mim. Numa dessas brigas, eu fugi e acabei conhecendo você, e acho que o resto da história você já sabe. – suspirei – Agora ele está atrás de mim, porque descobriu que eu o traí.

— Por que você não denunciou ele, Arisa?! – Dean indagou, frustrado e com razão – Esse cara tem que ir preso! Isso é um absurdo!

— De certa forma, eu sentia como se não pudesse fazer nada... e eu realmente não podia! Jin é muito famoso e na época que isso tudo começou, eu nem tinha feito meu primeiro editorial. Quem iria acreditar em mim?

— Mas você não tinha marcas? Nem nada que pudesse comprovar as agressões?

— Jinyoug é esperto, Dean. Ele sabe que eu sou modelo e uso meu corpo nas campanhas. Por isso que quando ele me machucava, ele fazia de tudo para que eu me curasse o mais rápido possível depois.

Dean me olhou desacreditado, e eu pude ver que ele estava com raiva de Jinyoung. Mas sentir raiva dele não adiantaria nada porque Jin continuaria rico e famoso e as pessoas ainda acreditariam nele, e não em mim. Eu aprendi isso da pior forma, mas aprendi.

— Por que você não termina com ele? Eu te ajudo, Arisa.

— Eu não posso, Dean. Não posso fazer isso com você, nem comigo mesma. – senti meu coração se apertar – Jinyoung me ameaçou... disse que se eu terminasse com ele ou me afastasse, eu iria me arrepender. Se eu terminar com ele com sua ajuda e ele descobrir, vai atrás de nós dois e fará de tudo para nos ferrar.

Suspirei e abracei a almofada que estava no meu colo. Dean se aproximou e colocou seus braços ao meu redor, dizendo enquanto olhava em meus olhos:

— Nós vamos encontrar um jeito de arrumar isso tudo... juntos!


Notas Finais


Espero que tenham gostado! :)
Até a próxima


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