História Want It All [Malec] - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Veridia

Postado
Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Alec, Beijo, First Time, Lemon, Magnus, Malec, Primeira Vez Malec, Sexo
Visualizações 872
Palavras 6.704
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo!
Foi uma experiência nova escrever em conjunto e não sei a opinião da senhorita, Veridia, mas eu gostei.
Enfim, obrigada!
E boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Want It All [Malec] - Capítulo 1 - Capítulo único

Chovia forte naquela noite. O frio o fazia tremer levemente, os cabelos caindo em seu rosto e a roupa molhada. Definitivamente não deveria estar andando em meio àquela tempestade, mas havia prioridades em sua mente e o risco de pegar um resfriado por causa de sua imprudência, não fazia parte disso. Ele caminhou a passos largos, quase correndo em meio ao temporal até chegar ao seu destino.

Eram batidas ritmadas, e definitivamente não era Jace. Magnus sabia, conhecia quando era Alexander, e não pôde evitar se preocupar com o jovem Shadowhunter ali.

Os cabelos negros estavam encharcados, juntamente com uma boa parcela de suas roupas. O primeiro reflexo de Alec ao ver a porta sendo aberta, fora arrancar a jaqueta molhada do corpo e a jogar em algum lugar perto da porta, voltando-se logo em seguida para Magnus, com um perfeito sorriso constrangido.

Magnus franziu o cenho, esperando uma explicação. Não que não estivesse feliz em ter Alec ali. Ele estava e muito, mas haviam coisas que não eram habituais e o Shadowhunter ali, pingando água por ter andado no meio da chuva, era uma delas.

- Eu queria...precisava ver você. – Alec sorriu pequeno, esperando que aquelas palavras fossem o suficiente para convencer Magnus de sua necessidade de correr na chuva.

Magnus sorriu, um sorriso pequeno, mas doce em sua feição, os olhos ainda menores ao se apertarem.

- Nos vimos hoje, Pretty boy...Fomos a Tokyo, e Praga...

- Saudades antecipadas?

Foi uma estúpida tentativa, mas o sorriso do caçador apenas cresceu. Não é como se conseguisse controlar as próprias palavras ou ações quando Magnus estava por perto.  Afinal era Magnus, e Alec já havia chegado à conclusão que jamais manteria o controle sobre si enquanto estivesse perto dele. Alec lembrava bem do dia que aceitou o drink, e acabou por dormir na casa do feiticeiro, ou do dia em que Magnus lhe viu sem camisa pela primeira vez. Alec jamais confessaria, mas gostou do olhar de Magnus sobre si. Gostou da sensação de ser desejado, de se sentir...Vivo. E então, o primeiro beijo, onde largou sua noiva no altar – mesmo que não fosse realmente sua noiva, um casamento de conveniência – e beijou aquele homem na frente de todos, enfrentando o mundo por ele logo depois.

E seus olhos perderam-se nos de Magnus, e ele sentiu-se quente, da mesma forma que havia se sentido ao se encontrar com ele novamente após a sua quase morte há alguns dias atrás – provocada pela ideia estúpida de Jocelyn, que por conveniência estava morta, por causa dele – a mesma sensação inquietante de quando suas mãos se tocaram durante o caminho que traçaram até o bar, onde tiveram o primeiro encontro, e então, ali, no meio da sala, onde seus lábios se tocaram como tantas outras vezes, em uma certeza de que nenhum dos dois desistiria.

Alec era impulsivo, Magnus não poderia negar isso. Ele sempre parecia agir por impulso, mesmo quando dizia “A lei é dura, mas é a lei”. Talvez por isso, Magnus tivesse se apaixonado daquela maneira por ele. Paixão. Aquele sentimento de incerteza que cruzava seu peito, sempre que olhava para o Shadowhunter. Aquilo era estar apaixonado, e a sensação havia se tornado uma lembrança tão distante que, por muito tempo, Magnus não se imaginou capaz de voltar a senti-la novamente. Era enlouquecedor. Então Alec sorriu e os pensamentos do feiticeiro tornaram-se difusos.

--

Os passos eram lentos e Alec sentia seu sangue ferver e a mente girar, se guiando apenas pelo instinto e desejo. Desejo de Magnus, desejo por Magnus. E então o tomou em um beijo jamais trocado, empurrando o feiticeiro discretamente pelo corredor que apontava o quarto, enquanto sentia sua língua se enrolar com a de Magnus, o calor estabelecendo no seu corpo e o frio de minutos atrás sendo nada mais que uma lembrança.

E então, tudo parou. Alec piscou aturdido quando Magnus quebrou o beijo e o afastou um pouco, havia muitas perguntas passeando pelos olhos do feiticeiro e Alec sentiu-se estranho diante daquilo. Suas ações não seriam o bastante para que Magnus compreendesse onde queria chegar? Ou talvez não fosse o bastante para que Magnus quisesse prosseguir com ele.

- O que significa tudo isso? Eu não estou reclamando, mas...

Alec mordeu o lábio e olhou para os próprios pés, as mãos de Magnus em seus ombros, o mantendo afastado era um desalento. Reunindo toda coragem que já não possuía tanto, ergueu os olhos para ele.

- Só pensei.... Achei que pudéssemos dar o próximo passo.  

- O que? – Magnus perguntou e a surpresa em seus olhos fez com que o coração do Shadowhunter afundasse de uma forma dolorosa.

- O próximo passo... O do... do...

- Sexo. O passo do sexo.

Magnus completou notando que Alec não conseguiria completar.

- Sim!

Havia coragem e impulsividade nas palavras do caçador e Magnus levou uma das mãos coçando a cabeça de forma nervosa. Alexander era impulsivo em tudo, desde a forma que agia e parecia ser na maioria das decisões que tomava. E aquela decisão...Magnus não queria que aquilo fosse decidido em um impulso ou por causa de um momento de descontrole por parte de ambos.

- Olha. Alexander, eu posso ser experiente, mas...é raro eu sentir isso por alguém e eu temo que se nós... – Magnus se afastou um pouco do namorado e ouviu Alec suspirar de uma forma frustrada, podia quase adivinhar o que se passava debaixo daquele amontoado de cabelos negros.

- Quer esperar? Por que?

Alec afundou as mãos dentro dos bolsos da calça tentando parecer descolado e nem um pouco desconcertado com aquilo. Suas inseguranças tomando forma. Magnus não o queria daquela forma, não o desejava, talvez fosse aquilo, não era suficientemente atrativo para Magnus, não era bom o suficiente para que fossem além. Aquelas constatações fizeram com que o caçador baixasse os olhos e deixasse de escutar parcialmente o que Magnus ainda falava.

- Temo que se apressarmos isso, eu possa acabar perdendo você.

A frase não fizera sentido na mente do caçador e Alec ergueu os olhos para Magnus, muitas perguntas em seus olhos e um leve tremor no lábio inferior. O feiticeiro tornou a se aproximar, era obvio que desejava Alexander, com toda sua força, como havia muito tempo não desejava a ninguém em seus tantos séculos de vida, mas havia a questão do estar pronto. Ele estaria pronto para aquele passo assim que Alexander se mostrasse pronto, mas de verdade, não como uma forma de abater a curiosidade ou provar a si mesmo algo. Estivesse pronto de verdade, para se entregar e receber de volta.

- Por que você pensaria isso?

- Você não é o único que se sente vulnerável.

Houve uma risada baixa e Alec voltou a levar as mãos a camisa de Magnus, um sorriso levemente desavergonhado entre os lábios do caçador.

-  Magnus, não tem com o que se preocupar. Eu quero isso. Eu quero você.

Um novo beijo começou. Línguas afoitas se entrelaçando e o caminho sendo prosseguido sem interrupções. Magnus já havia tido outras pessoas, muitas outras pessoas e Alec se sentia acuado diante daquilo. Diante da forma que Magnus pronunciava com nostalgia o nome de seus ex, como parecia se divertir com a lembrança de seu passado. Ele tinha medo de errar, tinha medo de não agradar, tinha medo de não ser o suficiente como tinha a impressão que não seria.

--

Tropeçaram na madeira da cama e Alec se viu caindo sobre os lençóis carmins de Magnus, o feiticeiro sobre seu corpo, uma das mãos ao lado de sua cabeça e os olhos fixos nos seus. As respirações pesadas de ambos, anunciavam o bendito nervoso que queriam esconder.

Magnus sentia-se atraído por Alec, desejava o Shadowhunter em uma escala tão aterradora que mexia com seu inconsciente, tantas as vezes deixara o calor falar mais alto, mas refreou-se antes de cometer a loucura de despir Alec e o fazer seu, que fosse em sua varanda, no sofá, no tapete da sala onde as vezes passavam horas conversando ou em qualquer lugar daquele apartamento.  Haviam sido tantas oportunidades para estar daquele jeito, mas pensando além do seu próprio prazer e vontade, pensando em Alec e em como ele se sentiria, se aquele passo fosse consumado em um momento inerte, ele parava, desviava do toque do caçador e mesmo se remoendo por dentro, arrumava uma desculpa qualquer, um assunto aleatório, qualquer coisa que desviasse a atenção de ambos.

- Você tem certeza disso? – Ele precisava de uma resposta. Precisava que Alec, olhando em seus olhos lhe desse aquele sim, sem preocupação e sem perigo de arrependimentos. – Eu não vou te forçar a nada, Alexander.

O caçador o olhava de uma forma tão intensa que Magnus se arrepiou por completo. Era um desejo mútuo e o calor se fazia tão presente entre eles, que a brisa que rondava o quarto, espreitando o casal, tornava-se inexistente.

- Por que eu não teria? – A voz de Alec estava baixa e rouca, a excitação havia tomado conta do corpo do caçador, mesmo que ele se mostrasse um tanto nervoso. Ainda havia a insegurança ali presente em sua fala, mas Magnus levou a resposta em consideração e inclinou minimamente para retomar o beijo.

Alec levou a mão para a barra da camisa de Magnus e apertou, queria se livrar daquela peça de roupa incômoda, queria livrar-se de todos os obstáculos que atrapalhavam suas mãos de ter acesso total a pele morena de Magnus. O feiticeiro riu entre o beijo e sentou-se entre as pernas de Alec, forçando os joelhos sobre o colchão.

- Não precisamos ter pressa, amor. Temos a noite inteira.

Magnus traçou os contornos do rosto de Alec com a ponta dos dedos calmamente, fazendo com que o caçador fechasse os olhos no e suspirasse no processo. Correndo as falanges pelo queixo e logo pelo pescoço de Alec, Magnus sorriu, observando as reações, gostando muito quando o moreno arqueou um pouco quando seus dedos adentraram a camisa escura, quase grudada no corpo por causa da chuva que havia tomado anteriormente.

- Gosta quando eu te toco? – O feiticeiro sussurrou a pergunta, suas mãos brincando com a barra da camiseta alheia, Alec abriu os olhos e passou a língua sobre os lábios. Estavam tão envolvidos, era uma bolha criada ali, somente para aquele momento.

Alec assentiu e levantou os braços, auxiliando quando Magnus retirou sua camisa. Estando agora com o torço nu, sentiu-se analisado pelos olhos do feiticeiro e gostou da sensação de calor que se acomodou em seu baixo ventre ao ver o desejo nos olhos castanhos. Por muitas vezes Alec se perguntou o motivo de Magnus esconder sua marca de feiticeiro, seus olhos de gato. Eram lindos e ele apreciava observa-los, poderia fazer durante horas e naquele momento, queria e muito vê-los. Saber como Magnus realmente estava se sentindo enquanto o despia de forma lenta.

Beijos cálidos foram sendo depositados no queixo e distribuídos pelo pescoço branco e a clavícula. Magnus mordiscou a pele do pescoço do caçador, dando atenção redobrada ao local onde havia a runa de bloqueio. Alec estremeceu quando a língua de Magnus se enrolou pelo lugar deixando um caminho curto de saliva e marcas arroxeadas.

Para tudo havia um limite e Magnus queria saber qual era o de Alec, enquanto suas mãos arranhavam o torço definido, seus lábios sugavam cada parte exposta da pele do caçador, as lamúrias ainda contidas lhe davam incentivo para investir mais, rodeando a língua, mordendo, atacando sem piedade os mamilos já endurecidos pelo tesão.

- Magnus...

A sensação não era de todo nova, já haviam chegado aquilo algumas vezes, não com tanta sede, mas com quase o mesmo calor. Magnus ergueu os olhos para Alec ao ouvir o chamado e leu nos olhos de seu caçador de sombras o pedido, para que não parasse, não naquele momento, não quando uma decisão já havia sido tomada.  O feiticeiro puxou o ar e sorriu pequeno, levando as mãos ao cinto do nephilim, desfazendo o enlace dele e o abrindo.

Alec puxou o ar e apertou os olhos quando Magnus apertou-o por cima do tecido Jeans, era bom. O calor apossou-se ainda mais de seu corpo e ele grunhiu de uma forma impaciente ao sentir Magnus escorregar a mão para dentro, tocando-o com as pontas dos dedos, fazendo-o estremecer.

- Vai me dizer se ficar desconfortável, não vai? – Magnus parou o movimento dentro das roupas do outro e Alec assentiu com convicção – eu quero ouvir você, Alexander.

Vermelho tomou conta do rosto de Alec e ele abriu os olhos. Não confiava em sua voz, não naquele momento, não quando Magnus havia parado totalmente os movimentos e terminava de descer suas calças, o deixando exposto de uma forma que já havia imaginado diversas vezes.

- Vou...

Magnus segurou o riso e se levantou, observando de cima seu caçador tão entregue e quase totalmente nu. O volume entre as pernas era chamativo e Magnus mordeu os lábios, sentindo-se salivar de vontade, mas seria paciente. Daria a Alec o prazer que ele merecia, deixaria que ele descobrisse aos poucos cada sensação.

Em um ímpeto de coragem que surpreendeu pouco o feiticeiro, Alec se colocou sentado na cama, as pernas um pouco abertas acomodando Magnus. Levando as mãos a barra da camisa do feiticeiro novamente, Alec ergueu os olhos a ele.

- Posso?

Adorável. Magnus assentiu e Alec subiu as mãos pelo torço dele, retirando a peça que tanto estava prejudicando sua visão sobre o corpo do outro. Alec gostava do corpo de Magnus, talvez nunca fosse dizer isso para ninguém, mas adorava observar o feiticeiro enquanto ele treinava, era seu prazer pessoal chegar ao amanhecer, apenas para apanhar Magnus com robe de seda vermelho, tão vermelho quanto os lençóis que estava sentado, despindo e sendo despido.

Magnus levou as mãos firmes aos ombros de Alec o empurrando de volta, o fazendo se deitar novamente, colocando-se sobre ele, as peles roçando com desejo. As bocas se roçaram e um novo beijo foi tomado.

- Você passou por muita coisa nesses dias... – Magnus iniciou ao quebrar o beijo, as mãos escorregando pelo corpo do namorado, parando sobre a box azul-escuro. Magnus adorava o azul e em Alec, era uma cor perfeita. – Agora é sua vez de simplesmente deitar e relaxar.

Magnus embrenhou a mão pela peça íntima do outro e tornou a tocar o falo rijo. Alec mordeu o lábio com certa pressão, refreando o som agudo que sairia de seus lábios. O feiticeiro franziu o cenho com o ato do moreno e negou, levando a mão livre ao queixo do Shadowhunter e roçando a ponta dos dedos no lábio inferior dele, puxando de leve, obrigando-o a liberta-lo.

- Você vai se machucar assim. – Ele acariciou levemente o lábio vermelho pela mordida, fazendo com que Alec suspirasse. – Não se contenha, Alexander. Eu quero te ouvir, eu preciso te ouvir.

Não havia uma maneira puritana de pedir por aquilo e Alec engoliu em seco, Magnus queria ouvi-lo, Magnus o estava mostrando sensações das quais ele sonhava a muitos anos em ter, Magnus em sua excêntrica forma de ser, o tocava com precisão e cuidado, observando cada mudança em sua expressão e se deliciando com os gemidos que ele não pôde mais conter. O nephilim voltou a cerrar os olhos, o rosto ainda mais vermelho e a respiração pesada.

Magnus retirou a peça azul por completo, arranhando as coxas brancas com certa força no processo. Alec grunhiu quando uma mordida forte fora deixada em seu quadril, haveria marcas para as horas seguintes, mas não é como se aquilo fosse uma real preocupação para o momento.

Beijos foram depositados desde o pescoço até o umbigo. Alec sentia os mamilos doloridos e tinha noção que estariam arroxeados pelas constantes mordidas que Magnus havia dado.

Um som rouco deixou a garganta de Alec e Magnus sorriu. O feiticeiro fizera um caminho de beijos até estar perfeitamente entre as coxas do Shadowhunter, sugando a pele branca com vontade, querendo deixar sua assinatura de posse ali. De uma forma lenta e quase torturante Magnus levou a mão a base da ereção de Alec e apertou observando-o gemer contidamente.

Alec arfou com a sensação nova, os lábios pequenos e úmidos do feiticeiro o tocavam com tranquilidade, mostrando que não havia pressa para chegar ao local desejado. Deixando um rastro de saliva, Magnus atacava com precisão as coxas e a virilha de Alec, soprando próximo ao membro gotejante, vendo a pele de Alec se arrepiar.

- Por favor...

Um choramingo deixou os lábios de Alec e Magnus rodeou a glande molhada pelo pré-gozo lentamente com a língua, um toque ínfimo, quase invisível, mas o bastante para que Alec agarrasse os lençóis vermelhos e os apertasse entre os dedos.

- O que, meu amor? – Ele sabia brincar e Alec sentiu-se um fantoche nas mãos de um bom ventríloquo. Magnus queria respostas e sabia o que fazer para obtê-las. Com o rosto extremamente vermelho e a boca já seca, Alec ofegou e estremeceu.

- Magnus.

O feiticeiro sorriu e finalmente o tomou entre os lábios, de uma forma lenta e morosa. Cobrindo somente a ponta e a sugando sem muita força, deixando que a sensação fosse por inteira. Alec gemeu ainda contidamente e remexeu a cintura, aos poucos Magnus o engolia, a saliva escorrendo pela extensão, enquanto a língua habilidosa do feiticeiro o acariciava.

Os olhos felinos continuavam fixos nas expressões do caçador, Magnus estava astronomicamente duro. Observar Alec era um prazer, mas as expressões de deleite que seu Shadowhunter fazia enquanto se deixava levar pelo tesão, seria mais cedo ou mais tarde sua perdição.

- Como está se sentindo?

Alec conseguiu captar a pergunta em meio ao mar de sensações que estava tendo. Magnus havia parado o toque, porém, não havia se afastado do baixo ventre do caçador, respirando de uma forma ruidosa, deixando que sua respiração batesse contra a glande úmida.

- Quente. Me sinto tão...quente. – Alec sussurrou as palavras sem conseguir se conter, Magnus espalmou as mãos abertas na coxa do Shadowhunter e voltou a suga-lo, engolindo centímetro por centímetro, até o mesmo estivesse por completo acomodado entre seus lábios.

Alec era saboroso, quente e pulsava em sua língua. Magnus aumentou de forma gradativa a força e a velocidade, indo de acordo com as ações de Alec. O Shadowhunter ergueu o quadril, incitando Magnus a leva-lo mais para o fundo e gemeu longamente, totalmente entregue a sensação desesperadora do orgasmo que se aproximava, o fazendo se contorcer e choramingar chamando pelo namorado.

O limite enfim havia chegado e Alec estremeceu por completo, só mais um pouco, mais um passo e se jogaria de cabeça no abismo do prazer e se deixaria vir, sem controle do próprio corpo o Shadowhunter chamou novamente por Magnus, havia fogo nos olhos felinos e mesmo que Alec mantivesse os próprios fechados, ele sabia a forma que Magnus estava o observado.

E tudo então se transformou em uma confusão na mente do Lightwood, sensações, cores, toques, a língua de Magnus batendo de encontro a base de seu falo e então rodeando a glande novamente. Alec arqueou e por mísero segundo sentiu-se pronto para entregar sua alma por aqueles lábios quentes, que tanto lhe davam prazer. Houve um ofegar e então tudo parou.

Magnus afastou-se de Alec e esperou pacientemente até que o mesmo recobrasse o controle, um sorriso um tanto maldoso se estendeu por sua face ao ouvir o choramingo deleitoso de Alec. O moreno respirava com dificuldade e o corpo enfrentava espasmos leves pelo pré-orgasmo que invadiu seu corpo. Uma sensação de frustração abateu-se sobre o corpo de Alec e ele quis gritar por causa daquilo.

- Olhe para mim, Alexander. – Magnus pediu baixo e Alec engoliu em seco – Preciso ver você.

Ele abriu, piscou duas vezes e ofegou, o nome de Magnus tornou-se um mantra ao sair de seus lábios e o feiticeiro apreciou aquilo. Alec passou a língua pelos lábios e forçou o corpo para cima, sentando-se novamente.

- Você está bem?

- Eu quero tocar em você.

Alec pediu e Magnus se aproximou novamente, ficando ao lado do Shadowhunter que, de forma quase incerta levou os dedos ao seu rosto, causando uma sensação gostosa que desceu, parando em sua cintura e o fazendo pulsar. Ele se inclinou e tomou Magnus para um beijo, era mais lento que os outros e apesar da afobação que consumia seu ser, tentou imitar as ações de Magnus enquanto o despia das calças apertadas.

- Alexander...

Era gostoso ouvir seu nome sendo entoado daquela forma. Alec se sentiu quase especial, apesar de saber que tantos outros já haviam tocado Magnus daquela forma, ele imaginava, desejava e se iludia, ali havia um sentimento diferente, sentimento esse que fazia o ato não ser somente carnal em si.

Magnus quase gemeu ao sentir-se livre do aperto das calças. Alec apreciou o som. As mãos do caçador percorreram todo o torço do feiticeiro, arranhando acidentalmente os gomos do abdômen definido. Alec queria beijar ali, provar o sabor da pele morena e marca-la também, mas ainda havia o receio de não conseguir, havia o receio de ferir Magnus acidentalmente e aquele receio o reprimiu. Os toques se tornaram mais leves e quase rasos.

- Hey... – Alec olhou para o namorado e sentiu-se arrepiar por completo, os olhos dourados tremeluziam, mostravam desejo e preocupação. – Está tudo bem se não quiser continuar.

- Não...não é isso. – O Shadowhunter tornou-se ainda mais vermelho e desceu suas mãos até estarem sobre as coxas de Magnus, apertando ali, causando um grunhido entre o confortável e o doloroso. – Eu...

-Você?

- Eu não sei o que fazer ou onde tocar, eu...desculpe.

Magnus sorriu amavelmente e não permitiu que o moreno se afastasse de seu corpo.

- Tudo o que vir de você, será perfeito.

Se beijaram novamente, deixando que as línguas se encontrassem em um frenesi de sensações, Alec voltou a apertar as coxas de Magnus e o feiticeiro separou um pouco as pernas, dando espaço para que Alec o tocasse da forma que se sentisse melhor em fazer.  E ele o fez. Subindo de volta pelo corpo amorenado, Alec empurrou Magnus, forçando-o a se deitar contra os lençóis, dessa vez tomando o posto sobre o corpo dele.

Alec repetiu os movimentos que Magnus havia feito em si, de uma forma mais lenta e hesitante, passou a beijar cada traço do rosto do feiticeiro, fazendo seus corpos se roçarem e as ereções quase se tocarem. Queria ter mais atitude. Como quando lutava contra algum demônio. Queria ser mais experiente e fazer com que Magnus se deleitasse em prazer, da mesma forma que ele estava tendo.

- Não se preocupe tanto com isso.

Como se houvesse lido pensamentos conturbados do caçador, Magnus sorriu e escorregou as mãos pelas costas de Alec, até chegas as ancas avantajadas, arranhando a lateral, acariciou o traseiro arrebitado e apertou com certa força. Alec engoliu um gemido surpreso quando suas ereções se chocaram com mais força. Era o incentivo que precisava, para voltar a sua ação e Magnus parecia saber disso, já que, mesmo quando Alec recomeçou a distribuir carícias pelo rosto e pescoço dele, continuou massageando as nádegas avantajadas.

Traçou com cuidado o caminho até o abdômen de Magnus, se deliciando com o sabor levemente salgado por conta da fina camada de suor que cobria os dois. Era bom, era quente, era Magnus se contorcendo levemente por Alec estar mordendo sua pele, marcando-a como há muito tempo um amante não tinha direito de marcar.

- Eu...eu deveria retribuir de alguma forma...não?

Os olhos de Alec estavam fixos no volume entre as pernas de Magnus, estava agora de joelhos sobre a cama, acomodado entre as pernas flexionadas do feiticeiro.

- Não é uma obrigação, Alexander. Não tem que fazer isso.

- Eu quero. – A resposta foi firme e Alec levou os olhos aos de Magnus, havia tantas palavras sendo proferidas apenas pelo brilho dos olhos, pela respiração ofegante. Os corpos gritavam o que tinham vontade de dizer, mesmo assim, Alec forçou um pouco mais até que a voz saiu – eu preciso, Magnus. Preciso saber onde e como te tocar, como te dar tanto prazer quanto você me deu, ser o suficiente para você.

Não houve uma resposta certa para aquilo. Magnus ergueu-se um pouco, sem nunca desconectar olhar com os de Alec.  Pegou com carinho a mão do Shadowhunter e a beijou, para então traçar com a língua um caminho pela palma até o pulso, beijando-o ali novamente.

- Você é o suficiente, Alexander. – Ainda em posse a mão do caçador, Magnus fez com que o mesmo o tocasse por cima da peça escura. Alec apertou o membro rijo sem muita força, tirando um gemido contido de Magnus – você e somente você me fez ficar assim, Alec. O seu cheiro, o seu sabor, os seus beijos, os seus toques. Tudo em você me excita, Alexander. Você é mais do que o suficiente para mim. Eu não vou impedir que me toque, nunca Alec. Meu corpo é tão seu quanto meu, apenas quero que se sinta confortável para fazer o que achar melhor.

Alec consentiu e tornou a apertar Magnus dessa vez um pouco mais firmemente. O feiticeiro puxou o ar e relaxou entre os lençóis quando as mãos atrevidas do caçador lhe desnudaram por completo. Alec o masturbava lentamente, apertando desde a base e subindo, movimentando-se em um sobe e desce cadenciado, fazendo Magnus gemer baixo.

- Gosta quando eu te toco, assim?

Entre o receio e a malícia, os olhos de Alec fixaram nas expressões de Magnus, querendo gravar para a posteridade o semblante do namorado em sua mente, o cheiro dele e o calor dos toques. Magnus assentiu arfando, abrindo um pouco mais as pernas, permitiu que Alec percorresse com a mão livre todo o caminho de suas coxas e arranhasse ali.

Um gemido leve escapou dos lábios de Magnus e um sorriso brotou em Alec. Aquele som, aquela expressão, a forma que Magnus o encarava, os lábios partidos e os olhos bem abertos, brilhando pelo prazer. Alec sentiu os dedos úmidos ao tocar a glande com o polegar e Magnus arqueou, vendo o controle escorrer pelos dedos quentes de Alec. Entre beijos aleatórios e movimentos que aos poucos perdiam o ritmo certo, Magnus se entregou, chamando pela primeira vez o nome de Alec e mostrando o quão delicioso eram os toques.

Alec queria o limite de Magnus, queria que ele chamasse por seu nome de novo e que se derramasse gostosamente entre seus dedos, mas foi interrompido por um par de olhos dourados e ferozes. Magnus levou a mão até a de Alec e o impediu de continuar, não queria que terminassem aquilo, não daquela forma, não tendo um caçador de sombras tão excitado em suas mãos.  O moreno por outro lado sentiu-se frustrado. Como nas muitas vezes em que teve que se aliviar sozinho durante o banho ou escondido sob os cobertores em seu quarto. Parecia uma sina, quando estavam quase lá, quando o prazer se tornava tudo o que queriam, Magnus parava ou o telefone tocava e até mesmo Jace, já apareceu para interromper o momento dos dois. O que restava para Alec então, era o escape com a própria mão, acariciando-se e chegando ao ápice chamando por Magnus, desejando que ele estivesse ali, fazendo aquilo.

- Magnus...

- Deite-se. Eu quero que me diga se ficar desconfortável ou doloroso, entendeu? – Alec ergueu as sobrancelhas e um tom muito vermelho possuiu suas bochechas quando ele assentiu. – Quero que sinta prazer, meu amor. Não dor. Não quero e não vou te machucar.

Magnus ainda tinha a respiração pesada, havia muito controle em suas ações. Enquanto beijava os ombros e as costas do caçador lentamente. Por instinto ou por vergonha, Alec havia se colocado de barriga para baixo, deixando-se exposto para Magnus, ao mesmo tempo que afundava seu rosto contra os lençóis.

Alec sentiu a língua do feiticeiro desenhar cada runa visível em seu corpo, morder por cima dos desenhos e arranhar o caminho até sua cintura. Houve uma curta pausa e então um gemido longo, Magnus mordeu o quadril largo com força, sugando a pele até que a mesma ganhasse um tom de roxo.

- Eu não vou te machucar. – Era quase um mantra que Magnus recitava ao dizer aquilo, Alec então percebeu, Magnus também tinha receio e também precisava de algumas respostas claras. Por isso, puxou o ar e dessa vez, realmente surpreendendo o feiticeiro, ele virou-se, ficando de barriga para cima, as pernas bem abertas e um sorriso mínimo nos lábios inchados pelos beijos.

- Confio em você.

Alec cerrou os olhos após a fala e Magnus estalou os dedos. Uma espécie de gel gelado cobriu os dedos do feiticeiro e ele traçou um caminho frio pela parte interna da coxa de Alec, até chegar ao objetivo. Houve um grunhido de incômodo quando Magnus rodeou-o com o dedo, apenas uma carícia, sem pressionar ou forçar a penetração.

- Você está bem?

- Apenas, continue.

E ele o fez, de forma calma invadiu o corpo de Alec com um dígito, fazendo o caçador choramingar por causa da sensação. Era um sentimento que crescia, era ao mesmo tempo estranho e prazeroso ter algo dentro de si. Magnus não desgrudou o olhar do rosto de Alec de forma alguma. Não demorou para que um segundo dedo fosse colocado, dessa vez o moreno arfou dolorido e apertou os olhos.

Magnus engoliu em seco e tomou o falo rijo entre seus lábios novamente. Queria que Alec ficasse confortável, que esquecesse a dor e se concentrasse no prazer. Por mais que utilizasse sua magia para aliviar o desconforto inicial, seria egoísmo privar Alec da experiência completa, mesmo que aquilo lhe ferisse o coração.

- Se quiser eu paro, Alexander. Não tem problema.

- Não...ouse...parar...agora. – Alec praticamente soluçou tais palavras em meio aos gemidos. Era doloroso, sim, de fato, mas a forma com que Magnus o tocava fazia com que ele desejasse mais. Mesmo quando o terceiro dedo o invadiu e Magnus passar a sugar mais forte, os gemidos deliciados não cessavam.

O moreno se contorceu, a sensação do orgasmo voltando com tudo para o seu corpo, dessa vez em um tempo mais curto. Os espasmos tomaram conta de seu corpo e de uma forma inconsciente se apertou ao redor dos dedos de Magnus, o feiticeiro quase gemeu, o calor de Alec era deliciosamente chamativo e ele o queria.

- Não se contenha, Alexander.

Alec não o fez, arqueou as costas e chamou alto pelo nome de Magnus enquanto se derramava entre os lábios pequenos dele e abandonando seu corpo sobre os lençóis, relaxando por completo.

Magnus parou, retirou os dedos e da mesma forma que antes, estalou os dedos. Assim que sentiu a mão úmida Magnus tocou o próprio membro, se masturbando lentamente para aliviar um pouco da tensão acumulada no local.

- Tem certeza disso?

O Shadowhunter poderia rir da pergunta proferida de forma tão rouca se não estivesse parcialmente trêmulo pelo orgasmo e levemente nervoso pelo próximo passo. Magnus também estava nervoso, havia sido minucioso, mas a chance de machucar Alexander, o deixava receoso. Alec não era qualquer um em sua cama, Alec era seu namorado, seu amor e a partir daquele dia, seria seu amante. Pertenceria a ele, tanto quanto ele mesmo pertencia ao outro.

- Eu te quero Magnus, te quero te todas as formas possíveis e impossíveis. Eu confio em você e...

Magnus interrompeu o monólogo o beijando. Eram declarações demais, era amor demais, era tudo tão demais que ele se sentiu privilegiado por ser amado por Alec. O que não era tão diferente, já que Alec sentia-se bem, sentia-se querido, sentia-se quase especial por ter Magnus para si.

- Está pronto?

Alec abriu um pouco mais as pernas em resposta à pergunta anterior. Magnus avançou, de forma lenta e cuidadosa. Escorregou para dentro do Lightwood, sentindo cada centímetro de seu corpo ser acolhido por Alec.

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Estavam perdidos em um limiar entre o prazer e a insanidade. Alec arfava sofregamente, os olhos cerrados com força, era doloroso, era quente, era molhado, era Magnus em toda sua excelência o preenchendo deliciosamente, os fazendo se tornar apenas um.

Uma única lágrima rolou pela bochecha branca e Magnus se alarmou, o caçador arfava, comprimindo o corpo, estrangulando-o e o fazendo delirar. Alec era quente e apertado, melhor do que qualquer coisa que já havia imaginado ou tido entre os seus braços em anos.

- Continue...

A fala saiu tão baixa que se Magnus não estivesse literalmente grudado contra o corpo do outro, não entenderia. Apesar da quase ordem, Magnus se manteve parado por mais alguns segundos, apreciando a sensação de estar daquela forma com seu nephilim.

O som das pesadas respirações foi o único que se fez presente por um longo tempo, até que o primeiro movimento veio. Magnus estocou e Alec arqueou as costas, murmurando baixo pela sensação de completude. Tudo então tornou-se um novo borrão, Magnus forçava-se mais e mais contra o corpo do Shadowhunter, chamando por ele, clamando por aumentar os movimentos, mas sempre atento as expressões do caçador, que apesar de ainda mostrarem traços de dor, havia outra coisa também, havia o êxtase, havia o delírio pelo prazer.

Alec o arranhou. As unhas curtas fazendo um caminho nas costas do feiticeiro, marcando-as, demonstrando com suas ações o quanto aquilo era bom. O quanto Magnus o fazia se sentir quente e desejado, o quanto os movimentos eram prazerosamente capazes de o fazer perder o controle. Magnus pulsava dentro e Alec gemeu longamente.

- Abra os olhos, Alexander... – seu nome falado por Magnus, era de fato maravilhoso, mas quando saia daquela forma, tão trêmula e ofegante, Alec descobriu que era ainda melhor e que por tudo que era mais sagrado, queria ouvir aquilo outras vezes. – Olhe para mim, amor.

Ele não negou o pedido. Magnus apertou a coxa de Alec indo ainda mais fundo, atingindo o ponto certo, fazendo o Shadowhunter choramingar seu nome, enquanto era possuído daquela forma. Era fogo, era amor, era Alec e Magnus, se amando, se entregando entre os lençóis vermelhos, enquanto a chuva caia forte do lado de fora.

As palavras perderam o sentido assim que se moveram, Magnus tinha agora Alec sobre o colo, suas mãos firmes na cintura do caçador, auxiliando-o em um sobe e desce ritmado, deixando que o outro controlasse a profundidade do ato e deliciando-se com as expressões. Queria gravar tudo, o sabor, os movimentos, a forma como Alec rebolava em seu colo, mesmo que praticamente não percebesse isso.

Alec deitou a cabeça no ombro do namorado e deliciou-se com a pele amorenada, chupando o pescoço alheio enquanto as estocadas tornavam-se mais fortes e mais rápidas, o corpo de Magnus tremeu e Alec sentiu o estremecimento de uma forma tão profunda que não conseguiu reprimir o gemido.

- Magnus, pelo anjo! – Exclamou o caçador e o feiticeiro riu quando ele jogou a cabeça para trás. Os gemidos de Alexander tornaram-se despudorados, e Magnus gostou do que havia provocado.

- Ah, meu amor. Definitivamente... – ele inclinou-se um pouco fazendo com que o Shadowhunter voltasse a se deitar, estocando de forma mais bruta, Magnus olhou-o nos olhos – Não é pelo seu anjo.

Olhos felinos e dourados. Alec arrepiou-se de cima a baixo e seu membro latejou dolorosamente, Magnus movimentava-se forte, rápido e ele gemia, tinha consciência das palavras que saia por seus lábios e perdia-se pelo quarto que a cada segundo que passava, tornava-se mais abafado.

Seria seu fim, em poucos segundos, mas seria. Magnus tinha ciência de seu limite e Alec estava conseguindo fazer com que ele chegasse nele. Os lábios tornaram a se tocar e Magnus fechou os olhos, escondendo as pupilas muito dilatadas do namorado, chamando pelo nome dele, enquanto os tremores de prazer tomavam conta de seu corpo.

-Mag.…nus. – A voz de Alec saiu quebrada. O moreno praticamente soluçava de prazer, Magnus ia e vinha, o preenchendo, o estocando, atingindo seu centro de prazer com força, fazendo-o gritar e arquear-se mais – por favor...

As unhas curtas enfiaram-se mais contra as costas de Magnus. Os movimentos perderam o controle e os corpo conversavam por si só, declarando o amor ali acumulado, declamando um cântico entre os gemidos deleitosos, mostrando entrega e confiança. Alec era de Magnus e o feiticeiro tinha certeza absoluta disso, por mais curto que fosse o relacionamento, por mais que pouco se conhecessem, havia uma entrega completa.

Alec gritou, surpreendido pela mão habilidosa tocando seu falo quase no mesmo descontrole das estocadas. Não estava longe de um novo orgasmo e pelo tremor cada vez maior no corpo do feiticeiro, Magnus também estava próximo, muito próximo. Espasmos tomaram conta do corpo de Alec e ele se comprimiu, finalmente levando Magnus ao seu limite, fazendo-o chamar alto pelo nome do caçador de sombras.

- Alexander...

O nome tornou-se distante e Alec desabou totalmente. Magnus se derramava, afundando-se ainda mais no corpo do Shadowhunter, atingiu o clímax, seu limite em jatos quentes e fortes. Era uma sensação nova, sentir-se preenchido pelo líquido espesso. Alec sentiu-se quente, muito quente, seu baixo ventre vibrou e o orgasmo chegou também. Sem ter o mesmo controle de Magnus, Alec apenas choramingou e deixou-se vir, sujando os dedos morenos que não haviam parado de se mover.

As respirações pesaram e Magnus caiu sobre o corpo de Alec. Gemidos ainda deixavam os lábios de ambos e então fecharam os olhos, deixando que a sensação do pós-orgasmo os atingisse. Alec procurou a boca do feiticeiro de uma forma quase cega e o beijou assim que encontrou, suas línguas se enroscaram em meio ao tremor dos corpos e um novo soluço surgiu da garganta do caçador. Era felicidade que transbordava de seus olhos e Magnus apenas aprofundou o beijo diante de tal constatação.

-*-

Mantinham-se em silêncio. A cabeça do caçador estava repousada contra o travesseiro e Magnus brincava com o abdômen definido do mesmo, traçando com as pontas do dedo as marcas que havia feito. O som calmo da chuva embalava os dois em meio a letargia e Alec riu baixo, chamando a atenção de Magnus.

- Algo engraçado, Pretty boy?

Alec baixou um pouco a cabeça para olhar o namorado e Magnus sorria, os lindos olhos de gato reluzindo prazerosamente satisfeitos. Poderia declarar-se ali, dizer o quanto estava feliz, mas tinha certeza que até mesmo Jace – sendo seu parabatai – conseguia sentir sua felicidade e a conturbação de suas emoções.

- Não. Apenas...é bom, Magnus.

- O que?

Magnus sabia, mas adorava ver o vermelho tomar conta do rosto de Alec e amava a forma tímida com a qual o caçador mordia os lábios, tentando pensar em uma forma menos vergonhosa de dizer o que queria.

- Estar aqui, assim.

- O pós-sexo te encanta, gostosinho?

O moreno revirou os olhos e seu rosto tornou-se ainda mais rubro. Magnus sempre seria Magnus e era essa constatação que enchia o coração do caçador de sombras. Era isso que o guiava diariamente, fazendo com que tivesse vontade de lutar pelo que tinham, fazendo com que tivesse ainda mais vontade de viver, de vencer todos os obstáculos se no fim do dia teria Magnus consigo.

- Sim, mas não só isso... – a frase surpreendeu a Magnus e o caçador sorriu – estar aqui, com você, Magnus. Sentir você. Sentir seu cheiro. Tudo, por inteiro. Você.

A declaração tirou a voz do feiticeiro de forma momentânea e ele sorriu, um sorriso grande e carinhoso. Os olhos dourados transbordando amor.  Com um movimento súbito Magnus se colocou sobre o outro novamente, o lençol que cobria os corpos, escorreu por sua cintura e ele riu baixo. Alec acariciou o rosto moreno e inclinou-se brevemente, afim de mais um beijo.

- Somos um, Alexander.

- Essa frase não é de um filme mundano? – O moreno franziu o cenho e afastou-se brevemente antes do beijo. Magnus revirou os olhos com a fala.

- Não estrague o momento, Alexander.

O feiticeiro ralhou e tomou-o em um novo beijo. Os corpos voltaram a se embolar em meio aos lençóis, reconhecendo-se, clamando novamente por outros toques e por novas sensações. Os nomes sendo proclamados em meio a dança erótica que guiava os amantes sobre a cama. A chuva continuava e a brisa fria espreitava maldosamente os corpos que voltavam a se unir.


Notas Finais


Porque lembrar de "Rei leão" durante esses momentos, é tudo o que eu preciso.

Aos que chegaram até aqui, obrigada!

A Veridia/Sandra, espero que tenhamos outra oportunidade de escrevermos juntas. Foi divertido.


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