História War on Wolves - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Abaddon, Adam Milligan, Alex Jones (Annie Jones), Anna Milton, Ash, Balthazar, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Dorothy Baum, Ellen Harvelle, Gabriel, Gadreel, Garth Fitzgerald IV, Hannah, Jody Mills, John Winchester, Kevin Tran, Lúcifer, Mary Winchester, Meg Masters, Michael, Naomi, Personagens Originais, Rafael, Rowena MacLeod, Ruby, Sam Winchester
Tags Alfa Dean, Alfa Dorothy, Alfa Sam, Bunker, Cio, Companheiros De Alma, Dean Não É Um Soldadinho Do Papai, Dean Rebelde, Destiel, Dinâmica Alfa Beta, John Vivos, Lobos, Mary, Morte De Personagens Maiores, Morte De Personagens Menores, Mpreg, Nem Todo Alfa É Idiota, Ômega, Ômega Castiel, Ômega Charlie, Ômega Jessica, Ômegas Não São Submissos, Personagens Originais, Personagens Originais Da Série, Transmorfos
Exibições 122
Palavras 5.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil desculpas!
Eu devia ter postado na quinta, antes da estréia do primeiro episódio da décima segunda temporada mas eu passei muito mal naquele dia, consegui até postar uma outra história, e estava quase postando esse cap. quando o pc desligou -_-
Eu estou sem carregador gente, o carregador é do meu irmão e eu só pego emprestado com ele as vezes pra carregar, editar e postar.
Ok, fui pegar o carregador, carreguei, editei, quando fui postar, cadê a internet? Como só gosto de postar pelo pc pra ficar mais certinho, só tô aqui hoje gente, I really sorry ;-;
Enfim, estou aqui neh :3
Boa leitura~

Capítulo 6 - A ameaça almenta


Dois dias haviam se passado desde que o ômega acordou na enfermaria, dois dias que ele havia desafiado seu pai a colocar Castiel e sua irmã para fora, dois dias que sua rotina não era nada além de caça pela manhã, passar o dia na enfermaria com Castiel, caça a noite e cama. E ele definitivamente não estava reclamando.

Quando Dean voltou para a enfermaria depois de mais uma reunião trazendo um copo de suco e um bom X-burguer, - escondido de Pamela, pois tinha certeza que ela nunca o deixaria dar isso a um paciente - ele não conseguiu evitar ouvir a voz rouca do ômega sussurrando algo, e então uma fina e infantil voz feminina respondendo, ele deduziu logo ser Hannah que veio ver o irmão.

O mais silencioso que pôde e o mais calmo que conseguiu ficar para disfarçar seu cheiro ele tentou se aproximar, mas os sussurros pararam e uma risadinha cansada começou antes de ele descobrir que tinha sido pego.

—Eu consigo sentir seu cheiro a quilômetros, Dean. E esse hambúrguer também. – Dean fez cara feia e olhou para a comida.

—Traidor.

A cortina se abriu e ao lado da cama Dean pôde ver uma menina de no máximo 6 anos, limpa e vestida. Tinha cabelos castanhos escuros enrolados em lindos cachos soltos e olhos azuis, apesar de não serem o mesmo tom de azul do ômega, tinha uma pele branquinha e as bochechas estavam rosadas, os olhos de coruja bem treinados no chão, ela era fofa, e nem Dean podia negar isso.

O alfa se aproximou, colocando o copo e o prato em cima da mesa de cabeceira ao lado da cama e se abaixou para olhar Hannah.

—Como você está?

—Eu estou bem, alfa.

—Aw, não, pode me chamar de Dean, Hannah. – Ela o olhou por um momento, examinando seu rosto e olhou para o irmão que confirmou com a cabeça, virando-se de volta para Dean e sorrindo entusiasmada, desviando o olhar para o chão logo depois, as bochechas ainda mais vermelhas.

—Ok, Dean. – Dean levantou uma sobrancelha para ela e se virou para a cama onde um Castiel tentava - inutilmente - conter o riso.

—Tem certeza que ela é sua irmã?

—Claro, não vê a semelhança? – Pediu convencido

—Não, ela é fofa. – Dean viu como ele fez uma careta e rolou os olhos, desviando o olhar dele para encarar o teto, as bochechas também ganhando um tom rosado.

—Ah vai se ferrar. – O moreno riu e Dean logo o acompanhou, virando-se para Hannah novamente.

—Você já comeu, Hannah? – Dean pediu e ela negou com a cabeça. — Sabe quem te trouxe aqui?

—Charlie. – Ela disse entusiasmada.

—Ótimo, você pode pedir a ela para pegar algo para você comer? – Ela assentiu com um sorriso e saiu logo depois de dar um beijinho na bochecha do ômega. Dean se virou para Castiel e viu que seus olhos tinham derivado fechados, mas ele sabia que o moreno estava acordado, então apenas puxou a cadeira para mais perto da cama. — Sua vez de comer.

—Não estou com fome. – Ele ainda tinha os olhos fechados e uma voz decidida.

—Mas você precisa comer. – Dean repreendeu calmamente.

—Dean eu não preciso de comida agora a menos que você queira que ela volte para você de um jeito nada agradável. – Ele finalmente se virou para o alfa, os olhos abertos em fendas desafiadoras o olhou com advertência e certa exasperação. Dean, porém, não se importou nem um pouco e continuou.

—Você levou um tiro, tem um pulso torcido, entrou numa briga com meu irmão e depois entrou em choque, recebeu uma transfusão de sangue e ainda-

—Ok! Jesus, você é irritante quando quer, Winchester.

—Eu tento. – Dean riu dando de ombros e o ômega rolou os olhos mais uma vez. Respirando fundo ele se apoiou nos cotovelos e Dean viu como rapidamente a cor foi drenada de seu rosto. Dean se levantou rápido e o ajudou a se sentar, uma mão nas costas e a outra no quadril ele o empurrou gentilmente contra a cabeceira da cama onde ele descansou a cabeça e fechou os olhos, esperando a tontura passar.

—Eu espero... – Ele rosnou encarando Dean depois de alguns momentos, seus olhos brilhavam na dor. — Que esse hambúrguer esteja uma delícia.

Dean riu e colocou o prato no colo do ômega, Castiel fez uma careta para a comida, mas pegou o hambúrguer como pôde com a mão boa e deu uma primeira mordida. Foi nesse momento que ele percebeu o quanto estava com fome, e antes mesmo de engolir aquele pedaço já puxou outro, mastigando freneticamente. Dean levantou uma sobrancelha para ele, um sorriso bobo brincando em seu rosto antes de ele provocar.

—"Não estou com fome." – Ele imitou, uma voz exageradamente rouca e zangada que soou extremamente cômica para ele mesmo, mas recebeu outro olhar do ômega.

—Morda-me Winchester! – Ele rosnou com a boca cheia e Dean só pôde rir novamente, pegando o copo de suco na mesa e entregando ao lobo, pensando brevemente em quanto ele queria realmente mordê-lo. Castiel largou o hambúrguer e bebeu praticamente todo o liquido, deixando apenas poucos goles para o final, devolvendo o copo a Dean e voltando a devorar sua comida.

Foi então que ele percebeu o que o moreno tinha dito, e ele se pegou pensando em como o ômega tinha aprendido esse pequeno insulto.

~~~

Dean estava quase desistindo de correr com suas pernas humanas e se transfigurar em seu lobo quando uma abundância de cheiros desconhecidos o cercou. Alfas, betas e ômega. Ele estava no território Novak a horas, mas apenas agora pôde sentir o cheiro de todos os lobos, e foi devastador.

Seu lobo grunhia irritado, como um animal encurralado, e ele estava prestes a correr de volta para seu pai quando sentiu uma mão suave em seu antebraço.

—Tudo bem Dean?

Era Castiel, ele se virou para o moreno e se deparou novamente com os olhos azuis brilhantes, o cabelo escuro bagunçado que ia para todos os lados, a cabeça meio inclinada para o lado como um filhote confuso e Dean sentiu seu coração falhar uma batida. Ele balançou a cabeça no intuito de afastar os pensamentos estranhos e voltou a se focar no moreno, vendo agora um sorriso estranho em seus lábios.

—O que?

—Você estava com medo.

Foi uma afirmativa e Dean não gostou nem um pouco dela, sentindo suas bochechas esquentarem.

—Eu não estava com medo. – Castiel levantou uma sobrancelha e sorriu divertido, pelo que parecia ele não tinha sido convencido. Se afastando de seu toque - que ele nem notou que ainda estava - ele bufou revirando os olhos. — Oh morda-me, Cas.

O menino ficou em silêncio, e estranhando a súbita parada de sua risada ele voltou a olha-lo, e Dean pensou que seu coração estava definitivamente com algum problema ao falhar novamente quando viu as bochechas coradas de Castiel. Mas então ao ver sua careta ele o olhou confuso.

—Por que diabos eu iria te morder, Dean?

~~~

—Dean? – Cas chamou quando viu Dean perdido em seus pensamentos.

—Hm? – Dean respondeu distraidamente.

—Está tudo bem? – Ao ouvir a voz preocupada de Castiel ele saiu de seu transe, balançando finalmente completamente longe da lembrança e voltando a encarar o moreno a sua frente. Cas tinha as sobrancelhas franzidas e os olhos bem treinados nos seus, sua mão estava meio caminho andado até sua bochecha quando Dean se afastou. Ele teve que usar de toda a sua força de vontade para ignorar o olhar magoado que o ômega lhe lançou, e pigarreando ele desviou o olhar longe das safiras brilhantes.

—Eu... eu estou bem. - O ômega o encarou um pouco mais, mas suspirou derrotado. Dean não estava bem, ele estava nervoso e angustiado e tinha uma breve noção de que a culpa era dele. Suspirando ele pegou o copo da mão do alfa, o suco desceu rápido por sua garganta maltratada e ele suspirou, se esticando um pouco dolorosamente para colocar os dois objetos na mesa de cabeceira ao lado da cama, os pontos arranhando seu peito, ombro e coxa fazendo-o gemer baixinho.

Dean pulou de sua cadeira no mesmo instante e pegou o prato e o copo antes que o moreno pudesse fazer qualquer maior movimento.

—Cas, eu-

—Estou cansado. – Ele o cortou. — Você pode me ajudar a me deitar Dean? – Dean engoliu, aquela era uma sutil - ou não tão sutil assim - declaração de o que quer que fosse que Dean iria dizer, ele não queria saber, não agora, estava chateado, com dor e realmente cansado. Dean assentiu, largou os objetos e ajudou o ômega a se deitar, fazendo tudo o mais gentilmente que pôde, vendo que ainda assim ele suspirou de dor.

—Cas-

—Dean, por favor, agora não. – Ele murmurou fechando os olhos e Dean sentiu seu lobo chorar miseravelmente por ter magoado seu ômega.

—Eu posso apenas te fazer uma pergunta? - Ele estava pedindo para fazer uma pergunta, não era possível! Ele era um alfa, um dominante, e estava pedindo algo a um ômega. Mas era inevitável, era Castiel, e não era só por ele ser um ômega, seu ômega, ele apenas não queria magoa-lo de novo. O moreno abriu os olhos e se virou para ele e dessa vez Dean não desviou o olhar, Castiel assentiu. — Por que você veio para cá? - 'Para mim' pensou vagamente. — Por que veio do extremo norte até aqui?

Castiel estudou-o por alguns segundos sem desviar o olhar e Dean viu como sua expressão suavizou depois, o canto de seus lábios curvando-se ligeiramente para cima.

—Porque eu sabia que você estaria aqui. – Ele voltou a fechar os olhos e o coração de Dean já batia apressado com a pequena declaração, mas Castiel não estava satisfeito. — E não tem ninguém fora da minha matilha que eu confie mais do que você, Dean.

---

Deitado em sua cama Dean ainda se esforçava para fazer seu coração parar de tentar criar um buraco em seu peito. Castiel conseguiu com poucas palavras deixa-lo descontrolado, Dean teve que sair do quarto antes que fizesse com o ômega algo que fosse definitivamente se arrepender depois, ou não.

Uma vozinha irritante no fundo de sua mente continuava a importuna-lo dizendo que ele tinha acabado de perder uma grande oportunidade de conversar sinceramente com o moreno sobre sua condição. Mas então logo ele se lembra do passado, do que fez, e essa pequena voz voltava a desaparecer.

Mas...

Mas o Castiel falou fez Dean pensar se os sentimentos do moreno por ele eram iguais, se ele... se ele sabia que eles eram companheiros, e se sabia, se ele se importava.

Então seus pensamentos deram um pulo para os planos de seus pais de arrumarem uma companheira para ele, era absurdo para dizer o mínimo, ainda mais agora que sua mãe sabia que não daria certo, pois, ela gostando ou não, Castiel era seu companheiro, e ele podendo ficar com ele ou não, não seria outra pessoa que iria tomar o seu lugar.

Dean estava quase pegando no sono quando uma batida na porta o despertou. Ele tentou sentir o cheiro de quem quer que fosse que o incomodava às-

—Meia noite... tem que estar brincando comigo. – Ele resmungou se levantando, não conseguiu sentir o cheiro da pessoa com seu próprio odor angustiado queimando suas narinas. Passando a mão pelo rosto cansado ele abriu a porta, não vendo ninguém até olhar para baixo. Ele franziu as sobrancelhas. — O que houve, Hannah?

—Eu- Desculpa mas eu... – Ela mexia com a barra de seu vestido e encarava seus pés, envergonhada, Dean não conseguiu evitar seu sorriso.

—Está tudo bem Hannah, pode falar. – Ele se agachou para ficar mais ou menos na altura da menina e ela se possível olhou ainda mais para baixo.

—Eu- você... eu posso dormir com você? – Dean levantou uma sobrancelha para ela, vendo como suas bochechas ganhavam uma cor vermelho vivo. — Eu pedi a Pamela para ficar com Cassie, mas ela disse que ele precisava descansar... eu-eu ia falar com Charlie quando vi que tinham apagado as luzes do berçário, mas-mas ela já tinha ido dormir então eu vim aqui e se você não quiser eu vou-

—Ei ei, tudo bem... tudo bem Hannah, você pode ficar, eu não me importo. Mas por que eu?

—Cassie disse que eu podia confiar em você. – Oh não... tinha que acontecer isso para seu coração voltar a bater como um louco, engolindo em seco e tentando não gaguejar ele falou:

—Certo, sim, hm... pode entrar Hannah. Fique com a minha cama não me importo em ficar no chão. – Ela arregalou os olhos e Dean pensou vagamente em uma coruja antes de ela negar com a cabeça veemente.

—Você não precisa-

—Claro que preciso!

—Mas Dean...

—Já disse para não se preocupar. Mas eu vou ver com Charlie se ela pode ficar com você amanhã, tudo bem? – Ela assentiu e ele sorriu para ela. — Além disso, você não precisa confiar apenas em mim, mas em todos do bando, qualquer um aqui dentro vai te ajudar, Ok?

—Tudo bem. – Ela sorriu e Dean não conseguiu evitar um sorriso também.

—Certo agora para cama. – Ela assentiu e correu para a grande cama de lençóis bagunçados. Acalmando instantaneamente com o cheiro do alfa ali, aninhando-se em baixo da manta quentinha e fechando os olhos. Dean sorriu, e tirando suas roupas ele mudou e se surpreendeu com o tão rápido foi. Puxou o edredom que o filhote deixou de lado e fez um pequeno ninho no chão antes de se deitar, a cabeça descansando nas patas dianteiras e a cauda felpuda enrolada em seu lado ele sentiu o conforto de seu pelo quentinho, as cobertas macias, e então rapidamente ele dormiu, tão bem quanto a muito tempo não dormia apesar de estar no chão.

---

O dia seguinte foi estranhamente agitado, Dean percebeu isso antes mesmo de sair de seu quarto, ouvindo as vozes e os passos do lado de fora. Sua cabeça se levantou rápido longe de suas patas e ele não evitou um bocejo antes de se esticar, alongando os músculos, olhando vagamente para sua cama e o filhote encolhida como uma bola embaixo dos cobertores, ele riu internamente e se afastou, ficando em suas duas patas traseiras ele começou a mudar, o pelo caindo, ossos se alongando, e então depois de apenas pouquíssimos minutos ele tinha sua forma humana. Pegou as roupas que tinha deixado na noite anterior e colocou a cabeça para fora de seu quarto, saindo completamente depois apenas para dar de cara com Sam.

—Dean! Eu estava vindo te chamar. – O tom sério que seu irmão usou fez a posição de Dean ficar rígida, merda, ele odiava más notícias antes do café da manhã.

Tinha sido no dia anterior que ele decidiu fazer as pazes com o irmão quando não aguentava mais ver sua cara de filhote abandonado toda vez que se olhavam.

—O que está acontecendo?

—Ellen voltou. – O tom sombrio que Sam usou deixou Dean apenas mais nervoso, e rosnando ele se afastou em direção do conselho, apenas para Sam o parar com uma mão em seu ombro. Ele olhou para o irmão sem entender e Sam apenas balançou a cabeça negativamente. — Ela está na enfermaria, Dean.

—Merda! As negociações deram errado? Ela foi atacada? Porra Sammy, termine ao menos uma frase! – Sam o olhou com o que Dean gostou de intitular como "bitch face" mas logo passou as mãos pelos cabelos nervosamente.

—Eu não sei o que aconteceu, ok? Eu só sei que ela foi atacada, ela está mal e voltou sozinha...

Dean sentiu suas pernas ficarem bambas, não era possível, não, Ellen era uma alfa forte, dominante, seu lobo era grande e feroz e não era possível ela ter apenas voltado assim sozinha depois de uma mera missão de acordo com outra alcateia. Então algo lhe ocorreu, e olhando rápido para Sam ele estranhamente percebeu que seu irmão tinha grande noção do que ele estava pensando.

—O que atacou Ellen, Sam? – Perguntou sombriamente. Sam balançou a cabeça negativamente, mas ainda assim respondeu.

—Ela não tem nenhuma marca de mordida...

---

Dean fez seu caminho por entre o corredor e tinha uma breve noção de quem quer que fosse que estivesse em seu caminho, saía rapidamente ao sentir seu cheiro hostil, sua raiva, sua angústia. Ele já tinha perdido três membros de sua matilha, Bryce, Melanie e Roger, os betas que foram com Ellen não tinham voltado com ela, e se ela voltou sozinha, nada mais justo que pensar que eles não estavam mais vivos.

O pensamento o fez rosnar e ele apressou ainda mais seus passos para a enfermaria, parando abruptamente com a visão de Cas sentado em uma cadeira ao lado da porta, os olhos fechados e a cabeça encostada na parede, um tripé com soro ao seu lado que passava pela borracha até o cano IV em seu braço foi o suficiente para ele rosnar alto de raiva.

Castiel apenas olhou para ele com uma sobrancelha em pé, ignorando completamente o outro alfa atrás de si ele se focou em Dean, o alfa raivoso que se aproximava dele como se ele tivesse apenas xingado sua mãe. Dean estava puto.

—Olá Dean. – Ele tentou aliviar o clima.

—O que está fazendo aqui fora? – Cas ainda estava pálido, alguns pingos de suor faziam sua testa e bochechas brilharem e Dean tentou não se irritar ainda mais com o leve tremor que subiu todo o corpo do ômega. Não era frio, era dor, ele estava com dor e sentado do lado de fora da porra da enfermaria. Castiel olhou fixamente para Dean, tendo noção do que o aborrecia, ele não queria pôr lenha na fogueira, mas até mesmo ele ficou um pouco revoltado.

—Seu pai não queria ninguém de fora da sua matilha ouvindo o que a loba machucada iria dizer. – Ele deu de ombros, ou tentou, estremecendo logo depois. Era entendível, mas por favor, ele sabia que no momento não conseguiria vencer uma briga com um gatinho. Ele viu a cor vermelha tomar conta do rosto e das orelhas de Dean, subindo por seu pescoço até parar nas bochechas vermelho brilhante. E ele se sentiu obrigado a tentar acalmar o alfa, mesmo que, pelo jeito, fosse impossível. — Se serve de consolo, Missouri foi muito gentil em me ajudar até aqui e ainda pediu desculpas. Pamela quase arrancou a cabeça de seu pai também.

—Ele é inacreditável... – Cas ouviu uma voz logo atrás de Dean e franziu as sobrancelhas para o homem alto de lábios finos e cabelos longos. E aquela cara, sim, tinha que ser. Castiel riu.

—Olá Sam. - Ele chamou e os dois pares de olhos se viraram para ele, sim, com certeza cara de filhote abandonado. — É bom finalmente te conhecer, sabe, sem rosnados ou mordidas.

—Sinto muito-

—Estou brincando, Sam. Você teve os seus motivos, mas seria bom ouvir antes de atacar da próxima vez. – Sam assentiu com a cabeça e abaixou o olhar, Cas voltou a rir da cara de filhote do alfa.

—Sim, certo, é bom que vocês fizeram as pazes, mas agora você precisa se deitar, você olha como um fantasma.

—Eu realmente queria discutir isso com você Dean, não é como se gostasse de receber ordens, mas acho que deitar seria uma ótima ideia... - Ele fez uma careta. Sentia os pontos puxarem por baixo do vestido de hospital, suas feridas ardiam e seu corpo inteiro doía, tudo o que queria no momento era entrar em colapso em uma cama macia e dormir por um ano ou dois. — Mas eu não sei como eu posso andar até qualquer cama agora.

—Quem falou em andar? – Dean perguntou com uma careta e o ômega não teve tempo para sequer argumentar quando o loiro apenas se abaixou e o puxou em seu colo, não deixando de reparar o cuidado que tinha para não tocar sua coxa ferida, ou apertar as omoplatas muito difícil, ainda assim, porém, o movimento fez com que repuxasse os pontos e ele soltou um suspiro doloroso, ouvindo um 'desculpe' fraco em sua orelha e então relaxou. — Tente descobrir o que aconteceu, você é melhor nisso do que eu mesmo.

—Sim, claro, eu vou- huh, vou entrar. – Sam Disse meio sem jeito e Castiel conseguiu ver o rosto do alfa conseguir uma cor avermelhada, ainda evitando seu olhar.

—Volto em alguns minutos. – Ele anunciou pegando como pôde o tripé com a bolsa de soro e caminhou com o moreno até seu quarto. Dean tinha noção de como Castiel estremecia quando ele se mexia um pouco demais, fungando em seu pescoço e sentindo seu cheiro para se acalmar, seus lábios bem apertados para não emitir qualquer som, seus olhos semiabertos o encarando por entre os cílios longos com olhos febris vidrados, Dean tinha noção de tudo isso mesmo sem precisar olhar para o lobo em seus braços e era assustador e calmante ao mesmo tempo.

Eles não falaram por todo o caminho até o quarto de Dean, onde ele se atrapalhou um pouco para abrir a porta antes de entrar, colocando o ômega o mais gentilmente que pôde em sua cama ao lado do filhote ainda adormecido que se aninhou a ele, Castiel piscou como uma coruja.

—O que-

—Ela queria dormir com você. – Dean começou em um sussurro. — Mas não deixaram então ela veio até mim.

—Ah, Hannah... – Castiel suspirou puxando o filhote para perto dele, tomando cuidado com o IV em seu braço e o pulso torcido. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos e Dean finalmente se virou para ir embora quando ouviu o ômega murmurar algo.

—O que?

—Eu os deixei... eu deixei Hannah Dean, eu deixei todos eles, eu deveria- eu tinha que ter estado lá, eu poderia-

—Ei, está tudo bem, Hannah está bem, você a protegeu e ela está bem. - Dean falou se ajoelhando ao lado da cama e passando a mão pelos cabelos escuros do ômega que, dessa vez, não derramava qualquer lágrima, mas era visível sua angústia. — Você não podia fazer nada, Cas, eles tinham armas...

—Eu poderia não ter saído em primeiro lugar! Mas eu- eu estava com tanta raiva, eu briguei com papai e saí- e então quando eu voltei era tudo... – Ele parou. Bloqueando um soluço em sua garganta. — Eu saí e meu pai morreu achando que eu o odiava, Dean... eu... você não sabe o que eu...

—Cas... – Dean chamou, mas o ômega virou o rosto e enterrou seu nariz nas cobertas do loiro. Dean podia lhe dar as palavras, mas não era o tipo de conforto que ele queria, ele queria Dean ali com ele, mas ele sabia que o Alfa era teimoso demais, tapado demais para perceber isso, então ele tinha que se contentar com o que tinha no momento, sentir seu cheiro das cobertas frias e não do próprio corpo quente de Dean.

Dean não podia fazer mais nada, ele afastou seu toque dos cabelos bagunçados e se levantou, pensando apenas que quando encontrasse quem fez isso com seu ômega teria uma morte lenta e bem dolorosa, e ele teria prazer em fazer isso.

—Eu volto depois com algo para vocês comerem... – Ele murmurou e fechou a porta. Cas virou-se finalmente para o metal e então encarou o teto meio rachado do quarto, estranhando o quão bem ele se sentia ali deitado naquela cama, o cheiro de Dean tão concentrado entre quatro paredes entorpecendo seus sentidos, o cheiro de maçãs, cipreste e canela encobrindo toda a tristeza, angústia, raiva e frustração, mas além disso tudo o cheiro de casa, de pertença, o deixava extremamente calmo apesar da turbulência em sua cabeça.

Isso apenas confirmava tudo ainda mais, deixava tudo mais claro, mais nítido, e apenas Dean não notava que o alfa era seu companheiro prometido.

---

Quando entrou na enfermaria Dean teve que usar de toda a sua força de vontade para não dar um soco em seu pai por ter mandado o ômega sair dali em sua condição. Mas sabia que nada, nada, viria bom disso então ele se controlou, mesmo que seu lobo uivasse e rosnasse irritado para o alfa que machucou seu ômega.

Além disso, ele tinha também outras prioridades, como a mulher deitada na maca, tão drogada que mal podia manter seus olhos abertos. Usava um top e sua barriga estava enfaixada, como seu braço e sua cabeça. Nenhum arranhão ou mordida. Dean se encostou no canto da parede ao lado de Sam, braços cruzados e cara feia ele nem precisou se arriscar a olhar o outro alfa carrancudo, Sam sabia bem o que ele queria.

—Humanos, de novo. – Ele começou e Dean rosnou. — Quando ela... quando eles chegaram até a alcateia que iriamos nos aliar os humanos invadiram o território. Bryce, Melanie e Roger foram capturados, Ellen tentou solta-los mas levou um tiro no braço e teve que recuar...

A voz de Sam tremia, sua boca estava seca, o quarto parecia ter diminuído pelo menos dez graus e seu estômago era teimoso em querer devolver tudo o que ele tinha comido no café da manhã. Era tudo apenas doentio demais.

—Eles usaram algo nos três, algo injetável, e eles apenas se transformaram, ficaram selvagens, perderam qualquer chance de raciocínio, e então... – Dean queria perguntar o que, com raiva por Sam ter sempre que dar tais pausas dramáticas desnecessárias. Mas ele tinha uma boa noção do que Sam iria dizer agora, e sabia que era difícil para Sam dizer isso. — E então os humanos apenas os mataram... Ellen estava horrorizada, ela tentou ataca-los mas atiraram nela de novo e dessa vez ela quase não pôde escapar.

—Droga... – Ele abaixou a cabeça, a mão passando pelos cabelos arrepiados com o nervosismo e a tristeza. Tinha realmente perdido três membros de sua família para os humanos, tão cruelmente que seu coração sangrava, e para quê? Pendurar suas cabeças na parede como um prêmio? Usar suas peles como roupas ou acessórios? Pensar nisso era doloroso demais, pensar nisso, e lembrar que isso quase aconteceu a seu ômega estava apenas fazendo a bile subir ácida pela garganta. — Merda!...

Sua maldição chamou a atenção de seu pai que o olhou feio, mas Dean apenas o encarou de volta. Ele tinha que sair dali, seu lobo estava ficando incontrolável, e quase o deixando incontrolável. Se empurrando da parede com força ele foi até a porta, mas antes de sair John o chamou.

—Fique aí fora, quero falar com você.

—Não.

Não? - John repetiu como pergunta, um rosnado baixo saindo por entre os dentes no desafio a sua ordem.

—Não, você- não é uma boa ideia falar comigo agora. – Ele não queria brigar com seu pai, ele estava irritado, angustiado, seu lobo estava pronto a pular para fora no momento e brigar com qualquer um. Seu lobo podia querer briga, mas ele só queria estar com seu ômega agora.

—Certo. – John disse entre dentes e Dean finalmente virou a porta fechada.

O corredor estava vazio e ele agradecia muito por isso, mas não conseguiu evitar um rosnado quando viu a porta de seu quarto ser aberta. Alguém estava com seu ômega, alguém entrou em seu quarto sem sua permissão. Suas pernas se mexeram ainda mais rápido antes mesmo de ele poder se conter e raciocinar, mas quando ele se aproximou, finalmente sentiu o cheiro da pessoa que tinha violado seu espaço pessoal.

—Olá Dean! Eu vim pegar Hannah. – Mary disse com um pequeno sorriso que acalmou brevemente todos os seus medos.

—Mamãe... – Ele estremeceu, seus pensamentos correndo a mil por hora, imaginar que alguém, que qualquer um de sua matilha tinha entrado em contato com seu ômega ferido em seu quarto.

—Você parece... está tudo bem, querido?

—Eu- desculpa, tudo bem. Oi Hannah, dormiu bem? – Ele se abaixou até ficar no nível da menina e a viu balançar a cabeça positivamente com um largo sorriso.

—Obrigado Dean...

—Sem problemas. Agora vai comer algo, eu vou ver seu irmão. – Ela assentiu e ele se levantou, olhando para sua mãe ele pôde ver o olhar que ela lhe lançava, era um brilho diferente, confiante, quase como se o estivesse incentivando-o a fazer algo. E então com um sorriso ela deu a mão à Hannah e saiu.

Dean respirou fundo e entrou, fechando a porta o mais silenciosamente que pôde ele se aproximou da cama, Castiel ainda estava dormindo tão profundamente que nem notou quando ele se sentou na beirada da cama, mas isso não o impediu de se inclinar levemente contra Dean em seu sono.

Ele ainda parecia tão pequeno e erradamente vulnerável, os círculos escuros em volta dos olhos eram apenas mais visíveis em sua palidez doentia, os lábios entreabertos estavam brancos e sussurravam algo que Dean não podia entender. O alfa se perguntou como alguém poderia ao menos pensar em fazer mal a ele, a um ser tão bonito, a seu companheiro de alma, e era apena muito injusto que isso aconteceu enquanto ele não podia protegê-lo.

Ele se deitou na cama, ao lado do ômega e contra a porta, sentindo sua respiração ficar presa na garganta quando o moreno se aconchegou contra ele enterrou o nariz em seu pescoço, seu corpo tenso relaxando imediatamente ao perfumar Dean, suas mãos passando ao redor do alfa angustiado sem se importar com a agulha IV espetando seu braço, ou com o cheiro de Dean ficou levemente diferente com seu nervosismo, procurando apenas o conforto que o corpo quente e cheiroso do alfa lhe dava e afastava seus pesadelos.

Dean não sabia se era certo, Castiel estava dormindo, ele não tinha total controle de seu corpo, e se acordasse e se visse abraçado a Dean assim? Ele iria pensar que Dean se aproveitou de seu estado adormecido para fazer isso? Ele ficaria chateado com Dean novamente? Seria esquisito, mas ele podia pedir para Dean sair, mesmo sendo seu próprio quarto.

Sua mão estava estendida, e seus pensamentos trabalhavam de um jeito que quase lhe dava dor de cabeça, seu lobo rosnando com sua indecisão enquanto pesava na balança moral se podia - deveria - fazer isso ou não.

—Dean... – Castiel chamou com uma voz rouca e manhosa de sono e Dean sentiu seu coração bater mais rápido no peito, ele olhou de relance para o ômega e viu abaixo de seu queixo apenas seus cabelos bagunçados que faziam cócegas no pescoço. — Pare de pensar e me abrace logo.

Dean fez uma careta, ele estava recebendo uma ordem de um ômega e isso parecia ser errado de tantas formas que ele poderia fazer uma lista sobre, mas seu lobo não se importou, então Dean também não se importava, era apenas impossível resistir a ele, e fechando os olhos seus pensamentos foram desligados conforme um sorriso se espalhava por seu rosto ao mesmo tempo que seus braços se enrolavam em volta do ômega.


Notas Finais


E é isso!
Espero mesmo que tenham gostado do capítulo! Será que Cas e Dean vão começar a se acertar?
Vão ter que esperar o próximo capítulo <3
De qualquer jeito~
Gente descobri uma nova paixão~
E estou tão apaixonada que vocês não tem noção <3
Já escrevi até fanfic auheuheaeahuauhe'
BTS <3 Meus bebês, meus amores, meu vício <3
Se tiver alguma ARMY aqui vamos conversar :D
Se não for ARMY, dê uma chance à eles gente~
Ouçam Dope, então Blood Sweat & Tears
Se quiserem, claro, e me digam o que acharam :3
Kisses da ~Bunny~


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