História Warrior Island - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Diana Ayala, Marcelina Guerra, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais
Tags Paulicia
Visualizações 98
Palavras 1.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura, espero que gostem :)

Capítulo 1 - Prólogo


                                                                Janeiro de 2003

A pequena Alicia fugia de mais uma de suas tutoras, não era uma aluna fácil, apesar de apenas ter seis anos. Ela queria poder treinar e se tornar uma verdadeira Amazona, mas sua mãe não permitia.
Correu até o campo de treinamento e lá pode observar o que tanto gostava. Algumas treinavam com espadas, outras com facas e até mesmo corpo a corpo. As arqueiras dominavam as laterais treinando com alvos, montadas em cavalos. No centro estava sua tia, Antíope. Ela dava as ordens e auxiliava todas e, no momento, se preparava para o treino corpo a corpo com as melhores aprendizas.
Esse era o melhor momento para Alicia, ela amava ver sua tia treinar e sempre ganhar.
Enquanto sua tia lutava ela tentava imitar seus movimentos, não conseguia todos, obviamente. Ao fim da luta viu sua tia olhar na direção dela e sorrir assentindo, Alicia sorriu dando um pulinho. Sua comemoração foi atrapalhada por sua tutora que chegou gritando ao campo.

“Alicia, eu consigo te ver, Alicia” A pequena olhou de relance para sua que mantinha um sorriso nos lábios e então teve uma ideia “Alicia volte aqui, pode ser perigoso” Ela não deu ouvidos a tutora e simplesmente começou a correr.

Ela corria pelas escadarias e entradas da ilha, sua tutora vinha atrás com duas guardiãs que a protegiam. Chegou até a beira de uma das escadas, sabia que se errasse o salto acabaria morta. Ela nunca foi treinada para isso, mas tinha fé que conseguia. Ela respirou fundo, pegou distância e pulou.
Ela gritou ao não conseguir segurar o batente da escada, fechou os olhos e esperou. Uma mão surgiu e segurou o pequeno braço de Alicia, a impedindo de cair.

“Você tem que tomar mais cuidado meu amor” Ela olhou para cima e viu sua tia com um olhar sereno “Sua mãe não irá ficar feliz em saber disso”

As duas começaram a cavalgar juntas em direção a segunda torre mais alta da ilha, onde Alicia mora. Na metade do caminho viram a mãe de Alicia se aproximar com os cavalos e uma cara nada amigável.

“Alicia, já conversamos sobre isso. Você ainda é muito nova para treinar, ou pelo menos tentar” A rainha a puxou para seu colo fazendo um agradecimento para a irmã “Você não pode mais dar tanto trabalho as suas tutoras, ninguém mais quer tentar, só resta ela”.

“Mas eu quero treinar, mamãe, quero ser uma verdadeira Amazona” A garotinha tinha os olhos brilhando ao falar sobre isso. “A tia Antíope pode me ensinar a ser uma Amazona de verdade”

“Posso ensinar o básico a ela, pelo menos ela saberia se defender se ocorresse algo” a general recebeu um olhar de reprovação da rainha e um belo sorriso de Alicia.

“A ilha está em paz, tudo está em paz. Ela é uma criança e não irá treinar” a rainha disse pondo um final no assunto levando Alicia até a casa.

Ela ajeitou Alicia para dormir e a cobriu lhe dando um beijo na testa.

“Você é meu maior amor, Alicia. Só os deuses sabem o quanto eu te desejei e te amei” a pequena mantinha toda a atenção no que sua mãe falava. “Eu te esculpi no barro e depois de muitos desejos Zeus e alguns outros deuses te deram a vida, me deram o melhor presente da minha vida. Eu te amo muito, jamais me perdoaria se algo acontecesse com você”.

A pequena sorriu se inclinando e beijando a bochecha da mãe murmurando em seguida um “Eu também te amo” e caindo no sono em fração de segundos.

A rainha se levantou saindo do quarto fechando a porta. Dirigiu-se até a sala dando de cara com sua irmã.

“Ela tem que treinar Hipólita, ela tem que se proteger!” A loira se levantou do sofá indo em direção à irmã.

“Eu não vou arriscar a vida de uma criança, a única criança da ilha, minha filha”.

“Ela tem que estar pronta para se ele voltar” Ela rebate fazendo a rainha ficar sem palavras por alguns segundos.

“Não sabemos se ele vai voltar, ele foi ferido, não tem como ter aguentado tanto assim” Ela começou a ficar aflita “Ele não vai voltar, ele não vai acha-la”.

“Não temos certeza disso”.

“Ele não vai” Ela tentava aparentar ter certeza disso, mas na verdade nem ela sabia.

E assim o assunto encerrou e cada uma foi para seu quarto, dando fim a mais um dia.

                                          

                  Junho de 2009

Os anos se passaram e agora Alicia já havia completado 12 anos. Sua tia, escondida de sua mãe, começou a treiná-la no tempo livre, fazendo-a começar a se tornar uma bela guerreira.

Todas as tardes, duas horas após o almoço, elas se encontravam na parte mais afastada da ilha, em um antigo centro de treinamento. Alicia respondia aos exercícios lógicos e físicos que sua tia passava, ela estava a caminho de superar sua mãe e até mesmo sua tia, se tornando então a maior Amazona existente. Nenhum dos treinos era leve, não é porque é uma criança que teria benefícios, todas eram tratadas igualmente durante o treinamento.

Já haviam feito todos os treinos, exceto corpo a corpo e com espadas. Alicia correu pegando uma das espadas que tinham no local, ela sabia manusear uma espada como um cozinheiro usa uma espátula, se posicionou em frente a sua tia e as duas ficaram em posição de ataque. O duelo ia começar.

Elas duelavam como se suas vidas dependessem daquilo, no local só era possível ouvir o barulho dos choques das espadas e os suspiros e gritos das duas. Alicia sabia atacar, sabia fazer tudo corretamente, mas não tinha a garra e força de sua tia. Conseguiu desarmá-la e derrubá-la, abaixou sua guarda e sorriu para a tia, aquele havia sido seu pior erro, afinal, nunca abaixe sua guarda. Antíope sorriu e puxou a espada rendendo Alicia, a derrubou ficando por cima a prendendo contra o chão com a espada em seu pescoço.

“Nunca, nunca abaixe sua guarda” Ela retirou a espada e a garota suspirou derrotada levantando com ajuda da tia. “Essa é a primeira lição que devemos saber, qualquer um pode passar por cima de você quando sua guarda está baixa. Não cometa novamente esse erro”.

“Tudo bem, tia.” Alicia deixou a espada de lado se preparando para o corpo a corpo “Não acontecerá novamente”.

“O treino de hoje já se estendeu demais, amanhã treinamos o corpo a corpo” Ela monta em seu cavalo “Você é mais forte que isso Alicia, nunca se esqueça disso. Tenho muito orgulho de você”.

As duas sorriram uma para outra e cavalgaram em direção ao centro da ilha, onde moravam.


Outubro de 2017

A pequena Alicia se tornou uma grande e bela mulher, realmente digna dos deuses. Além de beleza exuberante, possuía uma grande inteligência e habilidades esplêndidas. Seus treinos aumentaram e ficaram cada vez mais intensos.

Ao completar 14 anos começou a treinar juntamente as outras amazonas, mas nunca conseguiu superar sua tia, ela sempre tinha uma tática para ganhar, táticas que ela ainda não conhecia.

Sua mãe sentia muito orgulho da mulher que ela se tornou, mas o medo andava ao lado desse orgulho. Ela sabia que quanto mais forte ela ficasse, mais complicadas as coisas ficariam. Apesar disso nunca cansava de mimar e elogiar a filha.

Alicia sempre surpreendeu todos, ela nunca deixou que passassem por cima dela ou que a rebaixassem. Era a única criança da ilha, então cresceu no meio de mulheres já feitas. A ilha não tinha homens e a curiosidade dela sobre um sempre foi grande, ela queria poder ver e conversar com um homem de verdade. Ela leu em milhares de livros sobre os homens, que eles estavam presentes em quase tudo no mundo dos humanos. Leu que eles eram parte da reprodução biológica e leu todos os 12 volumes sobre isso, queria pelo menos entender o assunto.

Ela sabia que isso não seria possível, porque quem sai da ilha talvez nunca mais volte, mas ela ainda espera que um homem apareça e ela possa saber como é um homem de verdade.

Agora, Alicia se encontrava sentada na janela de seu quarto observando o horizonte e o admirando, estava com seu caderno de desenho em mãos fazendo mais um desenho. Ela desenhava muito bem, uma das melhores desenhistas da ilha e se orgulhava disso, era a coisa mais “normal” que ela fazia. Estava, como sempre, desenhando a paisagem do horizonte e o que achava que havia do outro lado.
Ela mal sabia o que os deuses preparavam para ela e que estava bem perto de acontecer.


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui, espero que tenham gostado :)


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