História Ways To Revenge - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Criminal, Justin Bieber, Romance
Visualizações 168
Palavras 2.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 10 - Your fault


Hilary Blake p.o.v


Duas semanas. Duas malditas semanas que ele simplesmente sumiu, que não me atende ou manda uma mensagem.


- Hill? - ouvi a voz de Chaz, batendo na porta - Hilary, ainda está dormindo?


Dormindo? Eu estou vegetando, me debulhando em lágrimas, me conformando com uma gravidez repentina e o sumiço do cara que eu amo.


Nessas duas semanas, eu passei por fases que nunca imaginei passar.


A primeira foi o surto. Quando cheguei no hospital - depois de desmaiar ao ver Justin partir -, eu tentei sair de lá com agulhas nos braços e uma camisola, Somers estava comigo, na verdade, ele é o único ( além da minha mãe) que veio pra França “cuidar” de mim.

A segunda fase foi o choro de horas, a terceira foi a mais estranha, é a fase que eu me encontro agora : não quero sair do quarto nem pra tomar banho. Três dias que eu não vejo esponja, sabonetes, escovas de dentes ou pentes. Só cama e tv o tempo todo.


- O bebê precisa se alimentar - foi a vez da minha mãe falar - vamos, Hill, você precisa comer.

- O bebê precisa de um pai! - gritei, arremessando o travesseiro na porta - eu preciso do meu namorado!


Houve um silêncio muito grande nos próximos dois minutos, mas logo a porta de abriu.


Chaz achou as chaves reserva da casa, uau, eu deveria estar surpresa?


- Filha! - Kate parou ao meu lado, olhei para ela sentindo meu coração apertar. Com essa correria toda eu nem dei atenção para ela, para sua saúde - você está…

- Fedida! - Charles deixou uma bandeja de frutas na minha frente - porra, Hilary, você está fedida.


Não liguei, não é mentira.


- Que tal um banho e depois uma volta pela represa do Port de l'oiseau? - fechei a cara, negando.

- Não vou à nenhum Porto dos pássaros, mãe! - levantei-me e fui ao banheiro, enchendo a jacuzzi.


Charles saiu do quarto, sem dizer nada e minha mãe se sentou na beirada da jacuzzi. Me despi e entrei na enorme banheira, Kate encheu de sais e suspirou pesado.


- A senhora está bem? - perguntei, preocupada.

- Só cansaço - ela foi curta, notei seus olhos fundos e os lábios pálidos demais.

- Os dias que você fez quimioterapia ajudou? - perguntei.


Ela sorriu e assentiu.


- O médico falou que está disponibilizado uma medula.


Foi a minha vez de sorrir depois de dias de sofrimento.


- Sabe que eu posso conseguir uma rápido, não sabe? - perguntei e ela assentiu - O dinheiro que tem na sua conta é suficiente pra pagar a cirurgia?


Ela balançou a cabeça de forma afirmativa.


- Precisamos ter aquela conversa chata, Hilary - ela suspirou pesado - olha, essa vida que você leva vai te matar… olha o tanto de gente que você perdeu…


A olhei, sem dizer nada.


- Quando se entra na máfia, não dá pra sair, Kate - falei.

- Nem mesmo pelo seu bebê?


De repente, pareci ter me lembrado que estou realmente grávida. Um choque se instalou pelo ventre e eu abaixei a cabeça.


Eu largaria tudo pela criança? Eu seria capaz?


- O que você entende por sacrificar as coisas pelos filhos? Na primeira oportunidade que teve de me abandonar, você abandonou - falei, sem medir o peso das minhas palavras.

- Justamente por isso que eu estou te aconselhando… - ela abaixou a cabeça e respirou fundo, pensativa.

- Precisa falar alguma coisa? Porque ultimamente as pessoas só têm me trazido más notícias.


Minha mãe ajeitou o lenço na cabeça.


- Você tem um irmão.


Eu poderia ter tido um susto imenso, mas não, eu não fiquei surpresa, isso já se passou na minha cabeça algumas vezes.


- E o que tem ele? Ele está vivo? Tem contato com ele?


Ela negou para si, parecendo falar algo para a própria mente e limpou o canto dos olhos.


- Ele é do Governo, Hilary, seu irmão é quem dirige a sede do governo.



Justin Bieber p.o.v



A Irlanda é linda, ficaria mais linda ainda se eu conseguisse achar um Blake por aqui. O avô da Hilary morou no país por uns anos, então eu vim até a cidade em que ele ficou por anos atrás de um outro sucessor.


Se existe um Tom Levy por existir um Fulano Blake.


Chegamos à uma cidade em que as estradas são feitas de paralelepípedos, enfeitadas por árvores de folhas alaranjadas, lembrei do cabelo da Hill e voltei a pensar nela.



Chaz me mandou uma mensagem pela manhã, avisando que minha mulher simplesmente parou de tomar banho. Eu diria que é só um mero capricho, mas eu conheço bem a garota que amo, ela não faz esse tipo de coisa e isso me deixa preocupado.


Hilary me mandou duzentas e cinquenta mensagens na primeira noite, todas elas com um “Justin, volta” ou “ Não faz isso comigo”, no momento em que vi, meu coração falhou, até um pedaço de merda vale mais que eu, e não é drama, é a realidade.


Eu poderia abrir mão do meu Império pra deixarem minha menina em paz, mas eu faço isso? Não! Eu odeio a máfia, mas me vejo incompleto sem ela, é tudo que eu sei fazer, fui treinado para isso.


Egoísta, isso mesmo que eu sou.


Quando Amber e Ryan me contaram que confundiram Blake com Blackies eu praticamente surtei.


Nós passamos horas viajando pra cá pra nada, foi meu fim. Eu quis desistir, quis muito, mas eu lembrei o verdadeiro propósito de eu estar aqui.


Mais calmo, eram quase dez da noite e eu me deitei, meu telefone tocou violentamente em cima do travesseiro, olhei a tela, sentindo o coração apertar.


“Amor”.


Não atendi, deixei tocar por tempo indeterminado, dormindo com o toque do IPhone nos meus ouvidos.


Eram duas da manhã, nós iríamos sair da cidade às seis, mas acordei assustado com barulhos de passos pelo cômodo ao lado. Não são passos normais, é como se um exército tivesse entrado no hotel e dominado a sala da suíte.


Levantei-me e peguei uma arma no estrado da cama, carreguei e saí do quarto.


Fui até o quarto em que a Amber está e abri a porta.


- PUTA QUE PARIU! - Tampei os olhos, é impossível que esses dois sejam os barulhos de passos.

É mais impossível ainda ver o Ryan fodendo a Amber de quatro.

- Merda, Drew, merda - Ryan saiu de dentro dela e bateu a porta na minha cara.


Eu quis rir, mesmo a merda sendo toda errada.


O estranho foi o barulho de passos continuarem, saí do corredor e fui até a sala, vendo um corpo no sofá.


Acendi a luz e travei o punho.


As perguntas que farei a Ryan pode esperar.


- Jeremy… - murmurei, vendo seus aliados saírem de trás dos móveis e da cozinha.

- Filhão - ele riu, alguém passou atrás de mim e se sentou no sofá, pensei em comunicar meus aliados que estão pelo prédio, mas sei que estão em alerta - conhece o Grande Tom? Irmão da sua gata? Seu cunhadinho?

- É… nós nos encontramos um pouco antes de ele explodir a sede na Venezuela - Tom riu, mas não havia humor em sua voz - bom, Justin, achou mesmo que eu não ia imaginar que você destruiu o patrimônio do governo? Poxa cara, você já foi mais esperto!


Dei risada.


- Seu tigre morreu e você ficou chateado? Não foi a intenção matar o animal, só você mesmo - falo, com Ryan chegando na sala em seguida, sem a Amber.


Tom cerrou os dentes e Jeremy deu uns tapinhas nas costas dele. Mais falso que menstruação de travesti… na primeira oportunidade que Jeremy matar o Levy, já era.


- Fiquei tão chateado que quis descontar na sua menina, cara… - foi a minha vez de cerrar os dentes, travando o punho, como se tivesse engolido lava, pois meu sangue borbulhou - sabe, há duas semanas atrás eu sabia exatamente onde a minha irmã estava, agora, eu não faço ideia e não estou feliz com isso… você poderia me contar, preciso matá-la.


Voei para cima dele, Ryan me segurou com força, mas consegui lhe acertar um soco no lábio.


- Você não vai tocar na minha mulher, desgraçado, não vai! - Fiquei cego de ódio, só de imaginar o que ele poderia fazer com ela e com nosso bebê.


Meu pai fez sinal para os seguranças dele não avançarem, percebi algo neste ato : Tom não tem aliados, não tem sequer um segurança aqui com ele, são todos do meu pai.  Para mim matar ele não vai ser difícil, isso se Jeremy não o matar antes.


- Onde ela está? É a sua última chance de falar, você explodiu a sede, destruiu o patrimônio, isso anula a lei que proíbe Governador matar gângster! - mais alterado que eu, meu “cunhado” limpou o lábio.


O cara é magro, lento, baixo, feio que só uma porra e mais velho que eu. Eu posso matar ele com as minhas mãos  agora.


- Ela não explodiu, foi o MEU Império, não o dela, ela não tem nada com isso - defendi Hilary.


Ele não falou nada.


- Eu dou meu Império para vocês dois - eu falei sério, há horas atrás eu achava que não podia fazer isso, mas eu já deixei claro que faço de tudo pela minha família, até abandonar o que eu tenho - dou de bandeja se deixarem ela viver em paz, podemos montar um contrato agora e eu assino, sou a segunda maior potência da Máfia, peguem tudo, me deixem na fossa, mas deixem ela em paz!

- Não é fácil assim - Meu projeto de pai falou, depois de um tempo e fez sinal para um segurança, não entendi seu movimento - não quero o que é seu, quero o que é dela, quero o que é seu e dela junto, mas não posso sujar minhas mãos matando vocês, então, filhão, alguém vai ter que fazer isso pra mim.


Seu sinal foi para um segurança disparar fogo contra mim? Não entendi, pois se foi a intenção, ele é cego e acertou o peito de Tom Levy.


- Primeiro de tudo, eu não divido as coisas e estou me fodendo para a porra do Governo. Segundo : me dê a sua menina que eu preciso do poder dela, ou eu a encontro e a destruo da pior maneira possível.


Neguei com a cabeça.


- Por que não pega somente seu poder? Eu converso com ela.


Ele riu.


- Sem morte, sem guerra, sem perdas… não tem emoção.


Olhei para o corpo estirado, vendo Tom com as mãos cheias de sangue, se contorcendo no chão.


Ele não é uma perda considerável, miserável.


Peguei a arma do segurança, sem mostrar ameaça e mirei na cabeça do filho da puta, abrindo um buraco no meio da sua testa.


Já era Tom, já era.


Eu imaginei meu pai estirado no lugar de Tom e pensei se tenho realmente coragem de matá-lo. Minha mente se dispersou e eu fitei o corpo com desgosto, olhei para o meu pai, vendo de rabo de olho o segurança com a mão esticada para pegar de volta a arma. Segurei o objeto com força e encarei meu pai profundamente.


- Deixa a Hilary em paz - apontei a arma em sua direção, mirando em seu peito, fitando seus olhos.


Jeremy pareceu aflito, mas não se mexeu. Ouvi então, dezenas de armas serem carregadas e apontadas em minha direção, cerca de vinte homens estão aqui.


Se eu der um tiro, recebo mais de vinte.


- Eu posso deixar ela em paz se ela me der o poder - ele foi claro, pareceu muito objetivo e sincero em suas palavras, só pareceu mesmo- quero o poder dela e o seu até o último centavo relacionado à máfia. Sei que não tem nada além disso.


Respirei fundo e neguei com a cabeça.


- Não vou te dar nada, Jeremy, você não merece nada! - mais uma vez eu quis atirar, mas confesso que não quero morrer agora - mentiroso do caralho!


Ele se levantou e chamou os seguranças.


- Até logo, Justin - meu pai saiu com seu batalhão pela porta e em minutos, me virei para Ryan.


- O que é foi isso? - perguntou Amber, com os olhos do tamanho de uma laranja.

- Foi um aviso, Amber - respondi.



Hilary Blake p.o.v



Marcar consultas, comprar roupinhas com Kate e Chaz e ligar pro Justin. Essas foram as duas semanas seguintes.


Quando fui pela manhã no hospital, minha mãe colocou na cabeça que é uma menina, apesar de eu achar o contrário, Chaz me levou para o centro da cidade, não imaginei que a França seria linda num todo.


Compramos sapatinhos neutros, casacos extremamente minúsculos e pares de luvas, calças e meias.


Chaz querendo me fazer esquecer de Justin e minha mãe do tal de Tom.

Pode ter certeza que eu não surtei quando soube do meu irmão, não mesmo, eu relevei totalmente.


Já aconteceu tanta merda comigo que eu não me surpreendo mais. Eu falei o seguinte para Kate após sua revelação “ Tudo bem, não é como se ninguém nunca tivesse me enganado”.

Ela ficou surpresa, eu também fiquei.


Sobre hoje, sei que foi uma tentativa de me fazer esquecer o caos que minha vida se encontra. Mas talvez Kate e principalmente Chaz, estejam em ajudando a aceitar a criança, pois eu não consigo aceitar que Justin está longe, isso definitivamente não.


Descobri algo novo hoje quando coloquei meu café da manhã para fora no meio da loja, eu amo esse bebê. Amo muito ( Mesmo que eu tenha vomitado horrores quando eu senti cheiro de pipoca doce da venda ao lado). Amo saber que estou grávida do cara que eu amo. Acho que a criança veio pra reforçar nossa união.


São oito e meia da noite, está gelado e seco, diferente do clima quente de LA.


Me sentei na frente da lareira e observei o fogo queimar uns gravetinhos.


- Quer chocolate quente? - dei um pulo de susto quando Chaz se sentou ao meu lado, me dando uma xícara

- Valeu - murmurei e tomei um gole, assoprando a bebida em seguida.

- Como está se sentindo? - Charles acariciou minha bochecha, exatamente como Justin fazia.


Não, fazia não, como ele FAZ. Ele não morreu pra eu pensar assim.


- Incompleta - minhas palavras preencheram o cômodo. Chaz me puxou para os seus braços e fez carinho na minha barriga, meu peito doeu.


Era para o meu namorado estar fazendo isso.  


Senti um beijo nos meus fios e lembrei dos meus poucos dias assim com Justin. De seu toque, seu cheiro gostoso, suas ondas de calor que aqueciam meu ser. É fantástico como Justin transmite sensações desconhecidas.


Eu sinto tanta falta dele, já tem praticamente um mês.


- Logo você vai estar completa, eu prometo… - Somers ergueu meu rosto, olhando em meus olhos.


Nossos lábios chegaram perto demais e eu recuei um pouco para trás.


- Chaz…

- Por enquanto, eu posso ser sua válvula de escape - ele me beijou. Tão rápido que eu não pude desviar.


O calor da lareira me deixou mais quente que o normal por conta do susto. De repente, eu senti vontade de transar, retribui o beijo calorosamente, com o desejo correndo nas minhas veias.


Eu estou traindo Justin.

Eu estou traindo Justin.

Eu não posso!


- Justin, para! - empurrei Chaz com força, ele quase caiu da poltrona. Me levantei e limpei os lábios.


Caramba, eu estou excitada. Droga.


- O que? - Somers se levantou.

- Mandei parar, não podemos, é errado com o Justin.

- Você disse o que? - perguntou ele.

- Para, eu disse para parar, é errado.


Charles negou com a cabeça.


- Antes disso.


Parei para pensar e arregalei os olhos.


- Eu não sou ele, Hilary! - ríspido nas palavras, Chaz passou por mim - e é bom que você se acostume com a idéia, ninguém aqui é o Bieber e ele nunca mais vai voltar.

- Você não sabe o que diz! - bati o pé, com os olhos cheios d’água.

- Eu sei o que digo - ele começou a subir as escadas - é bom você esquecer ele, pois eu duvido que ainda esteja vivo. As promessas para você foram falsas, Hilary, ele já deve estar à sete palmos abaixo do chão.

- Mentira!! - gritei com raiva, subindo atrás - você tá bravo porque gosta de mim - debochei, sem medir as palavras - mas você nunca vai ser o Justin, porque eu amo ele, não você!

- Cala a boca, Hilary! Você não aguenta a verdade? Porra, não existe mais nada entre vocês, ele nunca mais vai voltar e se ele morrer  vai ser sua culpa! 







Notas Finais


Beijos, comentem aí ♡

Todo amor!


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