História We Are A Mess - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~FairyJujuba

Postado
Categorias Magcon, Matthew Espinosa, Shawn Mendes
Personagens Matthew Espinosa, Shawn Mendes
Exibições 71
Palavras 4.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii
perdão pela demora, eu sou uma vacilona desculpem ;-;
TEM HOT, SE NÃO GOSTA... NÃO SEI, PULA SEI LÁ!
EU AVISEI!

Capítulo 18 - Capítulo 18


HÁ! EU CONHECERIA ESSA VOZ NEM QUE FOSSE NO QUINTO DOS INFERNOS!

— KARLA CAMILA CABELLO ESTRABAO! – Dou um grito ao que pulo no colo na cubana, quase a derrubando por ser mais alta que ela.

— Oi! – Ela diz, corada. — Feliz aniversário! – Ela estende uma caixinha mediana embrulhada e com um enorme laço em cima. — É meu e das meninas – diz e logo vejo os amores da minha vida.

— Meu Deus – começo a ficar tonta e cambaleio quando Camila sorri para mim. Dou um passo para trás, tentando me equilibrar e ouço a risada do meu namorado ao que ele me segura pela cintura.

— Amor, você está bem?

Ponho a mão na testa e me escoro um pouco mais em Shawn. Ele me vira para ele e vejo seu cenho franzido. Ele parece loucamente preocupado.

— Amor, você está pálida! Vem, senta aqui – ele senta em um banquinho disposto no bar e me apoia na coxa.

— Me solta eu preciso dar uns beijo na Camila!

Ele ri da minha cara descaradamente e põe a mão na minha testa.

— Você está suando frio, baby – ele está em um misto de risada e preocupação. Tento levantar com os braços estendidos para Camila, que ri junto das meninas. ­— Primeiro você se recupera, depois abraça a Camz. Ela não vai fugir.

— Não! – Brigo choramingando, mas a verdade é que estou mesmo passando mal e acabo cedendo quando ele me puxa e me abraça enfiando minha cabeça na curva de seu pescoço.

Passo o dedo sobre uma pintinha em seu pescoço e fico acariciando o lugar, sentindo a pele de Shawn se arrepiar.

Fico uns quinze minutos sentindo suas mãos acariciando minha cintura e braço, enquanto ele me balança devagarinho, como quem balança um bebezinho para que ele durma.

— Está melhor? – Pergunta notando que estou quieta.

Fifth Harmony já se espalhou pela festa e estão conversando com a fucking holy shit Taylor Swift. Eu nem sem o que pensar. Essa festa jamais será esquecida.

— Vem, vamos tomar um ar – ele levanta comigo no colo e eu rio quando ele começa a correr esbarrando nas pessoas.

Quando chegamos na parte externa do local, Shawn me põe no chão.

— Gostou da surpresa?

— Como se eu tivesse aproveitado muito delas – digo revirando os olhos ao lembrar do meu piripaque ao ver o Fifth Harmony.

— Volte lá e converse com elas – dá de ombros, se escorando em um pilar.

Meus olhos brilham.

— Mesmo?

— É, vai lá! Mas antes... – Ele segura meu braço e me puxa delicadamente. — Eu te amo tanto...

Eu sorrio e olho para baixo. Shawn puxa meu queixo pra cima e me beija intensamente. O beijo dura longos segundos, com direito à sorrisos e risadinhas e algumas mordidas. Quando ele se afasta um pouco mais eu murmuro contra seus lábios.

— Eu te amo mais – digo olhando dentro de seus olhos.

Seu queixo cai e ele arregala os olhos. Seu aperto fica mais forte e ele encaixa sua cabeça entre meu ombro e pescoço, roçando o nariz levemente em minha pele.

— Você não imagina como é bom ouvir isso – dá um beijo casto em meus lábios e eu sorrio, me sentindo plena.

Só de lembrar que em alguns meses eu vou ter que voltar e esse conto de fadas vai acabar já me dói em algum cantinho dentro do meu peito.

— Me desculpe pela demora pra dizer...

— Não, tudo bem. Valeu a pena esperar.

Ficamos nos beijando um tempo do lado de fora e resolvemos voltar para não darem nossa falta.

Quando vejo as meninas rindo e conversando com Ella no bar, meu nervosismo volta.

Shawn solta minha cintura e me empurra de leve pelas costas.

— Vai lá!

Saio correndo e quando chego nelas, abraço Camila mais apertado que tudo e ela me aperta de volta.

­— Eu amo você tanto! – Grito e Shawn bate em minha bunda.

— Sério que eu esperei meses e pra Camila você disse na primeira vez?

— É diferente, seu bobão! – Digo sentindo as lágrimas se formando ao que Camila afaga meus cabelos.

Lágrimas de pura felicidade.

­— Você e seu bundão são reais, ai meu Deus! – Digo depois que nos afastamos. Raffa bate com a palma da mão na própria testa.

— Não liga pro que ela diz, é louca – Raffa adverte Camila que dá risadas.

— Então, já que a Julie surtou antes, agora eu vou fazer as devidas apresentações. Meninas, essa é a minha namorada maravilhosa Julia e bom, Julie acho que você sabe bem quem elas são – diz em tom enciumado. Beijo seu bico e ele desfaz a careta.

As meninas soltam um “awn” e eu continuo abraçada em Camila, ao que começamos a falar sobre música. Digo que tenho compondo com Shawn e ela diz que ele é um ótimo compositor, e nós começamos a falar então de I Know What You Did Last Summer. Em um diálogo de dez minutos eu consegui o marco histórico de passar vergonha, tendo falado mais de dez vezes sobre o tamanho da bunda dela.

— Já que você gosta tanto da minha bunda, por que a gente não vai lá dançar?

— Isso! Vou pedir pro DJ tocar Worth It – Ella sugere e eu quase choro de emoção.

Nós vamos pra pista e eu e Ella sabemos toda a coreografia e demos altas risadas.

Depois de um tempo rebolando pra lá e pra cá, sentamos, cansadas e ficamos conversando por um longo tempo.

 

[...]

 

— Acorda sua preguiçosa – Shawn murmura com uma voz completamente rouca em meu ouvido. Me espreguiço, sentindo meu braço bater em uma coisa quente. A barriga do meu namorado.

Abraço-o, aninhando a cabeça em seu peito desnudo. Suas mãos passeiam pelas minhas costas.

— Vamos ficar aqui – murmuro completamente grogue, entrelaçando nossas pernas.

— Não, tenho que levá-la ao estúdio.

— Eu não quero sair – murmuro manhosa, me colando ainda mais ao corpo dele. — Você está quente...

Ele dá uma risada desconfortável.

— Amor, é sério! – Ele tenta levantar, mas eu choramingo.

— Amor, é sério! – Imito-o fazendo-o revirar os olhos e me empurrar de leve.

— Para com isso, criança – diz e eu fico zangada. Não gosto quando me chamam de criança.

— Com licença, a criança aqui tem vinte anos e você tem quantos mesmo? Ah é, dezessete, coitadinho – digo me levantando um pouco mais, ficando meio sentada. Puxo o lençol para cobrir meus seios e ele se joga em cima de mim.

— Eu não era criança ontem, não é?

— Ah não, você vai começar – digo quando sinto seus lábios em meu pescoço. — Shawn a gente acabou de acordar!

— A vai, só uns beijinhos.

— Homens nunca querem só uns beijinhos – tento empurrá-lo. — Levanta vai, você é pesado.

— Tá me chamando de gordo?

— Sim. Você é gordo, agora sai de cima de mim.

Ele levanta, levemente ofendido e senta na cama. Olhando para ele assim, o cabelo bagunçado, a barba crescendo sem permissão de forma desregular pelo seu rosto e os lençóis cobrindo parte do seu corpo, ele parece mais um deus grego do que meu namorado. Ou melhor, ele parece meu namorado-deus-grego.

Levanto da cama e visto a camisa de Shawn, já que não acho meu sutiã no meio da bagunça que o quarto dele se tornou.

— Há quanto tempo você não arruma esse quarto?

— Dá um tempo vai, você ajudou a bagunçar ontem – se joga na cama, passando a mão nos cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados.

Mordo o lábio olhando para a escrivaninha. Os papéis todos jogados no chão, as canetas também e a luminária quebrada, pois nós derrubamos. Dou uma risada com a memória de Shawn soltando um palavrão ao esbarrar no objeto. Depois teve a porta... A poltrona...

— Está rindo de que? – Pergunta indo até a poltrona e pegando sua calça.

— Lembrando de você quebrando o abajur.

— Você quis dizer nós quebrando.

— É pode ser – dou de ombros, vestindo minha calcinha. Ele me observa com um sorriso brincalhão nos lábios.

— Você é a namorada mais linda do mundo.

­— Não foi isso que você disse quando me pediu em namoro – digo lembrando da letra da música que ele cantou. — “Ela nem é linda de morrer...” obrigada, me sinto muito melhor agora.

— Você fala isso agora, mas lá no dia você estava vermelha como um tomate. Eca... tomates...

Rio de sua infantilidade e abro a porta, olhando discretamente pelo corredor. Ouço som de vozes vindo da cozinha e antes de eu pular pra fora e correr até meu quarto, Shawn me puxa pela cintura.

Ele beija meu pescoço e tira o cabelo do caminho, jogando-o todo para um lado. Tento espernear, mas ele é muito forte.

— Shawn para! Eu tenho que tomar banho se nós vamos sair.

— Vem comigo – pede e começa a me arrastar.

— Onde? Não! Eu tenho que...

Ele me solta dentro de seu banheiro. É diferente do meu. Suas paredes são de tons azuis escuros e sua pia é um pouco menor que a minha, mas a bancada ainda é de um bom tamanho para sentar em cima.

­— Você quer tomar banho? Então você vai, só que comigo.

— Eu não quero fazer tudo com você, nós não somos grudados.

— Mas eu quero fazer tudo com você. Vai, não briga comigo... Estou carente.

— Sei bem que carência é essa – digo arqueando a sobrancelha. Entro no box devagar e ligo o chuveiro, puxando Shawn pelo braço com tudo, fazendo o se molhar.

— NÃO! – Grita e eu dou um pulo. Seu cabelo cai molhado em sua testa e eu rio. Parece um cachorrinho.

— É pra apagar esse seu fogo! – Digo rindo e logo um grito sela minha risada. Ele me puxou junto! — Shawn!

— Só uma pessoa tem o poder de apagar o meu fogo – diz apertando minha cintura sobre a camiseta molhada.

— Sai! – Grito batendo nele e rindo ao mesmo tempo.

Shawn começa a me encher de cócegas e eu quase faço xixi de tanto rir.

— Para! – Meu grito é tão alto que acho que ouviram lá do outro andar.

— Shhh! – Ele me prensa na parede e cobre minha boca. Sua mão é do tamanho do meu rosto ou é só impressão minha?

Mordo seu dedo e ele me observa, deixando eu fazer o que quiser. Eu disse que não queria fazer nada porque acabamos de acordar, mas é como o ditado, já que estou na chuva, então vou me molhar.

Seguro seu pulso com as duas mãos e capturo seu dedo indicador com os lábios. Mordo a ponta e o enfio inteiro na boca, chupando. Coloco seu dedo médio junto com o indicador, sempre olhando Shawn nos olhos. Sinto algo duro se prensar em minha barriga ao que Shawn se aproxima um pouco mais, a outra mão apoiada na parede ao lado da minha cabeça. Sua respiração está ofegante.

Solto seu dedo e ele passa-o pela minha bochecha, fazendo um carinho.

— Você quer me deixar maluco, não é?

— Mera ilusão do seu cérebro – digo em tom brincalhão.

Mas ele não acha graça, pois ataca meus lábios com desejo. Suas mãos pressionam minha cintura com certa força e sinto meu sangue ferver.

Sua boca desce deixando beijos pela minha bochecha indo até meu pescoço. Suas mãos descem e entram por dentro da camiseta. Ele puxa o elástico da minha calcinha e abaixa, descendo junto com ela. Ele fica de frente para minha barriga e eu sorrio, passando as mãos por seus cabelos molhados, afagando-os.

Chuto a peça para longe e ele sobe de volta, me prensando na parede. Shawn termina de descer sua calça que eu nem percebi que ele já havia tirado e a joga longe, perto da minha calcinha.

Ele me dá impulso e eu pulo, enlaçando sua cintura com minhas pernas. Shawn puxa a camiseta encharcada que estou usando e joga em cima do vidro do box. Sua boca corre pelo meu corpo, em meus seios e meu pescoço, clavículas... Estou pegando fogo.

— Shawn, vai – peço quando sinto sua mão subindo minha coxa.

— Calma, sua apressada – ele ri abafado. Sua mão encontra minha intimidade e ele passeia sem a menor pressa pelo lugar. ­— Você está molhada...

— E você está provocando – jogo a cabeça para trás e bato na parede, fazendo um barulhão ecoar. Sinto uma dor horrível. Shawn ri, mas logo se preocupa. Sua mão sobe até meu pescoço, onde ele puxa para ver se estou bem.

— Amor! Cuidado! Você está bem?

Levo a mão até a cabeça, não conseguindo disfarçar a dor.

Shawn tenta me pôr no chão, mas eu o impeço.

— Eu estou bem! – Digo choramingando.

Ele ri e leva a mão de volta para o meio das minhas pernas.

— Vai de uma vez!

— Calma, Julia! Se eu penetrar você à seco vai machucar.

— Eu não estou seca, estou bem excitada se você ainda não percebeu – xingo. A dor na minha cabeça não ajuda em nada.

— Você quer parar, deve estar doendo – ele volta a se preocupar, provavelmente porque fiz uma careta.

— Não, não quero! Por favor – resmungo puxando-o mais para perto com minhas pernas, sinto seu membro duro em minha bunda.

Seu indicador escorrega para dentro de mim e eu gemo alto, tentando me mexer contra seu dedo.

— Você está tão apressada hoje!

— Eu sou apressada!

— Calma! – Ri do meu desespero e me beija, para tentar me acalmar, enquanto movimenta seu dedo para dentro e para fora em um ritmo nem tão rápido nem tão devagar.

Logo ele acrescenta mais um dedo e deixa-os parados enquanto foca em morder meu lábio.

Sua outra mão aperta meu seio e seus dedos voltam a se mover. Esses lindos dedos... Lembro de Shawn tocando violão, ou o piano, antes de começarmos a namorar. Eu via seus dedos e pensava besteira... Só de saber que são meus agora...

Eu não sei o que ele faz com os dedos, mas acaba acertando um ponto onde o prazer se multiplica. Gemo alto e me desmancho em seus dedos.

— Ah não! Você acabou com a brincadeira – ri, tirando os dedos de dentro de mim. Seus dedos estão sujos com meu orgasmo.

— Nem pense em fazer o que estou pensando – digo ofegante do orgasmo recente.

— Eu já pensei.

— Então não faça!

As pontas de seus dedos encontram sua boca e eu faço uma careta.

— Não precisa fazer isso!

— Mas eu quero!

Reviro os olhos. E ele chupa os próprios dedos. Me encolho fazendo uma careta. É bom que ele não me force a engolir esperma, porque eu não vou!

— Para com isso! Desse jeito eu vou... – Ele para, corando

— O que?

— Broxar – sussurra envergonhado.

— Ai Shawn, para de falar e me come – digo puxando-o para mais perto.

Sua boca encontra a minha com urgência e sinto a cabeça de seu pênis tocar meu clitóris. Mordo a boca de Shawn sem querer. Droga, esse é meu maior medo desde o nosso primeiro beijo. Mordê-lo por ser desastrada demais.

— Ai! Julia! – Exclama se afastando.

— Caralho, tá difícil hoje em?! – Digo com a boca ainda colada na dele, sentindo o gosto de sangue.

— Agora vai – diz e me penetra em um só movimento.

Ele estava certo sobre a preparação. Eu posso transar com Shawn Mendes até o final da minha vida, mas nunca vou me acostumar com esse tamanho.

— Au – solto sem querer e ele ofega em meu pescoço, escondendo o rosto ali. Escuto uma risadinha e isso faz as coisas se aquecerem um pouco mais lá em baixo.

— Eu avisei...

— Amor – gemo como se fosse fazer a dor passar.

Ele massageia meu clitóris e eu me escoro ainda mais na parede, apertando os ombros largos e fortes de Shawn.

— Isso – murmuro grogue de prazer. A dor sendo esquecida aos poucos.

Ele começa a se mexer e logo abandona meu ponto de prazer para poder sustentar melhor o meu corpo.

—Tão apertada! – Murmura em  meu ouvido e eu gemo junto dele.

Aproveito a sensação de ser completamente preenchida, sentindo meu estomago revirar. Sei que vou gozar logo quando Shawn acha meu ponto g. Nós dois somos uma bagunça de gemidos. Ele fica tão sexy assim, se mexendo rápido e concentrado. Sua testa franzida, olhos cerrados e a boca aberta que às vezes ele morde. Sinto meu orgasmo se formar só com a visão. Mas ainda tem o som: gemidos roucos e baixos, em meu ouvido.

Minhas mãos não ficam paradas, enquanto ele aperta minhas coxas e minha cintura, eu vou de suas costas aos seus ombros e termino em seus cabelos onde eu puxo e trago-o para perto de mim para beijá-lo.

— Amor... Eu preciso que você venha – pede, a voz rouca e falha.

— Humm – nem consigo formar palavras sólidas. Só consigo gemer e me apertar ainda mais ao seu redor.

Shawn move a boca para meu pescoço onde ele morde e chupa, às vezes até beija. Escorrego minhas mãos de seus cabelos e arranho suas costas, ouvindo-o grunhir.

— Amor, eu não consigo mais segurar – avisa e eu concordo, mordendo o lábio. Arranho suas costas mais forte.

— Só mais um pouquinho – peço e ele diminui um pouco os movimentos. — Não, amor! – Grito e ele volta com a velocidade rápida de sempre, fazendo com que eu goze em poucos minutos.

Ele joga a cabeça para trás sentindo meu corpo apertá-lo involuntariamente e só então eu arregalo os olhos e tento empurrá-lo, mas aí já é tarde, sinto seu líquido grosso e quente entrando e escorrendo por minhas coxas. Vejo sangue em minhas mãos, provavelmente dos arranhões nas costas de Shawn que já estavam lá desde a noite passada.

Nem tento mais empurrá-lo, a merda já foi feita. Solto um suspiro e prendo a respiração, tentando não me desesperar, embora eu já esteja desesperada.

Sawn está fraco, posso ver. Foi um orgasmo intenso, então ele descansa em meu ombro. Quando ele finalmente ele me olha, vê que estou assustada.

— O que foi amor? – Ele tenta me pôr no chão mas acaba escorregando, pois, o chuveiro ainda está ligado e está tudo molhado.

Caímos os dois no chão, eu em cima dele, que bate com as costas no chão.

 — Ai! – Reclama eu acabo rindo, fazendo-o rir e por fim somos dois retardados rindo no chão do banheiro.

A água quentinha cai em minhas costas e eu quase me permito relaxar. Quase.

— Tá fazendo de novo.

­— O que?

— A cara de “AI MEU DEUS” – ele diz e faz um gesto pondo a mão no peito. Rio e ele me acompanha.

— É porque AI MEU DEUS a gente fez merda – digo ofegando e me sentando em suas coxas. Ele ainda está duro. Suas mãos correm por minhas coxas, mas eu já estou irritada demais para entrar na onda. A excitação toda acabou quando percebi a merda que nós fizemos. — Ah não Shawn, se vira aí – levanto de cima dele e saio do box, pegando uma toalha e me secando superficialmente.

Ouço o chuveiro desligar e logo sinto as mãos enormes do meu namorado em minha cintura.

— Ei, ei, ei! – Ele me puxa e me vira para ele. — Você nem terminou o banho!

— Eu já tomei banho ontem.

— Você está toda suja, se é que me entende – diz e passa a mão na minha coxa interna, tirando um pouco de esperma que escorre. Realmente, isso está nojento.

 — Eu preciso ficar sozinha, ok?

— O que aconteceu? Foi alguma coisa que eu fiz?

— A gente esqueceu a camisinha, gênio! – Solto de uma vez e ele revira os olhos, se afastando e abrindo uma gaveta da bancada da pia. Ele tira uma cartela com um comprimido bem no meio e me estende.

— Já ouviu falar em pílula do dia seguinte?

— Já e também dos seus 88% de chances de dar certo – digo nervosa. Ele ri.

— Amor, calma! Você não vai ficar grávida – ele me abraça e beija meu pescoço enquanto eu aperto a cartela contra meu peito.

— Me solta seu lixo! – Digo falsamente irritada e ele desamarra o nó da minha toalha, me puxando pela mão.

Largo a cartela em cima da bancada e vou com ele.

— Você tem muitas dessas nessa gaveta? – Pergunto e ele ri.

Terminamos o maldito banho depois de eu engolir a maldita pílula.

Quando descemos as escadas a cozinha está praticamente virada ao avesso. A pia está cheia de louça, tem cereal com leite derramado no chão e a fruteira cheia de coisas saudáveis está intocada. Ella está em cima da mesa gritando para os garotos pararem com uma frigideira nas mãos. Enquanto Carter persegue Matt, os Jacks brincam de fazer desenhos com ketchup em cima da bancada, Hayes, Aaron e Jacob observam tudo sentados ao redor da mesa rindo como condenados e Taylor dança Macarena para que Nash e Cam filmem.

— Que porra tá acontecendo aqui? – Pergunto entrando na cozinha. Shawn aparece logo em seguida, sem camisa e secando os cabelos com uma toalha.

— Faz eles pararem! – Raffa pede com tom de súplica.

— Chegou de palhaçada, Jacks, parem de sujar a minha bancada. Taylor, você está espalhando o cereal dançando desse jeito, tira os tênis, põe pra lavar e pelo amor de deus limpa essa bagunça. E vocês três, tratem de lavar essa bagunça – digo para Aaron, Jacob e Hayes que acharam que iam se safar.

— Ela acabou de voltar da lua de mel e já quer dar ordens – Matt diz sarcástico e eu mostro o dedo do meio.

— Essa casa é uma bagunça – Ella diz, finalmente descendo da mesa e soltando a frigideira.

Em apenas alguns minutos, a cozinha volta ao seu estado normal. Acho que aprendi com a Ella a ser tão mandona assim.

— Como foi que você perdeu o controle daqui? – Pergunto para Ella, depois de sentar no colo de Shawn, comendo uma maçã.

— Eu não sei. Uma hora eles estavam controlados, eu até impedi o Matt de jogar uma panqueca no teto, mas aí os Jacks derramaram ketchup na bancada, o Taylor deu um tapa na tigela de cereal e derramou tudo e começou a dançar em cima, depois o Matt empurrou o Cartah em cima do ketchup e os dois começaram a brigar...

— Já deu pra entender. Vou deixar as crianças sob sua responsabilidade hoje.

— E posso saber à onde a senhorita vai?

— Eu vou levá-la ao estúdio – Shawn responde por mim e em seguida pede para que eu prenda seu relógio para ele, agradecendo com um beijinho na bochecha.

— Vocês já não desgrudavam antes, agora que acasalaram vão provavelmente virar um só. A Julia já está virando vesga se você prestar bem atenção – Cameron diz, arrancando risadas dos outros. Eu não vejo graça.

— Você está insinuando que eu sou vesgo? – Shawn diz com tom falsamente ofendido.

— Você é! – Aaron diz e todos assentem.

Levanto do colo dele e vou buscar minha bolsa, assim que desço vejo todo mundo rindo e Shawn corado como um pimentão.

— Que estrago que você fez nas costas do menino! Passa uma pomada nisso aí antes que infeccione – Ella diz nervosa e os garotos riem mais ainda. Arregalo os olhos ao ver as costas de Shawn completamente arranhadas.

Eu passo uma pomada de forma bem rápida arrancando grunhidos de dor do meu namorado e obrigo-o a vestir uma camiseta.

— Está doendo! Tem certeza que eu não posso ir sem a camiseta? – Pergunta depois de entrar no carro. Eu reviro os olhos.

— Não quero você andando por aí sem camiseta. Todo mundo vai olhar pra você e não quero ninguém botando olho no que é meu.

— Depois sou eu o possessivo – dá partida no carro.

Nós brigamos o caminho inteiro, mas tudo isso porque estou muito nervosa. Primeiro, o medo da gravidez. Ok que as chances são mínimas, mas eu sou tão azarada que nem sei mais. E depois, essa é a primeira vez que Shawn me traz ao estúdio onde ele grava, com a presença de alguns dos produtores e de Andrew Gertler, seu manager.

— Chegamos, estressadinha – diz depois de estacionar o carro em uma vaga do estacionamento da gravadora. — Aqui não é a sede da Island, é só uma filial, mas é onde tenho gravado o meu último álbum.

— Uhum... – Digo apenas para que não fique aquele silêncio chato.

Nós saímos do carro e entramos na gravadora, onde a secretária recebe Shawn com um sorriso enorme e dois peitões quase pulando pra fora da camisa social. Eu rosno pra ela, cerrando os dentes e entrelaçando meus dedos nos de Shawn, deixando meu anel à vista. Ela arqueia a sobrancelha e Shawn ri.

­­— Nem te reconheço mais, Julie – diz enquanto nos dirigimos até o elevador. Eu abraço seu braço e o olho por debaixo dos cílios, sorrindo como uma criança travessa.

Assim que chegamos ao andar que Shawn deseja (é o quinto), nos dirigimos a uma porta branca e Shawn bate antes de entrar.

— Pronta?

— Para que?

— Eu não quero estragar a surpresa, mas, apenas diga se está pronta para... Algo grande?

— Eu nasci pronta, né Shawn!

Ele ri e então nós entramos na sala.

 

Raffaella POV

Hoje começa oficialmente meu último mês de férias e eu quero encarar a depressão naquela piscina maravilhosa lá dos fundos, então acordo bem cedo (sim, um milagre. Deixo Matt dormindo e desço pra preparar o café dos meninos.

Mas tomo um susto ao descer as escadas. Uma das últimas coisas que eu esperava ver na segunda de manhã: Cameron Dallas e Nash Grier estão se beijando no sofá da sala. E quando eu digo se beijando, eu quero dizer, pra valer. Pra valer, mesmo. Com direito a falta de camisa e tudo. Cam passeia as mãos pelo cabelo enorme de Nash e eu tento não focar que tem dois gostosos se agarrando no sofá de casa, para simplesmente focar que são dois de meus melhores amigos, finalmente saindo do armário.

Tento impedir meu queixo de cair, e tento não derrubar nada enquanto subo devagar para pegar meu celular e tirar uma foto disso, mas tropeço no primeiro degrau da escada e caio de bunda no chão. Os dois se empurram rapidamente, Cameron com os lábios inchados e Nash parecendo ter saído de um furacão, tamanha a bagunça em seus cabelos.

— Ai. Meu. Deus. CASH IS REAL!

— Cala a boca! – Cameron pula do sofá e cobre minha boca quando começo a gritar “CASH IS REAL” que nem doida. Nash começa a rir.

Quando eu me acalmo, Cameron me solta devagar e antes de ele descobrir minha boca, Matt, Aaron e Taylor surgem e logo toda a Magcon desceu as escadas (menos o Shawn, dá pra ouvir os gemidos vindos do quarto dele).

— O que aconteceu?

— N-nada – Cameron diz tirando a mão da minha boca rapidamente. Eu o olho com a minha melhor cara de “vocês dois vão me explicar tudinho”, mas logo olho para Matt.

— É, nada amor... É que eu caí de bunda no chão e o Cam veio me ajudar, mas aí comecei a gritar e ele tampou minha boca pra não acordar vocês.

— Ah – ele diz e dou graças à Deus que ninguém prestou atenção o que exatamente eu estava gritando.

Vamos todos para a cozinha, mas o clima entre eu e o casal Cash está bem tenso. Esses dois vão ter que me explicar tudinho e me dar boas desculpas para esconder isso de nossos amigos.


Notas Finais


Desculpem se ficou um cocô </3
beijo <3


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