História We Are Back and We Are One - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~Kemyyuu

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanhun, Chenmin, Exo, Exo M, Exo-k, Exo-l, Hunhan, Kaisoo, Kristao, Layho, Ot12, Sulay, Taoris, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 458
Palavras 7.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Lettie: quatro meses. QUATRO MESES! Então... o que aconteceu comigo? Nem eu sei pra falar a verdade. Antes de tudo, sim, a culpa é minha e Kemy não tem nada a ver com a minha demora. Eu juro que não pensei que chegaria na marca de quatro meses sem atualizar, eu sou uma decepção, mano... MAS, para compensar tem aí oito mil palavras, ou quase, acredito eu. E sobre a demora, realmente não tenho desculpa, eu simplesmente não escrevia, não sei ao certo o que me impedia, mas eu sempre deixava pra depois e acabava não fazendo nada! Sentia ódio de mim mesma, de verdade. PORÉM EU FINALMENTE CONSEGUI TERMINAR, AMÉM!! Gente, eu não sei achava triste ou engraçado vocês comentando sobre nosso recorde de demora e/ou perguntando se nós desistimos, mas nada disso, bebês, WABAWAO, Lettie e Kemy estão aqui os três firmes e fortes, huh? Agora, boa leitura, e por favor, me perdoem <3

Kemy: OLÁ AMIGOS ESTAMOS DE VOLTA O MUNDO ESTÁ EM PAZ!!! Eu não sei nada do cap (na verdade sei os planos dele, mas tipo, saber o que tá escrito direitinho sei não bicho) a Lettie explicou porque da demora (ou pelo menos tentou né).
Eu senti saudades de verdade, cheguei a ler de novo e relembrar os momentos e, sério, eu amo essa fanfic demais???? É meu bebezinho eu não quero que acabe, mas é preciso porque nenhum ciclo começa sem outro terminar (ja viu um ano chamado 2016.5? Não. Minha resposta tá certa, viu?).
EU TO ANSIOSO PRA LER E ESCREVER DEMAIS, mas ao mesmo tempo, hoje é domingo, eu tive prova muito cedo e amanhã tem aula, mas juro que não vou (ou pelo menos vou tentar ao máximo né) demorar muito, mas quero trazer um cap bonzão pra vocês!!!
Agora boa leitura meus amores <3

Capítulo 17 - Capítulo 17


— Royalty. Sim, isso mesmo que escutaram, vocês se tornaram da realeza no próximo comeback. Todos os doze. 

— Espera, como assim realeza? — Chanyeol parecia perdido. 

— Reis, rainhas, príncipes e princesas, esse tipo de coisa. E, não, não são aqueles assustadores nos seus livros de história. São os estilo Disney

— Ah, bom. Ninguém aqui quer fazer cosplay de rainha Elizabeth, não — Baekhyun disse e pôde respirar aliviado. 

— Combina com você — Yixing disse para Suho. 

— Combina com você também — respondeu, exibindo seu sorriso magnífico. 

— Vocês não eram tão amorosos assim até pouco tempo atrás. Estou assustado — Choi falou. — De qualquer forma, aproveitem o resto da festa de seu companheiro de grupo, EXO, pois amanhã começa o trabalho duro. Oito horas da manhã vocês tem uma reunião com o senhor Kim, ceo da empresa. Até amanhã — o homem disse e foi embora. 

Depois de ter certeza que o manager foi embora, Yifan pôde expor sua opinião:

— Por que esse cara simplesmente não telefona para casa? Ele tem que realmente vir aqui sempre? 

— Concordo. Quero privacidade — Han disse e fez uma expressão raivosa. 

— Que fogo no cu vocês. Não tem nenhum problema — Sehun falou distraído. 

— Não tem? — Chanyeol perguntou. 

— Não, ué.

— Sehun, qual é a sua relação com o manager? Você parece bem próximo dele — Lu Han questionou e o maknae arregalou os olhos. 

— O que está insinuando? Nós nem somos amigos — falou, totalmente na defensiva. — Eu apenas gosto dele, acho que faz o seu trabalho bem e é próximo de nós. 

— Por que está tão na defensiva? Parece que eu disse algo que mancha seu orgulho — Lu reclamou. 

— Verdade. Olha com quem você tá, se fosse eu, antes Choi do que Han, né, parceiros? — Baekhyun disse sem fazer contato visual, vendo algumas fotos no Instagram. 

— Vocês me cansam, sinceramente — Lu Han disse e bufou. — Falou, mano, vou ir dormir — disse na direção de Chanyeol. 

— Baekhyun às vezes você exagera. Esse seu jeito está chato já — Jongdae comentou. 

— Ninguém te perguntou nada, vai dar atenção ao Minseok em vez de cuidar da minha vida. 

— Ninguém te atacou até agora. Será que dá pra parar? — Suho falou, já evitando qualquer discussão que pudesse se desenrolar. 

— Que foi? O senhor grito vem falar de mim e sou obrigado a ficar calado? 

— Sinceramente, não sei como o Chanyeol ainda está com você. Sua personalidade me dá nojo — Minseok disse, exagerando. Entrando na discussão para defender seu namorado. 

— Gente, sério, para — Junmyeon tentou controlar novamente. 

— Minseok tem razão. Baekhyun vem me irritando há bastante tempo, mas até agora eu não disse nada — Sehun também comentou. 

— Ah, então é isso? EXO contra Baekhyun? Quem disse que eu preciso de vocês? Se eu saísse desse grupinho agora e iniciasse uma carreira solo ficaria muito melhor. 

— Então sai. Vai lá e aproveita uma vida sozinho, você merece. Realmente você deveria aprender a conviver em sociedade, Byun — Chanyeol bradou arrogantemente, do nada, concordando com os outros integrantes. 

Baekhyun ficou assustado com a frieza que foi direcionada a si, e os outros também por vir de Chanyeol. Percebeu naquele momento que havia dito merda. 

— Todo dia uma confusão diferente no EXO — Zitao disse baixinho ao lado de Yifan, para apenas ele escutar. 

Wu concordou silenciosamente, acenando com a cabeça. 

Byun olhou todos a sua volta, os olhares estavam direcionados para o próprio. Parecia que nem piscavam, esperavam por sua reação. De toda forma, ela não tardou a chegar. 

Aparentando indiferença, o homem se levantou e foi direito ao quarto, apenas pegou casacos e se cobriu até o pescoço. Ao sair bateu de frente com Chanyeol no corredor. 

Nenhuma palavra direta, além de olhares, mas nenhum movimento foi feito. 

— Baek, eu... 

— Não, tudo bem, eu entendo — respondeu, antes que o outro pudesse continuar. 

Desviou do corpo mais alto e desceu as escadas, os olhares curiosos nunca o abandonando. Suspirou no meio do caminho e foi porta afora. 

Estava frio. E, para piorar, Baekhyun não se contentou em andar pela vizinhança. Pegou o primeiro ônibus para algum lugar que o deixasse longe — em Seul, claro — e, esperava que ninguém o reconhecesse, pois colocou a máscara, óculos e touca. 

Não reconhecendo a rua, decidiu que estava bem e desceu do veículo. Ficou vagando por aí até achar um lugar que pudesse ficar sozinho, até encontrar um banco em um ponto de ônibus. Decidiu que seria ali mesmo. 

Suspirou. Queria apenas pensar em tudo que estava passando. Ele notou quando seu jeito estava começando a saturar a si mesmo, não queria que tivesse que ser assim, mas percebeu que em alguns momentos forçava as coisas. Apenas gostava de ver as pessoas rirem e brincarem implicando, nunca foi a intenção deixá-las chateadas. 

Suspirou mais uma vez. Ele não iria chorar, disso tinha certeza. Mas seus pensamentos se focavam na maneira que Chanyeol direcionou as palavras para si. É certo que pouco tempo depois ele pareceu arrependido e certamente tentaria pedir desculpas, era da natureza de Park, afinal. Mas o próprio Byun não deixara. Ele não quer desculpas, ele aceitou que seus companheiros estavam certos. Era difícil admitir, mas ele compreendia. 

— Eu preciso ser mais suave, sem forçar nada. Eu consigo! — disse a si mesmo, em um tom suficiente para ele apenas ouvir em bom som. 

— Está falando sozinho, moço? — uma garota, certamente uma estudante do ensino médio, perguntou ao ouvi-lo. Ele nem havia a notado ali. 

— Ahn... não... quer dizer, sim, mas não necessariamente. Entendeu? 

— Eu não. 

— Ah — riu sem graça. Temia ser descoberto, no final das contas era um artista famoso em toda Ásia. Algumas fãs até chamavam o "EXO de donos da Ásia". — Não é tarde demais para uma garota da sua idade estar na rua? — disse, se intrometendo, mas era com boas intenções. 

A menina riu. 

— Obrigada pela preocupação, moço. Mas, sabe, a Coreia em si é um lugar seguro, esse bairro principalmente. Sabe onde estamos? — Byun negou com a cabeça. — Enfim, eu estudo até tarde, pois tenho curso técnico. É cansativo, mas serei alguém muito bem sucedida no futuro, pode apostar. 

— Acredito em você, não preciso apostar — sorriu. 

A menina assentiu com a cabeça, depois a virou na direção da rua ao ver um ônibus se aproximar. 

— É meu ônibus. Ei, Baekhyun, diga que eu desejei feliz aniversário ao Chanyeol e eu não sei por que está assim, mas espero que passe logo. Até mais — sorriu, se levantando. 

Byun não podia negar o espanto. Então a garota sabia quem ele era e mesmo não fez uma mini confusão de gritos. 

— Diga-me pelo menos seu Instagram para eu provar a sua teoria de ser bem sucedida

A garota riu e disse calmamente seu user, antes de subir no ônibus e finalmente partir. 

— Hm, será que eu fiz uma nova amiga? — disse em voz alta. — Ok, preciso parar com isso — decido a ir para casa, levantou dali e foi checar no mural de informações que ônibus o levaria de volta para casa. 

[...]

Casa do EXO, mais tarde do que o esperado. Ainda aniversário de Chanyeol

— Ele não atende? — Jongdae perguntava preocupado ao líder que ainda esperava uma reposta em seu celular. 

— Nenhum sinal — respondeu por fim. 

— É tudo culpa minha — Chanyeol disse, verdadeiramente arrependido, indo se sentar no sofá enquanto o resto se preocupava com Byun sem nem nota-lo, com exceção de Sehun. 

— Yo, mano. Vai dar tudo certo, sei que ele está bem — tocou seu ombro, tentando conforta-lo. 

— Sehun, eu não disse coisas legais para ele. Se fosse comigo eu saía mesmo e nunca mais voltava. 

— Você é muito exagerado, sério. 

— Realista. 

— Tanto faz — disse, perdendo a paciência bem no momento em que a porta foi aberta por um Baekhyun receoso. 

— Vai ficar aí parado? — Tao disse depois de alguns segundos de nenhuma atitude, de forma arrogante e recebeu um tapa de Minseok merecido. 

Chanyeol assim que se deu conta da presença mais velho, foi imediatamente o abraçar. 

— Desculpa, desculpa, desculpa. Eu te amo muito, por favor, me perdoa — disse, quase matando o outro sem ar pelo seu abraço. 

— Chanyeol, sério, não precisa se desculpar. Eu pensei sobre isso e vocês estão certos. Eu fui muito arrogante forçadamente durante esse tempo todo. Não vou mudar quem sou, mas serei mais suave, prometo — disse, com a voz um pouco abafada por ainda estar com o rosto colado no peito do outro. 

— Baekhyun, você não precisa fazer isso — Junmyeon disse num tom suave, tentando passar conforto ao Byun. 

Baekhyun delicadamente, se afastou um pouco de Chanyeol para falar, e em parte respirar também, da melhor forma com todos. Mesmo assim, Park realmente acreditava que tinha ido longe demais e não quis desgrudar, sendo assim, o abraçando-o pelo ombro. 

— Antes que eu esqueça, Chanyeol, uma menina no ponto de ponto de ônibus te desejou feliz aniversário. Isso aí, vou ignorar sua cara de confuso e continuar, ok? Prosseguindo... Mesmo que eu quisesse, não mudaria quem eu sou e ou minha personalidade. Então, relaxem. Minha única intenção é diminuir brigas e discussões — piscou na direção de Suho que assentiu sorrindo. 

— Eu realmente tenho orgulho de vocês... de todos vocês — Junmyeon disse meio do nada, mas arrancou sorrisos de seus amigos de grupo. — Mas, posso ter mais orgulho se todo mundo for dormir pra acordar amanhã bem cedo e ir para SM — depois dessa, os sorrisos se transformaram em caretas descontentes. 

[...] 

Casa do EXO, o dia seguinte, às oito e meia da manhã

— O comeback nem começou e nós já estamos atrasados — Jongdae falava de maneira cômica ao tomar sua xícara de café, como se realmente fosse engraçado. 

Mas, bem, não era engraçado. 

Tudo estaria as mil maravilhas, se a pessoa responsável por acordar todos, Jongin, não tivesse escutado errado. Ele passou que teria que acordar todos às oito e não às seis e meia. 

— Espera até o Suho sair do banheiro e checar as horas — Chanyeol dizia, já rindo, para Kai que estava terminando de tomar seu café da manhã. 

Baekhyun riu baixinho quando Kim deu um sorriso desesperado.

— Relaxa, antes do Sehun você é o bebê do grupo, Junmyeon não te fará nenhum mal — Kyungsoo dizia passando as mãos nos cabelos pretos do mais novo. 

— KIM JONGIN! — ouviram um grito no andar de cima. 

— Talvez ele faça sim, só um pouco — Kyungsoo disse em seguida. 

— Galera, não tem problema chegar lá separado, né? Sabe, em carros separados ou em ônibus que o Suho nunca entraria, não sei, talvez, quem sabe? — falava desesperado, com algumas gotas de suor querendo desgrudar de sua testa. 

— Acho que tem mais chances de você morrer no caminho, do que fugir do Suho, mas não sei, vai lá — Baekhyun respondeu. — Boa sorte. 

— Valeu, mano — disse, já saindo correndo porta afora, enquanto Kyungsoo o acompanhava calmamente. 

— Onde ele está? — o líder apareceu na cozinha depois de alguns segundos, segurando uma camisa e o tronco exposto. 

— Você anda malhando? — Baekhyun disse como quem não quer nada, para fugir do assunto e proteger Kim. Mas como Chanyeol não sabia de suas intenções lhe lançou um olhar reprovador. — Parece que seus músculos aumentaram. 

— Bom, vou ter que dizer que sim e... Ei, para de fugir do assunto! 

— Ele acabou de sair, Suho — sorriu e o líder bufou, voltando para o andar de cima. 

— “Você anda malhando”? — Chanyeol disse com uma voz engraçada e Baekhyun riu. 

— E você, anda malhando? 

— Quer descobrir hoje? 

— Quanta safadeza — riu. 

[...] 

SM entertainment, às nove e quarenta e cinco

— Me expliquem, COMO VOCÊS CONSEGUIRAM CHEGAR MAIS DE UMA HORA DEPOIS DA HORA MARCADA? 

— É culpa dos chineses que voltaram para o grupo, falo logo — Sehun disse entrando na sala e sentando-se em uma cadeira à mesa. 

— Mas quem tinha que nos acordar era o... — Luhan tentou completar a frase, mas recebeu um soco na perna de Kyungsoo. — Ai! Por quê?

— Apenas sentem logo. Vamos começar logo com isso — o CEO disse, pegando documentos de algumas pastas que estavam à sua frente na mesa. 

Todos imediatamente procuraram seus lugares e foram até eles, enquanto esperavam qualquer palavra do homem de frente à mesa. Kim Youngmin. 

— Vejamos aqui — começou, analisando os papéis. — Primeiramente, vocês tem sorte por eu estar livre agora. Acham que são a única fonte de renda da SM para se atrasarem desse jeito? — reclamou com tom autoritário. — Mas, focando-se no comeback... Vocês já sabem o tema, certo? 

— Sim, senhor — Suho confirmou e o homem assentiu. 

— Ótimo. Uma coisa a menos para ficar falando, mas imagino que Choi contou, mas não deu tantos detalhes, certo? — depois das confirmações com a cabeça, ele prosseguiu: — Realeza é um tema um pouco inusitado se vocês forem parar para pensar, quem foram os poucos que se arriscaram com esse conceito na indústria do Kpop? Bom, EXO, com agora, atuais doze membros, vocês devem estar prontos para revolucionar essa indústria, como estão acostumados a fazer. 

— Depois daquele “Ko Ko Bop” que mais parecia que nós estávamos fumando cantando, não duvido de nada — Sehun apenas comentou e Youngmin sorriu minimamente. 

— É, foi um conceito legal, com exceção da falta do Yixing — o líder adicionou. 

— Ah, mas ele não pode reclamar... Depois esteve no... — Jongdae iria continuar, mas ao ver a expressão divertida no rosto do chefe parou. — Desculpe... 

— Não se desculpe. Está tudo bem quando vocês debatem as coisas assim, educadamente em vez de se xingarem, não é, EXO? — olhou pelo canto do olho para Chanyeol e Baekhyun que forçaram sorrisos. — Continuando... Eu pensei bastante sobre tudo isso e decidi que todos vocês vão ter participação direta com o retorno — dito isso, ganhou olhares surpresos em sua direção —, a princípio todos ajudaram nas músicas, tanto compondo quanto fazendo o arranjo. Mas... Eu gostaria que a música título fosse escrita pelo Yixing e... Junmyeon — sorriu por fim. 

— Eu? Por que eu? — o líder perguntou, um pouco assustado, aquilo era uma coisa que nunca tinha acontecido antes. 

— Acho que vocês podem criar algo esplêndido juntos. Yixing é um ótimo compositor, já fez várias músicas. E sobre você, Junmyeon, eu já li várias das suas letras — riu um pouco ao ver a expressão do outro ficar pior. — Não se preocupe, como eu disse, vocês dois podem criar algo esplêndido. 

— Tipo um filho? — Tao falou do nada e recebeu todos os olhares em sua direção. Riu nervoso, antes de disfarçar: — O que foi? Foi só uma brincadeira. 

— Huh... Ok — Youngmin concordou. 

Kyungsoo lançou um olhar ao Tao do estilo “você não pode falar esse tipo de coisa perto dos nossos superiores. Ficou maluco” como um pedido mudo para ele calar a boca dali em diante. 

Yixing sorriu para Suho que retribuiu a ação, divagando levemente no que eles poderiam fazer. Será que aquilo daria certo? 

— Continuando, quero que a coreografia fique por conta de Jongin e Sehun com auxílio do coreógrafo. Tudo bem para vocês? Eu adicionaria Yixing também, mas acredito que ele estará ocupado demais com a música — os dois mais novos assentiram. Ninguém sabia, mas escondiam uma grande alegria por poder criar uma coreografia para algo tão importante como o retorno do OT12. — O resto de vocês podem ajudar em títulos, músicas, e ideias para o álbum e MV. Tudo certo? — perguntou e todos assentiram novamente com a cabeça. 

O CEO parou por um instante para tomar água e continuar a falar. 

— Também será necessário conscientização de vocês a partir de agora. Essa é uma fase muito importante, tanto para a empresa e tanto para o EXO, somos os primeiros a trazerem três ex-membros de volta ao um grupo e isso trará uma recuperação enorme, não vai ser como vocês estão acostumados. Tanto ofensas como elogios viram e vocês vão aguentar isso como um grupo, todos unidos — por mais que aquelas palavras pudessem soar repreendedoras, mas eram as mais doces que já direcionou aos doze homens em sua sala. — Por enquanto é só, você terão dois dias para preparem as músicas, e talvez os arranjos. Depois gravaram, e os Sehun e Kai terão mais dois para montarem a coreografia. Aproveitem bem o tempo de vocês, estão liberados por hoje. 

[...]

Casa do EXO, às doze horas da tarde

— Não acredito que vocês me fizeram parar para comprar sorvete — Chanyeol reclamava. Ele quem havia sido escolhido para dirigir de volta para casa. 

— Parece um velhinho rabugento — Baekhyun riu, puxando seu braço de leve para si mesmo. 

— Um velhinho rabugento poderia fazer altas traquinagens com você a quatro paredes, Baekhyun?? — questionou e o outro ficou envergonhado, tratando logo de se afastar e ir para a cozinha.

— Chanyeol tem um talento nato para afastar as pessoas, fico impressionado — Kyungsoo disse indo se sentar no sofá e colocar seu bom dorama. 

— Vou ignorar a ofensa, mas não era para você estar ajudando a escrever as músicas? 

— Ih, parça, tenho talento pra isso não. Meu negócio mesmo é o vocal, vai lá você, grande compositor. 

— Vou mesmo — resmungou e foi subir as escadas. 

Yixing ao tirar os sapatos perto da porta foi logo na direção de Suho, puxando-o para a escada em direção ao andar superior. 

— O que é isso? Sequestro na minha própria residência? — disse rindo, enquanto não fazia o menor esforço para se livrar das mãos do chinês. 

Yixing se limitou a rir, até conseguir levá-lo para o escritório que havia na casa deles. Era um cômodo bem confortável, mas pouco habitado pela falta do que fazer ali dentro. Havia uma cadeira com mesas encostada na parede ao lado de uma janela com vista para rua, tinha também alguns sofás em volta da sala e um tapete preto felpudo no chão, além de decorações diversas, as cores se concentravam em preto, branco e cinza. 

— Hm, por que estamos no escritório, Xing? — perguntou ao entrar. 

— Trabalhar — sorriu e Junmyeon suspirou sorrindo em seguida. 

— Nossa música? 

— Isso aí! 

— E o que pretende fazer? 

— Senta no sofá que vou pegar minha pasta. 

— “Minha pasta” — riu, não deixando de achar fofo aquele jeito do namorado. 

Kim foi mesmo sentar-se enquanto o outro procurava alguns papéis nas gavetas acopladas à mesa. Quando finalmente achou, levantou-as no alto para mostrar para o namorado, este que sorriu largamente achando a situação cômica. 

— Você fica tão sexy sorrindo desse jeito — Lay disse ao sentar-se do lado do líder. 

— Mas eu estava quase rindo aqui. 

— E continua tão lindo, deveria ser um crime ser tão lindo quanto você. 

— Há! Olha quem fala, me sinto até intimidado com a sua presença. 

— Ah, é? 

— É. 

— Intimidado tipo assim? — disse, e em um movimento rápido demais, se colocou por cima do corpo de Suho, apoiando os joelhos em cada lado do corpo dele e mãos aos lados de sua cabeça. Agradeceria mais tarde mentalmente a fabricante do sofá por este ser largo o suficiente. 

— Y-yixing...                      

— Por que está gaguejando, Myeon? — disse aproximando o rosto do semelhante. 

— M-muito perto — disse, tentando se fundir com o sofá indo para trás, mas já estava no limite, iria ligar para fabricante e reclamar de não ter essa opção. 

— Assim? — dito, se aproximou mais. — Não precisa ficar assim, você é meu namorado — sorriu de lado, se aproximando mais e mais até colar seus lábios cheinhos aos de Junmyeon. 

Nem eles mesmos lembravam-se qual tinha sido a última vez que trocaram um beijo. E, ah, um beijo dos dois era tão cheio de amor, paixão e carinho, eles conseguiam transmitir tudo que sentiam através de um simples ato quando estavam juntos. 

Suho guiou sua mão ao pescoço de Yixing, fazendo com que ele chegasse mais e mais perto de si. O outro, aproveitando a oportunidade, puxou a cintura do namorado querendo ficar, também, mais próximo. 

Eles nem se tocaram que entre aqueles movimentos lentos e coordenados, mas nunca ensaiados, precisavam de ar. Ao sentirem seus corpos praticamente implorarem pelo oxigênio, se separaram e se encararam sorrindo. 

— Você deveria fazer isso mais vezes, mas sabe, é só uma sugestão — Kim riu um pouquinho, com a boca um pouquinho inchada. 

— Bom, podemos continuar — ia se aproximando, mas Suho impediu. 

— Primeiro trabalho, huh? Estamos aqui há alguns minutos e nem fizemos nada, Xing — fez uma expressão pidona, mesmo que não precisasse. 

— Ok, ok, trabalho primeiro — disse, se levantando e saindo de cima do outro corpo, Suho estava quase voltando atrás em suas palavras. — Que tal assistir um filme pra gente se inspirar? 

— Tudo bem... Qual você sugere? 

Frozen

Frozen

— Aham. Conta sobre a Elsa que virou rainha e tal, mas depois congelou o reino todo... 

— É, eu sei, mas por que um desenho? 

— Porque são os mais legais — fez um bico, tentando amolecer o coração de Junmyeon que assentiu rindo. 

— Frozen, então. 

— Oba! — saiu correndo em direção às gavetas e procurando dentro de seus interiores o DVD para colocar no notebook. 

Dá pra se achar tudo nessa gaveta?” questionou Suho mentalmente. 

— Vou pegar um cobertor, ok? — o coreano disse se levantando e saiu quando o outro balançou a cabeça, concordando. 

Quando voltou, Yixing já estava com o computador no colo, só lhe esperando para começarem a assistir. 

— Chega pra lá — pediu o líder. 

— Chega pra lá nada, você vai deitar aqui no meu peito pra gente assistir junto.

— E isso vai dar certo? 

— Claro... 

Assim fizeram, o coreano foi deitar no peito do chinês enquanto se ajeitavam no sofá e colocavam o computador sobre eles. O filme até que estava interesse na visão dos dois, isso até, claro, os dois dormirem no meio dele. Só acordaram bem no finalzinho, quando Ana beijou o crush e os dois fizeram expressões confusas.

— O que exatamente nós assistimos? — Suho perguntou, se aconchegado no peito do namoro e coçando os olhos fofamente. 

— Só peguei até a parte do Olaf zoando o cara lá — respondeu, de maneira divertida. 

— Tá e como vamos criar a música com isso? — levantou-se preguiçosamente, achando que quanto mais rápido eles trabalharem seria melhor. — Aliás, íamos mesmo fazer algo com tema infantil? 

— Acho que não...  — riu. 

— Uh... Então com o que vamos fazer? 

— Jun... 

— Quê? 

— Você gosta do outono? 

— Sim... 

— Eu gosto do inverno. 

— Tá, mas... O que quer dizer? 

— Vamos fazer uma música com isso. 

— Nossa, você é tão aleatório — disse em tom cansado, mas estava sorrindo. 

— Sou sim, agora vem, vamos para mesa criar — disse e puxou o outro, não se importantando com o horário, tempo ou circunstância. O que importava para ele era a oportunidade de criar arte com seu amor. 

[...]

— Uau. Nós realmente conseguimos! — Kim disse animado ao olhar as palavras enfeitaram a folha de papel, que logo seria reescrita para o computador. 

— Claro que sim, somos uma dupla incrível, Junnie — sorriu como um gatinho fofo. 

— Seria errado eu dizer que amo nosso CEO por ter nos feito trabalhar juntos? 

— Sim... Acho que seria certo você dizer que ama — riu e Junmyeon riu também, não sei antes empurrar seu ombro brincando. 

— Te amo — piscou. 

— Também te amo — sorriu, e logo depois analisou a primeira parte da música. 

Quando o palácio real ruir assim como as folhas do outono com chegada do inverno, seu amor será o único a ser salvo.

Venha comigo, seremos da realeza.

Pelo menos por esse inverno, seremos da realeza.

Mesmo com o céu cinza, você não me abandonará? A nobreza é o primeiro passo, a ruína é o segundo, o inverno, o terceiro.”

— Eu gostei, mesmo que não faça sentido — refletiu. 

— Como não? Você que compôs a maior parte do começo. 

— É, mas ainda não vi significado. 

— Certeza? Eu vi. 

— E o que você viu? 

— Primeiro, dá pra enxergar que nesse palácio há diversas coisas, vamos dizer que sejam características e sentimentos, certo? Podemos ter a tristeza, o egoísmo, a alegria, o ódio, até mesmo a bondade, mas quando tudo virar folhas secas que caem no outono e irem embora como se fossem pó, sobrará apenas o amor. A coisa mais importante entre todas é salva, assim como dizem em resgates “mulheres e crianças primeiro”, mulheres reproduzem e crianças ainda têm a vida toda pela frente. 

— Mas como você? — fixou seu olhar no homem ao seu lado. — Você é simplesmente incrível. 

Zhang sorriu tímido, antes de continuar: 

— O inverno é um passo importante porque é como se dissesse o que sobra depois de todas as coisas ruins, essa estação é feia e monótona, se limita a poucas cores, que, eu diria serem o branco e azul. O eu lírico te convida a fazer parte da realeza, mas a realeza no começo se baseava no palácio, mas o palácio ruiu e sobrou apenas o amor, e ainda por cima, convida no inverno, o tempo e onde é o resultado de acontecimentos anteriores. É como se ele pedisse seu amor, porque o amor que foi salvo é seu, e pede num cenário triste e quase sem vida, como se seu amor, que foi salvo, fosse salvar — parou um pouco apenas para encarar o rosto atônito de Junmyeon. — E, no final, o céu cinza resume o que sobrou e ele dita os passos, primeiro a nobreza que seria a fase de todos os sentimentos ou encantamento, depois quando tudo é destruído e enfim apenas o amor num cenário que não há nada. 

— Você acabou de criar uma história e significado para a letra?

— Eu não criei... É apenas o que vejo — piscou. 

O outro nem quis responder, apenas se levantou e praticamente pulou no outro, abraçando-o. Yixing mantinha em segredo, mas adorava quando o outro fazia isso, mesmo quando eles eram apenas amigos, dessa forma podia sentir o cheirinho bom que provinha do outro. 

Não seria naquele momento que Suho deixaria ele livre, queria tudo que pudesse vir da união deles, o amava demais e era amado. Começou com apenas um beijo e Lay nem suspeitava de suas intenções. 

O coreano decidiu sentar no quadril do namorado e passar suas mãos ao redor do seu pescoço e aproveitou para passar as mãos nos cabelos que iam até a nuca. Entretanto só ele fazia algo, então resolveu puxar gentilmente o lábio inferior dele como um aviso, que foi devidamente recebido quando sentiu o aperto de Yixing em sua cintura. 

Os dois queriam a todo custo se juntar cada vez mais e mais, se apertando um contra o outro, mas sem obter o devido sucesso. 

— Eu queria poder dançar tão bem quanto você — Junmyeon sussurrou contra a outra boca. 

— V-você pode praticar agora — disse, um pouco ocupado, tentando normalizar sua respiração. 

— Me guie — pediu, e começou a fazer movimentos de danças sensuais usando apenas o quadril. 

Rebolava de forma lenta e sincronizada com uma melodia que parecia existir somente ali, muda, mas presente que os dois sentiam. Não era uma simples sensação, era como se algo os conectasse. 

Sem parar seus movimentos, já com os audíveis suspiros do mais alto, Junmyeon encaminhou suas mãos para o peitoral de Yixing subindo-as e descendo-as ali. Lentamente, também, tirando a camisa preta que cobria o torso bonito. 

— Junmyeon, por que diz que não sabe dançar? — mordeu o lábio inferior ao encarar diretamente a cena. 

— Quero melhorar minhas habilidades — aumentou a velocidade, iniciando uma fricção direta que os fazia enlouquecer. 

Aproveitou a nudez do tronco do outro, arrastando suas curtas unhas ali vendo os poucos pelos se arrepiarem pelo contato. Abriu as mãos massageando aquela área, subindo e descendo a palma enquanto não parava seus movimentos disfarçados de dança. 

Era só o começo de algo maior. 

Decidiu que era o momento perfeito, enquanto o outro estava tão entrega a tudo que estava fazendo, apenas usufruindo das sensações e onde suas mãos poderiam ir, para sentir a textura macia do pescoço chinês com seus lábios. Arrastou levemente seu lábio inferior naquela área, almejando arrancar qualquer som que pudesse do outro. 

Yixing já estava cansado de ficar parado, tirou suas mãos da cintura bem desenhada sem deixar de ser máscula, e as levou até a parte interna da coxa, apertando e logo depois deslizando pelas laterais.

Suho respirou fundo, já estava excitado e as mãos do namorado não facilitavam para si, em breve perderia o controle, mas não sem antes tirar o do outro primeiro. Parou por um momento seus movimentos e tirou sua própria camisa que já estava incomodando por causa do calor. 

E que calor. 

Voltaram para o beijo, de maneira selvagem, não dando espaço para brincadeirinhas enquanto passeavam suas mãos em partes que elas conseguiam passar, aproveitando ainda mais aquele momento só os dois. 

Suho então, sem esperar mais desceu uma de suas mãos para virilha do outro, sentindo o membro rígido. Desabotoou os botões da calça jeans rapidamente e ficou em pé por um momento para ele mesmo tirar.

Nesse curto espaço de tempo de um Suho em pé, o chinês aproveitou para se levantar e agarra-lo para o colocar no sofá e ficar por cima de si. 

— Eu te amo tanto tímido quanto abusado como agora, Jun... — foi atrapalhado pelo seu próprio gemido quando Suho puxou levemente a pele de seu pescoço com os dentes. 

— Eu te amo tanto avoadinho como controlador em momentos certos, como agora — sorriu travesso, antes de puxa-lo novamente para outro beijo. 

Lay também aproveitou aquele momento de falta de atenção das duas partes, para retirar a calça de Junmyeon. Só de olhar aquela peça presa as pernas brancas lhe dava uma irritação interiror. 

Não saberiam dizer quem estava mais excitado ou aproveitando melhor as sensações. Engraçado que para um inverno estava bastante calor naquela sala, onde nenhum dos dois ficava um segundo parado tratando de usar as mãos e bocas como podiam. 

Yixing adentrou sua mão na cueca boxer do coreano, sentindo o quão duro o parceiro estava e ouvindo um resmungo, para depois calmamente colocar um digito — já coberto de saliva — dentro dele. No momento, Junmyeon estava aceitando aquele único dedo ali e aproveitando chocando os glúteos ali. 

Quando vieram o segundo e terceiro não era mais tão confortável e o gemido não era de satisfação, então Zhang fez questão de beijá-lo e masturba-lo com a mão livre para tentar fazê-lo esquecer da dor passageira.

Quando acharam que era o suficiente, as duas cuecas foram retiradas e atiradas para algum canto do cômodo, e Lay foi pegar lubrificante no bolso de sua calça, para enfim se ajeitar entre as pernas de Kim. Introduziu seu falo de forma lenta até preencher o outro completamente e esperou alguma confirmação para poder prosseguir. 

Quando ela veio começou a se mover e os sons começaram a aumentar, tanto o de suas investidas quanto os provindos de suas cordas vocais. Ele agarrava a cintura alheia com poder, como se ela pertencente somente a si e ninguém mais pudesse tocar, enquanto Suho aproveitava para puxar os cabelos negros do chinês, era quase como uma satisfação ter todas aquelas sensações com carinho envolvido, não desejaria nada além.

Depois mais algum tempo com os movimentos, finalmente sentiram seus ápices chegarem, Suho antes de Yixing, o que facilitou, pois sua entrada se contraiu apertando fortemente o membro do outro. Depois de gozarem, deitaram junto no sofá, os corpos juntinhos e cobertos pelo cobertor que haviam deixado pela sala. 

— Você é realmente incrível — disse o coreano, se aconchegado mais ao abraço. 

— Você que é incrível — sorriu e suspirou logo depois. — Me sinto tão sortudo por ter você. 

— Yah, que bobo — reclamou rindo. — Coloque a culpa na SM por nos colocar no mesmo grupo. 

— Amém, SM — começaram a rir, ainda mais abraçados, se é que tinha como. 

[...]

Junmyeon e Yixing tinham descido depois de passaram mais alguns minutos abraçados, e foram recebidos por zoações dos integrantes. 

— Nossa, vocês estavam tendo um filho lá dentro? — Luhan perguntou, referindo-se aos barulhos. 

— Tendo? Eles estavam fazendo — Jongdae disse rindo. 

— Há! Que engraçado — Suho reclamou, já ficando envergonhado e ainda tinha o bônus que era Yixing lhe abraçando pelo pescoço. 

— Parem de zoar os pais do EXO, vamos comer agora — Kyungsoo disse, apressando os outros para se sentarem e aproveitarem do almoço que ele tinha feito. 

— Aí sim, hein, refeição com selo de qualidade D.O. — Chanyeol elogiou. 

— Meu amor é o melhor! — Jongin se gabou enquanto se deliciava com a comida. 

— Mas, então, gente, e a música? Fizeram — Baekhyun quis saber, e sorriu verdadeiro. — Não me digam que vocês ficaram aquele tempo todo lá só transando! 

— Yah, Baekhyun! Na hora da comida? — Yifan reclamou. 

— Só quero saber do nosso futuro, ué — defendeu-se. 

— Sim, Byun, nós terminamos a música e ela está linda, se querem saber — Junmyeon sorriu para os outros integrantes. 

— Opa! Agora só falta o resto fazer o resto das músicas. 

— Verdade. Temos pouco tempo, gente! Vamos agilizar isso, sim? — Suho pediu. 

— Bom, se ninguém parar para transar — Sehun implicou rindo. 

— Vocês são muito chatos, vou cortar a internet de todo mundo — o líder reclamou enquanto Yixing apenas ria ao seu lado. 

— Vou até fazer uma música sobre a falta de internet — Tao falou pensando. 

— “Poxa, internet, por que não pega?” — Chanyeol riu. 

Brazilian memes. — Minseok riu junto. 

Brazilian memes. — concordou. 

[...]

Dois dias depois, SM entertainment

— Pensei que os senhores Huang, Wu e Lu iam bagunçar o planejamento, mas vejo que eles voltaram muito mais responsáveis da China — Kim Youngmin falou, satisfeito por ter a letra de todas as músicas que pediu em mãos, entre elas, três composições feita pelos garotos que entraram novamente. 

— Meu nome do meio é responsabilidade — Luhan falou. 

— Chineses tem nome do meio? — Sehun perguntou na sua direção. 

— Isso é hora? — Suho reclamou enquanto o CEO soltou uma pequena risada. Sem dúvidas ele era mais legal que Lee So Man. 

— Tudo bem, senhores, vocês serão encaminhados para gravarem a música título para a dance line com exceção de Yixing, criar a coreografia. Estou curioso para ver como nossa noventa e quatro line e maknae line se sairá. 

Depois da reunião, foram ao estúdio justamente para gravarem a música que havia o arranjo criado por Yixing e Suho com ajuda de Chanyeol e com letra apenas pelos namorados. Repetiram a música várias vezes até se sair perfeita e quando ela finalmente foi editada puderam ficar satisfeitos com o resultado. Depois foi a vez das outras, que por ficarem apenas no álbum sem promoções, não exigiram tantas repetições mais ainda sim uma quantidade suficiente para deixá-los cansados e até o final do dia na empresa. 

Só puderam voltar quase dando outro dia, mas em compensação teriam dois dias de folga com exceção de Sehun e Jongin que teriam que criar a dança. Naquele dia seguinte, foram dormir satisfeitos com o que estavam fazendo até ali. Fazer parte do EXO definitivamente foi a escolha certa para todos. 

[...] 

— Não gostei desse movimento. Que tal esse? — Sehun fez uma espécie de Moonwalk e Jongin apenas o seguiu com o olhar com expressão de desprezo. 

— Que merda — disse mesmo. 

— Quer saber? Assim nunca vai dar certo, não sabemos trabalhar em equipe — bufou. 

O outro concordou em silêncio e os outros membros nem se atreviam a falar nada, afinal, segundo os mais novos eles só estavam ali para serem os “bonecos de experimento”. 

— Que informações sobre o que a coreografia tem que ser temos até agora?

— Tao, Luhan e Kris só podem aparecer do meio em diante para ser um choque às exo-ls, tem que ter uma pegada de fantasia pois fala de realeza e tem quer ser melhor do que growl foi — a sorte era que Sehun possuía boa memória. 

— Ser melhor que Growl é fácil. Quero ver enfiar aqueles dois postes só no meio da coreografia sem cagar ela toda — aquele não era Jongin, e sim Kai, nada doce. 

— Ei, estamos ouvindo — Yifan reclamou. 

— Você só ta aqui de enfeite! Queito — Kai respondeu e Sehun assentiu a seu favor. 

— Então o que vamos fazer? — Sehun perguntou pensativo. 

— Não sei, to pensando também — colocou a mão no queixo. 

— Nossa, a gente deve ser pior do que autores de fanfics quando vão fazer uma em conjunto. 

— Pior que é verdade, mano... — continuou olhando para o nada, até algo épico lhe chamar atenção. — Já sei! 

— Ah, é? Então o que vai ser? 

— Olhe — disse e começou a fazer movimentos estranhos que pareciam representar uma coroação dos idiotas. 

— Não entendi nada, Jongin. 

— Claro. Porque precisamos das nossas cobaias, e você vai desenvolver comigo — disse olhando em direção aos outros dez. — Venham, vamos criar! — riu animado. 

[...] 

Depois de sete horas presos em uma sala, sim, sete horas, eles finalmente desenvolveram completamente uma coreografia, e realmente havia ficado incrível para eles. 

— Nós não somos um desastre, Jongin! — Sehun comemorou e foi abraça-lo. 

— Sim! Não é incrível? — respondeu, retribuindo o abraço enquanto o resto do grupo os olhava como se os dois estivessem bêbados.

— Nossa, a gente é bom demais — Sehun continuava.

— Não é? Olha como está maravilho e... — foi interrompido por Kyungsoo. 

— Com licença, mas será que a gente poderia só voltar para casa agora? — reclamou, mais um pouco de tempo naquela sala de prática e socaria alguém para descontar toda a paciência que teve. 

— Sim, Soo, aí amanhã bem cedo mostraremos para o CEO e os produtores. 

— Espera! Eu tenho uma pergunta — Yixing falou quando todos estavam indo em direção a porta para sair, assim que prestaram atenção em si, voltou a falar: — e o nosso coreógrafo que ia ajudar vocês a montar a dança? 

— Então... sobre isso — Sehun sorriu. 

— Sehun, fala logo — Suho mandou. 

— Eu dei alguns wons para ele nos deixar trabalhar sozinhos. Ele deve estar se divertindo em Seul agora, deixem o homem. 

— Sehun, quantos wons? 

— Ah, uns 300 mil... 

— Caralho. Só vai pra casa, Sehun, nem vou perder tempo falando — Junmyeon falou depois de suspirar. 

E assim, outro dia se passou, e lá estavam eles de novo na SM entertainment. 

— Adorei — o CEO dizia ao olhar para a gravação que eles fizeram. — Vocês só precisam ensair mais e ficarem sincronizados e estará perfeito. 

— Parece uma mistura de Love me right, Lucky One e Lotto com um toque de realeza, por quê? — o diretor do MV que gravariam perguntou. 

— Porque essa era a intenção — Sehun respondeu simplista e o homem apenas assentiu. 

— Ok, senhores. Se preparem porque o próximo passo é o mais divertido: a arte do álbum e MV — o CEO sorriu e eles suspiraram, poderia ser a parte mais divertida, mas sem dúvidas era a mais cansativa. 

— Começamos hoje — o direitor disse e as caretas de descontentamento já podia ser vista. 

[...] 

— Isso é tipo um castelo mesmo? — Jongin perguntou quando estavam dentro.                        

— Sim, é um castelo, mas o que tem de tão especial? — o direitor respondeu, enquanto andava com sua equipe por sua extensão, pronto para lhes dar ordens. 

— Como o que tem de especial? É um castelo! Ele é especial por si só — respondeu Jongin, abismado. — Ei, vamos nos casar num desses — sussurrou no ouvido de Kyungsoo que estava ao seu lado e este sorriu assentindo com a cabeça. 

Todos os integrantes do EXO haviam viajado para uma ilha na Oceania, em algumas dessas ilhas, haviam palácios e castelos reais, desde os mais antigos aos mais modernos. Uma parte vivia realmente da monarquia e a outra apenas guardava-os como patrimônio histórico.

O tema do álbum não poderia ser melhor para eles. Era inovador, realmente. Não era algo fofo como fica saturado ou bad boy como a maioria dos boy groups insistem em fazer, era algo novo, algo que eles poderiam denominar EXO. Tudo era impecável, o cenário, a arte, as roupas, os itens. 

Se EXO já era lindo, naquele momento eles ultrapassaram limites vestindo roupas da realeza que variavam do preto, azul, branco e vermelho e também tinha os cabelos em cortes característicos. Alguns mudaram a cor, outros deixaram as naturais que já estavam antes, embora, todos continuassem lindos e impecáveis de qualquer maneira. 

— Vamos começar com a cena do Kyungsoo, já que ele inicia a música. Você passará pelo portão e entrará no castelo e depois passamos para parte do Baekhyun na cama do quatro real, tudo bem? Esses serão aqui dentro. Os lá de fora, Yixing, Suho e Sehun, por favor, vão para o jardim que seus solos serão gravados lá — os meninos assentiram e foram com a equipe designada. 

A coreografia seria gravada em outro cenário, na própria coreia, já que os meninos não tinham a ensaiado ainda. Então ali eles fariam somente o MV e algumas fotos, mas poucas, já que o foco do photobook seria mais puxado para o oceano. Não entenderam bem o motivo disso, mas o CEO disse que era o certo a se fazer. 

Ficaram ali nas cenas de gravação por pelo menos um dia e não tinham terminado tudo ainda. Faltava algumas coisas, porém os meninos e a equipe foram liberados para passarem algumas horas no hotel e recuperarem a energia que perderam gravando tudo. Depois do descanso, voltaram ao castelo para retomarem as gravações até terminarem. 

Quando elas enfim terminaram, puderam voltar para Coreia e descansarem mais um pouco por lá. No dia seguinte, foram mandados para as algumas praias pelo país, seriam nelas mesmo que iriam tirar as fotos. 

Tiraram bastantes e o conceito combinou com o mar. Parecia algo com mais significado, como se eles fossem reis do mar, do oceano, daquela imensidão que cobria o planeta terra, e esse fato era o suficiente para deixá-los bem mentalmente e com a alma também. 

Faltavam mais algumas semanas até o grande dia de finalmente anunciar o comeback e os meninos não poderiam estar mais animados e felizes. Finalmente voltaram com doze e em grande estilo, com um conceito único e com uma música título cheia de significado. 

Os dias até a data iam diminuindo e eles iam trabalhando cada vez mais duro, ensaiando até tarde, quase chegando até a perfeição — se ela existisse —, seu CEO não demonstrava, mas ele estava tomado de orgulho. EXO era grupo que ele realmente poderia apostar todas as suas fichas e ganhar o jogo, mesmo quando estivesse perdendo. 

Quando faltavam apenas quatro dias até o stage, até mesmo depois dos avisos — que as exo-ls firmemente estranharam por não terem divulgado com nenhuma foto, vídeo ou teaser, apenas datas —, o EXO já começava a dar spoilers em suas redes sociais. Coisas do tipo colocar doze corações na legenda de uma foto qualquer, tirarem fotos com fazendo três com as mãos, mas parecia que as fãs ainda não suspeitavam de nada, afinal o grupo tinha fama de ser meio louco, ainda mais o grupo que tinha Instagram

Tudo já estava combinado, primeiro seria o stage antes do álbum e MV e Tao, Luhan e Kris só apareceriam e teriam suas lindas depois do meio da música, tudo apenas para qualquer um impacto ainda maior e durante toda a dança, os meninos interagirão por causa da coreografia criada exatamente para isso. 

Com tudo planejado e feito, Sehun achou que era prudente comemorar, por isso sugeriu ao membros para fazerem uma mini festa em casa apenas com os doze. Não chamariam amigos, colegas e nem outras pessoas da equipe, nem mesmo Choi. Seria apenas eles, como um grupo, como EXO, e claro, todos aceitaram sem nem questionar. 

Estavam reunidos no escritório, lugar agora conhecido e aproveitado por eles — claro, zoaram Sulay antes, mas tudo são detalhe — para ficarem juntos e trabalharem. 

Eles estavam reunidos em uma roda relativamente grande para caber doze pessoas e conversavam entre si com latas de cerveja. O clima era agradável, não havia brigas de verdade, ou discussões, eram apenas amigos conversando e comemorando a conquista que era ter êxito na parte de criação de tudo aquilo com os novos-velhos integrantes. 

— Um brinde ao EXO! — Suho começou a falar em tom alto e levantou a lata do nada. — EXO SARANGHAJA!!!! 

— Mas, meu Deus — Jongdae falou julgando e recebeu uma tapa de Minseok. 

Logo depois todos levantaram também e gritaram:

— EXO SARANGHAJA!!!!

— Nossa, gente, falta só quatro dias, né? — Baekhyun disse bebendo sua cerveja. 

— Sim, e eu estou nervoso — Tao respondeu. 

— Relaxa, o máximo que vai acontecer é você cair no palco, mas fora isso — riu e continuou bebendo. 

— Quando eu pensei que você diria algo motivador — revirou os olhos. — Tinha que ser. 

— Yah! Não vamos beber, só brigar — Sehun disse, já visivelmente alterado. 

— Ué? — Kai respondeu quando este caiu por cima de si. 

— Me dá ele aqui — Luhan abriu os braços e Kai jogou o maknae mesmo, sem nenhuma delicadeza. 

— É cada coisa que eu vivo com vocês, mas não escutem o Sehun, não vamos brigar — Yifan disse e começaram a rir. 

[...] 

O dia do stage, casa do EXO 

— CARALHO, A GENTE PRECISA ESTAR NO PROGRAMA TIPO EM UMA HORA, POR QUE VOCÊS CONSEGUEM SE ATRASAR PRA TUDO? — um Suho desesperado gritava pela casa enquanto eles corriam para se arrumar e partir rumo ao programa musical. — Se a gente perder isso, já sabemos que a cabeça arrancada será minha, então, ANDEM LOGO, DEMÔNIOS. 

— E o “EXO saranghaja” há alguns dias? — Chanyeol perguntou assustado, a uma distância segura de seu líder. 

— Enfia o EXO saranghaja no cu, e enfia sabe mais o quê? — ia continuar, mas Yixing chegou por trás e o abraçou, fazendo-o ficar quieto e manso.

— Uh, você me atrapalhou — disse manhosamente. — Já está pronto? 

— Sim — sorriu contra o pescoço do líder. 

— Yah, Lay — começou a rir, e só parou quando notou o manager os encarando da porta. — Nossa, você podia bater, né? 

— Podia sim, desculpe, mas o que vocês estão fazendo? — nesse momento Yixing desencostou do namorado no mesmo momento e olhou assustado para Junmyeon.


Notas Finais


Hey! Acho que deu pra perceber que já está no finalzinho, né? Pois é, daqui a uns capítulos vocês vão se despedir de WABAWAO, mas tudo bem, tudo tem que acabar um dia, né?... Eu acho.

Para mensagens de ódio, amor ou qualquer coisa que vocês prefiram falar no anonimato pra mim: https://lettiegalaxy.sarahah.com/

Ah, sabe a Hunhan week há quatro meses atrás que eu participei kkk? Então, aqui o link se alguém se interessar: https://spiritfanfics.com/historia/como-perder-uma-aposta-em-7-dias-8659746

Ah, e só mais uma coisinha, estou participando do projeto "Mais Fluffy, por favor" e meu plot será Xiuchen, e também planejo uma fanfic com minha gatinha que será Sulay, então qualquer coisa, guardem amor para mim aa <3

ps: feliz aniversário adiantado, @Laura_JongIn


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...