História We are invincible - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Colegial, Homossexualismo, Lesbicas, Preconceito, Romance, Sexo, Violencia, Yuri
Visualizações 58
Palavras 1.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiie, eu sou a Ju. Essa é a primeira história que posto aqui e espero que vocês gostem!
Boa leitura ♡

Capítulo 1 - Capítulo 1


Demitida. Eu fui demitida. Esse era o único pensamento que inundava minha mente enquanto eu caminhava devagar para casa. Como pude deixar isso acontecer afinal? Trabalhar no café sempre foi minha única fonte de renda para conseguir sobreviver e agora eu simplesmente perdi.

Me recusava a acreditar nisso. Esperava que Sr.Winnyck me ligasse dizendo que estava apenas me assustando ou então que havia mudado de idéia. Olhei a tela de meu celular velho uma última vez antes de suspirar e guarda-lo novamente, nenhuma mensagem se quer.

Levantei o olhar e avistei a pequena pensão em que moro, sua tintura azul desgastada dava a impressão de ser bem mais velho do que realmente era e, como se fosse para dar um toque especial em toda a estranheza do lugar, havia um cemitério quase ao lado, este por sinal, que eu visitava sempre que podia.

Apresso os passos ao ouvir um barulho alto ressoar pelo céu, hoje teríamos mais uma tempestade. Ao chegar em meu "Lar doce lar" caminho diretamente para meu quarto, ignorando as poucas pessoas que haviam na sala de estar, que por sorte, fizeram o mesmo comigo. Ao entrar em meu cômodo, tranco a porta atrás de mim e me encosto na mesma, olhando ao redor. Pude notar que o bolor nas paredes brancas descascadas havia aumentado por causa de toda a chuva dos últimos dias, ainda bem que eu fico no andar de baixo e não tem goteiras como o quarto do meu vizinho de cima, que quase forma uma piscina.

Deixo que meu corpo escorregue pela porta até estar sentada no chão, não conseguindo mais impedir as lágrimas de molharem meu rosto ao sentir o baque da realidade me atingir. O salário que eu recebia antes não era grande coisa, mas ainda assim me fazia conseguir alugar esse pequeno quarto e não morrer de fome. Agora eu precisava ir atrás de outro emprego logo, ou perderia o pouco que consegui.

Aos poucos a tristeza foi dando lugar a raiva quando me lembrei do motivo de ter sido demitida. Era tuda culpa dela! Rachel Griffyn foi a culpada da minha vida pouco estável desabar de vez.


"Andava apressada até minha sala de aula, havia me distraído lendo um livro na hora do intervalo e agora estava atrasada, não podia ir parar na direção outra vez ou acabaria perdendo a bolsa que tanto lutei para conquistar. Viro em um dos corredores, já comemorando estar perto de minha sala quando esbarro em alguém, o impacto me fez dar alguns passos para trás e quase perder o equilibrio.

-Desculpe, eu... - Levanto o olhar para ver se a pessoa estava bem mas travo assim que vejo quem estava em minha frente.

-Oras, parece que você gosta de me ter por perto, não é mesmo? - Rachel sorri de uma forma convencida que faz meu sangue ferver.

Bufo baixo e desvio dela com a intenção de voltar a caminhar em direção a minha sala, mas sou barrada com sua mão em meu braço.

Oh, não. 

-Você pensa que pode esbarrar em mim e simplesmente sair andando como se nada tivesse acontecido?

Rachel e seu grupinho de "amigas" sempre pegaram em meu pé desde que entrei na escola. No início pensei que era apenas mais uma implicância por eu ser novata, mas já se passou quase um ano e tudo só tem piorado, então cheguei a conclusão que o maior problema delas era com minha aparência e o fato de não ter tanto dinheiro quanto a maioria dos alunos daquele colégio. Suspiro cansada e a olho.

-Olha, eu preciso ir pra aula e você...

Sou interrompida por sua risada irônica e antes que eu pudesse expressar qualquer reação, meu corpo é empurrado bruscamente contra a parede do corredor, me fazendo soltar um gemido abafado de dor.

-Você fica se achando, não é? Mas é apenas uma garota pobre que está no lugar errado. Me diz, por quê está aqui ainda? Não vê que não é seu lugar? - Rachel se aproxima de forma ameaçadora e por reflexo me encolho, eu não teria medo dela se a mesma não fosse tão alta e lutadora de Boxe, a luta lhe rendia um físico definido, habilidades corporais e força, características que ela usava para oprimir os outros, talvez apenas não conheça a ética das lutas...hunf, a quem quero enganar? Ela apenas ignorava as regras e fazia o que queria. Afasto esses pensamentos quando ouço sua voz novamente, me lembrando da enrascada que eu havia me metido. - Confesso que sua resistência é impressionante, qualquer outra já teria desistido, mas você é insistente. Acho que gosta de sofrer, mas também...quem mandou nascer tão feia e ainda por cima pobre? 

Ela despeja as palavras em mim com nojo, suspiro pesadamente e abaixo o olhar. Eu estava cansada de ouvir coisas como aquelas, era todo dia a mesma coisa. Talvez ela tivesse razão...eu não era aceita aqui, tanto que não consegui nenhuma amizade. Desperto de meu devaneio quando sinto uma de suas mãos segurarem firme em meu cabelo escuro e cacheado, me fazendo olha-la.

-Eu gosto que me respondam quando faço uma pergunta. Talvez eu deva te dar algumas lições de como me respeitar. 

Vi um sorriso cruel se formar em seus lábios pintados de vermelho e arregalo os olhos ao vê-la erguer o punho em minha direção. 

-O que está acontecendo aqui? - Solto um suspiro aliviado ao ver Rachel abaixar o braço e se afastar. Mas meu alívio não dura muito ao perceber que o dono da voz não era ninguém menos que o diretor.

-Senhor, eu posso explicar. Rachel estava...

-Vocês duas estavam brigando de novo? Bom, vão ter bastante tempo parar se entenderem enquanto ficam depois da aula para varrer todas as salas desse prédio.

-O quê? Mas isso não é justo! -Griffyn se cala quando recebe um olhar zangado do mais velho.

-A não ser que queira varrer os outros dois prédios é melhor não reclamar. Já vi que colocar vocês na detenção não adianta, então talvez com esse castigo vocês entendam que vieram aqui para estudar e não ficar brigando. Agora vão para as suas classes!

Saio apressada em direção a minha sala, sentindo uma raiva enorme tomar conta de mim. Eu não acredito que vou passar por isso sendo que não fiz nada de errado. Quase todos os dias aquela garota apronta algo comigo e depois ainda consegue ferrar com nós duas.


***


Já havia se passado mais de uma hora que a aula tinha acabado e eu estava presa aqui ainda. Rachel mal sabia varrer o chão, vantagens, ou não, de ter uma empregada que faça tudo por você, então eu estava fazendo praticamente o trabalho todo sozinha, até porque para ela ter que limpar alguma coisa era uma grande ofensa. Reviro os olhos com esse pensamento, percebendo que o zelador me fitava. Agradeço pelo diretor não ter nos deixado sozinhas, caso contrário ela ficaria apenas sentada me olhando, isso se não me agredisse como tentou fazer hoje mais cedo.

-No que está pensando tanto? Vamos logo, não quero ficar a tarde inteira aqui. - Me surpreendo quando ouço Rachel falar comigo sem soltar nenhuma palavra ofensiva. Deve ser esse o efeito que ter um adulto por perto causa nela, não que ela seja muito respeitosa com os mais velhos.

-Nem estaríamos aqui se você me deixasse em paz pelo menos um dia. -Reviro os olhos e volto a varrer o chão, as salas de aula não eram tão sujas, então o trabalho não era tão demorado. Digo, não seria se tivéssemos apenas uma sala ou outra para limpar, mas ao invés disso tínhamos que limpar todas dos três andares.

-Mas a culpa não é minha se você apareceu na minha frente e...

-Por favor, não comecem a brigar de novo. - A mais alta é cortada pela voz do zelador, que a esse ponto já estava impaciente. Talvez ele preferisse limpar todas as salas sozinho do que ter que aguentar nós duas a tarde toda. 

Pelo canto do olho vejo Rachel bufar e terminar de varrer em baixo da mesa do professor. Pego uma pá e junto a poeira que havia acumulado, a jogando no lixo. Saio da sala, já partindo para a do lado, parando apenas para que pudesse ver as horas em meu celular. Droga! Eu já estava muito atrasada para o trabalho, Sr. Winnyck iria me matar.

Começo a varrer a outra sala de forma rápida, não ligando se deixaria poeira para trás, apenas precisava sair dali logo.

-Nossa, por que se desesperou tanto assim? - Rachel pergunta após entrar na sala e me ver varrendo daquela forma.

-Eu apenas quero ir embora logo... - Minto, não confiava nela e sabia que era possível ela querer me atrasar ainda mais apenas para me ferrar e se divertir. Por sorte ela apenas veio me ajudar, pelo menos ela queria o mesmo que eu naquele momento.

Após mais um longo tempo varrendo todas aquelas salas, nós finalmente terminamos. Quando somos dispensadas simplesmente pego minha bolsa e saio correndo para fora do colégio.

Chego no café cansada e ofegante, correr nunca foi meu forte. Entro pelas portas dos fundos, já indo direto para a sala dos funcionários pegar meu avental, saio apressada em direção a cozinha, torcendo para que Sr. Winnyck não estivesse, mas cheguei a conclusão que não sou uma pessoa de sorte.

-Você se atrasou de novo, Agatha.

-Me desculpe, eu fiquei presa no colégio de novo e...

-Basta! Todo dia você me dá a mesma desculpa, eu preciso de alguém responsável, Agatha. Você tem deixado a Valentina na mão quase todos os dias e eu estou tendo que ajuda-la. Amanhã mesmo deposito todo o dinheiro em sua conta e mais tarde resolvemos toda a questão burocrática. Você não precisa nem mais vir amanhã, está despedida! 

Após dizer isso, Sr. Winnyck simplesmente saiu, me deixando com uma expressão chocada no rosto."


Levanto daquele chão gelado, secando as lágrimas do meu rosto, tentando afastar aquelas lembranças e pensamentos. Eu não posso mudar o que aconteceu, mas vou seguir em frente, é o que tenho feito desde sempre e não é agora que irei desistir.

Minha mãe sempre me ensinou a ser forte, forte como ela foi e é isso que vou ser, vou lutar até chegar aonde quero e se não chegar pelo menos terei tentado meu máximo.

Amanhã mesmo irei atrás de outro emprego e recomeçar, dessa vez não deixarei que aquela garota estrague tudo de novo. Afinal, eu tenho muito mais a perder do que ela.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Se alguém encontrar algum erro de português muito grave me fale que eu corrijo, talvez shidhadjs Obrigadoooo e até a próxima.


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