História We are invincible - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Colegial, Homossexualismo, Lesbicas, Preconceito, Romance, Sexo, Violencia, Yuri
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Palavras 2.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura ^^

Capítulo 2 - Capítulo 2


Acordo com a costumeira dor no corpo, é normal isso acontecer quando se dorme em um colchão tão fino que é possível sentir as madeiras da cama nas costas. Desligo o despertador do celular que não parava de tocar e levanto da cama, resmungando baixo ao me espreguiçar. 

Algo me dizia que hoje seria difícil. 

Caminho lentamente até o banheiro, agradeço diariamente por tê-lo em meu quarto, óbvio que eu pagava mais caro por isso, mas é melhor do que dividir o banheiro do corredor com todos os outros moradores. Faço uma careta com esse pensamento e entro no pequeno cômodo branco, assim como meu quarto. Nele havia apenas um chuveiro que não esquentava, o vaso sanitário, a pequena pia no canto e um espelho, que também era um pequeno armário, grudado à parede. Não me surpreendo ao ver meu reflexo e notar que minhas olheiras haviam aumentado, eu poderia simplesmente esconde-las, como a maioria das mulheres fazem, ou deixa-las ali e mostrar que ninguém está bem o tempo todo. Decidi que iria encobri-las, não por orgulho ou vaidade, apenas acho que não vale a pena deixar alguém ver sinais das minhas dores sendo que não vai dar o devido valor.

Tiro as roupas do meu corpo calmamente e caminho para debaixo do chuveiro, ligo o mesmo e deixo que a pequena quantia de água fria molhe meu corpo, talvez o único motivo de eu não ficar doente com facilidade seja o fato de meu corpo ter que se acostumar com a água gelada, seja inverno ou verão. Lavo meu longo cabelo cacheado, este que é um dos motivos do meu sofrimento no colégio. Não, pensando bem, o problema está nas pessoas e não em meu cabelo. Suspiro pesadamente e esfrego meu corpo, podendo ver que ainda havia alguns roxos de quando Rachel e suas seguidoras resolvem me "cumprimentar".

Desligo o chuveiro e seco meu corpo com a toalha, saindo do banheiro enrolada na mesma. Caminho até meu armário e olho as poucas peças de roupa que tinha ali, após enrolar meu cabelo, visto uma roupa íntima clara, uma calça jeans e uma camiseta branca, manga longa e um pouco folgada, nela havia escrito em dourado "Nunca deixe de sonhar", essa mensagem me fazia ficar pensativa e enperançosa, por esse motivo era minha blusa favorita. Calço meus tênis pretos surrados e visto um casaco, também preto.

Volto para o banheiro e tiro a toalha do meu cabelo, começando a pentea-lo com cuidado, detesto sentir dor e quando mexo em meu cabelo com pressa sempre acabo puxando os fios. Lavo minhas mãos e testo um leve sorriso ao me olhar no espelho, mas há um problema quando sorrimos apenas com os lábios: não é sincero. Escovo meus dentes e começo a trabalhar em meu rosto, apenas passando um pouco de base, rímel e um batom vermelho nos lábios.

Saio apressada do meu quarto após pegar minha bolsa e celular. Ignoro mais um vez os outros moradores daquela pensão e saio para fora, encolhendo meu corpo ao sentir um vento gelado passar por mim. Hoje o céu estava acinzentado como de costume, sorrio com isso, eu gostava de dias assim. 

Caminho até o cemitério ao lado da pensão, cumprimentando o homem que eu costumava chamar de "Guardião do cemitério", rio soprado com esse pensamento, ele já estava acostumado com minhas visitas ali por esse horário, na fundo acho que sou o único motivo dele abrir esse lugar tão cedo.

Vou até um túmulo tão conhecido por mim, me agachando na frente daquela lápide bem cuidada.

-Oi, mamãe. Me desculpe por não ter vindo ontem a noite. É que...bom, eu fui demitida e ainda estava processando toda a informação. Mas não precisa se preocupar, mãe! Eu irei conseguir um emprego novo, saírei dessa vida e... - Deixo minha voz morrer, ficando a apenas olhar o concreto à minha frente por um tempo. Algumas pessoas usam cadernos ou até mesmo gravadores para contar suas dores e desabafar, mas eu prefiro contar para a pessoa que sempre esteve ao meu lado, sempre cuidou e me amou, até que um dia foi levada de uma forma tão violenta... - Sinto tanto a sua falta...eu amo você. 

Fecho meus olhos por breves segundos e suspiro pesadamente, não queria chorar agora. Volto a me por em pé e saio para fora daquele lugar, indo agora em direção ao meu colégio, este que era longe o suficiente para me fazer andar por quase meia hora.

Quando finalmente chego na escola, faltava apenas cinco minutos para começar as aulas. Isso era ótimo, não teria tempo para ser maltratada.

Caminho rapidamente para a sala de aula, me sentando na terceira carteira ao lado da parede, como fazia todos os dias. Começo a tirar meus materiais da bolsa, podendo ver pelo canto de olho Rachel e suas amigas entrando na sala, me encolho na tentativa de não ser notada. Falho miseravelmente.

Ergo meu olhar ao perceber que elas haviam formado um semicírculo ao redor de minha mesa. Rachel se aproxima da garota que sentava à minha frente e apenas com um gesto manda a mesma sair dali, e é claro que a coitada obedece prontamente. Ninguém era louco de enfrentar Rachel Griffyn.

-Pensei que não iria vir hoje, senti falta de nossos encontros diários pela manhã. - Afasto minha cadeira para trás quando ela se senta à minha frente, com seu típico sorriso irônico nos lábios.

-Me deixe em paz hoje, Rachel, por favor. - Peço baixo, encostando meu corpo na parede e suspirando baixinho.

-Oh, você sabe falar "por favor?" Sempre achei que era do tipo pobre e arrogante. - Ela debocha e suas seguidoras soltam risinhos irritantes.

Bufo irritada e a olho, a mesma ao ver minha reação arqueia uma das sobrancelhas, como se estivesse me desafiando a dizer algo. E eu não digo. Como posso deixar ela me tratar dessa forma todos os dias? Eu me sinto tão idiota. 

Porém, não posso me meter em mais confusão e correr o risco de perder minha vaga nesse colégio, preciso dela para conseguir a chance de entrar em uma boa universidade e ter, talvez, um futuro melhor.

Quando Rachel percebeu que eu não diria nada, apenas riu e empurrou os materiais de minha mesa para o chão, três segundos depois todas as outras garotas estavam rindo também. Com isso, a "líder" apenas se levantou e elas saíram dali, murmurando um "Nos vemos na saída". 

Reviro os olhos, quanta infantilidade tudo isso, começo a ajuntar meus pertences do chão e me surpreendo ao ver outro par de mãos me ajudando. Levanto a cabeça e vejo uma pessoa desconhecida por mim. Seria uma aluna nova?

-Oi, sou Alicia. - Ela sorri amigável. - Eu vi o que aquelas garotas fizeram com você, sinto muito por isso, eu detesto pessoas assim.

-Oh, obrigado. Está tudo bem...e me chamo Agatha. - Sorrio sem jeito e termino de colocar minhas coisa sobre a mesa, Alicia faz o mesmo.

-Posso me sentar aqui? - Ela aponta para a mesa vazia atrás de mim e eu afirmo com a cabeça. 

-Pode sim, geralmente ninguém se senta aí.

Recebo mais um sorriso e observo ela se ajeitar em sua nova carteira, viro meu corpo para trás para poder olha-la melhor, não conseguindo segurar um pequeno sorriso. Ela era muito bonita, tinha a pele clara e olhos incrivelmente pretos, tanto que eu não conseguia diferenciar a pupila da íris, esses se destacavam ainda mais por seu cabelo cinza claro. A maioria das pessoas sempre dizem que olhos claros são mais bonitos, mas eu discordo, os olhos daquela garota eram muito mais intensos que os azuis de Rachel, ou até mesmo que os meus verdes sem brilho.

-Ahn...estou ficando um pouco envergonhada de ser encarada dessa forma.

Arregalo meus olhos levemente ao perceber que eu estava realmente a encarando. Mas alivio minha expressão ao vê-la rindo.

-Ah...me desculpa eu só...seu cabelo é muito bonito. - Tento disfarçar mas acabo me embolando nas palavras o que a faz rir ainda mais.

-Está tudo bem, só que sua expressão estava engraçada. - Ela parece tentar controlar a risada e então sorri, me fazendo sorrir também. Como ele conseguia ser tão espontânea? O sorriso dela era tão bonito...ou talvez eu apenas não estava acostumada a receber tantos sorrisos sinceros. Estava tão acostumada a ser maltratada que quando alguém era gentil eu ficava admirada, mas ao mesmo tempo desconfiada. Afinal, é difícil não imaginar que ela pode estar apenas tentando me usar para entrar no grupo de Rachel, isso já me aconteceu antes e não foi nada legal.

Percebo que agora era ela que me fitava, me fazendo lembrar que eu devia responde-la, mas quando abro a boca para falar algo o professor entra na sala, me fazendo virar para frente. Mas o mais estranho era que enquanto eu virava meu olhar se encontrou com o de Rachel, notei que ela me fitava fixamente, parecia estar com raiva. Raiva de mim? Eu nem fiz nada para ela hoje. Mas se bem que estou falando de Rachel Griffyn, ela odeia as outras pessoas sem motivo algum.


***


A aula passou devagar, as vezes Alicia me chamava para tirar alguma dúvida ou pedir algo emprestado, mesmo eu achando que ela tem mais materiais que eu.

Quando finalmente fomos dispensados, saio junto com Alicia, que passou quase o dia todo comigo. Ela era legal, mas ainda estava me acostumando com o fato de ter alguem para conversar.

-Aonde você mora? Eu posso te levar para casa, só tenho que pegar meu carro... - Alicia me pergunta, sorrindo gentil.

-Eu adoraria, mas acontece que eu não vou para casa agora. - Olho para trás dela e travo ao ver Rachel e suas amigas vindo em nossa direção. - Bom, nos vemos amanhã...agora você devia ir. - Empurro ela levemente em direção ao estacionamento e saio andando rapidamente, não esperando por sua resposta. Parando apenas para ter certeza que as garotas estavam vindo atrás de mim e não fariam nada contra Alicia. 

Ela é uma garota legal e não quero que sofra por minha causa. Meus pensamentos foram interrompidos pela voz de Rachel, pude ouvi-la mandar algumas pessoas saírem da frente, isso fez com que eu começasse a andar mais rápido, praticamente correr. O lado bom de estudar no centro da cidade é que está quase sempre cheio de pessoas nas ruas, o que ajudava a me misturar e disfarçar.

Depois de caminhar sem rumo por alguns minutos, eu paro e me sento em um banco, suspirando baixo. Sinto minha barriga roncar e lembro que ainda não comi nada, Alicia quis comprar algo para mim na escola mas não deixei, não quero me sentir exploradora e eu fico todos os dias sem comer nada mesmo. Tento esquecer esses pensamentos, agora eu preciso procurar um emprego. Tiro uma pasta transparente da minha bolsa e levanto do banco, olhando em volta, acho que vou começar pelas lojas. Sorrio esperançosa, talvez eu consiga um emprego ainda hoje.

Após um bom tempo andando de loja em loja deixando meus currículos eu já estava exausta, e pensar que ainda tenho que ir para casa a pé. Suspiro pesadamente, parando no meio da calçada, algumas pessoas eram gentis, outras já nem aceitavam meu currículo, o que me fazia ficar ainda mais desanimada. Meus pensamentos são interrompidos quando ouço um homem falar algo perto de mim, olho em sua direção e percebo que ele apenas falava ao telefone enquanto saía de uma loja muito bonita, ao julgar pelo seu uniforme acho que ele trabalhava ali.

-Não, cara...eu fui descoberto e demitido, sorte que não...-Não consegui ouvir o resto de sua frase pois ele já havia se afastado o suficiente. 

Olho para a fachada da loja novamente, refletindo sobre o que ele havia falado. Demitido, isso significa que tem uma vaga sobrando. Sorrio com esse pensamento, erguendo o olhar para poder ver o nome da loja "Grifn's", me surpreendo ao reconhecer o mesmo. Grifn's não era apenas mais uma loja de roupa, era uma das mais ricas do estado e ela mesmo produzia suas peças, ou seja, roupas exclusivas e caras.

Volto a olhar para o interior da loja e me surpreendo ao ver um segurança enorme me encarando, devia estar desconfiado, mas eu sou idiota também, onde já se viu ficar parada encarando a loja por minutos. Sorrio sem jeito para ele e então arrumo a bolsa em meu ombro, caminhando para dentro do local, pude perceber pelo canto do olho que o grandalhão me seguiu.

Tento ignorar ele ali atrás de mim e observo algumas peças de roupa, são realmente lindas, mas os preços quase me faziam cair para trás, principalmente quando vi uma calça jeans que era praticamente meu antigo salário. 

Olho ao redor, estranhando que ninguém havia vindo me atender ainda, sendo que tinha alguns atendentes sem fazer nada por ali. Apenas entendo a situação quando uma mulher passa por mim, batendo em meu ombro e logo é atendida, ela estava tão bem arrumada com sua saia de secretária e...na verdade, ela estava parecendo totalmente uma secretária. Olho para as minhas próprias roupas e suspiro baixo, claro que não me atenderiam.

Decido caminhar até um dos funcionários, é como diz o ditado: se Maomé não vai até a montanha, então a montanha vai até Maomé. Fico por alguns segundos tentando me lembrar se a frase estava certa, mas acabo rindo soprado, quem liga pra isso mesmo?

-Hm...boa tarde, eu gostaria de saber onde ou com quem posso deixar meu currículo é que...

-Não estamos precisando de empregados no momento.

Olho surpresa para o homem a minha frente, dando uma última olhada nos outros atendentes apenas para conferir se o uniforme era o mesmo. Como ele podia se sentir no direito de negar meu currículo se é apenas um vendedor? Nas outras lojas geralmente quem decidia coisas assim eram os gerentes ou os próprios donos.

-Desculpe, mas quero deixar meu currículo mesmo assim. É só me dizer com quem eu falo, hm...com o gerente? Ele está? 

-Acontece que pessoas como você não seriam nunca aceitas, então não adianta nem tentar...

-Está havendo algum problema aqui?

Tanto eu quanto o garoto a minha frente nos assustamos ao ouvir alguém falar ao nosso lado. Vi ele abaixar a cabeça e murmurar um pedido de desculpas, logo sair dali apressado, pude entender o motivo dele fazer isso quando li "Gerente" em seu crachá.

-Ahn...eu só...queria deixar meu currículo... - Engulo em seco e abaixo o olhar, eu, que sou considerada alta, estou me sentindo pequena a sua frente. Deve ser por sua postura e roupa impecável.

-Você está com sorte, um funcionário saiu hoje e a dona da loja está aqui, aposto que ela gostaria de conversar com você. Siga-me.

Acabo suspirando aliviada por simplesmente não ter sido tratada mal, mas volto a ficar nervosa quando lembro do "a dona da loja está aqui". Mesmo com meus sentidos gritando para que eu saísse correndo porta a fora eu segui o gerente para o escritório da mulher que contribuiria para mudar a minha vida.


Notas Finais


É isso, obrigado por ler ♡
As coisas estão lentas por enquanto mas é preciso desse momento de "iniciação" para que a história flua. Espero que tenham gostado, eu aceito críticas e tudo mais, mas tem que ser com amor kkkkk Até a próxima


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