História We are invincible - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Colegial, Homossexualismo, Lesbicas, Preconceito, Romance, Sexo, Violencia, Yuri
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Palavras 2.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie, primeiro eu queria dizer que estou muito nervosa e insegura quanto a esse capítulo shaishdj to quase desistindo, mas vamos lá.
Originalmente, ele tinha ficado muuuito grande, então tive que dividir em dois(mesmo eu não gostando muito disso), mas posto o próximo capítulo logo, logo.
Boa leitura ♡

Capítulo 3 - Capítulo 3


Esperei paciente do lado de fora de uma sala enquanto o gerente, que se chamava Daniel, conversava com a dona sobre mim lá dentro. Após alguns minutos ele finalmente me manda entrar, me lançando um sorriso como se me desejasse boa sorte, sorrio de volta e então entro na sala, engolindo em seco ao ver uma mulher simplesmente linda à minha frente, e não era apenas beleza física...tinha algo mais.

-Boa tarde, sou Lorena Griffyn, pode se sentar.

Sorrio levemente para ela e então me sento em uma das cadeiras a sua frente, seu nome me lembrava algo mas no momento eu não conseguia pensar em mais nada.

-Boa tarde, me chamo Agatha Munizz e...eu vim entregar meu currículo e me candidatar para uma vaga... -Tento soar o mais firme possível e entrego meu currículo para ela, vendo a mesma afirmar com a cabeça e ajeitar o óculos.

-Você veio em um bom momento, eu acabei de despedir um dos meus funcionários. Mas preciso ter certeza que você não cometerá os mesmos erros ele. - Ela me olha atentamente, como se estivesse me analisando e então começa a ler meu currículo.

-Bom...eu não sei o que ele fez, mas posso garantir que sempre dou o melhor de mim e aprendo rápido.

-Oh! Aqui diz que você estuda na melhor escola da cidade, que por sinal é praticamente uma escola de elite. Me diga...você tem condições de pagar? 

-Na verdade não, eu consegui uma bolsa cem por cento, pois queria muito conseguir estudar lá.

-Hm...isso comprova o que disse sobre ser esforçada e aprender rápido.

-Obrigada. - Sorrio com o possível elogio e afirmo com a cabeça levemente. Um ponto para mim.

-Aqui também diz que você tem curso de informática básica, você é boa em computação? 

-Ahn...o único contato que tenho com computador é na escola e na biblioteca, mas se isso for de grande utilidade para a senhora eu posso providenciar e me especializar em uma área mais avançada. 

-Isso tudo é realmente interessante, eu irei conversar com Daniel sobre o assunto e qualquer coisa nós te ligamos. Está dispensada.

-Está bem, obrigado, senhora. -Sorrio novamente e me levanto da cadeira, deixando a mesma na posição original. 

Saio da sala com uma pontada de esperança em meu peito, talvez seja esse o emprego que eu preciso. Fecho a porta do escritório da senhora Griffyn e me viro para voltar a loja, mas acabo me esbarrando com alguém que provavelmente iria entrar na sala.

-Me desculpe, eu estrava distraída... - Levanto o olhar mas travo ao ver Rachel ali, ela parecia tão surpresa quanto eu. O que ela fazia aqui? Será que estava atrás de emprego também? O quê? Será que ela ao menos se importava em trabalhar?

Abandono minhas interrogações quando vejo ela sorrir maldosa e então segurar em meu braço, o apertando.

-Agatha, vejo que o destino sempre a trás de volta para perto de mim, não importa o quanto você tente fugir, até ele sabe que você tem assuntos pendentes comigo.

-Eu não tenho nenhum assunto para tratar com você, Rachel, eu só quero que me deixe em paz.

-Oh, mas eu tenho muitos assuntos para tratar com você. - Sinto o aperto em meu braço se intensificar, o que me faz encolher e tentar puxa-lo para me soltar.

-Rachel...

-O quê está havendo aqui? Algum problema, srta. Rachel? - Desvio meu olhar da garota a minha frente para o dono da voz, reconhecendo o segurança que havia me encarado hoje mais cedo. Agora ferrou.

-Não, nenhum problema, Bobby. -Suspiro baixo ao sentir Rachel soltar meu braço e então trato de sair apressada daquele lugar, sem olhar para trás. Por que ela sempre tem que estar por perto? Qual era o problema dessa garota afinal? Aposto que se não fosse pelo Bobby ela teria me arrastado para algum lugar e teria me agredido. Bobby, era engraçado imaginar que alguém tão grande e forte como ele teria um nome, ou apelido, tão fofo.

O céu já começava a escurecer, levaria ainda uns quarenta minutos de caminha até minha casa. Suspiro baixo e então coloco as mãos dentro dos bolsos do casaco, apesar de tudo eu estava sentindo algo parecido com felicidade. Isso tudo já é um grande avanço em minha vida. Solto um pequeno sorriso e começo a erguer o olhar para o céu, mas antes que eu conclua minha ação algo à minha frente me chama a atenção. Vejo duas garotas do "bando" de Rachel vindo de encontro a mim, uma me olhava fixamente enquanto a outra parecia digitar algo no celular.

Antes que desse conta do que fazia eu já havia dado meia volta, tentando apenas ignora-las e seguir por outro caminho, por precaução. Mas sinto um calafrio passar por meu corpo ao ver que desse lado vinham três garotas, todas olhando diretamente para mim e com sorrisinho em seus lábios. Atravesso a rua para não ter que passar por elas mas me desespero ao vê-las atravessar também e continuar a vir em minha direção. 

-Ei, espera, nós queremos apenas conversar. - Ouço uma delas falar alto o suficiente para que eu ouvisse e antes que eu me desse conta as duas que estavam atrás de mim tentaram me segurar, mas eu apenas as empurrei e comecei a correr na direção oposta de todas elas. Naquele horário a maioria das lojas já haviam fechado e com isso o movimento nas ruas havia diminuído.

Consigo correr por longos minutos, tentei a todo custo despista-las mas continuavam em meu encalço. A lateral da minha barriga já doída e isso fazia com que eu perdesse a velocidade e o fôlego. Sinto alguém conseguir agarrar em meu cabelo com força e o puxar para trás, fazendo meu corpo dar um solavanco. Grito de dor e desespero.

-Você corre rápido, garotinha. Mas não o suficiente. - A garota, que reconheci ser Margareth, fala perto de meu ouvido, apertando mais meu cabelo entre seus dedos.

Começo a me debater ao sentir várias mãos me agarrarem e me arrastarem, mas era difícil lutar contra cinco garotas. Percebi que estava realmente fodida quando elas me levaram para um beco sem saída. Três das garotas ficaram a me segurar, enquanto Margareth apenas olhava e outra mexia no celular. Apesar de parecer impossível eu não desistia, comecei a gritar por ajuda, até que uma das garotas que me seguravam tentou tampar minha boca, aproveitei esse momento para morder sua mão o mais forte que consegui, a fazendo soltar um grito e se afastar. Volto a me debater, tentando me soltar das outras duas que sobraram mas paro ao sentir um forte pancada em minha barriga, me fazendo perder o ar e encolher o corpo, demoro alguns segundos para entender que eu havia levado um soco no estômago, logo depois outro, meu corpo teria ido de encontro ao chão se não fosse pelos braços que me prendiam.

-Rachel disse que não éramos para tocar nela até que ela estivesse aqui. - Ouço a garota do celular, a qual não me recordo o nome direito, talvez fosse Ally.

-Ah, cale a boca! Rachel vai acabar com ela mesmo, também quero me divertir.

Estremeço ao entender que Rachel estava vindo para cá, este pensamento me fez compreender que eu nunca estive mais ferrada em toda minha vida. Está de noite, estou com dor, a rua está praticamente deserta, e mesmo se alguém nos visse aqui iria apenas ignorar por medo e agora Rachel está vindo. Talvez eu morra hoje, pode ser que eu vá de encontro a minha mãe. Minha mãe, a lembrança dela me fez ficar triste, se eu morrer agora não terei cumprido a promessa que fiz.

-Viu só, ela está até mais mansinha agora. - Desperto de meus devaneios ao sentir Margareth perto de mim novamente, me encolhendo por reflexo ao senti-la pegar em meu cabelo e o puxar, me fazendo erguer o rosto até nosso olhar se encontrar. 

-Você tem traços bonitos... - Arrega-lo os olhos levemente ao senti-la acariciar meu rosto com a mão livre, para logo em seguida deferir um forte tapa contra o mesmo, me fazendo gemer de dor. - Pena que tem essa pele tão feia, aposto que fica mais bonita coradinha assim . - Ela ri maldosa e então desfere outro tapa, tento encolher meu corpo, mas paro ao senti-la puxar meu cabelo com mais força, o suficiente para fazer meu pescoço doer junto ao meu coro cabeludo e eu soltar outro gemido de dor. Não consigo entender como ela pôde fazer isso comigo apenas porque tenho a pele um pouco mais escura que a sua. Isso é tão terrível, me machuca tanto.

-Filha da puta. - Murmuro baixo e a olho enraivecida, mas ela apenas dá uma risada irritante e me solta.

-Segurem ela bem e cadê a Rachel que não chega?

-Eu estou bem aqui, Marg.

Sinto meu sangue gelar ao ouvir a voz de Rachel, levanto o olhar e a vejo caminhar até nós com um outro garoto ao seu lado. Quando o mesmo chegou mais perto pude reconhecer que era Dylan.

-Por quê você trouxe ele, Rachel? -Ally é a primeira a se pronunciar.

-Enquanto estava vindo eu o encontrei na rua e como sei que ele sempre quis pegar essa coisa aí, resolvi trazê-lo comigo. - Rachel disse com a voz carregada de nojo. Engulo em seco ao vê-la parar em minha frente e mandar as garotas me soltarem. Minha mente gritava para que eu saísse correndo dalí, mas meu corpo estava petrificado. 

-Sentiu minha falta, querida? - Ela diz com uma falsa simpatia e como se estivesse esperando anos por isso ela socou bem na altura de meu estômago, o golpe foi forte o suficiente para que me fizesse grunhir alto de dor e me curvar, cambaleando alguns passos para trás mas consigo me manter em pé. 

-Hey, Rachel, eu preciso dela inteira para me divertir. - Dylan disse com tom risonho e logo todas estavam soltando risinhos. 

-Oras, ela aguenta, não é? -Rachel se aproximou e me puxou pelo cabelo até que eu ficasse da sua altura, me fazendo ter que ficar na ponta do pé e minha dor piorar. E o pior era que ela estava realmente se divertindo com tudo isso. Como era possível alguém se divertir as custas do sofrimento de outra pessoa dessa forma?

-Mas eu quero brincar também. - Ouço a voz de Dylan mais próxima agora e poucos segundos depois ele estava me abraçando por trás, esfregando seu membro ainda coberto pela calça em mim, me fazendo olhar desesperada para Rachel ao senti-lo segurar em meus seios e os apertar. Isso não era possível, elas não deixariam ele fazer isso comigo, não é mesmo? 

Tento afastar as mãos nojentas de Dylan de mim, começando a me debater de forma desesperada. 

-Não, por favor, me deixe... - Minha voz morre ao levar outra pancada, mais forte que a anterior, me fazendo soltar um grito de dor.

-Aproveite, Dylan. - Rachel diz por fim e se afasta.

Sinto ele pegar meu corpo e me empurrar com força, me fazendo cair e bater a cabeça no chão, sinto uma forte tontura tomar conta de mim e antes que eu pudesse ter qualquer reação ele já estava sobre meu corpo, tentando retirar meu casaco, mas eu ainda me debatia.

-Rachel, por favor, me ajude...por favor, não deixe que... - Paro de implorar ao sentir um forte mordida em meu pescoço, o quê me fez soltar um gemido de dor. Olho para Rachel que estava encostada na parede e com os braços cruzados, a pouca luz que entrava no beco não era suficiente para que me deixasse ver seu rosto, mas nem me esforcei para conseguir isso, pois as lágrimas já embaçavam minha visão.

-Pare de se mexer, garota! - Dylan diz com raiva e acerta o punho em meu rosto com força, me fazendo perder os sentindos por alguns segundos. Aquilo havia me deixado entorpecida o suficiente para que ele rasgasse minha camisa e a jogasse em algum canto, minha blusa favorita. 

Sinto o nojo me invadir quando ele desce os beijos e chupões dolorosos para meu peito, deixando rastros de saliva pela parte exposta de minha pele. Olhei em volta suplicante, talvez eu ainda estivesse com esperança de que alguém fosse me ajudar, mas Rachel e as outras garotas estava da mesma forma. Volto meu olhar para o monstro a minha frente ao sentir uma forte dor em meu peito esquerdo, Dylan havia o mordido com força, não consegui impedir que um grito saísse por minha garganta, por reflexo tentei o afastar novamente mas ele apenas pegou minha mão e a levou até seu membro ainda coberto pela calça, mas que já dava para perceber que o mesmo estava excitado.

-Olha como você me deixa...hm. - Tento puxar minha mão novamente mas ele a segura mais forte, me forçando a acariciar aquele local, soltando um gemido perto do meu ouvido, tal coisa me fez ficar ainda mais enojada. Eu só queria sair correndo dali e ir para meu quarto chorar.

-Seu tempo está acabando, Dylan. - Ouço Rachel reclamar, sua voz parecia estar entendiada. - Eu também quero me divertir.

Sinto as lágrimas deslizarem por meu rosto livremente, aquilo era horrível, fazia minha dor, tanto física quanto emocional, apenas aumentar de forma quase insuportável, isso me lembrava do meu passado, da minha mãe, do que eu vi.

As mãos de Dylan continuavam a deslizar sobre minha pele, mesmo eu chorando e implorando ele não me soltava. Seus lábios se juntaram aos meus, sinto sua língua invadir minha boca mesmo sem eu estar retribuindo ao beijo. Suas mãos descem até o cós de minha calça, mas antes que ele conseguisse soltar os botões, Rachel aparece ao nosso lado e o puxa para cima.

-Ei, o quê está fazendo? - Ouço a voz de Rachel, ela parecia irritada. Aproveito que Dylan estava longe de mim e tento me arrastar para longe.

-Ah, eu quero tanto foder ela, você não faz idéia.

Observo surpresa Rachel o empurrar para longe.

-Isso não faz parte do combinado! 

-Mas quem liga? Vai me dizer que está preocupada com ela, Rachel? Vamos, deixe eu me divertir.

-Eu não estou preocupada com essa imbecil. Mas não gosto que descumpram suas palavras. E você, Levante! - Rachel volta a se virar em minha direção, viro meu corpo de lado para que pudesse levantar, mas perco o ar e o equilíbrio ao levar um chute no estômago, solto o ar pesadamente, tentando não soltar nenhum gemido de dor. - Vamos logo! Eu não tenho a noite toda! - Outro chute. Agora não consegui conter o grunhido.

Reuno todas as forças que tinha e levanto, gemendo de dor, pressiono o local dolorido e olho para Rachel.

-Você até que é forte, vamos ver se aguenta mais. - Ela tinha um tom de voz debochado enquanto me acertava outro golpe no mesmo lugar, esse foi forte o suficiente para que me fizesse gritar de dor e voltar a cair no chão. - Segurem ela.

Em questão de segundos eu já estava sendo puxava de forma ríspida e sendo segurada pelos braços, para que eu não caísse quando levasse o próximo golpe. E esse veio pior que os outros, Rachel acertou meu rosto e depois dois seguidos em minha barriga, um deles acertou minha costela e me fez gritar, tento curvar meu corpo, mas os braços que me seguram me impedem de realizar tal ato. Perco a consciência por breves segundos até receber um forte tapa no rosto, foi nesse momento que percebi sangue escorrendo por minhas boca e nariz, me fazendo tossir ao ser sufocada pelo mesmo. Isso só podia significar que eu tinha uma ferida interna.

-Rachel, chega, hm? Vamos deixa-la aí e ir embora. - Reconheci a voz de Ally, a mesma parecia estar nervosa, talvez estivesse com medo que eu morresse e ela fosse presa por isso. Sinto vontade de rir amargurada com esse pensamento, mas no momento eu mal conseguia respirar quem dirá dar risada.

-Nós já vamos, só quero fazer mais uma coisa. Soltem ela. - Rachel ordena e antes que eu processe tudo as garotas me soltam, minhas pernas não aguentam com meu próprio peso e meu corpo vai em direção ao chão em um baque abafado. Levo um chute nas pernas e solto um gemido sôfrego, sinto meu cabelo ser puxado bruscamente, me deixando de joelhos e aproxima o rosto do meu.

-Isso é para que você aprenda o que acontece com pessoas que se metem em meu caminho. Ah, e se você contar para alguém sobre isso eu irei atrás de você e te matarei, então é melhor ficar calada. - Após dizer isso ela empurra meu corpo para trás, fazendo com que eu voltasse a cair e simplesmente sai do beco com todos os babacas dos seus seguidores atrás.

Quando tenho certeza de que eles não vão voltar e me machucar mais, deito a cabeça no chão e começo a chorar, os soluços vinham fortes e isso fazia com que minha dor só piorasse. Naquele momento eu queria realmente morrer.


Notas Finais


É isso, obrigado por ler ^^


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