História We are invincible - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Colegial, Homossexualismo, Lesbicas, Preconceito, Romance, Sexo, Violencia, Yuri
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Palavras 2.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 4 - Capítulo 4


Depois de um bom tempo congelando naquele lugar eu tento me levantar, apoiando o corpo na parede, me arrasto até meu casaco e o visto lentamente, qualquer movimento fazia meu corpo se encolher em agonia. Pego minha bolsa do chão e caminho para fora daquele lugar nojento, apoiando uma mão na barriga enquanto com a outra ia me apoiando nas paredes e postes pelo caminho. A essa velocidade eu chegaria em casa só depois de o dia ter clareado, meu corpo clamava por descanso, eu sentia que a qualquer momento iria simplesmente desmaiar e ficar aqui para morrer.

Levo um susto quando um carro para ao meu lado, me encolho contra a parede temendo que fosse Rachel ou Dylan novamente. Mas meu susto foi ainda maior ao ouvir outra pessoa conhecida me chamar após sair do carro.

-Agatha? - Olho para Alicia que vinha correndo em minha direção e então me olhava de baixo a cima. - Oh meu Deus! O quê houve com você? - Sinto sua mão quente tocar em meu rosto e me encolho ainda mais, soltando um baixo gemido de dor. 

-O quê está acontecendo? - Ouço um segunda voz e levanto o olhar para um homem de preto, ele parecia ser forte e musculoso.

-Bryan, precisamos levar ela para minha casa, me ajude a coloca-la no carro. - Alicia parecia estar desesperada.

Tento protestar mas o homem foi mais rápido, me pegando no colo antes que eu pudesse reagir, me fazendo contorcer de dor em seus braços, arfando baixo. Acabo suspirando aliviada ao ser repousada no banco de couro do carro, se fosse em outra situação eu teria reparo em como aquele automóvel era bonito, Alicia entra logo atrás de mim e faz com que eu deite a cabeça em suas pernas. Pouco tempo depois o carro já era colocado em movimentos. 

-Agatha, você consegue me ouvir? - Balanço a cabeça minimamente em confirmação e então fecho os olhos quando ela acende a pequena luz do carro, mas logo os abro novamente ao lembrar que meu rosto estava sujo de sangue, e que eu provavelmente estava sujando sua roupa e seu carro. Tento levantar minha cabeça mas Alicia me segura.

-A-Ali...cia... - Digo com dificuldade e tento esconder meu rosto em meu próprio casaco.

-O quê houve com você? Quem fez isso? Você está sangrando! Ai Deus, você esta sem camisa? - Ela parecia estar começando a ficar nervosa e com raiva, suspiro pesadamente e fecho meus olhos, a humilhação caía pesadamente sobre mim.

-Eu...me...me leva pra...casa, por favor... - Murmuro baixo e suspiro da mesma altura, eu só queria me esconder de todo mundo nesse momento. 

-Não, eu te levarei para minha casa e cuidarei de você.

Tento argumentar mas desisto quando o carro para e percebo o tal Bryan sair do carro e vir até a porta de trás, voltando a me pegar no colo, agora me levando para dentro daquela casa gigante com Alicia em seu encalço. 

-Srta. Alicia? Aconteceu algo? - Ouço uma voz femina perguntar mas nem levanto meu olhar para ver quem era.

-Só busque a maleta de primeiros socorros para mim e mande alguém ir preparar um banho no meu quarto, rápido! Ah! E prepare um prato de sopa. Bryan, deixe ela em minha cama sim? Depois está dispensado.

Ouço os dois confirmarem e então sou carregada até o quarto de Alicia, Bryan teve que subir uma escada que parecia não ter mais fim, a cada degrau eu sentia minha dor se intensificar ainda mais. Quando finalmente chegamos ao quarto de Alicia sou deitada em um cama enorme e fofinha, coisas que eu amaria em um momento melhor, um que eu não estivesse agonizando.

Bryan sai do quarto e em seguida vejo uma senhora entrar com uma maleta em mãos e a deixar em cima da cama, para logo entrar em outra porta que eu julguei ser o banheiro. Sinto meus olhos começarem a pesar e então Alicia entra em meu campo de visão.

-Não durma, hm? Eu preciso que seja forte. Vou tirar seu casaco para ver se você tem algum ferimento sério, está bem? - Balanço a cabeça minimamente e então sinto ela começar a retirar meu casaco, tento não soltar nenhum grunhido. - Ah, isso está feio. - Sinto ela passar a mão por minha pele e logo pressionar na altura das minhas costelas, me fazendo gritar de dor e tentar tirar as mãos dela de mim. - Eu preciso ver se não tem nada quebrado. Fique calma, hm? - Ela acaricia meu cabelo calmamente e logo volta a por as mãos em minha barriga, pressionando minhas costelas em vários lugares, me fazendo contorcer de dor algumas vezes, mas tento me manter forte. - Por sorte você não quebrou nada. Você...hm...tem uma mordida feia no seio e vários chupões espalhados por aqui, foi...foi a mesma pessoa que te machucou assim? Ele te machucou em mais algum lugar? 

Desvio o olhar ao lembrar de Dylan me tocando, balanço a cabeça levemente em negação como resposta para as suas perguntas e fecho meus olhos ao sentir uma enorme vontade de chorar me dominar novamente. 

-Srta, a banheira está pronta e já pedi para fazerem a sopa, logo estará pronto.

-Obrigado, Charlotte, você pode ir descansar.

Sinto Alicia voltar a acariciar meu cabelo e então levanto o olhar para encontrar com o dela.

-Se importa se eu tirar sua calça? Você pode continuar com a calcinha se fizer você se sentir melhor.

-Não, pode tirar... - Digo baixo mas tenho certeza que ela ouviu, porque sem demorar muito ela já estava tirando meus tênis, meias e por fim minha calça.

Alicia me ajudou a caminhar até o banheiro e me deitou dentro da banheira, a água quente envolveu meu corpo como se fosse veludo, deixando meus musculos um pouco mais relaxados. Observo Alicia começar a lavar meu rosto com cuidado, fecho meus olhos para que não entre sabonete nos mesmos e quando ela começa a lavar meu corpo eu volto a olha-la.

-Por quê está fazendo isso? - Pergunto baixo e vejo ela se surpreender pela minha fala repentina.

-Eu não podia te deixar lá fora nessa situação, não seria...humano.

-Mas... - Suspiro baixo e balanço a cabeça levemente. - Obrigado, mesmo.

-Não precisa agradecer. -Ela sorri meiga e começa a lavar meu cabelo, parecia ser tão paciente.

-Você praticamente salvou minha vida, acho que eu acabaria morrendo de frio lá fora.

-Eu não consegui impedir que fizessem isso com você. - Sinto angustia em sua voz e olho para sua expressão triste.

-Mas não teria como você impedir...

-Você pode me dizer quem fez isso com você?

  Abaixo o olhar e fico em silêncio, fungando baixinho. 

-É alguém que você conhece? Você tem que pelo menos lembrar os traços da pessoa para poder dizer a polícia.

-O quê? Você ligou para a polícia? - Arregalo os olhos e tento me sentar na banheira, arfando baixo ao realizar tal movimento, levando as mãos ao estômago por reflexo.

-Calma, eu não liguei para a polícia. Nós resolvemos isso amanhã, hm? Você não pode ficar fazendo esforço.

Afirmo com a cabeça e volto a relaxar o corpo, mas preferindo continuar sentada enquanto ela enxaguava meu cabelo. Rachel havia sido clara com suas ameaças, e depois do que aconteceu hoje sei que ela é capaz de tudo. Depois de mais alguns minutos na banheira ela me ajudou a levantar e a me secar, me assustando ao me deparar com um enorme espelho na parede, eu estava horrivel. Meu rosto estava com a maçã direita roxa e inchada, tinha mordidas e chupões espalhados por meu pescoço e colo, minha perna também tinha um hematoma, mas a pior parte era minha barriga que estava praticamente cheia de manchas roxas, sem contar os pequenos desfolados e arranhões que consegui toda vez que era arrastada ou jogada no chão. 

-Não se preocupe, eu cuidarei de você e logo estará novinha em folha. - Sua voz soa carinhosa, isso tudo me surpreende. Como ela pode se importar com alguém que mal conhece?

Sou levada até o quarto novamente e me surpreendo ao ver que os lençóis da cama, antes sujos por minha culpa, já haviam sido trocados por novos limpinhos. Alicia caminha até uma porta, que eu julguei ser seu um armário, um bem grande por sinal já que ela entrou lá dentro, logo depois voltando com algumas peças de roupa.

-Eu trouxe algumas roupas minhas para você, acho que irá servir, hm? Você consegue trocar sua roupa íntima? Eu te ajudo com o resto depois.

Me limito a apenas afirmar com a cabeça e pego a roupa que ela havia me estendido, tiro a peça molhada de meu corpo e visto a calcinha, que era daquelas que pareciam um shorts minúsculo e colado, cinza claro e um top da mesma cor. Agora que já havia passado alguns minutos eu estava com muita vergonha, pois ela havia me visto seminua e num estado deplorável.

-Pronto... - Murmuro baixo e vejo ela se virar em minha direção - Onde está minha bolsa? 

-Está aqui. - Observo ela ir até um canto do quarto e logo voltar a se aproximar com minha bolsa em mãos. Pego a mesma de sua mão e coloco minhas meu conjunto molhado dentro dela, olhando em volta em busca do restante das minhas roupas.- Minhas empregadas levaram para lavar.

Volto a fitar Alicia, abrindo minha boca para reclama mas paro ao sentir seu indicador em meus lábios, em um mudo sinal para que eu me calasse.

-É claro que precisa. - Como se estivesse prevendo o que eu diria, ela responde o eu nem mesmo havia falado. - Agora deite, hm? Eu irei te ajudar para que sare logo.

Afirmo com a cabeça lentamente e volto a me deitar com cuidado, tentando não soltar nenhum resmungo de dor. Observo ela abrir a caixa de primeiros socorros e tirar de lá o que parecia ser um creme, em seguida tirava algumas cartelas de remédios e uma garrafa de água. 

-Tome esses remédios, melhorará caso tenha algum ferimento ou hemorragia interna e ajudará a passar a dor. - Ela me entrega dois comprimidos e a garrafa de água, me fazendo tomar tudo. Nesse momento eu percebo que ela estava vestida com um pijama, o que era muito estranho já que ela me encontrou no meio da rua. O quê uma pessoa faz vestida de pijama na rua e no meio da noite?

-Por quê...você estava na rua a esse horário? - Deixo minha confusão transparecer enquanto ela pegava o pote de creme, que agora percebi ser um gel e passa em meu pescoço, massagendo-o devagar, me fazendo resmungar de dor ao sentir a mordida que havia naquele local arder, aquele desgraçado machucou minha pele com seus dentes. 

-Eu... - Pela primeira vez no dia ela parecia estar confusa e pensativa, aposto que iria contar uma mentira. - estava voltando de uma festa...

-De pijama? - Olho-a confusa e acabo sorrindo fraco, era engraçado ver as pessoas tentando esconder algo.

-Era...uma festa do pijama, foi bem legal, mas comecei a passar mal e estava voltando para casa, é. 

-Hm... - Murmuro baixo, vendo-a me fitar pela primeira vez que começou a mentir, mais um vez seus intensos olhos negros me sugam para dentro de si, eu não conseguia desviar o olhar nem se quisesse. Até que sinto ela apoiar a mão em minha barriga, enquanto trazia o corpo para mais perto do meu, me encolho e por reflexo tento tirar sua mão de mim, grunhindo baixo.

-Me desculpa! - Ela me olha assustada e se afasta, voltando a passar o gel, agora em minha barriga. Sua mão fazia uma massagem em círculos sobre minha pele e ao mesmo tempo que doía o produto parecia deixar os hematomas amortecidos.

-O que é isso? - Pergunto por pura curiosidade e a olho.

-Ah, é um creme que um amigo da minha mãe fez para ela. Sabe, ela é médica e esse negócio aqui ajuda bastante até. - Ela sorri amigável e eu apenas balanço a cabeça em afirmação. A mãe dela era médica, isso explica muita coisa.

Volto a fita-la quando vejo a mesma se aproximar de meu rosto.

-Vou passar no seu rosto e quando o dia amanhecer vai estar bem melhor, eu prometo.

-Está bem, você já está fazendo muito por mim, não precisa se preocupar com isso.

-Não seja boba, não estou fazendo nada demais. 

Sinto vontade de sorrir ao ouvir a forma como ela falava, tão fofa. Me prendo novamente em seus olhos enquanto sentia seus dedos, com o produto gelado, deslizarem por minha pele. Ao ver seu rosto ali, tão perto do meu, senti uma súbita vontade de beija-la, mas minha mente foi inundada pelas lembranças do que aconteceu a algumas horas atrás, os lábios de Dylan deslizando sobre minha pele, as humilhações que Rachel me fez passar. Abaixo a cabeça, me sentindo envergonhada por tudo isso. Como pude pensar em beijar Alicia depois de tudo o que passei?

-Você está bem? - Me surpreendo ao ouvir sua voz ainda mais próxima de mim.

-E-eu... - Suspirei fundo e a olhei de relance, colocando uma mexa do meu cabelo atrás da orelha em sinal de nervosismo. - Eu estou sim.

-Aquilo não foi culpa sua, tá bom? Não deixe ninguém te dizer o contrário. 

-Mas...

-Não, Agatha, olhe para mim. - Suspiro baixo e levanto o olhar até encontrar o seu, que estava sério mas ao mesmo tempo cheio de sentimento. - Você não teve culpa e não deve ficar remoendo isso em você, me promete que não vai?

-Eu...está bem, eu prometo. - Balanço a cabeça em afirmação e vejo ela sorrir.

-Como sabia que eu estava pensando nisso?

-Eu apenas sabia e bom, eu terminei de cuidar dos seus ferimentos, agora irei secar seu cabelo e você poderá descansar um pouco, sim? - Ela fala enquanto pega o gel e o colocando dentro da maleta de primeiros socorros, a levando para dentro do armário. Não demorou muito para que ela saísse de lá com um secador em mãos. Meu cabelo fica horrivel quando seco com esse aparelho, mas eu estou cansada demais para esperar ele secar naturalmente.

-Pode deixar que eu mesma seco.

Observo ela por o secador em uma tomada que havia perto da cama, me ajudando a sentar na cama com dificuldade. 

-Não precisa, sei que isso vai te causar muito dor e eu posso fazer isso por você.

Mordo o lábio inferior timidamente e deixo que ela seque meu cabelo, ficando apenas a brincar com meus dedos.

Depois do que pareceu uma eternidade para mim ela desliga o aparelho e o guarda. Em menos de dez segundos depois uma funcionária entra com uma bandeja em mãos, parece que ela estava apenas esperando Alicia terminar para entrar.

-Aqui está a sopa que pediu, srta. -Observo a moça por a bandeja em cima do criado mudo e abaixar a cabeça.

-Está bem, obrigado. Você pode ir descansar. - Alicia diz de forma calma e a vejo revirar os olhos quando a empregada sai. - Eu já falei para eles não serem tão formais, mas não me ouvem.

Acabo rindo soprado ao ouvir sua reclamação e apoio minhas costas na cabeceira da cama quando ela põe a bandeja em meu colo.

-Pode comer, hm? Enquanto isso eu vou arrumar o sofá.

-Arrumar o sofá? - A olho confusa, parando a colher com a sopa no meio do caminho.

-Sim, na verdade irei só por alguns cobertores e travesseiros para eu dormi e...

-O quê? Nem pensar. Você não vai dormir no sofá. Eu durmo nele, parece muito macio, sério. - Digo exasperada e devolvo a colher no prato.

-Hey, está tudo bem. Não precisa se preocupar, eu não posso te deixar dormir no sofá dessa forma, suas dores vão piorar.

-Mas...eu não quero dar mais trabalho ainda, Alicia. Olha, essa cama é enorme, podemos dormir nós duas sossegadas. Eu não me mexo muito e prometo que não vou te incomodar.

-Hm... - Alicia pareceu pensar por alguns segundos até que finalmente afirmou com a cabeça. - Está bem, mas sou eu quem tenho que cuidar para não me mexer e te machucar. Mas agora tome a sopa, hm?

Afirmo com a cabeça e começo a tomar a sopa que estava realmente deliciosa, muito bem temperada com coisas que eu nem conseguia reconhecer o sabor. Tento tomar da forma mais rápida que pude, não queria tomar ainda mais o tempo de Alicia, mas isso fez com que eu apenas queimasse a língua algumas vezes, tirando algumas risadas da garota a minha frente. Mesmo assim não demorou muito para que eu já estivesse vestida, com a luz apagada e ambas em baixo das cobertas. Desejei boa noite a ela e pedi silenciosamente para que, se Deus existisse, Ele pudesse recompensar Alicia e cuidar dela, pois ela foi uma das poucas pessoas que já se preocupou comigo.


Notas Finais


É isso ai, agora vou me esconder zjaodhad
Ah, e obrigado por ler ♡


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