História We are one - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Personagens Originais, Sabine Cheng
Tags Miraculous Ladybug
Visualizações 84
Palavras 831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 3 - Capítulo #3


E assim aconteceu...


Aos quatro anos, Sabine de fato deixara Marinette sobre os cuidados de Cheng, rumo a Paris. O que foi um tanto difícil e doloroso.

Um dia antes de ir, resolveu que seu dia seria inteiramente dedicado a filha, passaria o máximo de horas possível com a pequena, fazendo cada minuto valer a pena.

Naquela noite, colocou Marinette na cama prontamente para faze-la dormir. Porém, antes não poderia deixar de contar que não estaria mais com ela por um bom tempo.


-Filha, a mamãe tem algo pra te contar...- Sabine começava a dizer, com certo hesito na voz;


Marinette apenas lhe olhava, aconchegada em suas cobertas e travesseiro.


-Olha, a mamãe vai estar fora por um tempo, mas não será para sempre. Sabe o tio Cheng?! Ele cuidará de você enquanto eu não estiver.


-Mas pra onde você vai, mamãe? 


-A mamãe vai pra um lugar cheio de luzes muito bonitas.- Dizia ela transmitindo admiração em Marinette- Prometo te escrever todo o fim de semana, e te mandar muitas fotos legais por cartões postais!


-Mas você vai voltar, não é?


-Mas é claro que sim, meu amor! Eu nunca deixarei você.- Sabine retirou um colar com o formato de joaninha que estava em seu pescoço e entregou a filha- Olha, quando se sentir sozinha lembre-se que eu sempre estarei com você, aqui dentro- Disse ela apontando para o coração da menina.

As duas se abraçaram fortemente.

E foi assim que Marinette dormiu naquela noite, acolhida nos braços da mãe. Não precisou de muito para se sentir amada e protegida naquele momento.

Após faze-la dormir, deixou o quarto da pequena, com lágrimas. 

Foi até a sala da casa de seu tio, que passou a ser sua também após ter ganhado Marinette, deu uma última olhada em tudo. Viu Cheng parado na porta, a olhando;


-Prometa que cuidará dela por mim.


-Farei o possível. 

 

                     °°°°°°°°

 

Os primeiros meses com seu tio avô foram estranhos, ela estava acostumada a receber carinho de sua mãe, mas ele não chegava perto da menina para se quer lhe dar um afago. 

Nem ao menos contava-lhe histórias antes de dormir, por isso a pequena tinha certa dificuldade para pegar no sono a noite. Afinal era acostumada com boas histórias e canções de ninar ao anoitecer, como sua mãe sempre fazia durante esses quatro anos. 

Ele a deixava em seu quarto com as luzes totalmente apagadas, até que a azulada pegasse no sono sozinha;


Nem boa noite lhe dava.


Certa noite, a pequena ainda estava sem sono, revirava de um lado para o outro na cama mas nada a favorecia. Foi então que sentiu sede, desceu de sua cama, e em pequenos passos com seus pequenos pés foi até a cozinha.

Olhou para os lados, mas não encontrou seu copinho de plastico preferido. Mas ao levar os olhos para o armário da cozinha, viu varios copos de vidro guardados.

Como este era bem alto, subiu em cima da pia se inclinando ao máximo para alcança-lo e pegar um copo.

Foi quando um escorregou de sua mão, indo de encontro com o chão causando um ruído estridente de cacos de vidro se espalhando.

Foi o necessário para acordar Cheng, que foi até a cozinha esfregando seus olhos pelo fato de antes estar dormindo.


-Mas o que...


Ao olhar a cena de Marinette em cima da pia com varios cacos de vidro no chão não pode deixar de se indignar.


-O que foi que você fez, garota?!


Foi até ela, a pegou pelo braço, com o tom de voz visivelmente irritado.

A arrastou para a sala brutalmente, lhe causando um certo medo, e começou falar:


-Sua insolente, o que ainda faz acordada? Eu já não lhe coloquei na cama?- Ele dizia apontando para a azulada, que já tinha seus olhos marejados;


-Mas eu estava com muita sede...- A pequena disse quase como num sussurro, mantendo a cabeça baixa;


-Não podia beber água pela manhã?- Disse ele exaltado-Não se pode nem dormir em paz nesta casa que você já me apronta alguma. Não nega ser filha de quem é, tão imprestável quanto a mãe. Não é à toa que a deixou aqui e foi embora..

Marinette começou a chorar. Mesmo sendo só uma criança tinha consciência do que acabara de ouvir. Se sentiu sozinha, precisava da mãe. Mas Sabine não estava lá;


-Eu quero a minha mãe- Ela disse em meio ao choro, com as mãos cobrindo o rosto


-Ela não está aqui agora, talvez nunca mais esteja. Então, melhor se acostumar, pois eu não sou seu pai, muito menos sua mãe pra fazer o que você deseja. E se pensar em não me obedecer como deve, não responderei por mim.


Cheng se dirigiu a cozinha para limpar aquela bagunça. Enquanto Marinette voltou correndo para o seu quarto, ainda chorando muito. 

A menina dormiu traumatizada por aquelas palavras, essa seria sua vida dali para frente. 

Não tinha sua mãe por perto.


Cheng se aproveitava do poder que tinha sobre a pequena por ser o mais velho, sendo absurdamente abusivo quanto a castigos sem necessidade. 

Tapas e puxões de orelha pouco do que ela recebia se fizesse que não lhe agradava.


Sofria se sentindo sozinha...



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