História We are one - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Personagens Originais, Sabine Cheng
Tags Adrien Agreste, Ladybug, Marinette Dupain-cheng, Sabine Cheng
Visualizações 63
Palavras 1.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem

Capítulo 4 - Capítulo #4


Treze anos se passaram...


Marinette estava com 17 anos, uma jovem linda. Seus cabelos tornaram-se negros e longos que ganhavam um tom azulado com o brilho do sol, o seu olhar tão vibrante quanto os de uma safira lapidada cuidadosamente, sua epiderme alva, mostrava claramente traços marcantes de sua mãe quando ainda era jovem. 

Seus últimos anos haviam sido os piores, e durante eles sua mãe não dera um sinal se quer de que se preocupava. Não lhe enviava cartas como tinha prometido, e-mails ou cartões postais. 


Era o que ela pensava...


A verdade, era que Sabine sempre escrevia para a menina, porém Cheng nunca mostrou a Marinette as cartas que recebia da mãe.

Com isso, ela se entristecia e o homem se aproveitava de sua fraqueza para atormenta-la. 

A azulada nunca foi boa de fazer amigos onde morava, só tinha a sí mesma. Porém, o que para muitos isso seria solitário, para a menina era um alívio. 

Cansada de se sentir só, quando tinha 13 anos de idade Marinette criara Ladybug, o seu alter ego. 

Era como se fosse sua outra identidade, um mecanismo de defesa na qual ela usava para se livrar de todo o seu sofrimento. 

Era apenas um alguém imaginário a quem deu vida em sua mente, para ter com quem conversar. As vezes, trocava sua personalidade mesmo que sem intenção, como uma maneira de não se sentir sobrecarregada sobre seus problemas. 


Marinette era frágil, tímida, sensível, enquanto seu alter ego era ousada, nervosa, sagaz e as vezes até violenta. Mas como eram a mesma pessoa, não se maltraravam. Assim como a azulada se deu ao trabalho de criar alguém que lhe acalmasse, também fez com que este mesmo alguém não a tratasse como todos a sua volta, pois mesmo que ela não soubesse seria demais ter até a si mesma julgando-lhe.


Quando a azulada tinha seus surtos de identidade, nunca era perto de alguém que conhecia; por isso nem mesmo Cheng sabia desse seu transtorno psicológico. 


Quando acontecia, ela simplesmente incorporava de verdade sua personagem como se realmente fosse outra pessoa. E quando voltava a realidade, não se lembrava do que fizera antes. Claro, na cabeça de Marinette, não era ela quem fazia, e sim Ladybug.


Mas as vezes, bastava olhar-se ao espelho e ver seu outro eu lá, esperando para ouvir mais uma história de como seu dia foi sofrido com todos a sua volta;


-Mas uma vez, minhas mãos estão atadas.


-Ainda é sexta. Espere mais um pouco. 


-Não tenho o que esperar. Não me restam esperanças. 


Marinette conversava consigo mesma, em frente ao espelho de seu quarto. 

Mesmo nunca tendo recebido carta alguma de sua mãe, ainda tinha esperanças. Ladybug a consolava, numa tentativa de retirar o fardo que Marinette carregava em suas costas.

 

                °°°°°°°

 


-Onde está Marinette?


-Ela..não quer falar com você.


-Mas eu não posso deixar que as coisas fiquem assim pra sempre.  Há anos eu mando cartas, mensagens, telefonemas e não me vem retorno algum. Preciso esclarecer nas coisas, não vou suportar o odio dela sobre mim...


Sabine mais uma vez ligava para o tio. Em todos os telefonemas, Cheng trazia a desculpa de que Marinette passou a odia-la por não estar mais consigo. 


-Você entregou a última correspondência que enviei? Talvez seja minha unica esperança de resolver as coisas...


-Eu tentei, mas ela não quis ler


Se calaram por alguns segundos. 


-Tio, por favor passe o telefone pra ela. 


-Desculpe Sabine, mas ela nem está em casa. Olha, quando ela retornar prometo tentar convence-la. Mas por agora tente se acalmar. 


Após um longo suspiro do outro lado da linha, Sabine desligou o telefone. Frustada, com um acumulo de tristeza em seu peito.

Do outro lado, Cheng estava em casa, e Marinette em seu quarto. 

Ele mentiu sobre a menina ter saido, e também nunca contou a mesma sobre sua mãe se quer um dia ter ligado. 

Com esses pensamentos, se aproximou da porta do quarto da azulada. A espionava, invadindo assim a sua privacidade. 

Porém, ao chegar mais perto se assustou ao ouvir Marinette em uma conversa entusiasmada com alguém que ele não conseguiu identificar. 


-O que houve


-Nada, só não aguento este lugar.


-Ora Marinette, pare de se lamentar o tempo todo. 


-É facil pra você, é tão corajosa, altruísta. Está vendo esta marca?-Apontou para suas costas- Ele me bateu com o fio do carregador do meu celular, apenas por te-lo esquecido em cima da mesa da cozinha...


Cheng ouvia tudo abismado. Ao olhar mais adiante da fresta que havia na porta, viu que não havia mais ninguém. Assim, colocando em sua mente que a menina estava louca


-Falando sozinha, Marinette?


A menina levou um susto ao ver o homem parado em sua porta. Ele a olhava com deboche, enquanto ela se mantinha assustada com os olhos arregalados, e muito envergonhada


-Então agora, além de imprestável também é louca?!


Enquanto ele ria, Marinette se afastava lentamente. Porém, algo dentro de si a fez parar e querer enfrenta-lo. Ou melhor, alguém. 


-o que você disse velho..?- Tinha o tom de voz baixo, como se estivesse prestes a explodir. 


-Do que foi que me chamou? 


-O que você disse, VELHO?


Marinette não estava mas no controle de si, e sim Ladybug.

Isso era ter um alter ego, ja estava tão cansada de tudo que não respondeu mais por si. Literalmente


-Marinette não é obrigada a ouvir isso.


-Eu não acredito, a louquinha agora refere-se a si mesma na 3° pessoa. 


-CALE-SE.


Neste momento, foi sentida uma ardência no rosto da azulada. Recebera um tapa estalado no rosto, o que fez com que Marinette recuperasse a consciência e voltasse a realidade, não se lembrando de nada.


-O que foi que...- Balbuciou. Estava confusa, sentindo a dor em sua face. 


-Escute aqui garota, não ouse levantar a voz pra mim, esta entendendo? Faça isso outra vez e te interno num manicomio.


-Por favor, me perdoe não foi minha intenção. E-eu sai do controle, eu não..


-Basta.


Cheng a puxou pelo pulso até a dispensa, abrindo a porta e a deixando lá. A azulada estava relutante mas não tinha forças. 


-Agora fique ai até aprender que quem manda nesta casa sou eu. Não vou mais tolerar nenhum desacato. É meu último aviso antes que eu faça uma coisa realmente pior. 


Fechou a porta, deixando Marinette trancada naquele lugar. 

Ela estava desesperada. Cheng sabia que além de ter seus problemas de personalidade, a menina se sentia incomodada em lugares apertados. Chorava enquanto procurava por uma saida

Percorreu o pequeno lugar com os olhos, vasculhando tudo até encontrar algo que a ajudasse. 


-Eu preciso sair daqui. 


Em meio ao desespero, acabou derrubando uma prateleira.

Nela, caiu uma caixa com varios papéis e envelopes. 


Olhou curiosa, se abaixando para ver do que se tratava. Quando leu o que um dos envelopes estava escrito, não pode acreditar. 


-Uma passagem de ida para Paris pra...- Levou os olhos ao nome em que estava no destinatário- Mim?


Encarou a carta mais uma vez, vendo que esta teria chegado a três dias atrás. Mas teve uma grande surpresa ao ver o nome do remetente. 


-Mãe..? 


Notas Finais


Então gente, to escrevendo o capítulo morrendo de sono, por isso tentem não reparar nos erros de português.

Bjs, até a próxima! ♥


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