História We are perfect two - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Amizade, Chansoo, Romance
Exibições 149
Palavras 3.843
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capa não é minha :)

Capítulo 7 - Casamento pt1


Fanfic / Fanfiction We are perfect two - Capítulo 7 - Casamento pt1

Depois que voltamos da viagem eu e KyungSoo nos mantivemos próximos, lógico ele ainda morava em meu apartamento mas as coisas estavam bem mais tranquilas do que eu achei que estariam. A única pessoa que sabia do nosso pequeno “rolo” era YiFan e o olhudinho agradecia por isso assim o constrangimento das perguntas seriam menores e outra, nenhum de nós dois sabíamos exatamente o que acontecia ali, trocávamos beijinhos mas não dormíamos na mesma cama, passávamos o dia todo juntos mas o sexo não existia. Realmente, não era nada que deveria ser anunciado.

O mês se passou e eu ficava na maioria das vezes indo da minha casa para o café, do café para a editora e da editora para a casa pois o livro estava a mil, minha inspiração vinha tão fácil assim e eu percebi, que ela vinha apenas quando KyungSoo estava ao meu lado mas isso é ridículo de se pensar, não? Ainda acho que isso é coisa da minha cabeça querendo pregar peça. Às vezes eu não tinha tempo para nada, pois o casamento de SeHun estava chegando e ele começou a enlouquecer, achava defeito na decoração, no terno e até mesmo nos ternos dos padrinhos, se duvidar ele acharia defeito até na roupa dos convidados.

- Você precisa relaxar, seu casamento é final de semana. – Disse despreocupadamente enquanto SeHun andava de um lado para o outro em sua sala.

- É exatamente por isso que eu não posso relaxar, ChanYeol! Parece o JongIn falando, cruzes. – Jogou-se ao meu lado colocando minha mão em sua cabeça para eu começar uma caricia.

- Vocês estão transando? – Perguntei na cara dura pois tínhamos intimidade pra isso.

- Não consigo com esse estresse todo me rondando. – Ele murmurou parecendo realmente frustrado.

- E o JongIn quer ainda casar com você depois de ver esse seu lado maníaco? – Recebi um soco na costela que me fez pender para o lado.

- Claro que ele quer! Se não quiser eu amarro ele no pé da cadeira e faço esse casamento acontecer.

Passamos a tarde juntos, SeHun surtando e eu dando meu apoio que de nada servia porque eu sempre achava alguma coisa para deixa-lo ainda mais estressado o que era divertido e dolorido ao mesmo tempo porque sempre me rendia uns socos e tapas. Quando estava saindo da casa dele, meu celular tocou o que me fez ficar sentado dentro do carro vendo o nome de KyungSoo marcando a tela sentindo um frio na barriga que eu nunca soube descrever se é bom ou ruim.

- Oi. – Foi a única coisa que consegui dizer.

- Channie eu consegui comprar aquele apartamento fofo com a lareira! – Sua voz era tão animada que me fez imaginar aquele sorriso lindo brincando em seus lábios. – Esta decidido, até o final do mês eu saio do seu apartamento.

Não sei o que aconteceu mas eu achei que iria acabar desmaiando por falta de ar, meus pulmões não trabalhavam bem e eu sequer tinha alguma reação. Ele estava tão feliz assim por ir embora? Não era bom o bastante ficar comigo? Porque eu estou sentindo que vou chorar?

- Channie, você esta ai? – A voz dele me trouxe a realidade, fazendo-me engolir o choro.

- Sim. – Ajeite-me melhor no banco, respirando fundo. – Isso é demais, Soo! – Fingi entusiasmo. – Parabéns!

- Precisamos comemorar, estou levando comida chinesa e algumas cervejas.

- Nos encontramos em casa.

Rapidamente desliguei meu celular e senti uma pontada forte no estomago, não sei ao certo se aquilo era o choro vindo ou se a informação fora tão intensa que meu corpo todo se revirou e eu corri para fora do carro indo até a lixeira mais próxima, ou melhor, na lixeira de SeHun e vomitei toda a minha indignação e tristeza com aquela noticia. Eu me sentia gelado, minhas pernas tremiam e eu queria socar aquele corretor de imóveis simpático.

~☆~

Não sei como mas eu havia chegado em casa são e salvo, mas ao passar pela porta encontrei um KyungSoo que cantava e arrumava a mesa deixando sobre a mesma a comida e as bebidas que ele trouxera o que me fez sorrir até encontrar os olhos grandes que pareciam assustados ao me ver.

- ChanYeol você está pálido! – Ele rapidamente veio ao meu encontro colocando suas mãos em meu rosto ficando ainda mais assustado. – Meu deus você esta ardendo em febre e esta soando frio. – Ele se abraçou em mim e me carregou até o quarto, eu não tinha mais controle sobre minhas pernas e muito menos em meus olhos que lutavam em fechar.

Apenas senti a cama envolvendo meu corpo e juntamente deste veio meu sono, apenas senti aqueles dedos macios contornando meus fios descoloridos e pude relaxar finalmente.

~☆~

Não sei quanto tempo dormi, só sei que meu estomago dava porradas e não mais pontadas e aquilo me fez levantar cambaleando da cama e ir até o banheiro, jogando-me sobre a patente e liberando todos os meus órgãos ali, logo atrás senti as mãos de KyungSoo acariciando minhas costas o que me fez relaxar e deixar meu corpo cair no dele recebendo mais uma caricia em meus fios.

- JongDae veio aqui enquanto você dormia. – Sua voz era tão calma que novamente eu sorri. – Ele disse que pelos sintomas você esta com virose e por isso receitou alguns remédios, disse que precisa se hidratar e principalmente, comer muita sopa de legumes mesmo que não pare nada em seu estomago.

- Ele se deslocou do hospital até em casa? – Perguntei um tanto preocupado pois sabia que JongDae como medico, tinha muitas coisas para fazer.

- Você tem amigos de ouro, Channie. Quando liguei para ele contando de seu estado, JongDae largou tudo para vir aqui e ver pessoalmente e só saiu daqui quando teve absoluta certeza de que você estava bem.

- E os outros? – Murmurei sentindo-me uma criança por me aninhar contra o colo cheiroso do olhudinho.

- Queriam vir acampar em casa, mas não deixei, agora você precisa de descanso e sei que isso é algo que eles não podem te dar. – Acompanhei sua risada, fitando-o.

- E você? O que pode me dar?

Ele sorriu e em seguida me beijou de uma forma tão calma e tão gostosa que eu nem lembrava mais das dores no corpo ou os calafrios, apenas os lábios de KyungSoo poderiam me curar daquilo tudo e eu tinha certeza absoluta daquilo. Não vou dizer que o amo, mas eu sabia que tinha uma paixão crescendo dentro de mim desde o dia que vi e senti o quanto aquele garoto pode se doar a alguém e nesse ultimo mês o que ele tem feito foi mágica, e eu cai em seus encantos mais puros e mais intensos.

Depois de um tempo eu já estava devidamente de banho tomado e curtindo uma sopa gostosa que o baixinho havia feito para mim. Nós dois estávamos no sofá assistindo um filme de comedia, ele estava abraçado em minha cintura deitando a cabeça em meu peitoral e eu aproveitava para explorar mais daquele corpo divino brincando com meus dedos ao redor da pele alva fazendo pequenos desenhos invisíveis ali. Mas como toda calmaria tem sua tempestade a minha se chamava Oh SeHun que naquele momento me ligava.

- Hyung! – Ele só me chamava assim quando eu ou ele estávamos prestes a morrer. – Você esta vivo? Por favor, fala comigo.

- Cara relaxa! Eu apenas vomitei todos os órgãos do meu corpo, mas to vivo.

- Eu disse amor, vaso ruim não quebra. – A voz de JongIn se fez presente.

- Claro, você é a maior prova disso não é pantera cor-de-rosa? – Os dois riram e pude ouvir KyungSoo rindo também.

- O Kyunggie esta cuidando bem de você? – SeHun ainda tinha aquela manha na voz.

- Ganhei até sopinha de legumes. – Me vangloriei e tive a atenção do baixinho que em seguida me deu um beijo no ombro.

-Vocês estão brincando de medico? Ele é o medico que gosta de se esfregar nos pacientes?

- Ah! Puta que pariu! Ô JongIn para de assistir filme pornô ruim com essa criança, olha o jeito que ele fica depois. – Ninguém me leva a serio por isso eles riram. – Vou desligar.

Joguei o celular no sofá e voltei minha atenção para o filme mas sentindo os olhos grandes em mim.

- Eu admiro a amizade de vocês.

- As vezes eu sinto vontade de jogar todos eles em um saco e mandar pra Antártica.

- Mas isso é o de menos, vocês são fieis uns com os outros e se importam. – Agora ele me olhava mais intensamente. – E agora eu me sinto parte disso tudo graças ao JongIn, mas graças a você eu não me sinto mais sozinho.

Eu apenas o olhava com um sorriso largo em meu rosto e aquilo foi a deixa para KyungSoo me beijar novamente e todas aquelas sensações boas por estar o beijando vinham a tona e me consumiam até mesmo faltar o ar, porque tudo era intenso com o Do e eu gostava daquela intensidade que ele emanava toda vez que se deixava levar pelos momentos.

Então naquela mesma noite nós terminamos o filme e fomos dormir, mas dessa vez eu me encontrava abraçado as costas de um KyungSoo que dormia tranquilamente enquanto se encolhia contra mim que aproveitava para exalar o perfume doce que vinha de seus fios negros até poder cair no sono, simples e tão facilmente. Por mais que aquela virose tivesse acabado comigo eu a agradeceria apenas por me proporcionar momentos que naquele mês não haviam acontecido até então.

~☆~

A semana foi passando preguiçosa e eu aproveitava para trabalhar como um louco no livro para não dar mais razão das broncas que JunMyeon me dava, o personagem misterioso crescia cada vez mais e eu sabia que todos iriam gostar porque eu estava empolgado demais apenas por descrevê-lo de uma forma que nem eu mesmo sabia como ele poderia ser. Também durante essa semana eu fui recebendo visitas dos meus amigos, eles achavam que eu estava morrendo porque traziam varias coisas, não reclamava quando recebia chocolate mas mesmo assim, eu não ia morrer tão cedo. Até mesmo recebi a visita do YiFan que veio com uma conversa meio esquisita para o meu lado.

- Convidou o KyungSoo para o casamento? – Ele perguntou sentando-se ao meu lado no sofá.

- Que? Por quê? Ele é padrinho assim como eu, não tem necessidade de convida-lo.

- Não cara. – Ele suspirou daquele jeito de quem tem que explicar coisas para crianças. – Convide para ele ir com você, entendeu? – Neguei novamente e ele bufou. – Porra, tu é burro em! Deixe claro que vocês vão juntos, assim nenhum amigo do JongIn vai atacar o baixinho, mais do que ninguém você sabe como são os amigos do JongIn.

Eu lembrava sim, todos tinham a idade do JongIn e tão parecidos. Quando os conheci eles pareciam urubus em cima da carniça, principalmente um tal de HongBin que naquela época quando o BaekHyun estava solteiro vivia em cima do cara como se ele fosse o ultimo da terra e eu soube, pelo YiFan, que o mesmo estaria na festa e principalmente solteiro, por isso eu deveria me preocupar em deixar o KyungSoo sozinho.

- Olha, eu e o Soo não temos nada serio e além do mais ele não é de cair na lábia de qualquer um. – Me defendi sério.

- Claro! Olha na lábia de quem ele foi cair. – O chinês riu e recebeu um soco por ser engraçado. – Mas não quero saber de você fazendo showzinho no casamento do SeHun.

Aquela conversa ficou martelando na minha cabeça mas eu resolvi não me preocupar, KyungSoo não era esse tipo de cara e eu não tinha que ficar o prendendo porque não tínhamos nada serio, e com certeza, eu Park ChanYeol não iria ficar com ciúmes. Jamais! Eu? Nunca!

~☆~

Era o dia tão esperado por mim porque era bebida de graça e eu ia encher minha cara sem a maior preguiça, e claro para SeHun que estava inquieto no quarto que era dedicado a ele naquele dia. Estávamos em uma casa que parecia um palácio de tão grande, a parte de fora seria dedicada para a cerimônia e tinham varias pessoas andando de um lado para o outro, na parte de dentro seria a festa que estava quase pronta também, eu não havia visto o JongIn naquele dia pois precisava dar força para meu amigo chorão. O quarto que nos encontrávamos era enorme, apenas para SeHun com uma banheira tipo hidromassagem onde ele havia tomado um banho de rosas, o terno dele era elegante com alguns cristais evarosques e naquele momento tinha um cabeleireiro arrumando seus fios negros.

- E se ele não me quiser mais? – SeHun estava inquieto o que dificultava o trabalho do cabeleireiro.

- Claro! Ele passou quatro anos da vida dele com você pra desistir justo hoje, obvio. – Eu estava usando um roupão e bebia champanhe me aproveitando de tudo.

- É serio ChanYeol! Já ligou pra ele?

- Você acabou de me ouvir falando com ele! Você acabou de falar com ele!

- Não grita com o noivo mais lindo. – Tao entrou do modo diva que ele tinha e abraçou um SeHun que fingia chorar. – Te disse que a melhor escolha nesse momento seria eu e não esse insensível.

- Eu sou muito sensível, quando vi a hidromassagem chorei horrores.

- Tem hidromassagem aqui? – SeHun encarou a ambos e Tao suspirou. – Brincadeira, eu e Baekkie viemos fazer sua maquiagem.

- E cadê ele? – Perguntei procurando por BaekHyun que em seguida entrou no quarto com duas malas que pareciam pesadas.

- Olha Tao, eu te odeio. – O mesmo dizia jogando as malas no sofá espaçoso que tinha ali. – Porque você deixa o trabalho pesado comigo?

- Não posso estragar minhas mãos justo hoje, elas precisam estar sem calo nenhum para eu poder cuidar desse rostinho lindo do futuro Kim SeHun.

- Tenho certeza que os calos que estão ai são de tanto bater punheta para o YiXing. – BaekHyun gargalhou de minha piada e eu o acompanhei.

- Por favor, parem de brigar! Eu estou com olheiras horríveis e preciso de ajuda! – SeHun choramingou tendo total atenção dos outros dois.

Quando a conversa passou a ser sobre maquiagem e afins eu me retirei do quarto com roupão e tudo decidido a ir no andar de cima onde JongIn estava com os outros caras. Pude ouvir de longe o choro de JunMyeon que só ficou pior quando eu entrei no quarto e o vi agarrado a YiFan que o tentava consolar enquanto JongDae e YiXing se divertiam com a cena.

- Tá parecendo a mãe do noivo, cara. – Disse indo até o frigobar e pegando uma cerveja.

- Ele está sensível demais hoje. – MinSeok ficou ao meu lado, rindo. – Parece o dia que eu e o Dae casamos.

- Nem me lembre, ele ficou ao meu lado na cerimônia chorando o tempo todo. – Murmurei revirando os olhos. – JongIn você vai mesmo dizer sim no altar, não é?

- SeHun te mandou só pra isso? – O moreno de fios rosa me fitava divertido.

- Na verdade eu vim pra cá ver se pego um pouco de testosterona porque Byun e Tao tiraram tudo de mim com aquele papo de maquiagem.

- Aqui JongIn, o broxe que sua mãe mandou. – KyungSoo surgiu caminhando até o moreno que pegou o que lhe fora dado. – Ela disse que se você perder, SeHun será um homem viúvo.

- Vixi, é melhor preparem os papeis de óbito ao invés do casamento. – YiFan tirou de todos nós risadas altas com o pequeno comentário.

~☆~

O casamento acontecia de uma forma tão emotiva e romântica que nenhum dos presentes continha-se, até mesmo eu deixei algumas lagrimas rolarem. Era possível ver nos semblantes do casal o quanto eles se amavam, SeHun sorria de uma forma tão fofa e agarrava as mãos de um JongIn que claramente estava emotivo por conta dos olhos marejados, vez ou outra meus olhos encontravam os de KyungSoo que sorria para mim me fazendo sorrir também. No momento dos votos podia ouvir os soluços de JunMyeon e Tao por todo o jardim, mas minha atenção sempre estava entre o casal e Do que agora tinha um lencinho em seu rosto para limpar as lagrimas. Quando o casamento acabou todos aplaudiram o beijo apaixonado que o casal trocou, eu, YiFan, KyungSoo e BaekHyun como padrinhos saímos primeiramente do altar e depois demos passagem ao casal que fora abordado por uma chuva de rosas que todos os convidados jogavam.

Eu estava louco para o momento da festa e nada mais me continha, fiz amizade com um dos garçons que sempre vinha até mim oferecendo mais champanhe e eu sabia que até o final da festa ele me entregaria uma garrafa. A comida estava maravilhosa, modéstia a parte eu que dei a ideia de tal buffet porque sabia que era o melhor da cidade, e lá estava eu me deliciando com um camarão quando senti algo tocando minha perna fazendo-me dar um leve pulo da mesa e encontrar os olhos grandes me fitando com um brilho despudorado e então eu pude entender, KyungSoo estava jogando comigo. Ajeitei-me melhor para que ninguém percebesse, dando um grande gole em meu champanhe fitando os olhos lascivos de Do que roçava aqueles pés, já descalços, em minhas coxas e também contra minha virilha.

Até que eu conseguia acompanhar a conversa que rolava entre meus amigos, mas era difícil quando se tinha dedos tão habilidosos me fazendo uma massagem tão gostosa em meu baixo ventre, sem contar àqueles olhos que me faziam perder em meio ao desejo que ele demonstrava ter naquele momento.

- ChanYeol conta pra gente. – Fui disperso pela voz LuHan percebendo que todos me encaravam.

- Contar o que? – Perguntei claramente perdido no novo tópico.

- Não se faça de idiota justo agora, queremos saber quem é esse personagem novo que o JunMyeon tanto ama.

- Ele não vai contar, LuHan. – JunMyeon interveio e eu agradeci mentalmente pois com aquela massagem maravilhosa eu não conseguia pensar em nada. – Eu como editor chefe de seu livro e dono da empresa afirmo que temos um contrato de sigilo total em relação ao livro.

A conversa toda fora interrompida quando JongIn e SeHun chamaram a atenção de todos com o microfone em mãos dizendo que um dos padrinhos havia preparado um discurso, olhei para KyungSoo que rapidamente me fitou e tirou o pé de meu baixo ventre, fora nesse momento que ouvi meu nome e todos aplaudiram olhando em minha direção. Arregalei os olhos surpreso não achando que faria um discurso, logo percebendo o sorriso amarelo de SeHun entendendo tudo, caminhei em sua direção com um sorriso meio constrangido.

- Porque não me avisaram? – Sussurrei abraçando os dois para fingir aos alheios daquilo.

- Você iria recusar. – JongIn puxou o noivo e eles quase correram para a mesa.

Subi ao palco pensando no que iria falar e então encontrei com os olhos de KyungSoo que pareciam me dar força naquele momento constrangedor.

- Se vocês estão surpresos com isso, imagina eu que nem sabia que deveria falar. – Os convidados ririam, uma piada para quebrar o gelo. – Eu conheço esses dois moleques há tanto tempo que nem me lembro mais, SeHun sempre foi a criança na roda de amigos e fora dela. Lembro-me quando nos conhecemos, você estava na quadra de basquete todo encolhido e puto porque os meninos mais velho se recusavam a brincar com você, naquele mesmo dia YiFan, eu e você furamos a bola de basquete desses meninos e entramos em uma briga tão estúpida que a minha costela dói só de lembrar. – Meus olhos passeavam pelos noivos e amigos. – Mesmo com suas manhas e manias infantis sempre foi a luz do nosso grupo meio maluco, sempre foi aquele que juntava a todos nem se for para uma reunião rápida. Sempre tão protetor com todos nós que criou em mim um instinto protetor quando apareceu com esse motoqueiro no encalço. – Vi JongIn sorrir e olhar o marido. – Lembro-me de quando você me contou do primeiro passeio de moto e de como seus olhos brilharam a dizer que os lábios de JongIn tinham um gosto bom de cerveja com menta, o que me fez querer matar esse cara por tirar toda a inocência do meu irmão mais novo. – Engoli seco contendo o choro. – Mas também me lembro de quando você veio até mim e YiFan, JongIn pedindo a mão de SeHun em casamento pois alegava que o amor de vocês é tão grande quanto a terra. Por um minuto se quer eu deixei de acreditar nisso e hoje, vendo vocês dois dizendo aquelas coisas tão bonitas e verdadeiras na frente de tanta gente eu tenho certeza que vocês nasceram um para o outro. Eu os amo e agradeço por me deixarem fazer parte desse momento.

Rapidamente SeHun veio até mim e me abraçou com tanta força, achando que iria me faltar o ar e JongIn logo fez o mesmo e os retribui. Depois desse tempo de melosidade a festa realmente começou, o DJ tocava musicas animadas e os noivos começaram a dançar sendo seguidos por todos e eu fui obrigado por MinSeok e YiXing a me juntar a pista de dança, mas não fui sozinho, a taça de champanhe me acompanhou. Enquanto eu estava em um momento meu e da bebida, senti algo em meu bolso e olhei para o lado vendo KyungSoo passar e me lançar aquele sorriso nada casto o que me fez pegar o bilhete em meu bolso e ler: “Me encontre no quarto da noiva. AGORA!” mas não precisava pedir duas vezes.

Deixei a taça de lado e resolvi sair de fininho até poder me esconder entre a decoração e subir rapidamente as escadas, quando estava chegando perto ouvi vozes conhecidas o que me fez parar e escutar, uma era definitivamente de KyungSoo e a outra era daquele urubu do HongBin. Andei rápido até o baixinho, passando meu braço de uma forma claramente possessiva pela cintura do garoto e fitei HongBin a minha frente.

- Convidados não podem vir nessa área. – Falei com um sorriso brincalhão em meu rosto. – E caso pergunte o que nós estamos fazendo aqui, bom me deixe explicar. Somo padrinhos dos noivos, temos acesso ilimitado, ele é meu namorado e você esta atrapalhando nossa foda.

- Você namorando, ChanYeol? Achei que era casado com seu trabalho. – Sua voz era debochada mas eu não desfiz o sorriso.

- O que tem de errado? Só porque você não consegue o WonSik os outros não podem conseguir quem eles querem? – Vi o olhar furioso do outro e o vi passar por mim, esbarrando seu ombro ao meu.

- Vá tomar no cu, Park ChanYeol. – Ele esbravejou e eu ri.

- É o que eu vou fazer! – Virei para o lado e vi o rosto de KyungSoo, ele parecia estar bravo. Será que eu disse apenas merda? Será que agora ele me odeia por isso? Porra!


Notas Finais


Deixe um comentário :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...