História We are perfect two - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Amizade, Chansoo, Romance
Exibições 133
Palavras 2.707
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Esse é o penúltimo capitulo pessoas :)

Capítulo 9 - Decisões


Fanfic / Fanfiction We are perfect two - Capítulo 9 - Decisões

Aquela semana estava sendo um inferno, eu não tinha conseguido escrever uma palavra sequer o livro estava pela metade e eu queria jogar o notebook pela janela do apartamento, sem contar que KyungSoo andava de um lado para o outro empacotando suas tranqueiras, pois no final de semana ele iria se mudar então eu passava mais meu tempo na cafeteria, de volta a estaca zero. SeHun e JongIn estavam na Grécia em lua de mel, mas eu ainda tinha os outros amigos para me incomodarem o dobro pela falta dos dois, eu estava no café com aquela mesma cara de louco quando vi YiFan e YiXing entrando no estabelecimento, cumprimentando BaekHyun e em seguida caminhando até minha mesa, o que me fez revirar os olhos pois sabia que iria ter sermão.

- Olha cara, se o JunMyeon te mandou aqui pra saber sobre o livro diga para ele que eu o mandei a merda. - Falei claramente irritado.

- Calma! Nós viemos aqui pra ver você, passamos no seu apartamento mas o KyungSoo disse que não tinha te visto o dia todo. - YiFan começou. - Você anda estranho a semana toda e não acho que seja por causa do livro.

- Sempre que você tem um branco como esse não fica tão na merda assim, geralmente você parece um louco mas agora parece um mendigo. - YiXing dizia como se fosse algo normal. - Até o Kyunggie disse que você anda super estranho, evitando ele e tudo mais.

- O que o KyungSoo sabe sobre mim? - Esbravejei batendo a mão na mesa. - Ele sequer se importa comigo! Tá lá todo feliz empacotando as merdas dele pra ir embora! - Senti a presença de BaekHyun se que se sentou ao meu lado.

- Entendi agora. - O garoto de sorriso quadrado, passou o braço em meu ombro. - Tá putinho assim porque o Kyunggie ta se mudando e você não conseguiu falar que tem uma paixão ardente crescendo dentro de você. - Os dois chineses balançaram a cabeça como se fosse algo super óbvio. - Tá na hora de falar pra ele, Chan. Todo mundo já percebeu que esse livro flui melhor por causa do Kyunggie, a sua vida ta mil vezes melhor por causa do carinha de olhos grandes! Cara, escuta a voz da razão e joga o que tem tudo de você pra fora.

- Não adianta ficar chorando por causa disso, quando alguém aparece na sua vida a ponto de te fazer ter momentos de inspiração pura o melhor que você tem a fazer é nunca mais soltar essa pessoa. - YiFan falava em um tom sério. - É por isso que eu casei com o JunMyeon, quando eu olho pra ele as músicas fluem com mais facilidade.

- Como você virou um produtor de sucesso dizendo coisas tão bregas assim? - Fitei YiFan que ria de minha pergunta. - Eu estou puto com o livro, KyungSoo pode fazer o que ele quiser de sua vida, eu estou cagando e andando. Com licença, agora vou pra casa tomar um banho gelado e esquecer a existência de vocês.

Fechei meu notebook e sai do estabelecimento sendo acompanhado por YiFan que me parou ao lado de fora, olhando-me com seriedade.

- Eu sei que o personagem misterioso é o KyungSoo e não adianta negar. - Seu olhar era compreensivo tanto quanto sua voz. - Myeon me mostrou a esboço do livro e está magnífico, sem contar a descrição do personagem sem nome que é o carinha lá escrito dos pés a cabeça. Então, cara deixa esse orgulho de lado e fala tudo o que está preso nesse coração babaca, todos nós concordamos que o melhor que te aconteceu foi ele e você sabe que é a pura verdade. Vai pra casa e desabafa o não você já tem.

Concordei com a cabeça abraçando com força meu amigo, YiFan sempre sabia o que falar e como falar para me manter focado nas coisas principalmente quando se trata de sentimentos. Lembro-me de quando me apaixonei pela primeira vez, era um cara do último ano do colégio e YiFan me ajudou tanto em todos os momentos com aquele cara. Já chorei tanto no colo de YiFan por causa de tanta coisa, ele me conhecia como a palma de sua mão e sempre aguentou todas as minhas explosões, eu tinha sorte de tê-lo em minha vida desde quando me conhecia por gente. O agradeci e soltei o abraço, colocando a máscara por conta da neve que caia e sai em direção ao meu apartamento.

~☆~

Cheguei a meu apartamento e pude ver algumas malas de KyungSoo no meio sala, respirei fundo fechando a porta atrás de mim podendo ouvir a voz melodiosa do garoto vindo do quarto então segui até lá. Ele estava usando aquele pijama quadriculado com um azul bebê completamente engomadinho, estava de costas para mim então pude ficar olhando-o por um bom tempo sem ser descoberto. Aos poucos fui me aproximando e o abracei pela cintura vendo que o menor havia se assustado com aquilo, fazendo-me rir baixo mas ainda abraçado a ele. Ficamos em silêncio por um bom tempo, minha cabeça estava a mil e eu mal sabia o que falar quais as primeiras palavras úteis naquele momento. Respirei fundo dando-lhe um beijo na nuca e o afastando da mala, pude ver sua feição de ponto de interrogação com a minha atitude quando peguei as roupas bem dobradas e comecei a guarda-las novamente no armário.

- Porque está fazendo isso? - Ele perguntou em tom calmo.

- Você não vai se mudar. - Respondi no mesmo tom e então, antes de eu pegar outra muda de roupa, ele segurou meu braço e me olhou nos olhos.

- Eu não posso continuar vivendo no seu apartamento, Chan.

- Claro que pode! Eu não pedi pra você ir embora.

- Mas se eu continuar aqui, o que os outros vão pensar?

- Eu to cagando e andando para o que os outros vão pensar, KyungSoo! - Soltei meu braço de sua mão mas não deixando de olha-lo nos olhos. - Quero você aqui comigo, dia e noite. Quero sua organização atrapalhando minha bagunça, quero sua cantoria no banho, quero seu cheiro de shampoo de morango inundando essa casa, quero ouvir sua gargalhada enquanto eu falo uma piada idiota, quero beijar seus lábios todos os dias antes de levantar da cama, quero ouvir seus problemas, quero ser seu porto seguro. - Respirei fundo tomando ar. - Eu sou todo errado, KyungSoo. Sou um misto de problemas ambulantes, um escritor que só segue um enredo, totalmente perdido em meus sentimentos, mas por Buda eu nunca quis tanto alguém como quero você.

Ele me olhava assustado como se eu tivesse jogado uma bomba no apartamento, talvez eu tivesse mas essa bomba caiu em sua cabeça o fazendo pensar mil e uma coisas, ele parecia tão perdido quanto eu.

- Chan... eu não sei. - Sua voz era um fio.

Então me afastei, indo até minha pasta e pegando o manuscrito do livro que estava pela metade, abrindo em uma das últimas páginas e o entreguei. Seu semblante ainda era perdido.

- Talvez você ache besteira mas significa algo muito grande pra mim. - Disse baixo olhando-o novamente, pegando minhas coisas e saindo do quarto e em seguida do apartamento.

Ele não me seguirá, talvez estivesse em choque, eu também estaria. Fiquei parado na recepção do prédio olhando a neve que caia sem parar do lado de fora, segui até a saída e me recusei a pegar o carro queria poder sentir aquela brisa gelada. Fui andando sem rumo, mas depois de um tempo descobri que meu rumo tinha nome: Oh SeHun. Sorri, mas ele não estava lá o que me fez perder o sorriso em segundos, por sorte, eu tinha uma chave de sua casa então entrei olhando tudo ao redor. Era horrível não ser recebido por aquele sorriso infantil de SeHun e até mesmo senti falta das piadas sem graças de Jongin. Peguei meu celular e um único nome veio a minha mente.

- YiFan. - Disse choroso desabando no sofá.

~☆~

Já se passava da meia noite e eu estava largado no sofá ao lado e YiFan que me abraçava, contando coisas que me faziam sorrir enquanto acariciava meus fios brancos. Ele fazia isso sempre que eu estava triste, SeHun se estivesse ali teria feito algo gostoso para comermos e ficaríamos a noite toda conversando sobre coisas idiotas sem se dar conta de que o dia amanhecera. Mas sem SeHun nós apenas pedimos uma pizza e ficamos ali, falando coisas sobre o passado até o assunto principal ser tocado o que me fez suspirar.

- Eu fiz tudo errado. - Disse deitado em seu colo. - Soltei a bomba nas mãos dele e o deixei segurar até estourar.

- Não fez nada de errado, apenas fez o que qualquer babaca faria. - Seus dedos brincavam em meus fios. - Eu teria feito a mesma coisa se estivesse desesperado, você lembra como me declarei para o JunMyeon?

- Lógico que eu lembro! - Agora eu ria alto. - Foi a coisa mais brega e desperdício de dinheiro, quem normal da cabeça aluga um helicóptero pra jogar pétalas de rosa na casa do cara?

- Ei! Saiu no jornal, okay?

- "Produtor maluco joga rosas na casa de namorado por puro desespero.”.

Ele me deu um tapa e eu ri alto sendo acompanhado por ele, mas fomos interrompidos pelo celular de YiFan que tocava já sabendo quem era.

- Eu preciso ir, prometi para Myeon que iríamos cedo para a casa dos pais dele amanhã.

- Tudo bem, também preciso ir pra casa. Aqui tem o cheiro do JongIn.

- Vamos arrumar aqui e te levo para sua casa.

~☆~

Cheguei ao apartamento e tudo estava escuro, as malas de KyungSoo não estavam mais na sala e muito menos algumas caixas que antes estavam na mesa. O apartamento estava completamente vazio e silencioso, escuro demais para eu querer ficar lá, talvez as verdades foram fortes demais e KyungSoo não as aguentou, talvez eu o assustei falando tudo aquilo de uma forma tão desesperada. Encostei-me a parede passando as mãos em meus fios, sentindo as lágrimas começarem a escorrer em minhas bochechas. Lembrei-me da parte que havia mostrado para ele no livro, aquilo deveria ter o assustado mais e eu fui burro o suficiente achando que poderia mudar alguma coisa, provavelmente ele nem sentia nada por mim e queria apenas uma foda e nada demais. Senti-me burro querendo escapar de meus sofrimentos com um gole de bebida, mas lembrei de que meu whisky havia acabado o que me fez querer sair daquele local sufocante, apalpei meus bolsos lembrando que minha carteira estava na cômoda do quarto. Fui me arrastando até o mesmo, limpando as lágrimas de meu rosto até que:

- Oi ChanYeol. - KyungSoo se encontrava sentado em minha cama com o esboço do livro no colo e sua feição indicava que havia chorado assim como eu.

- O que...? - Estava em choque parado na entrada do quarto, fitando o garotinho que me fitava intensamente.

- Eu li. - Sussurrou mantendo-se sentado enquanto me fitava. - Esse personagem, sou eu. - Enquanto afirmava tal coisa, levantou-se e caminhou em minha direção, segurando minhas mãos.

- Você não foi embora. - Minha voz era um fio ainda com os olhos arregalados.

- E não vou. Depois de ler o esboço entendi tudo o que você disse. - Suas mãos foram até meu rosto e então percebi que estava chorando. - Sou tão errado quanto você, tenho meus TOCs com limpeza e organização, meio viciado em trabalho, me irrito fácil e as vezes sinto vontade de colocar sua cabeça dentro da privada e dar descarga por conta da bagunça que faz e dos seus esquecimentos. - Eu ri juntamente dele e então abracei sua cintura. - Mas eu acho que nossos erros completam os acertos um dos outros e é por isso, que depois de alguns meses morando juntos nós nos demos tão bem e principalmente, a paixão que você sente por mim é tão recíproca que me fez desfazer todas as malas e caixas, e cancelar a compra do apartamento.

Naquele momento meu coração acelerou e meu corpo tremeu não acreditando nas palavras do garoto. O segurei pela cintura e o tirei do chão rodopiando nossos corpos até cairmos na cama, rindo como se fôssemos dois bobos por tamanha felicidade. Olhava o pequeno com carinho que ainda sorria daquele jeito perfeito, com aqueles lábios bem desenhados que me arrancam suspiros e me fazem sentir um idiota que estava apaixonado.

- Então você vai ficar aqui? Comigo? - Perguntei cheio de esperanças apenas confirmando o que sabia.

- Vou! Mas vamos com calma, okay? - Ele acariciava meu rosto enquanto me olhava.

- Por mim sem problemas, contanto que todas as noites eu tenho seu corpo para aninhar no meu. - Sorri parecendo uma criança o que fez o menor rir.

~☆~

As semanas se passaram como deveria ser, KyungSoo estava morando comigo e as vezes parecíamos um casal de velhos ranzinzas reclamando de tudo e de todos. Outras vezes parecíamos um casal de adolescentes cheios de hormônios se pegando e transando pela casa toda, mas o que era ainda melhor era que todas as noites eu tinha o corpinho de KyungSoo me esquentando e se roçando contra mim fazendo-me suspirar e ter os melhores dos sonhos. Sem contar que a minha inspiração havia voltado e me deixado terminar o livro, o que resultou em uma reunião com um JunMyeon que gritava e saltitava pela sala toda.

- Ficou perfeito! Eu tive um orgasmo terminando de ler! Se bem que eu terminei de ler enquanto transava com o Fannie, mas isso não vem ao caso.

- Não vem mesmo cara, isso nem era pra ser comentado. - Fiz careta me remexendo na cadeira, claramente incomodado com tal informação. - Mas e aí, quando vamos publicar?

- Daqui ha alguns meses, já reservei o café do Baekkie para a festa de lançamento. Faremos viagem pela Ásia, Europa e Américas onde os livros fazem mais sucesso.

- Quanto tempo vamos ficar viajando?

- Seis meses, mas não se preocupe porque eu reservei lugares para o Fannie e o Kyunggie. - Ele me deu um sorriso nada casto e fiz o mesmo.

- Ah! Mudando totalmente de assunto. - Disse mais animado. - SeHun e JongIn voltam hoje da lua de mel, você e YiFan vão ao jantar de boas vindas?

- Claro! Quero saber de todos os detalhes sórdidos da viagem.

- Eu quero apenas meus presentes. - Cruzei meus braços parecendo uma criança.

- Aham. Sei. Fiquei sabendo esses dias que você chorou de saudades do garoto Oh. - Revirei os olhos fazendo JunMyeon rir.

- Agora eu não sei mais quem te conta as coisas, se é o Wu babaca ou aquele olhudinho bundudo. - Murmurei ouvindo a gargalhada do amigo.

~☆~

Já era noite e todos nós estávamos na casa do casal Kim que havia chegado da lua de mel naquela tarde, a mesa estava farta de coisas gostosas que os recém-casados iriam gostar e também bebidas que eu particularmente amava. Todos conversávamos animados e o tópico principal era a Grécia e as fotos maravilhosas que o casal havia tirado lá, deixando todos com vontade de conhecer tal paraíso.

Por um momento eu parei e fiquei observando meus amigos, estavam todos tão felizes alguns já casados e outros noivos prestes a casar, tinham seus negócios e eram homens realizados, então olhei para o dono do sorriso mais bonito e me senti completamente realizado naquele momento, ou melhor, amorosamente realizado. Parecia que tudo estava dando certo e foram apenas aqueles pares de olhos brilhantes aparecerem em minha vida para tudo funcionar.

- O que está pensando? - Senti seu abraço e passei meu braço em sua cintura.

- No quanto você me faz bem. - O olhei deixando um beijo em sua testa.

- Eu penso isso todos os dias. - Ele beijou minha bochecha e o olhei descobrindo que meu mundo pertencia apenas para aqueles pares de olhos encantadores.


Notas Finais


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