História We are unbreakable - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~AlisonD_

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack
Tags Andy Biersack, Black Veil Brides, Bvb, Colegial, Drama, Escolar, Romance
Exibições 28
Palavras 1.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Pelo amor de alguma coisa divina leiam as notas finais <3

Capítulo 16 - Words p.2


 POVS Andy

Quem me dera se palavras fossem tão simples como cifras nas quais poderia pegar meu violão e saber como e qual o momento certo para tocá-las. Parece costumeiro escrevê-las, simples situá-las em um contexto e tão complexas em proferi-las...
Algumas pessoas as desfrutam com facilidade, tanto para a escrita como para a fala, já outras se adaptam com o tempo.

Nunca pensei ser muito bom com as palavras ou ao menos expressá-las com aptidão. Imaginava que não era bom o suficiente até encontrar meu pequeno refúgio: um caderno antigo que pertencera ao meu pai e que agora continha inúmeras poesias e composições que a anos vinha escrevendo.
Posso não ser bom com as palavras ditas, porém quando a ponta da caneta se encontra com qualquer pedaço de papel, quando começo a rabiscar a primeira folha que vejo à minha frente, elas se tornam mais que palavras ou frases, se tornam parte de mim.  

  Desvio meu olhar para a garota ruiva sentada ao meu lado, ela mantinha os olhos fixos em seus pés parecendo interessada em encará-los, os cabelos caíam pelo rosto quase o escondendo por completo. Suas palavras ainda martelavam em minha mente, porém por mais que fizesse um esforço enorme, não conseguia entender tudo que havia acontecido.

Fecho os olhos sentindo o vento vir ao meu encontro, consigo ouvir as folhas do pé de flamboyant se movimentarem acima de nós com rapidez por conta da ventania que estava começando a se formar.
—Já estamos aqui –falo sem abrir os olhos.

Espero que ela comece a falar algo, porém o silêncio acaba se instaurando entre nós como se fosse um velho amigo. Não sabia que outra reação esperar de Helena, não sabia se estava pronto para ser rejeitado pela primeira pessoa que já havia gostado da forma mais pura e ao mesmo tempo mais incoerente. Isso era fato, quando se tratava dela, consequência não era uma palavra que existia em meu dicionário. Seria louco o suficiente para enfrentar qualquer coisa, porém essa coragem toda não se comparava ao medo que estava sentindo de perdê-la naquele exato momento. E pior, sem fazer ideia do porquê.
 Abro os olhos lentamente para notá-la lutar para manter a cabeça erguida.
—Estou indo para Washington –escuto sua voz soar rouca.
Franzo o cenho em sua direção não compreendendo a situação.
—Henri veio me buscar –ela continua sem tirar o olhar dos pés.- Meu pai vai fazer uma cirurgia perigosa e quer me ver antes.
O que ela queria dizer com isso? Seu pai iria fazer uma cirurgia? Mas...
Seu olhar se encontra com o meu, vejo seus olhos marejados e compreendo toda a situação.  
—Você consegue me entender? -pergunta não tirando seus olhos dos meus.
              Esperei por seu olhar durante todo aquele dia. Queria que me olhasse nos olhos e contasse o que estava acontecendo, mas agora, enquanto seus olhos cor de âmbar mergulhavam nos meus, não sabia como a corresponder. Desvio o olhar para o chão.
 —Me diga uma coisa West...você gosta de mim?
—Andy, você não compreendeu o que está acontecendo?
—Responda minha pergunta –insisto no assunto.- Me diga o que sente.
           Esperei. Esperei segundos que pareciam horas e minutos que pareciam uma eternidade. E então vejo com o canto dos olhos ela acenar em confirmação. 
—Quero que fale, eu quero ouvir sua voz.
Ela me encara e noto seu nervosismo através do rubor da sua pele.
—Eu gosto de você –murmura procurando um refúgio no meu olhar.- Gosto da forma que me traz tranquilidade mesmo me tirando do sério as vezes, gosto como me encaixo perfeitamente entre seus braços, da maneira como nossas mãos se entrelaçam mesmo tendo um tamanho totalmente desproporcional, de como seu olhar me acalma, como seus lábios se encontram facilmente com os meus...gosto de você da maneira como nunca imaginei que poderia gostar de alguém antes. Na verdade Andy, gosto de saber que poderia ficar horas falando sobre cada detalhe, cada perfeição e imperfeição e gosto mais ainda de saber que você não se importa sobre os detalhes, que somente dizendo um "gosto de você’’, você saberá exatamente o que eu sinto.

Me aproximo dela e a tomo em meus braços. Helena afunda o rosto na curvatura do meu pescoço enquanto afago seus cabelos sentindo sua respiração pesada contra minha pele.
—Então não pare de gostar. 
—Andy... –ela se afasta minimamente e procura olhar em meus olhos.- Eu...eu não sei o que fazer. Não quero me afastar de você, mas sinto que não poderei ficar ao seu lado. Você não tem ideia do que está passando na minha cabeça...
—Então me conte.  
                A observo soltar um longo suspiro enquanto apertava as laterais da minha camiseta com ambas as mãos, procurando manter-se firme de algum modo.
—Não posso ficar ao seu lado porque não me importaria se somos amigos, um casal ou...irmãos. Não aguentaria reprimir todos esses sentimentos, não poderia ficar próximo a você sem querer ficar em seus braços ou sentir o gosto dos seus lábios. Consegue entender? Se somos irmãos, não me importaria se fosse errado amá-lo... por isso acho melhor nos afastarmos.
                 Suas mãos afrouxam o aperto da minha camiseta aos poucos enquanto tento processar tudo que ela havia acabado de falar.
Não precisava de todas aquelas palavras para compreender seus sentimentos. Algo nos ligava, sentia isso como sinto meu coração bater; quase imperceptível, mas estava ali e era essencial.  Tudo que queria ao ouvi-la dizer se gostava de mim, era fazer a própria admitir para si aqueles sentimentos e confortá-la, pois, era recíproco. 
Não sabia se conseguiria aguentar o sorriso que começava a se formar em meus lábios.

Helena me olhava com curiosidade, os cabelos vermelhos-alaranjados pareciam misturar-se a cor do pôr do sol no horizonte como se pertencessem unicamente a uma pintura, os olhos cor de âmbar vacilavam entre minhas feições, a pele clara reluzia e as poucas sardas nas maças do seu rosto me traziam conforto.   
—Não somos irmãos Helena...não podemos...
Ela sorri fraco.
—Tudo se encaixa –murmura.- Desde a época em que passamos juntos quando éramos crianças até agora, que outra explicação teria para isso tudo se não formos irmãos? 
—É isso que vou descobrir.
E para isso precisava falar com a mulher que estava me escondendo toda a verdade.


-x-

 

Assim que abro a porta vejo as bagagens encostadas no sofá, Regina estava sentada de pernas cruzadas, parecia estar com tudo sob controle para a viagem, porém ainda faltava um elemento essencial: seu filho.
          Assim que passei pela porta do recinto, coloco as mãos para dentro dos bolsos da calça meio impaciente, já estava prevendo uma discussão. Regina se levanta com rapidez me encarando com seus olhos profundos.
—Posso saber aonde estava? Mais algum tempo e estaríamos atrasados Andrew...
—Com Helena –falo simplesmente e noto todo seu desconforto.
—Eu não havia falado para ficar longe dela?
—Por que você quer tanto isso, mãe? Por qual motivo não posso ficar com Helena?
Seus braços repousam nas laterais do seu corpo, queria ajeitar a postura, porém parecia carregar um peso enorme nas costas.
—Eu já lhe falei...esse relacionamento entre vocês não pode existir.
—Por que? Porque Helena é minha irmã?
Seus olhos se arregalam em minha direção, porém suas feições se amenizam instantes depois.
—...Ou é porque não sou filho biológico do homem que chamo de pai?


Era isso.

Regina estava sem chão, os olhos arregalados e a expressão tensa de pânico tomavam conta do seu rosto.
Acabou dando alguns passos para trás e parecia respirar com dificuldade, pois seu peito subia e descia com rapidez à procura de ar.
—É isso? -pergunto soltando um longo suspiro.- Você se casou com ele quando estava grávida, não é? E ele não faz ideia que não é meu pai biológico...
Tudo fazia sentindo e não era a primeira vez que me questionava sobre aquilo.
—Andrew, não se atreva..
—Você só quer o dinheiro dele –corto-a antes que conclua sua frase.- Aparece aqui depois de meses, nem ao menos se preocupa comigo, apenas quer que eu vá e participe do testamento que ele irá fazer, não é? Quer garantir sua parte se caso alguma coisa aconteça com ele..
—Andrew...isso tudo...tudo que eu fiz foi para o seu bem.
—Você tem ideia do que está fazendo agora? -pergunto abismado para a mulher à minha frente que agora me encarava sem esconder seu medo.- Você está se aproveitando de pessoas que não sabem da verdade, está destruindo nossa família e...quase destruiu o tenho com Helena. 

E agora mais nada ficaria no nosso caminho.


Notas Finais


3 meses?
3 FUCKING MESES ¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿
Tô nem acreditando que realmente saiu esse capítulo...

GENTE ME PERDOA ;-;
Tava com uma puta dificuldade pra continuar a história, nunca fiquei tanto tempo sem nenhum ideia criativa e posso dizer que o tanto de coisas pra fazer na escola ajudou um pouco a contribuir com isso :c
Mas agora as coisas já estão andando melhores, o final do ano está aí –e apesar de pegar um fucking exame em química (um beijo pra química orgânica que me ferrou esse ano) - vou dar muito mais atenção pra fic.

Se vocês não desistiram da fic ainda, peço uma chance pra colocar tudo de volta nos trilhos!
Obrigadão <3


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