História We Are Young - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Aslan, Edmundo Pevensie, Jadis (Feiticeira Branca), Lúcia Pevensie, Pedro Pevensie, Personagens Originais, Susana Pevensie
Tags A Feiticeira, Edmundo Pevensie, Início, Maria Júlia Freitas, O Guarda Roupa, O Leão, Romance
Exibições 67
Palavras 1.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


BITCH IM BACK

Assim, gostaria de justificar esses quatro meses com 1) irresponsabilidade, 2) falta de administração e 3) escola. JURO pra vocês, a escola tá muito puxada e eu tive mesmo de deixar o site porque estava mesmo numa situação crítica.

Enfim, agora que consegui umas férias de duas semanas e minhas provas começam daqui a dois meses, eu tentarei finalizar We Are Young. Se correr tudo como planejada, me despeço de vocês essa semana.

Boa leitura,

Beijão!

Capítulo 25 - Symptoms...?


Capítulo 25

- Mas que suspense para tudo! – Lúcia bufou. – Esse mistério é uma chatice.

- Eu sei – Maju suspirou. – Seria mil vezes mais fácil se Aslam estivesse aqui. 

- O que acha que foi usado como veneno? – A mais nova questionou.

- De novo não. – A guardiã reclamou, cansada. – Esse assunto está encerrado, Pedro não quer que nós falemos disso. 

Passou-se três dias desde o acontecimento; a empregada foi executada, porém ninguém além dos generais dos reis sabiam disso.

- Pedro não manda em mim. – Lúcia deu de ombros. – Eu só estou curiosa.

- Não é bom ser curiosa num momento desses. E talvez seja algum tempero mortal calormano. – Relaxou os ombros, fazendo Lúcia rir. – Eu ando muito tensa. 

- Você precisa descansar. – Sugeriu.

- E quem vai cuidar do reino?

- Alô? Somos quatro reis! De certo que há gente sobrando aqui. 

- Ta bom. Eu me rendo. – Levantou as mãos e foi em direção de seu quarto. – Lúcia... – Chamou, se virando. – Aqui tem algum livro sobre biologia?

Ela estranhou: Acho que sim, por quê?

- Só para saber. Vou indo. 

Subiu as escadas e, em vez de ir ao seu quarto, se dirigiu para a biblioteca do castelo, que por acaso, era enorme.

Grandes prateleiras de madeira e mármore levavam livros antigos e recentes sobre todos os assuntos que se podiam pensar na época. Haviam também pergaminhos e mapas, que ficavam numa área mais restrita. 

Uma grande mesa de madeira estava no centro, com canetas, papéis velhos e livros empilhados, tudo de uma forma desorganizada. A biblioteca também era o escritório de Tumnus, o fauno que era o conselheiro real. 

As paredes eram pintadas num azul e tinham adereços dourados. A melhor parte era o teto.

Retratava os céus, tinham anjos com arpas e outros instrumentos. Nuvens e, no meio delas, um brilho glorioso. Era de espantar a pintura tão magnífica.

A biblioteca era um dos refúgios que Maju adotou nesses últimos tempos; era realmente calmo e sem barulhos. 

Se dirigiu até a área de ciências, procurando pelo livro de biologia. A única coisa que se ouvia eram seus passos.

- Precisa de ajuda? – Malu perguntou, a assustando.

- Que susto, não apareça assim! – Maju replicou, colocando a mão no peito. – Eu quase morro. 

- Dramática. – Sua irmã revirou os olhos, dando-lhe um livro. – Aqui. 

- Como?... – Perguntou, pegando o livro de sua mão. 

- Lúcia. – Disseram ao mesmo tempo, rindo em seguida. 

- Por que você precisa de um livro de biologia?

- Hum... – Gaguejou. – Bom, se algum soldado meu se ferir, eu saberei como ajudar. 

- Então você precisaria de um livro de medicina. – Tirou o livro de sua mão e lhe entregou outro. – Está vendo? “Como tratar de feridas e outras coisas”. – Leu o subtítulo.

- Ah... Obrigada. – Maju agradeceu sem graça. 

Se virou para sair da biblioteca e bateu em sua testa. 

 

- Mãe, você não iria acreditar nisso. – Maju disse, observando o céu da noite. Aquele era um costume dela, falar com sua mãe. 

Ouviu a porta se fechar e olhou à sua volta. Não havia ninguém, o último empregado havia saído da biblioteca. 

- Eu já volto para falar com a senhora, mas eu tenho que ir. 

Olhou para os dois lados, para confirmar que estava sozinha. Vendo que sim, correu até a biblioteca e abriu a porta.

Com a ajuda de uma vela, ela foi procurando pela ala de ciências, de novo. Chegando nela, deixou o candelabro numa mesa velha de madeira. 

- Biologia... Bio... Achei! – Exclamou. Deixou a vela perto de si e abriu o livro. – Ah, vamos lá, tenho certeza de que é o livro certo...

Bufou ao notar que não havia nada que a interessasse ali e continuou sua procura.

Tiveram de passar mais meia hora até que encontrasse o livro de que tanto precisava. Enquanto tremia, leu o título.

- “Gynecologia: corpus mulieris parturientes”. – Suspirou nervosa e abriu o livro. – O que?! – Exclamou irritada. – Você ta de brincadeira? Latim!

Bateu na própria testa. “Mas se o título está em latim, é meio óbvio que o livro também, burra!”, pensou.

- Eu preciso ir estudar esse livro, ai, droga! – Exclamou.

Pegou o livro e a vela e saiu da biblioteca que, apesar de parecer magnífica de dia, era assustadora de noite. Todo aquele mármore presente parece carregar muita dor.

Ao sair do cômodo, apagou o fogo de sua vela e a pousou no chão, já que o luar iluminava tudo. Também, não gostaria de chamar atenção dos poucos mas bem fofoqueiros criados que perambulavam pelo castelo nesse horário.

 

-  “Libero eandem uirilem corporis ratio componitur ex femina corpus, sed et pudenda pelvis mutatur. Femina solum concipere possunt et debent a puero venter habet, de qua ultimo graviditatis mense foetum”, blá, blá, blá... Onde estão os malditos sintomas? – Murmurou.

Folheou mais duas páginas que ainda descreviam a gravidez da mulher e porque era impossível nos homens. Mais três páginas e leu o título de um capítulo. “Os sintomas conhecidos apresentados por mulheres grávidas”.

Seu coração disparou e suas mãos tremeram. Um arrepio percorreu seu corpo.

- “Primum signum: ut in sanguine menstruo. Secundum signum: Fortis saepe deficeret et vertigine. Tertium...”

- Maju? O que você está fazendo? – Ouviu Edmundo resmungar com sono do outro lado da cama e pulou de susto. – Lendo a essa hora? Vá dormir.

Edmundo se virou para o outro lado e Maju interpretou aquilo como um sinal de que não deveria ler nada do livro, não naquela hora.

- Eu já irei me deitar. – Respondeu calmamente.

Levantou-se de escondeu o livro no meio de suas roupas, no baú ao pé da cama, mas não sem antes de marcar a página em que ficou. Também deixou lá o antigo dicionário de Edmundo sobre o latim. Apagou a vela que estava na mesa encostada na parede e deitou na cama.

 

Edmundo suspirou. Odiava a Calormânia, mas depois de Pedro ter dito que seria impossível se casar com Maju senão acabasse com a conspiração do príncipe Rabadash, ele faria o sacrifício. Afinal, a vida é feita deles.

Encarou mais uma vez sua noiva, que dormia tranquilamente e serena. Eram seis da manhã, e ele e Susana já partiriam em direção de Tashbaan. Seriam longas horas até alcançar o deserto, e dois dias para atravessá-lo.

Estava indo em direção da porta quando ouviu coisas caindo e quebrando no banheiro. Iria sacar sua espada, mas ela não estava lá.

- Droga! – Disse e correu em direção do baú, revirando-o atrás da maldita espada.

Os barulhos do banheiro cessaram, mas Edmundo não percebeu isso. Quando achou sua espada, lá ao fundo, encontrou um livro em latim, língua que ele dominava. Franziu as sobrancelhas e abriu a página que estava marcada.

- Sintomas... de grávidas? – Ficou boquiaberto. Confuso, talvez até bravo. – Mas que diabos é isso?

Olhou para a cama, mas Maju já não estava nela. Então, entrou no banheiro, e lá estava ela, sentada no chão enquanto lavava o rosto com a água de um pote.

Maju parecia não ter notado ele, pois continuou concentrada em lavar seu rosto, então Edmundo se aproximou dela e pousou o livro no chão.

- Corpos de mulheres, a gravidez e o parto. Você pode me explicar o que é isso?


Notas Finais


Tenso, rs.

Enfim, espero que notem os mínimos detalhes - cof, cof, referências - que eu deixo pois, afinal, serão importantes num futuro não muito distante da história.

Beijos e até breve!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...