História We Can Be Heroes - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Labirinto - A magia do tempo
Personagens Jareth, o Rei dos Duendes, Personagens Originais, Sarah Williams
Tags Labirinth
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Palavras 10.256
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fala galera terráquea, como eu avisei em My Little Princess, vou acabar com essa "beleza" aqui. Aí está o fim da história.
Boa leitura é um capitulo meio totalmente GRANDE. <3

Capítulo 26 - 26 - O fim dessa Loucura


Fanfic / Fanfiction We Can Be Heroes - Capítulo 26 - 26 - O fim dessa Loucura


CAPITULO TRÊS
1.
Eu corri pelo jardim, até que vi a sombra de Thomas sentado atrás de uma arvore. Me aproximei, preocupada, e logo que cheguei mais perto percebi que estava chorando:
- Thom... – eu me sentei ao seu lado. – porque está chorando...
- não estou chorando...
- não minta, amor... tem alguma coisa com o seu aniversário?
- na verdade, tem... queria nunca mais fazer aniversário, esquecer disso...
- disso o que, amor? Pode se abrir comigo...
- é, acho que não vou mais conseguir guardar isso só para mim mesmo...
Ele se deitou na grama, coloquei sua cabeça sobre minhas pernas. Ele olhava o céu, parecia distante. Limpei suas lágrimas aos poucos.
2.
Eu tinha só quatro anos. Estava sozinho em casa, e minha mãe prometeu que ia passar meu aniversário comigo, e eu deveria esperar porque ela viria.
E eu esperei. Esperei até as seis, sete, oito da noite, e nada dela. Fiquei meio chateado com isso, mas resolvi pensar que ela estava na igreja, e por isso se atrasou. Eu não queria presente, só queria que ela me desse um abraço. Eu esperei mais um pouco, sozinho, afinal Bryce ia fazer hora extra no centro de pesquisas do Thomas, e eu esperei... até que ela chegou, duas da manhã. Eu estava na cozinha, tinha um cupcake que a cozinheira tinha me dado, e eu estava esperando para dividir com ela. Quando ela chegou, completamente bêbada, e me viu acordado, começou a gritar e a brigar comigo... depois, como se não bastasse, ela *snif*, ela me bateu e... me cortou com a faca. Eu corri para a casa do Thomas, que na época era perto da nossa, e o empregado dele, o Arthur, quando me viu sangrando, me levou para o hospital. Só lembro, depois, de encontrar o Thomas na enfermaria e ele me levar para casa, mandando que eu ficasse longe da minha mãe até que meu pai voltasse para casa.
3.
- meu deus, Thomas... – eu o olhei, preocupada. – e... ficou alguma marca?
- algumas. – ele mostrou uma cicatriz no pulso, e uma perto do pescoço. – essa poderia ter me matado, mas eu preferia isso à ter de ver a Betty Jo novamente.
- Thom... ela não teve culpa...
- teve sim! ela bebia... ela bebeu durante a gravidez, durante a minha infância, isso sem contar que eu cresci sozinho! Eu odeio ela, Tina... você deveria agradecer pela família que tem...
- agradecer? Eu não gosto deles...
- Tina, pensa... o seu pai te ama... a Sarah pode ser chata, mas ela também quer te ver bem... e o seu pai nunca levantou uma mão para te ameaçar. Estou certo?
- sim...
- então? Não briga com eles, é desnecessário... eles te amam tanto...
- está bem, amor... mas só porque você pediu e porque odeio te ver triste.
- obrigado, amor; - ele beijou minha mão, eu ajeitei seus cabelos e sequei suas lágrimas geladas. – é noite e a gente nem percebeu...
- o tempo aqui passa de um jeito que nem eu sei. Vamos entrar?
- vamos, claro...
Ele se levantou, me ajudando a se levantar em seguida, e eu o abracei, beijando sua testa:
- feliz aniversário, Thomas.
- obrigado, amor; - ele me rodou no ar, rindo. – acredite, esse foi o melhor aniversário da minha vida, Valentina...
Ele me colocou no chão, sorrindo, e me abraçou. Eu abracei seu peito, já que era baixinha perto dele, e entramos no castelo. Jareth estava sentado no trono, e Sarah estava de pé à sua frente, brigando. Nos escondemos atrás de uma coluna, eu queria ouvir aquilo:
“Sarah – Jareth, eu estou esperando uma filha sua! Porque ainda fica mimando aquela garota?
Jareth – ela é minha filha, Sarah, pare de ser ciumenta!
Sarah – ah, eu sou ciumenta? Ela queria me bater, Jareth! Eu estou grávida, vê se isso pode?
Jareth – Sarah, não sei se você percebeu, mas tem quase o dobro da força dela, mesmo grávida. E, também, você provoca a garota...
Sarah – eu não acredito que está do lado dela, Jareth!
Jareth – não estou do lado de ninguém, entenda isso! mas, se não quiser aceitar a minha Valentina, então vamos arrumar uma briga maior.
Sarah – eu estou grávida, não posso me estressar...
Jareth – ultimamente esse é o seu único bordão, Sarah! Não pode fazer nada porque está grávida! a helena lavava roupas quando estava grávida, varria o chão...
Sarah – lavava o castelo?
Jareth – não, eu lavava para ela, simplesmente porque a amava. Nem sei porque te trouxe para cá, você só me incomoda!
Sarah – ah, agora o problema sou eu?
Jareth – é sim! implica com tudo, quer mandar em todos! Olha, ou você aprende a respeitar a minha filha e as vontades dela, ou eu não sei mais o que fazer!
Sarah – Jareth, a coloque de castigo!
Jareth – castigo, Sarah? Ela tem quinze anos, não vou coloca-la de castigo! É mais provável que eu faça isso com você!
Sarah – se fizer isso, eu volto para a casa do meu pai!
Jareth – quer que eu compre a passagem? Nunca disse que tinha que ficar aqui.
Sarah – então você não me ama, não é mesmo? Sabia disso...
Jareth – não comece a apelar para o meu emocional, sabe que não caio nesse tipo de chantagem. Vamos lá, Sarah, eu te dou tudo isso, eu te dou o meu amor, e só peço para parar de implicar com a minha filha!
Sarah – ah, e isso lá é fácil para mim? Aquela garota me odeia!
Jareth – ela me odeia também, mas não é por isso que eu vou ficar a colocando de castigo, Sarah! Vamos lá, aceite...
Sarah – está bem, seu chato, mas só porque eu te amo...
Jareth – ótimo, agora vamos dormir, está tarde...
Sarah – mas eles ainda não chegaram...
Jareth – devem estar se pegando em algum canto, ou então resolveram dormir fora. São jovens, nós mesmo já fizemos isso.
Sarah – bem... então tá”.
Antes que saíssem, eu e Thom saímos de nosso esconderijo, e fomos até eles:
- desculpem o atraso; - eu os encarei, minha mão apertando a do Thomas. – e me desculpem pelo “piti” de hoje de manhã.
- tudo bem, filha; - ele deu um beijo em minha testa, e encarou Thomas. – está tudo bem, rapaz?
- sim, apenas estou com sono.
- durma, está parecendo que ficou chorando por horas.
Thomas corou, e eu ri. “Realmente, isso aconteceu”, eu queria ter dito, mas sabia que Thom não gostava de se expor.
Subimos para nosso quarto, e logo Thom se jogou na cama, pegando o celular de cima da mesa de cabeceira e ligando uma música: Loving the Alien.
- você gosta mesmo dessa música, néh? – eu ri. – mas esse álbum não é dos melhores...
- eu sei, mas eu gosto do som. Sei lá porquê.
- ah, eu gosto também, mas prefiro New Killer Star.
- é boa... sabe, a gente podia dar umas voltas, amanhã... provavelmente eu já vou ter esquecido que dia era hoje.
- bem, pode ser; - eu me deitei na cama, abraçando-o. – mas acho que não vamos poder sair do castelo.
- porque não?
- falta menos de uma semana para a Sarah ter o bebê, e eu sei que o meu pai vai estar bem apreensivo...
- ah. Bem, a gente pode ficar aqui, então, ouvir uns Bowies...
- ah, isso eu quero; - eu o beijei, rindo. – ou, a gente podia...
- amor, será? E se a Sarah tiver o bebê enquanto a gente...
- isso não vai acontecer, amor...
CAPITULO QUATRO
Eu gemi alto, sentindo Thom se movendo rápido dentro de mim, e eu puxava seus cabelos, sentindo ele ir cada vez mais rápido. Eu gemia, sentindo meu sexo se contrair e meus seios batendo em seu tórax, e logo comecei a me aproximar do orgasmo. Ele gemia, também, e eu senti meu sexo doendo, e logo senti ele pulsando, tremendo dentro de mim:
- Thomas... você está bem...?
- estou... só estou cansado... ah... você está cada dia mais estreitinha, amor... quase me mata, assim...
- Thom... você me parece cada dia maior, awn...
- é? ah... eu não consigo me controlar... me perdoe... ainda não parei de crescer...
- e... quando para?
- lá pelos vinte e quatro anos... – ele gemia, beijando meu pescoço e indo cada vez mais rápido. – e... você...?
- eu? Já parei... espero que você não cresça muito, ou eu não vou aguentar...
- ah, não se preocupe... eu não vou crescer muito... já sou da altura do seu pai, não quero crescer mais...
- é, meu amor... – eu joguei a cabeça para trás, gemendo alto, e senti o orgasmo, maior do que das outras vezes e até mais prazeroso. – Thomas...!
- Tina...! – ele desabou sobre mim, gemendo, e saiu de mim. – ah... dessa vez, acho que exagerei...
- é... não estou sentindo as minhas pernas...
- calma... – ele se deitou na cama, me abraçou e riu. – eu adoro te ver assim, vermelha...
- se eu estou vermelha, imagina você... meu ruivinho...
Ele nos cobriu com o edredom, devagar, e me abraçou:
- sabe... – eu toquei seu membro, ele gemeu. – você nunca parece satisfeito...
- amor... é normal, isso... para de me excitar...
- parar? Porque? – eu ri, o beijando. – está cansado?
- estou... shhh... – ele tirou minha mão de seu órgão e me abraçou, deitando-me sobre seu peito. – vamos dormir...
- eu queria mais...
- docinho, para com isso... – ele sorriu, beijando meu pescoço. Estávamos deitados de conchinha. – vamos descansar, eu estou cansado...
- ok, ok; - eu beijei sua mão, ele beijou meu ombro. – boa noite, amor...
- boa noite, Thomas.
Ele me abraçou, apertado, e quando eu estava quase adormecendo Jareth entrou no quarto, branco de medo:
- hey, acordem os dois, a Sarah vai ter o bebê!
Thomas se sentou, assustado, e logo Jareth saiu correndo pelo castelo, chamando tudo quanto era Goblin:
- não entendo para que o alvoroço; - eu resmunguei. – ela só precisa de uma parteira e pronto.
- parteira? Eles não vão para o reino humano?
- não, amor... eu também nasci aqui.
- meu deus... e tem anestesia?
- não, no máximo a mão do marido para segurar. Isso se ele tiver coragem.
- olha, no dia em que você tiver nossos filhos, eu vou te levar para o reino humano. Não tenho coragem para isso.
- mas você vai ficar comigo, néh?
- se eu não desmaiar, fico. Tenho pânico de sangue, essas coisas.
- amor... vamos vestir algo e ir lá, ele deve estar pirando.
- tem razão.
CAPITULO CINCO
THOMAS
1.
Jareth havia desmaiado enquanto Sarah tinha o bebê. Valentina foi até lá, assumiu o lugar dele, enquanto eu tentava acorda-lo. O carreguei até o meu quarto e de Tina, que era o mais próximo, e o deitei na cama, dando-lhe alguns tapinhas na cara.
Ele acordou, ainda meio desorientado, e ao me ver parecia mais confuso ainda:
- onde eu estou...?
- calma, eu te trouxe para cá. Você desmaiou.
- putz grila, que merda... a Sarah já teve o bebê?
- não, ainda não. Os gritos diminuíram, deve ser logo.
- eu tenho que ir lá...
- não, nem pense; - eu o segurei na cama, ele me fuzilou com o olhar. – você desmaiou e caiu feio, pode ficar aqui. A Tina está com ela...
- a Tina? Meu deus, vai dar merda...
- calma, está tudo bem... espera um pouco, para levantar...
- me ajuda, Thomas... eu quero ir lá... se a minha filha nascer e eu não ver vou culpar você...
- ok, ok... teimoso; - eu o ajudei a se levantar, escorando-se em meu ombro. – o senhor me parecia mais leve...
- é, estou meio acima do peso, mas isso não vem ao caso.
Ele conseguiu ficar de pé sozinho e correu até o quarto onde Sarah estava. Eu fiquei fora, um pouco distante, afinal eu nem era da família.
Logo Tina saiu, e a gritaria recomeçou. Assim que me viu, ela me abraçou e suspirou. Parecia triste:
- que foi? – eu a olhei. – está tudo bem?
- está... ela nasceu...
- nasceu? E... está tudo bem?
- está... é uma menina... o Jareth está babando por ela...
- amor... para... não começa com isso de ciúmes...
- e como não? olha, vamos sair daqui, não quero atrapalha-los...
- bem... então tá.
Ela me abraçou, e eu alisei seus cabelos. Parecia triste, mais triste do que o normal, e eu apenas a guiei até o quarto, onde peguei meu celular e a peguei no colo:
- Thom, não estou disposta...
- calma, não quero brincar; - eu beijei sua testa e a larguei no chão. – vamos até o jardim, ver as estrelas...
- se você quer...
Eu a envolvi em meus braços, devagar, e fomos andando até o jardim. O céu estava estrelado, e ela, de repente, me abraçou e começou a chorar. Nos sentamos na escadaria, ela desesperada, e a sentei em meu colo, de frente para mim:
- amor... não chora... deveria estar feliz...
- porque eu estaria? O meu pai me trocou por aquela... nojenta, da Sarah...
- ele não te trocou... é apenas uma irmã, fique feliz com isso... enquanto não tivermos nossos próprios filhos, você pode ajudar a cuidar da sua irmãzinha...
- deus me livre, Thomas! Eu quero é distancia dessa garota e da Sarah!
- mas porquê? O problema é o seu pai?
- é que... ela vai ter um bebê, e toda a atenção do Jareth... e eu não tive nem um pouquinho de atenção, nem dele, nem da minha mãe e nem da Sarah...
- então é isso, docinho? – eu alisei os cabelos dela, a olhando. – amor... não é porque a sua infância não foi boa que a da sua irmã também tem de ser... ela não tem culpa...
- eu sei... promete que não vai me trocar por ninguém?
- prometo, amor... – ela me abraçou, eu a acalmei aos poucos. – você é o motivo da minha vida, docinho... sempre vai ter a minha atenção...
- promete?
- prometo, amor... agora para de chorar e coloca um sorriso nesse rosto, odeio te ver chorando.
- certo... – ela sorriu, eu a beijei e sequei suas lágrimas. – me perdoa, amor...
- tudo bem, docinho... mas não coloca a culpa na sua irmã, ok?
- ok... eu nem vi ela.
- e não quer ver?
- não... do jeito que a Sarah é, capaz de nem me deixar perto. E o Jareth vai cuidar da criança, melhor vivermos a nossa vida, néh?
- é, concordo; - eu a beijei, ela abraçou-me e olhou para o céu. – que foi?
- nada... quando eu nasci, não tinham estrelas.
- não?
- nem lua... por isso sou assim, meio maluquinha.
- eu gosto de você do jeitinho que é... – eu ajeitei seus cabelos, ela começou a abrir minha camisa. – amor, estamos na entrada do castelo...
- e daí? A gente entra... o nosso quarto está lá, a nossa cama...
- amorzinho... a gente já fez isso hoje... ainda estou cansado...
- certo, certo; - ela me abraçou e envolveu minha cintura com as pernas, me levantei, erguendo-a junto, e a enchi de beijos. Ela riu, gemendo baixinho, e comecei a me sentir com vontade. – hey, Thomas...
- acho que você me deixou com vontade...
- então quer...?
- quero... vamos?
- vamos...
Fui a carregando pelo castelo, sempre entre beijos, e logo chegamos no nosso quarto. Jareth estava sentado na nossa cama, com a menina no colo enrolada num manto. Eu corei, larguei Tina no chão, e ela apenas ficou na minha frente, entendendo que eu não queria que o pai dela me visse... excitado.
- pai, já te disse que não quero que invada meu quarto...
- me perdoe, queria que visse sua irmã... você saiu de lá apressada...
- apenas não quis incomodar. É uma coisa sua e da Sarah, não minha.
- filha... quer segurá-la?
- não, obrigada... – eu a encarei, ela suspirou. – está bem...
Ele se aproximou e ela segurou a menina, meio sem jeito. A ajudei a ajeitá-la nos braços, e ela logo se acostumou com a irmã:
- qual o nome, mesmo? – ela a olhou.
- Agatha...
- hm... tá, cansei, segura ela, pai.
Ele a pegou nos braços, e eu abracei Tina, beijando sua testa:
- quer segurá-la, Thomas?
- não, obrigada. Tenho medo de machucar.
- você quem sabe... bem, me perdoem por atrapalhar, podem continuar.
- hm...
Ele saiu do quarto. Eu tranquei a porta, aliviado, e agarrei Tina, a prendendo contra a porta:
- Thomas?
- eu percebi a senhora me provocando enquanto o seu pai estava aqui... isso foi golpe baixo...
- hm... e você quer...?
- eu estou louco para te ter, não me provoque...
- ah, é?
2.
Eu comecei a provoca-lo, gemendo baixo e o beijando, até que envolvi minhas pernas em sua cintura. Ele gemeu alto, me abraçando e me levando até o banheiro. Ele me colocou sobre o armário da pia, tirando minha calça:
- Thomas... o que está fazendo...?
- você me provocou, amor... agora aguenta...
- hm, está me deixando excitada...
- é bom mesmo... eu vou bater no seu pai se ele entrar aqui mais uma vez...
- ah, ele não vai... – ele tirou minha calcinha e baixou o zíper da calça. – meu deus, Thomas...
- calma... ou melhor, não, pois eu não sei se consigo me acalmar...
Ele beijou meu pescoço, e logo que ergui meu olhar senti ele entrar em mim, forte como nunca. Quase gritei, mas ele riu, beijando-me e fazendo-me ficar muda:
- T-Thomas... ah...
- shhh... não quero que o seu pai volte aqui... ou ele vai fazer a gente parar...
- c-continua...
Ele sorriu, maliciosamente, e começou a se mover, rápido. Eu gemia, sentindo ele cada vez mais forte, e logo senti Thomas mordendo meu pescoço, e eu gemia cada vez mais alto, até que senti o orgasmo, seguido daquele liquido, lançado forte dentro de mim e escorrendo, manchando a pia:
- T-Thomas... ah...
- shhh... calma... isso é só o começo...
- ãn...?
- é... a gente vai longe... eu quero amanhecer aqui, com você...
- ah, Thomas...
Ele riu de mim, de meu rosto que, senti avermelhar, e voltou a se mover. Eu sentia uma dor, um pouco incomoda, mas não queria fazer Thomas parar. Por mais que eu não quisesse, ele me parecia excitado demais, e eu também estava.
Logo ele abriu mais minhas pernas, me escorando na parede, e tirou meu moletom, jogando-o no chão. Ele sorria, maliciosamente, e logo se ajoelhou e começou a desvendar meu sexo com a língua. Eu estremeci, gemendo alto, e ele apertava minhas coxas tão forte que eu arranhava suas costas, ouvindo ele gemer. Logo gozei em seu rosto. Avermelhei, envergonhada, mas ele riu, limpando o rosto e lambendo os dedos:
- eu queria muito fazer isso... gostou?
- Thomas, se soubesse que você era tão bom nisso... teríamos feito antes...
Ele se levantou, tirando meu sutiã e lambendo meus mamilos, entrando em mim com toda a força e pegando-me no colo, dentro de mim:
- T-Thomas... calma...
- shhh, é rápido... – ele me beijou, abrindo mais minhas pernas e me ajeitando sobre a pia. Havia fechado a porta, e logo ele começou a se mover, mais rápido do que antes e mais forte. – melhorou...?
- ah... amanhã eu não vou nem conseguir me levantar...
- tudo bem, amanhã podemos dormir até mais tarde... os Goblins vão estar reformando a fachada do castelo, e eu e você vamos dormir de conchinha...
- A-ah... T-Thomas...
Ele aumentou mais ainda o ritmo, até que eu senti o orgasmo. Gemi, quase um grito, e ele me calou com um beijo, sedento:
- eu não quero o seu pai aqui, docinho... ele é gente-fina, mas agora, não ia gostar muito...
- e-eu s-sei... continua...
Thomas me abraçou, indo rápido como nunca, e senti o orgasmo. Ele gemeu em meu ouvido, e ouvi os pingos daquele líquido batendo no chão:
- você vai limpar isso... – eu ri, ele saiu de mim. – já cansou...?
- não... não tão cedo... não são nem duas da manhã... você vai ter que me aguentar...
- certo... – ele sorriu, eu o abracei. – vai de novo...?
- sei lá... queria algo diferente...
Ele me pegou no colo, me levou para o chuveiro, e assim que o ligou me colocou de costas para ele, de frente para a parede:
- T-Thomas...
Mal terminei de falar e ele me penetrou por trás, me fazendo gritar. Eu gemi, sentindo uma dor enorme, mas ele apenas me abraçou por trás, tocando meus seios:
- calma... shhh... é normal, vai passar... quer a minha mão?
- quero...
Ele me deu uma das mãos, eu a apertei. Com a outra, ele me segurava, e logo senti ele gozar dentro de mim, forte. Eu gemi, e ele me abraçou, beijando meu pescoço:
- shhh... doeu muito?
- n-não... Thomas... e... agora...?
- calma... tô pensando...
- pera... – eu me virei, ajoelhando-me, e abocanhei seu membro, chupando-o. ele gemeu, e eu sorri. – g-gostou...?
- Tina... ah, meu deus... – ele gemia alto, eu me agarrei às suas pernas e ele escorou-se nas paredes, com as mãos. – menina... para...
- não... você me possuiu até agora... me deixa...
- está bem... ah...!
Ele gemia, alto, e eu continuei, sentindo ele tremendo na minha boca, até gozar nela. Eu quase me engasguei, mas continuei apenas pelo prazer de vê-lo ali, gemendo por mim, tendo prazer por minha causa:
- T-Tina... meu deus... ah...
Eu me afastei, ele se ajoelhou na minha frente, ainda gemendo. Seu membro estava vermelho por conta dos “chupões” que eu dei, e ele apenas limpou meu rosto, sorrindo:
- T-Tina... não precisava fazer isso...
- eu queria... havia um tempo...
- eu te amo, sabe disso, não sabe?
- sei... também te amo, Thom...
- ah... – ele me deitou no chão do box, rindo. – aguenta mais uma? Estou tinindo...!
- vai...
Ele abriu minhas pernas, e logo entrou em mim, fechando um pouco minhas pernas:
- T-Thom... assim... não te machuca...?
- bem... se não for assim, não tem graça... você fica mais apertada...
- e você gosta...?
- amo...
Fechei um pouco mais minhas pernas, ele gemeu em meu ouvido, movendo-se rápido:
- isso vai doer um pouco... quer a minha mão?
- não preciso... não sou criança...
Ele riu em meu ouvido, e senti uma pontada maior ainda, seguida do meu gemido e do gemido dele:
- o que foi isso...?
- ora... não achou que eu estivesse colocando tudo em você... ou achou?
- T-Thomas... ah... continua...
Ele se movimentou forte, e eu gemia a cada vez em que ele entrava mais em mim, até que ouvi uma batida na porta do quarto:
- Tina, está tudo bem? – era Jareth. – eu e Sarah estamos no quarto ao lado...
- está tudo bem; - eu segurei os gemidos, Thomas me apertava contra a parede. – só estou tomando banho...
- ah... procure fazer silencio, se a baixinha acordar vai ser um inferno.
Ele saiu andando. Dei um tapa em Thomas, que ficava me excitando, e assim que me sentei senti uma enorme pontada, ao mesmo tempo em que Thomas gemeu alto, me fitando:
- não faz isso, Tina...
- porque não? – eu o fiz, e ele me apertou contra a parede, fechando minhas pernas e me penetrando o mais rápido possível. Gemi alto, com dor, e logo ele me encarou. – meu deus, Thomas... ai...
Ele abriu minhas pernas, devagar, e deitou-se no box, me colocando sobre seu membro, em seu colo. Controlava minha cintura, e eu gemia, tocando seu peito. Ele me beijava, sedento, e tocava meus seios. Eu gemia como nunca, e logo ele gozou. Meu sexo já doía, e ele me abraçou, saindo de mim e me pegando nos braços, me colocando de quatro no chão:
- T-Thomas... c-calma...
- shhh, fica quietinha que dói menos...
Eu parei, sem saber o que viria, e ele me penetrou por trás, tocando meu sexo e me fazendo gemer alto:
- ah... e-eu vou...
- aguenta, amor... só mais essa, prometo...
- t-tá... ah...
Ele aumentou o ritmo, e logo ele gemeu, gozando dentro de mim. Eu gemi, tendo um orgasmo em seguida, e senti ele sair de mim, devagar, e me deitando no chão, me abraçando em seguida. Estava vermelho, e seu rosto estava pingando de suor.
- T-Thom... eu te amo...
- eu também... desculpa... exagerei... sei disso...
- tudo bem... foi bom... mas não sinto minhas pernas...
- calma... eu te levo para a cama, ok?
- ok... posso tomar um banho rapidinho...?
- pode, claro... só deixa eu me limpar...
Ele se limpou rápido, entrando debaixo do chuveiro, e foi para o quarto. Eu tomei um banho, sentada mesmo, e logo o chamei. Ele veio até mim, vestindo apenas uma cueca box preta, e eu sorri.
- me ajuda? – eu o olhei.
- posso te pegar no colo?
- pode... – ele me pegou nos braços, eu me contorci. – cuidado... estou toda dolorida...
- calma, vou te deitar na cama, você se veste e a gente dorme. Ok?
- ok.
CAPITULO SEIS
Acordei ao lado de Thomas. Ele estava deitado, dormindo, e eu o abracei, beijando-o e o acordando:
- amor, estou cansado... – ele gemeu. – deixa eu dormir mais um pouquinho...
- eu estou bem, não sei você; - eu ri, beijando-o mais ainda. – anda, Thomas... vamos dar uma volta... o dia está lindo...!
- ok, ok; - ele se sentou, os cabelos bagunçados. – vai se vestir, eu já vou.
Vesti o moletom que ele me deu e uma calça jeans, além de um all star, e o encontrei com uma camisa comprida e uma calça cinza de linho:
- está muito gato assim, amor; - eu o beijei, ele parecia ter sono. – credo, Thomas, está com tanto sono assim?
- estou... mas vai passar... eu vou jogar uma agua na cara, volto logo.
Ele foi até o banheiro, e eu, enquanto isso, peguei meu headphone e liguei the next day. Aquele era um dos melhores discos do Bowie, não podia negar. Eu gostava mais de valentine’s day do que de Lazarus. Era uma despedida, e eu odeio despedidas.
Thom voltou do banheiro com o rosto molhado, ainda com sono. Eu sequei seu rosto com a manga de meu moletom, rindo, e o abracei. Estava mais carinhosa do que o normal, nem sei porque:
- mereço tudo isso? – ele riu, beijando minha testa. - Meu amor...
- Thom, vamos dar uma volta? – eu tirei meus fones e coloquei no pescoço. – a gente podia ir no salão de festas... queria te mostrar umas coisas lá.
- pode ser. Que horas são?
- dez e meia... quer comer alguma coisa?
- sei lá, estou sem fome... só sono...
- afe, se quiser dormir, deita que eu vou sozinha...
- não, eu estou bem; - ele me abraçou, rindo. – vamos, daqui à pouco passa.
Eu fui o puxando pela mão, ele quase rastejando de tanto sono, e parei quando vi Jareth sentado na cama de seu quarto, embalando Agatha nos braços. Fiquei um pouco triste, mas ele não me parecia muito feliz:
- pai... onde está a Sarah?
- deve estar pelo castelo, aquela louca. Deixou a menina sozinha.
- mas... depois ela me chama de irresponsável só porque não uso...
Pensei um pouco e parei. Quase que falo merda perto dele.
- não usa o que? – ele me encarou, sério. – Valentina...
- não pensa merda, pai, estou falando de cachecol no frio. Idiota.
- idiota é você, baixinha. Vai namorar, vai correr por aí, me deixa...
- não quer ajuda?
- se vir a Sarah, diga que eu quero ter umas palavrinhas com ela. Pode ir namorar.
Saí andando, Thomas segurando o riso, e eu lhe dei um tapinha:
- porque me bateu? – ele riu. – você quem ia dizer que a gente não usa proteção...
- ah, cala a boca, Thomas; - eu ri. – eles também não, e quem não usa é você. Eu tomo remédio, você sabe.
- sei; - ele me abraçou por trás, beijando meu pescoço. – vamos dar uma volta, deve ter algo legal para fazer nesse reino.
Fomos andando pelo castelo, até que encontramos Sarah no jardim, beijando um homem com orelhas pontudas: Olix, o príncipe dos elfos. Thomas me encarou, assustado, e eu apenas peguei o smartphone dele e bati uma foto, saindo correndo atrás de Jareth. Ele tentou me segurar, mas não conseguiu.
Invadi o quarto de meu pai, que olhava Agatha dentro do berço. Eu me aproximei, preocupada, e o vi dar um sorriso:
- filha... pode me ajudar numa coisa? Eu comprei uma aliança para a Sarah, de aniversário de casamento, mas não sei se ela vai gostar... pode me ajudar?
Comecei a chorar. Não queria estragar aquele sorriso tão difícil de conseguir para meu pai. Ele a amava, lá no fundo.
- pai... como você ficaria se a Sarah te traísse?
- eu? Não ligo...
- tem certeza?
- Valentina, está insinuando algo?
Eu mostrei o celular. Ele desmaiou.
CAPITULO SETE
Eu ainda estava mal por ter feito aquilo à meu pai. Ele não merecia aquilo, e eu sempre disse que a Sarah era uma vagabunda nojenta... mas ninguém me ouvia.
Ele estava sentado no trono, estático, e eu apenas estava sentada na escadaria de dentro do castelo, até que Thomas veio até mim e me abraçou, deitando minha cabeça em seu ombro:
- amor... você fez o certo...
- será? Ele está lá, e não reage...
Ele beijou minha testa, preocupado, e apenas se levantou:
- vou dormir, vem comigo?
- acho que tenho que ficar olhando ele... não quero que faça uma bobagem...
- quer que eu fique?
- não, pode ir...
- eu vou cuidar da Agatha, se precisar me chame.
Thomas subiu as escadas. Eu olhava para Jareth, e sua seriedade me partia no meio. Eu não podia deixar a Sarah fazer aquilo... mas vê-lo sofrendo me partia o coração...
Me levantei, indo até ele, e ajoelhei-me na sua frente, fitando-o:
- pai... olha pra mim... fala comigo...
- o que você quer, Valentina? – ele não olhou para mim, vi uma lágrima escorrendo por sua face.
- pai... não fica assim... – eu limpei seu rosto, ele suspirou. – ela não te merecia...
- no fundo, eu sabia que isso ia acontecer... olha bem para mim, e vê se alguém lá ia querer ficar comigo, Valentina? Óbvio que não...
- calma, pai... o senhor é incrível... porque está assim? ela não te merecia, esquece...
- não dá para esquecer, Valentina, são dez anos jogados no lixo... tem uma criança no meio disso tudo...
- ela não é sua filha, pai. As orelhas são de elfo.
- ah, eu sou o corno mais idiota da história! – ele se irritou, batendo uma das mãos no trono. – eu deveria matá-la... mas não posso...
- realmente, isso pioraria as coisas. O senhor vai... deixar ela levar a menina?
- deveria, mas não vou. É minha filha, não quero saber se de sangue ou não.
- bem... a decisão é do senhor...
Eu o olhei, preocupada com sua tristeza, e o abracei. Seus olhos ainda estavam marejados, e eu ajeitei seus cabelos, beijando sua testa:
- papai... quer que eu fique aqui...?
- não precisa fazer isso, sei que estou ridículo...
- não está, não; - eu me sentei no braço do trono, deitando sua cabeça em meu ombro, com cuidado. – pode chorar, pai... eu estou aqui...
- Valentina... – ele me abraçou, chorando de vez. – como ela pode...?
- pai... o senhor sabia que ela era ruim, todo mundo sabia... não deveria derramar uma lágrima por ela...
- tem razão... queria a sua mãe, aqui... não entendo porque a levaram... aqueles malditos elfos...
- peraí; - eu o encarei. – o senhor disse que a minha mãe morreu...
- sim, os elfos à levaram... ela era tão linda... eu daria tudo por ela...
- calma, pai... – ouvi o choro de Agatha vindo do andar de cima. – eu vou lá, o Thomas está sozinho com a menina...
- deixa que eu vou...
- não, o senhor não está em condições de cuidar de ninguém. Fica aqui, eu volto logo.
Me levantei e corri pela escada. Thomas estava segurando Agatha e a embalando. Logo parou de chorar:
- amor... – ele a deitou no berço. – como o seu pai está?
- chorou um pouco, mas está melhorando. Acho que se a Sarah pisar aqui, ele vai descer a porrada nela.
- o seu pai não é idiota... você disse que eles são casados oficialmente?
- só aqui. Nos outros reinos não.
- hm... o seu pai criou as leis?
- não, o meu tataravô... porque?
- tem um livro com elas? Quem sabe ele pode fazer algo...
- sei onde quer chegar.
Fui até uma estante e puxei um livro grosso e bordô, entreguei à Thomas:
- diz pro livro o que quer que ele te ajuda. Vou lá ver como ele está, o colocar para dormir.
- boa sorte, o seu pai é mais teimoso que burro empacado.
CAPITULO OITO
Jareth demorou mais dormiu. Eu tinha pena dele, ninguém merecia perder dez anos da vida com uma mulher que nem ama de verdade. Entrei no quarto, encontrando Thomas deitado na cama, com os cabelos bagunçados e o livro sobre o peito, cochilando. Sorri, era uma das coisas mais lindas que eu tinha a chance de ver no meu dia. Tirei o livro de cima dele, colocando-o sobre a escrivaninha, e me deitei ao lado dele, cobrindo-nos com o edredom. Eu gostava de brincar com as mechinhas alaranjadas do cabelo dele, que caíam sobre os olhos e me deixavam encantada. Ele parecia um anjo.
Acordei ao lado dele. Thomas acordou, me olhando, e eu lhe dei um selinho, tocando seu rosto. Ele sorriu, ajeitando meus cabelos, e se deitou de frente para mim:
- bom dia; - eu disse, o beijando. – dormiu bem?
- sono leve, mas dormi. E você?
- não consegui parar de pensar no Jareth. Ele está sofrendo tanto...
- isso é uma coisa que faz a gente pensar. Promete que, se não gostar mais de mim um dia, você vai me dizer?
- prometo... mas duvido que eu deixe de gostar de você, amor; - eu lhe dei alguns selinhos, ele envolveu minha cintura com o braço, me colocando sobre sua cintura e pegando em minhas mãos. – promete que, se cansar de mim, vai me dizer?
- como é que eu vou cansar de você, amor? – ele riu, se sentando e beijando meu pescoço. – eu te amo mais que tudo, meu doce...!
- eu também...
Ouvi o choro de Agatha. Me levantei, preocupada, e o puxei pela mão:
- vem comigo, o Jareth não tá em condições de cuidar dela.
- preciso mesmo...?
- precisa, amor. Se a Sarah aparecer com aquele cara eu não consigo me livrar dela sozinha.
Ele se levantou, às pressas, e pegou na minha mão:
- já ouviu o the 1980 floor show?
- já...
- sabe quando o Bowie canta com a Marianne Faithful?
- Sei... porque?
- Then put your little hand in mine, there ain't no hill or mountain we can't climb.
- Ownt, Thom...
Eu o abracei, rindo, e ouvi o choro de Agatha aumentar. Me separei e apressamos o passo.
CAPITULO NOVE
Thom e eu entramos no quarto de Agatha. Sarah estava tentando leva-la, mas a menina se grudava no berço. Havia o mesmo elfo com ela, e eu me irritei, arrancando Agatha do berço e a abraçando, afastando Sarah:
- o que pensa que está fazendo? – ela me olhou, tentou me bater mas Thomas impediu, segurando-a pelo braço. – me solta, seu...
- sai de perto dela, eu não quero te bater; - ele estava sério. – nós vimos tudo, você não vai chegar perto da menina!
- quer apostar? – ela estalou os dedos e sumiu no ar, aparecendo na minha frente e pegando Agatha de meus braços, aparecendo novamente na frente de Thomas. – e ai de vocês se tentarem impedir-me de ver a minha filha...
- cala a boca, sua vadia; - Jareth apareceu na porta, encarou-a. – a filha é minha, sabe disso.
- seu idiota! Eu deveria ser sua esposa!
- eu pedi tão pouco, Sarah... só pedi para me amar... e você me trocou por esse merda!?
- troquei, e ele é melhor que você!
- no que? ele te trata bem? ele te dá amor? Ele abre o coração para você?
- ele é melhor do que você em tudo! Ele não tem uma filha chata com um namorado magrelo que só incomoda, não tem um reino horroroso que dá trabalho, não tem Goblins nojentos e nem problemas com reinos! Aliás, ele é bem mais rápido do que você quando a gente está...
- cala a boca! – ele se irritou, arrancou Agatha dos braços dela e saiu correndo. – você nunca mais vai vê-la!
Eu saí correndo atrás dele, junto de Olix.
CAPITULO DEZ
1.
Sarah me olhou, irritada, e antes que saísse correndo à segurei, impedindo de prosseguir. Ela se debatia, tentando se soltar, e era quase mais forte do que eu:
- me solta! – ela gritava, irritada. – eu vou te bater, seu imbecil!
- para quieta, isso já está me tirando a paciência...
Ela se virou, puxando meus braços, e me deu um soco. Caí no chão, meu nariz doía. Senti algo escorrendo em meu rosto, toquei e vi que era vermelho. Ela parecia assustada, saiu correndo. Desmaiei.
2.
Eu corri, e consegui imobilizar o elfo. Ele era forte demais, e me jogou no chão. Jareth se irritou, correndo até mim e lançando um feitiço no elfo. Ele me olhava, sem saber o que fazer, e eu o olhei, me sentando no chão, e ele me encarou, meio triste:
- está tudo bem, Valentina?
- está... me ajuda a levantar...
- calma, ele te derrubou com força...
- o Thom tá com a Sarah, eu preciso ir lá...
- eu vou...
- não! eu vou, é meu namorado...
Me levantei, afastando-o, e me pus de pé, ainda com as pernas bambeando. Ele tentou me impedir, mas saí correndo, me escorando nos móveis e nas paredes. Minhas pernas doíam, mas eu não sabia como estava Thom e Sarah.
Entrei no quarto, preocupada, e encontrei Thom caído no chão, a testa e o nariz ensanguentados. Me assustei, se ajoelhando ao lado dele, e logo Jareth apareceu. Ao ver-me, começou a chamar pelos Goblins, que apareceram e foram o levando até o quarto. Eu estava chorando, assustada, e assim que o deitaram na cama eu me sentei ao lado dele, apavorada e pensando o que fazer.
Jareth entrou no quarto, carregando uma bandeja com álcool e gaze, e se sentou ao meu lado, pegando em minha mão.
- calma, ele vai ficar bem; - ele beijou minha testa. – posso ver...?
- pode... está horrível...
Eu virei o rosto de Thomas, que gemeu. Eu senti meu coração apertar, e peguei na mão dele, me ajoelhando ao lado da cama e beijando sua bochecha.
Jareth começou a limpar o sangue, e eu sentia a mão de Thomas tremendo, e de vez em quando ele soltava alguns grunhidos, e fazia eu me apavorar. Quase desmaiei quando Jareth tirou um pedacinho de unha postiça do rosto de Thomas:
- aquela vagabunda... onde está a Agatha?
- na casa do Didymius, ninguém vai encontra-la lá. Ele vai ficar bem, para de chorar...
- não consigo...
Ele terminou de fazer o curativo e saiu, me deixando ali. Me deitei ao lado de Thomas, abraçando-o e mexendo em seus cabelos, e ele começou a acordar. Eu o olhei, esperançosa, e logo vi seus doces olhos diferentes me olhando, desorientado:
- amor... – ele me olhou, encolheu-se. – minha cabeça...
- calma, você se machucou... – eu beijei seu rosto, sorrindo. – eu não deveria ter te deixado sozinho com aquela nojenta da Sarah...
- ela me bateu... é mais forte do que eu imaginava...
- você é fraquinho, meu bem... mas, me diga, está doendo muito?
- está... minha cabeça está quase explodindo de enxaqueca...
- mas o Jareth não tinha te colocado um feitiço para isso?
- sei lá, está doendo...
- o feitiço deve ter sido desfeito... mas isso é impossível, só alguém mais poderoso poderia ter feito uma coisa dessas...
Um grito veio do andar de baixo. Corri, indo até a escada, e encontrei Jareth em sua forma coruja, caído. Ele estava cercado por uma névoa escura, e eu então temi por Thomas. Corri até ele, preocupada, e assim que entrei no quarto tranquei a porta e as janelas, o puxando pela mão:
- Tina, para... ah...
- calma, amor... vem comigo, ou a gente vai estar morto em menos de cinco minutos.
Abri a passagem para o quarto.
3.
Eu e Thomas estávamos andando pelo corredor extenso que tinha debaixo do castelo. Aquilo nos levaria até um lugar seguro.
Thomas estava cansado, e eu também, e resolvi que não adiantaria ir rápido demais ou ele desmaiaria. O sentei no chão, devagar, e deitei sua cabeça sobre meu peito:
- amor... calma...
- me desculpa, Tina... mas porque estamos aqui?
- porque sim, amor... depois eu te conto, agora descansa um pouquinho porque ainda é longe...
- eu não consigo, amor... vai você...
- Thomas, e questão de vida ou morte...
- me deixa, amor... se salva...
Eu me levantei, pegando-o pela mão, e o abracei:
- se for para a gente morrer, que seja junto; - eu o beijei. – vamos devagar, temos um tempo... deve ser um alarme falso, mas não vale à pena correr o risco.
- risco de quê? Fala, valentina...!
- depois, amor, confia em mim... por favor, apressa o passo...
- estou tentando... não sabe o que estou passando, valentina...
O abracei, segurando quase todo seu peso, e ele foi andando comigo através do túnel.
CAPITULO ONZE
Estávamos na casa de Didymius. Ela era o lugar mais seguro onde poderíamos estar no caso do... do maior terror.
Eu estava sentada na sala, olhando para uma xícara intacta de achocolatado, e comecei a ouvir passinhos. Logo Didymius apareceu, carregando uma bandeja com biscoitos:
- será que o sr. Thomas gosta de biscoitos? – ele me encarou, erguendo o focinho.
- não sei, acho que sim. mas deixe-o dormir mais um pouco, ele está cansado...
Logo vi Thomas andando pela casa, devagar e meio desorientado:
- Tina... onde é que a gente está?
- amor, eu disse para ficar deitado...
- posso ficar aqui com você? isso se não for incomodar...
- claro que não, docinho; - eu o peguei pela mão, devagar, e sentei em meu colo, o abraçando. – não quer voltar para a cama? lá é mais quentinho...
- não sou criança, Tina... só quero ficar com você, um pouco...
- calma, pode ficar aí. Eu te amo, Thomas.
- também...
Didymius sorriu e puxou uma cadeira, sentando-se à minha frente:
- donzela; - ele me encarou, sorrindo. – então este é o príncipe?
- é sim, o príncipe Thomas; - eu beijei sua bochecha. – você é meu príncipe, amor.
- Tina... não sou príncipe...
- é sim; - eu o abracei, ele riu. – é o meu príncipe.
Thom me beijou, ajeitando meus cabelos, e eu sem querer toquei seu curativo. Ele se encolheu, e logo me desculpei, ajeitando seus cabelos:
- desculpa... está doendo muito?
- um pouco... mas a dor de cabeça passou.
- que bom, amor... vai lá dormir um pouquinho, aí vai melhorar completamente.
- tá... promete que depois deita um pouco comigo?
- claro, amor. Vai lá.
Ele foi até o quarto, devagar, e eu me escorei no sofá:
- me parece um ótimo rapaz; - Didymius me olhou, sorrindo. – a senhora deve gostar dele.
- gosto, e muito.
- e ele está bem?
- está, mais ou menos... a Sarah bateu nele.
- madame Sarah? Mas... o que aconteceu?
- brigaram por causa da pirralha... agora tudo o que dá errado no reino é culpa dela.
- bem... não podemos culpa-la por tudo...
- eu posso. Culpo a Sarah, a pirralha, aquele tal de Olix, menos o Jareth. Ele é vitima como eu.
- bem... acho que está certa, ele não teve culpa.
Me levantei e fui até o quarto.
- vou dormir, boa noite.
- boa noite.
Entrei no quarto, encontrei Thomas deitado na cama, com o lado machucado do rosto para cima:
- amor... – me deitei ao lado dele, abraçando-o. – está bem?
- estou... eu vou ficar bem logo, não precisa se preocupar...
- eu sei disso, mas posso ficar com você, não?
- pode... – ele ia se virar para mim, eu o impedi. – que foi?
- não se mexe, está feio isso aí. Eu quase desmaiei vendo essa... coisa, no seu rosto.
- me perdoe... eu só queria ajudar...
- tudo bem, docinho; - eu o abracei, ele sorriu e beijou minha mão. – amanhã eu vou ter de sair, mas você vai ficar aqui, tá?
- porque?
- bem, eu tenho que ir no castelo... tem alguma coisa perigosa lá.
- se é perigosa, não deveria ir.
- meu pai está lá, preciso ir. Mas eu volto logo...
- não quero que vá, pode ser perigoso...
- eu preciso, já disse. Mas eu prometo que me cuido...
- acho bom, valentina. Aqueles elfos me parecem bem mais fortes do que você.
- eles são mais fortes até que o Jareth, não começa. – eu beijei seu rosto, com cuidado, e o abracei. – agora dorme, eu vou estar aqui com você.
- boa noite, amor.
- boa noite, Thom.
Adormeci.
CAPITULO DOZE
THOMAS
1.
Eu fiquei na casa da raposa. Eu o tratava assim, pois não sabia seu nome. Só sabia que fazia ótimos bolinhos e tinha um cachorro chamado Ambrósius. Eu tinha alergia à pelos de cachorro, mas não falei nada. Não senti nada, também.
- sr... – eu o encarei, ele sorria.
- Didymius.
- sr. Didymius, onde estamos?
- na minha casa.
- mas onde fica a sua casa?
- não posso dizer. Mas, não se preocupe, estamos no reino goblin.
Me escorei na cadeira, cansado. Tina tinha saído para o castelo bem cedo, e sei que depois disso não dormi mais. Eu era dependente dela.
- senhor Didymius, sabe como está a situação no castelo?
- não, mas deve estar bem obscura. O rei teria vindo se fosse apenas visita.
- é?
- é. de vez em quando a princesa dorme aqui, brinca com o Ambrósius, meu corcel, mas ele sempre a trazia. Acho que era o único momento em que ela sorria, ou parecia estar feliz.
- e ela desabafava com o senhor?
- desabafava, de vez em quando. Ela ficava chorando no banheiro.
- ela tem uns ataques, de vez em quando. Mas sempre acaba feliz.
- é, ela perdeu a mãe muito novinha... o rei ficou devastado.
- o senhor sabe disso?
- sei, claro; - ele me encarou, puxando uma cadeira. – o rei ia salvá-las e se entregar aos elfos, mas a rainha foi mais rápida e se entregou. Ele mal conseguia falar nos primeiros dias.
- meu deus... isso é cruel demais...
- cruel foi o que aconteceu depois, jovem. Ele teve de conviver com a culpa da morte da esposa, e com o ódio da filha que o culpava por isso... eles agora estão se dando bem, até.
- é... onde o Jareth conheceu a mãe da Valentina?
- ah, jovem... isso é uma história bonita...
- conte, por favor.
A pequena raposa sentou-se na cadeira, sorrindo seu focinho falho para Thomas.
2.
“Tudo começou quando ele tinha a sua idade, jovem. Jareth aprendia os feitiços básicos, ainda, e achava tudo uma bela bosta. O reino era mais parado do que hoje, ainda.
Ele via tudo como uma brincadeira sem-graça. Tudo isso até que, um dia, ele saiu pelas florestas, e encontrou uma donzela na floresta, que coletava algumas coisas com uma capa negra. Era filha de uma das donzelas que constantemente visitavam a corte, mas era mais nova do que ele. Tinha mais ou menos... a idade da Valentina, quase dezesseis anos.
E ela se apaixonou por ele, e ele se apaixonou por ela. Ele já sabia mais da vida, mas ela era inocente como um anjo. E eles foram se conhecendo, tudo muito rápido, questão de três meses, e ele levou ela para morar no castelo. Namoravam, tudo na maior inocência, já que a menina nem nunca tinha namorado, e ele estava cada vez mais louco por ela.
Tudo para ele era paixão. Tudo era ela. E, após muitas, muitas e muitas tentativas, ele conseguiu dormir com ela. Ele achava tudo uma brincadeira, mas ela não. Ela tinha uma família conservadora, e ele descobriu que era uma elfo. Os problemas começaram quando, na segunda vez do casal, ela engravidou. Jareth ficou feliz como nunca, saiu contando para todo mundo, paparicava a esposa como nunca...
Até que os pais dela descobriram. Aí a coisa piorou. Jareth tentou uma trégua, tentou de tudo quanto era coisa, mas não conseguiu: começaram uma guerra. Ela não sabia o que fazer, e ele tentou mais do que tudo protege-la. Mas os outros reinos não aceitaram, principalmente porque ela tinha menos de dezoito anos. Quando a criança nasceu, tudo se acalmou.
Tina era uma menina calma, vivia grudada no pai e na mãe. Ela brincava com o Ambrósius, que na época era apenas um filhote, vivia com ela. Tinha alergia, no começo, mas Jareth curou-a. ela vivia nos arredores do castelo, brincando com os Goblins.
Tudo bem até ela chegar perto dos quatro anos. Faltavam alguns meses para seu aniversário, e uma guerra começou. Os Ogros e Bruxas do reino... reino sombrio, atacaram, e os elfos, aproveitando a distração do rei, decidiram sequestrar a princesa e a rainha.
A levaram até perto do penhasco, e Jareth conseguiu chegar à tempo de salvá-las. Mas os Ogros não desistiriam fácil, e os elfos, como que uma armadilha, cercaram o rei. Ele pensou em se jogar do penhasco, para salvar as duas pessoas que amava, mas não teve tempo. A rainha jogou-se, caindo penhasco abaixo.
Jareth ficou abaladíssimo com isso, deixou Valentina comigo por dois meses... quando voltou a cuidar dela, a garota mal o olhava nos olhos. E ele ficou sem saber o que tinha acontecido com sua esposa”.
3.
- meu deus; - eu o olhei. – então... ele perdeu ela e nunc soube o que aconteceu?
- não. O mais provável é que tenha morrido na queda, mas... ele não teve tempo. Tinha essa coisa de buscar bebês, e aí conheceu a Sarah...
- nossa...
Eu me escorei na cadeira, e logo ouvi uma batida na porta. Logo Tina entrou, carregando uma gaiola com uma coruja. Era bastante bonita, branca com alguns detalhes mais escuros, mas me parecia meio má.
- amor; - eu me levantei, abraçando-a, e logo ela me beijou. A coruja tentou me bicar, eu me afastei. – estava com saudades...
- calma, Thomas, não passou nem um dia...
- eu sei, mas... eu senti a sua falta... amor...
Eu a beijei, sorrindo, e ela suspirou, colocando a coruja sobre a mesa:
- descobri o que houve, e não é nada legal.
- o que aconteceu? E que coruja é essa?
- bem... essa é a Sarah. Ela estava no castelo.
- e o seu pai? Onde está?
- com os elfos. Essa maldita entregou ele para eles, mas foi amaldiçoada no último momento.
- então... tem alguém mais poderoso armando contra nós?
- sim, amor... vamos ter de negociar, pelo reino... e por nós.
- e o que você vai fazer?
- ainda estou pensando... meu pai faz falta, agora...
Ela começou a chorar, eu a abracei, devagar:
- calma, amorzinho... vai dar tudo certo...
- obrigada, Thom...
A coruja começou a piar, eu cobri a gaiola com um pano. Ela calou a boca, ou melhor, o bico.
CAPITULO TREZE
TINA
Eu e Thomas estávamos deitados na cama. Ele estava tentando tirar o curativo, e eu o olhei, preocupada:
- amor... – eu o olhei. – para com isso, está me deixando enjoada.
- não olha, simples.
- por favor... para...
- está doendo, me perdoe, preciso tirar...
- afe, vem aqui que eu faço isso.
Ele veio até mim, e logo que tirei o curativo, passando minha mão sobre o machucado, devagar. Logo ele começou a melhorar. Eu já estava melhor nos feitiços:
- amor... – ele me olhou, assustado. – o que...
- eu sou filha do Jareth, não tenho culpa... tenho poderes.
- tudo bem, amor; - ele me beijou, eu sorri. – sabe, Thom... acho que eu sei o que fazer...
- o que? – ele me colocou em seu colo e se sentou, eu de frente para ele.
- sei lá... – minhas pernas envolviam sua cintura. – acho que eu vou me oferecer em troca do Jareth...
- nem pensar; - ele me encarou, sério. – não deixo, podem me matar mas você não vai!
- calma... ok, vamos pensar... meus poderes?
- seus poderes são fracos, ainda, amor... – ele beijou meu pescoço. – pensa... sei lá, oferece apoio nas guerras, ou então aliança política...
- o rei de lá gosta de mulheres. Será que ele ia gostar de mim?
- nem pense! – ele segurou meus pulsos, suas mãos tremiam. – não deixaria você fazer isso nem por cima do meu cadáver, Valentina!
- Thomas, eu precisa pensar em algo, o reino não pode ficar à deriva!
- me perdoa... – ele baixou o olhar, triste. – é que eu fico louco de raiva só de pensar que você teria de fazer isso... é horrível...
- e porque isso? o seu orgulho masculino?
- não... é que eu te amo, e tenho medo de imaginar isso...
- calma, já desisti, nunca faria isso; - eu o beijei. – meu amor... me perdoe...
- tudo bem, tudo bem; - eu o beijei. – Thom... eu tenho medo de não ver mais meu pai...
- calma, a gente vai ver ele, prometo... escute, o que eles querem?
- querem o reino... mas não posso fazer isso... é errado...
- amor... descansa um pouco, vai pensar melhor...
- não tenho sono...
- quer ter? – ele me beijou, eu ri. – eu posso fazer um esforço...
- seu bobo; - eu o beijei. – só você para me fazer rir numa hora dessas... mas, acho que seria bom... esquecer um pouco dos problemas... pode ser.
- tem certeza?
- claro... – ele beijou meu pescoço, e eu gemi. – ah, Thom... tem que trancar a porta... eu vou...
- tá...
Fui até a porta e a tranquei, e quando me virei Thomas estava sentado na cama, já um pouco excitado:
- meu deus, amor; - eu ri, me sentando em seu colo. – já...?
- ora, não tenho culpa; - ele riu, me beijando. – mas... bem... tem algo em mente...?
- sei lá... me surpreenda, Thom...
Ele me agarrou, deitando-se sobre mim na cama e me apertando, rindo:
- que tal? – ele me olhou, beijando-me.
- hm... já estou meio excitada... só de imaginar...
- shhh... que tal no chuveiro?
- pode ser...
Mal terminei de falar e ele me pegou no colo, me levando até o banheiro estreito do quarto. Começamos a nos agarrar, tirando a roupa, e quando percebi já estávamos no chuveiro, nus e com Thomas me apertando contra a parede, enquanto eu sentia aquela coisa perto das minhas pernas.
Logo ele entrou em mim, me fazendo gemer:
- calma, Tina... – ele cochichava em meu ouvido. – o Didymius não deve estar acostumado com um casal de namorados se pegando no banheiro...
- certo, amor... – eu puxei seus cabelos, ele gemeu. – calma...
- tá bem...
CAPITULO QUATORZE
JARETH
Naquele momento, eu só pensava em sair deste maldito cativeiro! Como será que estava minha filha? Ah, se eu soubesse quem era o desgraçado que estava armando isso tudo...
- olá, querido; - ouvi uma voz familiar, a reconheci na hora. – está bem alojado?
- helena? Não, não pode ser...
- não se faça de idiota, Jareth, sou eu! Como você pode... eu passei anos te esperando, o nosso amor era tão lindo... porque foi ficar com aquela idiota da Sarah?
- eu achei que você estava morta! Como eu ia saber?
- você mal me procurou...
- eu passei dois meses te procurando, helena!
- mesmo assim! eu estava viva...
- se estava viva, porque não voltou para casa? Nossa filha me culpa até hoje por isso!
- ah, sua filha? Jareth, você tem uma incrível capacidade para ser corno, não?
- do que está falando? Não me diga que...
- sim, isso mesmo, a Valentina não é sua filha. Viva, o palhaço descobriu!
- mas... o nosso amor...
- o nosso amor acabou no exato momento em que você disse que só ia casar comigo quando a menina estivesse grande! Eu nem grávida estava, menti para você o tempo todo! A mãe da menina morreu depois de ela nascer, seu idiota!
- eu não ligo! É minha filha do mesmo jeito!
- ah, é? e você acha que ela vai preferir quem quando me vir? O pai que a trocou por uma mulher qualquer, que aliás é bem fácil de colocar um feitiço, ou a mãe que morreu de saudades dela?
- meu pai, óbvio; - Valentina apareceu, com Sarah ao seu lado e Thomas. – escuta aqui, não é porque você é minha mãe que eu goste de você!
- como não? – helena se assustou. – filha, eu...
- você me negligenciou esses anos todos! Ele não foi o melhor pai do mundo, todo mundo sabe disso, mas ele me criou, e estava comigo sempre que eu precisei!
- como ousa falar assim comigo, pirralha? – helena a encarou, tentando se aproximar, mas sendo impedida por Sarah. – me solte, sua...
- sua o que? – ela segurou-a pelo pescoço, irritada. – você me separou da única pessoa que eu amo! Eu não vou deixar isso assim, sua vagabunda!
Sarah começou a bater nela, e só foram separadas com a intervenção da guarda real, que a levou para um calabouço. Me soltaram de minha jaula, e logo que percebi Tina me abraçou, chorando:
- pai... o senhor tá bem? – ela me encarou, limpei seu rosto. – ela fez algo com você?
- não, filha... ela não me machucaria nem se quisesse.
Ela riu, se separando, e logo vi Sarah num canto, conversando com Thomas. Tina me entregou um cristal e comecei a ouvir a conversa deles:
“Thomas – então... você vai voltar para o reino humano?
Sarah – acho que sim, não tenho mais nada para fazer aqui...
Thomas – mas e o Jareth?
Sarah – eu não dou uma semana para ele querer a helena de volta. Ele sempre amou ela, eu sei disso”.
- nem sempre; - eu fiquei ao lado de Sarah. – Sarah, eu posso falar com você... em particular?
Thomas se afastou, eu me ajoelhei aos pés dela, pegando em suas mãos:
- Sarah, me perdoa... eu fui um idiota, sei disso... eu prometo que nunca mais vou te deixar...
- ah, Jareth, se levanta; - ela me puxou pela mão, sorrindo. – eu não sou fácil...
- entendo se não me quiser.
- eu não sou fácil, mas, como eu amo você e esse seu jeitinho, eu aceito as suas desculpas.
- ah, Sarah... – eu a beijei. – mas, espera, e a... Agatha?
- é sua filha, foi um feitiço daquela filha da... foi um feitiço da helena, a Tina já removeu.
- a Valentina? Mas... ela já tem poderes?
- já. É uma adulta, enfim.
- meu deus... eu estou velho, Sarah, só pode!
- calma, seu palhaço; - ela me beijou, rindo. – ela está crescendo, só isso. E, claro, a gente vai ter mais tempo para a gente...
- hm... – ela me beijou, mordi seus lábios. – sabe que eu estou com muitas saudades sua... acho bom tomar cuidado comigo...
- para com isso, Jareth; - ela me empurrou, rindo. – não sei se percebeu mas a sua filha está aqui também.
- ela não liga... devem estar se pegando pelos cantos, ela e o Thomas... a gente podia fazer o mesmo...
- certo, seu maluco...
Começamos a nos beijar, eu mais sedento do que nunca, e logo senti uma mão nas minhas costas:
- pai; - era Valentina. – eu posso te perguntar uma coisa?
- pode. – eu a encarei.
- o que o senhor faria se eu dissesse que estou grávida?
- o Thomas iria se ver comigo.
- bem... acho bom o senhor correr para alcança-lo.
- que? – eu a olhei, embranqueci. – Valentina, não me diga que...
- é, eu tô gravida... sabia que o senhor iria me matar, mas, calma, deixa eu me explicar...
Eu parei um pouco. Estava com vontade de matar Thomas, de pendurá-lo de cabeça para baixo num formigueiro, mas assim que senti a mão de Sarah na minha, me acalmei:
- Valentina, eu espero que vocês tenham juízo para criar essa criança; - eu beijei sua testa, sorrindo. – parabéns.
- parabéns digo eu; - Sarah riu. – você acabou de ser trolado pela sua filha.
- ãn?
- ela não tá gravida, Jareth, é brincadeira. Foi só para ver a sua reação.
- isso mesmo; - Valentina riu. – pode ficar calmo, pai, filhos só daqui a alguns anos.
- acho bom, você não consegue nem cuidar de si mesma, imagina de uma criança...
Ela riu e me abraçou:
- eu te amo, pai.
- também te amo, filha.
 


Notas Finais


Até logo meus lindos terráqueos <3
em breve minhas histórias estarão disponiveis para download
bjs <3


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