História We could be heroes. - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~SweetCathrine

Postado
Categorias Code: Breaker, The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Damon Salvatore, Enzo, Personagens Originais, Stefan Salvatore
Exibições 22
Palavras 2.705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiii mais um capítulo! Já vou me adiantando: me desculpem pelos erros gramaticais! Boa leitura <3

~SweetCathrine

Capítulo 3 - Feathers


Fanfic / Fanfiction We could be heroes. - Capítulo 3 - Feathers

  "Don't lose who you are in the blur of the stars!
Seeing is deceiving, dreaming is believing,
It's okay not to be okay.
Sometimes it's hard to follow your heart.
Tears don't mean you're losing, everybody's bruising,
Just be true to who you are!"

 "Não perca quem você é no borrão das estrelas
Ver é enganar, sonhar é acreditar
Tudo bem não estar bem
Às vezes, é difícil de seguir seu coração
Lágrimas não significam que você está perdendo
Qualquer um se machuca
Só seja verdadeiro com quem você é..."

                              Jessie J, Who You are.


20 de Abril de 2000
  
  Acordei em uma manhã de sexta-feira com um pouco de febre e dor nas costas. Por algum motivo ela se concentrava abaixo de minhas escapulas. 
  Estava sentindo uma forte ardência, mas precisava levantar e ir à escola para ser alguém sábio. Como meu pai disse: "A inteligência te faz vencedor na vida."
  Levantei da minha cama e fiz com que as cobertas e os travesseiros levitassem arrumando por si próprios. Coloquei meu vestido rendado branco e uma sapatilha.
  Olhei para a cama de Hailey, e ela não se encontrava mais lá. Ela já deveria estar acordada. Eu e ela dividíamos um quarto. Ele era dividido em duas metades.
  A parte de Hailey tinha uma temática mais sombria, as paredes pretas e a decoração com caveiras. O típico quarto de uma garota rebelde como ela. Já o meu era totalmente oposto, com paredes brancas e almofadas rosas. 
  Me sentei em frente de minha penteadeira para arrumar meus cabelos loiros. Quando estava prestes a pentear meu cabelo, escuto vozes. Olho a minha volta. Devo estar ficando louca, não vi ninguém. Continuo penteando e olho de relance para meu reflexo: Porque as coisas tinham que ser assim? Sempre escondendo quem eu realmente sou. Eu realmente gostaria de ser mais sincera com meus amigos e até mesmo com meu próprio namorado. Não podia contá-los que era uma mutante, se não me julgariam. Meu maior medo sempre foi que as pessoas que eu amo se afastassem de mim por causa de quem eu realmente sou: uma aberração. O único amor capaz de superar estas barreiras que eu conheci foi o de meu pai. E não gostaria de fazer nada que o trouxesse prejuízos. A imagem de mim e Hailey sendo levadas para um campo de concentração seria muito doloroso para ele. A morte de mamãe já foi o suficiente. Prometi a mim mesma que seria forte por ele. E eu era muito honesta para quebrar um juramento sequer, portanto não o decepcionaria.
  Senti lágrimas escorrendo pela minha face.
  - Não chore... -alguém falou.
  Levanto meu rosto e olho novamente para o espelho. Uma sombra estava falando comigo.
  - Q-quem é você? -perguntei assustada.
  - A transformação começara... 
  A sombra desapareceu e uma dor lascíva rompeu minhas costas. Como se algo estivesse perfurando, cortando, deformando e mutilando a mesma. A ardência era cada vez mais insuportável, algo estava rompendo a minha pele, havia algo de errado.  
  Precisava de ajuda.
  Sai do quarto me apoiando nas paredes do corredor. 
  Estava atrás da porta que dava acesso à sala de estar, quando escutei papai e Hailey brigando:
  - Você não pode fazer isso! - Papai falou irritado.
 - Eu faço o que eu quero. - Hailey retrucou.
 - Eu estou pensando no seu bem, magia negra não é a solução. - Charles rebateu tentando manter a calma.
 - Não você não está, você não sabe o que eu estou passando, não sabe como eu me sinto. - Minha irmã gritou com lágrimas nos olhos. - Eu sou uma aberração, algo que não deveria existir. Você viu minhas asas papai? São negras, negras!
 - Hailey meu amor, você tem que se acalmar. Vamos dar um jeito. - Meu pai tentava achar alguma solução.
 - Não você não vai dar um jeito, não tem como. Você não vê? Eu sou má, se não ainda mais vou virar. - Hailey soluçava. - A magia negra me ajuda a ficar calma. Não tem como fugir do meu destino. Eu vou acabar matando todo mundo.
 - Hey princesa, não pense assim. Vamos dar um jeito se ficarmos juntos. - Papai tentou abraçar minha irmã mais ela se esquivou.
 - Não. - Hailey gritou. - Ninguém pode me ajudar porque ninguém está passando pelo que eu tenho que passar. Chega de falsas promessas pai.
  Isto não poderia estar acontecendo. Hailey e papai estavam brigando muito ultimamente. Isto me deixava tão triste, eu não suportava. Eu sabia que no fundo ela o amava, mas Hailey nunca deixou isto claro. 
  E magia negra? Ela estava usando magia negra? Esta era a parte mais sombria e obscura do mundo dos mutantes. Asas negras também eram uma novidade. Ela nunca havia me contado isto.
  Minha visão começou a ficar embaçada, quando arrombei a porta e cai no chão.
  - Parem de brigar! -tentei gritar com todo o fôlego que me restava.
  Eles vieram correndo em minha direção preocupados.
  Alguma coisa saiu de minhas costas, causando grande dor.
  Plumas brancas caiam, como nas vezes em que eu brincava de guerra de travesseiro com Hailey e as almofadas estouravam. 
  Papai afastou as asa-deltas que me envolviam e faziam sombra em mim. Por um instante pude ver: eram asas brancas.
  Eu não sei se chorava de tristeza ou ria de felicidade.
  Por um lado eu sempre quis voar como uma fada, mas eu não fazia a mínima ideia de como esconderia  aquilo.
  Me apoiei nos ombros do meu pai e me levantei.
  - Você está bem? -ele perguntou.
  - Sim...
  Hailey olhou minhas asas com desolação e falou:
  - Eu não tenho mais motivos para ficar aqui...
  Ela saiu correndo de casa. Pensei na hipótese de segui-la, mas meu cansaço não me possibilitou.
  - Estou preocupado com ela...
  - Não se acanhe, eu a encontrarei na escola. -afirmei o tranquilizando.
  Ele suspirou e disse:
  - Se você quiser você pode faltar à escola hoje, este peso nas suas costas deve estar te matando.
  - Não mesmo. Eu tenho prova daqui uma semana e contando que ainda tenho que encontrar Hailey. Só tenho que achar um jeito de esconder isto. -apontei para as asas enormes.
  - Você deve ter controle de sua mente. É só você as imaginar encolhendo, e quando quiser usá-las pense o contrário. 
  Me concentrei em imagina-las encolhendo, e quando percebi elas não estavam mais ali.
  - Acho que isto dá para disfarçar. 
  - Sim. -concordei.
  O meu vestido de renda estava rasgado na parte traseira. Agora entendia o porque de Hailey ter fendas em suas roupas.
  - Eu tenho uma reunião daqui a 10 minutos. Tenho que me apressar. -Papai falou.
  Ele estava trabalhando muito ultimamente, e isto me deixava agoniada. Passava noites em claro desenvolvendo estudos e trabalhava o dia todo. Eu tinha uma grande curiosidade em saber o que ele estava tramando. 
  Papai estava envelhecendo mas ainda sim se esforçava e dava todo seu potencial.
  - Bom trabalho... Você vai poder jantar conosco hoje à noite? -perguntei.
  - Sim! E eu irei fazer a janta! -ele disse animado.
  Eu estava tão feliz! Fazia tempo que ele não jantava em casa. Nos despedimos e cada um tomou seu rumo.
 
  [...]
  
  Com as roupas trocadas, cheguei a escola um pouco atrasada.
  - Angelinaaaa! - Becky, minha amiga, veio em minha direção correndo.
  - Oi Becky.
  - Porque você não veio mais cedo? Você perdeu duas aulas muito importantes de química.
  Eu e Becky fazíamos parte do grupo de química. Já ganhamos vários troféus em competições com outras escolas, e até já representamos o nosso país. 
  - Desculpa, tive uns probleminhas antes de chegar aqui... -respondi.
  - Ahh, não tem problema! Depois eu te passo a matéria. Vamos lanchar, as garotas estão esperando na mesa.
  - Você pode ir na frente. Eu tenho que deixar meu material lá na sala.
  Estava caminhando pelos corredores em direção da sala, quando alguém me puxou pela camisa e me jogou no chão.
  - Se não é a crânio da escola...
  Meus materiais estavam todos espalhados pelo chão. Minhas costas já estavam doendo, e agora que cai no chão parecia que milhares da facas haviam atravessado a mesma.
  Zack Allen e sua gangue do time de futebol americano estavam me cercando e dando risada de mim. 
  Tentei me levantar mas eles ameaçaram me chutar.
  - Zack por favor me dê licença... -pedi.
  - Olha só galera, a aberração está com medinho... -ele disse ironicamente.
  Eu não conseguia usar meus poderes quando estava com medo. Ele me chamou de aberração... Eles estavam dando risada de mim.
  - Eu te deixo ir se você se ajoelhar diante de mim. -Zack mandou me sufocando.
  Estava me sentindo humilhada. Mas era a única maneira de sair dali. Eu já sabia que um dia isto ia acontecer, Hailey nem sempre estaria ali para me proteger.
  - Parece que Allen está querendo apanhar. - Ouvi a conhecida voz da Hailey e quando virei ela estava lá.
 - Somos adolescentes agora, eu sou muito mais forte que você. - Se gabou indo em direção da minha irmã.
   Em questão de segundos eu vi asas se abrindo atrás dela, não eram como as minhas, as dela eram negras como a noite. Asas aterrorizantes, lindas de um jeito assustador.
 - Tem certeza?! - Perguntou com voz de deboche.
   A expressão de Zack foi de arrogante para aterrorizada, mas ele não deixou transparecer.
 - Estávamos errados meninos. - Gritou se dirigindo aos garotos que haviam dado passagem para minha irmã. - Ela é a aberração. - Falou apontando para a minha irmã que nem se abalou.
   Hailey levantou sua mão em direção ao pescoço de um garoto, eu já sabia o que iria acontecer.
 - Hailey, controle-se. - Gritei.
 - Não Angelina, eles foram longe demais. -Respondeu desviando o olhar para mim por um segundo e logo voltando a encarar Zack, sua mão foi se fechando e o menino caiu no chão, totalmente sem vida. Seus olhos brilhavam em um tom de vermelho sangue.
   Todos no recinto estavam assustados, amedrontados. 
 - Só não te mato porque quero que viva tendo medo de mim, Zack. Talvez um dia eu volte acabar com a sua família, para você sofrer um pouco. - Hailey disse com áurea demoníaca. - Pense bem antes de fazer isso de novo.
   E com isso todos que estavam ali presentes se retiraram aos tropeços. Deixando eu e minha irmã sozinhas.
 - Viu o que a você acabou de fazer? - Gritei desesperada. - Você reclama que vai ficar malvada e o que não percebeu é que não adianta culpar o destino, você está fazendo isso sozinha. Você pode se apoiar em mim.
 - Quer saber Angelina?! Talvez eu esteja fazendo isso mesmo, e talvez eu queira ser malvada. Mas se não percebeu, você é sempre a querida, você é quem vai salvar todo mundo. Com seu jeito fofo e gentil. - Rosnou.
 - Você pode ser assim também, só tem que me deixar ajudar. Tem que parar de ser macabra. - Retruquei e vi a sua expressão se tornar triste. 
   Então me dei conta do que havia falado. 
 - Hailey eu não... - Falei mansa mas ela já havia virado as costas. - Eu não quiz dizer isso. 
 - Claro que quis. - Brandiu se virando para mim com lágrimas nos olhos. - Não se preocupe, você tem razão. 
  Então Hailey se retirou do recinto me deixando sozinha.
  Eu sou um monstro... Não devia ter falado aquilo.
  Comecei a juntar meus materiais e colocá-los em minha mochila. Estava tão tonta. Cansada.
  Alguém se abaixou para me ajudar a pegar os meus pertences.
  - Angelina, quem bagunçou sua mala? -Uma voz masculina falou.
  Levantei meu rosto. Era Logan, meu namorado.
  Ele me abraçou. 
  - Desculpa, eu sempre chego tarde demais...
  - Não tem problema! -falei contente.
  Tudo o que eu precisava era de uma abraço.
  - Eles mexeram com você de novo? 
  - Sim. 
  - Não fique triste por causa deles, são uns verdadeiros idiotas.
  Na verdade eu não estava tão triste por causa deles (já tinha me acostumado), e sim por causa de Hailey. Ela já estava passando por tantos problemas. Eu só queria abraçá-la e me desculpar. Falar que ela não deve se sentir diferente por causa de suas asas. Nós duas somos diferentes. Aberrações. Estamos juntas no mesmo barco.
  Ela que sempre esteve ao meu lado, nunca me chamou de aberração. Já eu...
  Um sentimento de remorso invadiu meu coração.
  - Posso te levar para assistir um filme hoje à noite? -ele perguntou.
  - Não posso...
  - Por que não? -ele fez cara de pidão.
  - Papai vai jantar em casa.
  - Compreendo. Ele quase nunca está lá. 
 - Tenho que ir agora...
  Logan me abraçou e entregou minha mochila:
  - Aproveite o jantar com seu pai.
  Nos despedimos e Logan foi embora.
  Olhei a minha volta para me certificar de que o que acabei de ver era real, e o corpo do garoto não estava mais ali.
  Como isto poderia estar acontecendo?
  Sai andando pela escola sem rumo. Não sabia o que fazer. Escutei as caixas de som da escola fazendo um anúncio:
  - Senhorita Angelina, por favor compareça à diretoria.

  [...]
  
  Estava na diretoria em frente à diretora Trunchboll.
  - Sente-se, por favor. -ela pediu.
  Me sentei em frente a sua mesa de trabalho e ela entregou dois papéis em minhas mãos.
  - Aqui estão os boletins. Eu a chamei para conversar sobre assuntos muito sérios...
  Papai sempre estava ocupado e, normalmente, eu tinha que comparecer às reuniões escolares.
  - Primeiramente, queria parabeniza-la pelo ótimo desempenho nos últimos meses. Então, queríamos te presentear com uma bolsa de estudos em Harvard, assim você poderia garantir um ótimo emprego.
  - Pensarei nisto. -respondi.
  - E em segundo lugar precisamos conversar sobre sua irmã em relação às notas. Houve um decréscimo em sua média com o passar dos anos. O que aconteceu com ela? 
  Não sabia onde enfiar minha cara. Hailey tem faltado as aulas constantemente, sem motivo algum. Talvez seja porque ela estava indo a rituais de magia negra? Ela conseguiu esconder isso muito bem de mim.
  - Ela está... Passando por problemas familiares. -inventei uma desculpa.
  A família Henderson sempre foi considerada uma família inteligente, todos os antecessores que passaram por esta escola se tornaram gênios e inovadores, por isto esta preocupação com as notas de Hailey que a Sra.Trunchboll tinha. Hailey tinha potencial, mas alguma coisa a distraia.
  - Entendo... Se precisar que contaremos com algum psicólogo... -Trunchboll sugeriu compreensiva.
  - Eu agradeço muito sua gentileza, mas não é necessário. Vou conversar com ela. -respondi sem hesitar.
  - Certo, então estamos de acordo. Obrigada por ter comparecido a reunião, Senhorita Angelina. 
  
  [...]

  A escola já tinha acabado e meu chofer havia chegado para me levar embora. Estava a caminho de casa. Enquanto estava dentro do carro insistia em tentativas frustradas de ligar para Hailey. Ela não estava atendendo minhas ligações.
  Espero que ela não tenha fugido de casa, porque ela não compareceu nas aulas. Minhas últimas esperanças eram de que ela e meu pai estariam me esperando em casa para jantar. Para onde mais ela iria?
  O chofer de meu pai recebeu uma noticia pelo seu rádio e pareceu atônito.
  - Senhorita Angelina, teremos que desviar a rota.
  - Porque Sr. Aiden? -perguntei.
  - Houve um incidente na casa de seu pai. O garçom James pediu que você e sua irmã fugissem para outro país o mais rápido possível.
  Não. Isto não poderia estar acontecendo! Será que algum ladrão invadiu a casa por causa do dinheiro? Ou um grupo de terroristas bombardeavam a casa?
  Estávamos praticamente chegando na mansão. Se corresse mais um pouco poderia entrar.
  Abri a porta do carro com o veículo em movimento.
  - Srta. Angelina por obséquio não saia do carro! -Aiden gritou.
  Sem escutar, pulei do carro e cai rolando no asfalto.
  Corri até à frente da casa e vi que os portões estavam abertos. Isto não era bom.
  Entrei e vi uma cena horrível: O jardim e a casa estavam pegando fogo.
  Era tanta fumaça no ar que eu mal conseguia enxergar o que tinha a minha frente.
  O papai estava me esperando para a janta...


Notas Finais


Como ficou? Comente aí embaixo!! ;)


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