História We Could Have Been Beautiful - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Outlast
Personagens Dr. Rudolf Wernicke, O Walrider, Personagens Originais, Waylon Park
Tags Eddie Gluskin, Gore, Hentai, Milesxwaylon, Outlast, Romance, Sexo, Sobrenatural, Terror, Walrider, Waylonxmiles
Visualizações 13
Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ah primeira e unicamente gostaria de agradecer os favs! Sério! Eu só esperava ter fav lá para o quinto cap. Kkkkkkkkkkk amo vocês. <3

Capítulo 3 - Segundo


Fanfic / Fanfiction We Could Have Been Beautiful - Capítulo 3 - Segundo

O despertador não toca e eu acordo desesperada para me arrumar, estou escovando os dentes correndo de um lado para o outro quando pego meu celular encima do criado mudo e checo as mensagem.

" Número Privado Para: Diana Lisa Staring de Recovery Asylum.

Senhorita Staring, o hospital comunica que seu turno do dia 06/09 foi alterado para noturno.

Gratos, Murkoff Corporation."

Ah que alívio! Jogo a escova de dentes longe e me deito na cama, não pensando duas vezes antes de voltar a dormir. Acordo às sete, meu turno começa a meia noite, janto tranquilamente, tomo um longo banho e passo o restante do meu tempo livre lendo as notícias. É minha primeira noite fazendo a guarda do Recovery, Meus colegas dizem que é muito mais calmo que o meu turno mas os guardas não são tão simpáticos.

Chego ao Recovery onze e meia, visto meu uniforme e logo um guarda me cumprimenta.

- Você é a Staring, não é? Meu nome é John. Primeiro dia no pesadelo? - O homem, gordo e careca, diz.

- Pesadelo?

- É como chamamos nosso turno. Como acha que é o sono desses loucos aqui dentro? Eles gritam, gritam e gritam mais... Até acordarem sem voz.

- Que horror. - Levo as mãos a boca, horrorizada com aquilo. Sempre imaginei que os pacientes tivessem pesadelos muito ruins mas confirmar isso me deixou... Triste.

- Você conhece bem o lugar, vai guardar o corredor 03. Se algum louco precisar de sedativo para dormir me chame pelo rádio.

Assinto com a cabeça e termino de me arrumar. Chego ao corredor 03 a meia noite em ponto, nas seis celas protegidas por grades reforçadas eu posso ver cada paciente, Jeremy dorme pesadamente na primeira, Adam está acordado e me cumprimenta com um aceno na segunda, Martin reza na terceira e não o interrompo, na quarta e na quinta os gêmeos dormem tranquilamente e por fim a sexta, onde Edward está sentado em um canto, abraçado aos joelhos, seus olhos encaram opacos o nada enquanto cantarola uma música que não conheço. Paro em frente às grades e espero que me note, mas não acontece nada.

- Eddie? - O chamo com um sussurro. - Eddie, por que está acordado?

- Querida. - Ele me nota e engatinha até as grades, agarrando as barras com uma expressão assustada. - O que você está fazendo aqui minha querida? V-você não pode ficar aqui... Eles vão... Estuprar você...

- Eles quem? 

- Eles... M-meus... Querida, saia daqui... Eles vão me pegar ... Você precisa me ajudar... E-eles vão me estuprar! - Edward sussurra até seu desespero tomar controle, o fazendo gritar.

- Cala a boca Gluskin! - Adam o repreende.

- De novo não Gluskin, puta merda! - Um dos gêmeos resmunga como se aquilo fosse corriqueiro.

- De novo! - O outro irmão logo em seguida.

- Calados! Não interrompam minhas orações ou irão para o inferno com a anticristo! - Martin ordena, fazendo todos se calarem.

Me ajoelho em frente à cela de Edward e ele me encara com uma expressão amedrontada, implorando por ajuda com seus olhos arregalados banhados por lágrimas.

- Eddie, ninguém fará nada com você, estou aqui para protegê-lo. Acalme-se por favor... - Tento acalma-lo usando um tom baixo e confiante. - Por que você não está dormindo?

- E-eles... E-eles m-me e-estupram quando d-durmo... - O pobrezinho explica entre soluços, estica o braço para fora das grades em busca da minha mão mas me afasto. - P-por favor... 

- Eddie, sabe que não posso... 

- P-por favor... M-me protege, papai quer me pegar... Ele não pode me pegar!

- Shiii... Shiii... - Entrelaço nossos dedos impulsivamente para acalma-lo, mas arregalo os olhos ao perceber a merda que fiz, aquilo poderia me matar! Ele poderia me puxar e me matar com facilidade já que tenho metade de seu corpo. Mas não é o que Edward faz, ele aperta nossas mãos com firmeza porém sem machucar, me puxa para perto e usa minha mão como almofada para seu rosto machucado, fechando os olhos e respirando fundo sentado com o braço escorado nas grades.

- Mamãe sempre disse que eu encontraria a mulher certa e seria muito feliz... - Edward sussurra após alguns minutos em silêncio recuperando-se do choro. - Hoje eu entendo o que ela quis dizer. Você me faz feliz minha querida, está comigo nos bons e maus momentos... Na alegria e na tristeza... Na saúde... E na doença... Minha noiva...

Antes que eu pudesse estranhar sua frase sinto o aperto em minha mão sumir, ele dormiu. Acaricio seu cabelo bagunçado com a mão livre, aproveito aquele breve contato ao máximo, contatos físicos não justificados são terminantemente proibidos, por sorte sua cela é um ponto cego das câmeras. Aos poucos me afasto e continuo fazendo a guarda.

O restante da madrugada passa como um raio, não paro de pensar no que Edward disse, em seu desespero, tão indefeso e frágil... Quis estar lá dentro para abraçá-lo. A manhã chega chuvosa, encontro meus colegas durante a troca de turno e conversamos sobre a noite.

- Ah que noite merda. Aquele idiota do Walker surtou outra vez, precisei de três sedativos para colocar aquele armário no chão. - Um guarda conta espreguiçando-se. - E você gatinha, como foi a noite com o padre? Sabemos que ele te odeia.

- Martin não me deu problema.  - Respiro fundo antes de terminar. - Mas o Gluskin estava bem assustado, isso é comum?

- Aquele babaca está sempre chorando, isso me irrita. - Outro guarda conta sem paciência. - É só chutar as grades ameaçando chamar o pai ou o tio que ele para na mesma hora.

- Que horrível, não façam isso com ele. 

- Ah qual foi gatinha? Está com peninha daquele filho da puta? Você sabe quantas mulheres ele estuprou e matou?

- Ele não é mal como os outros, ele nunca havia tratado do trauma... Não usem isso contra ele. - Estou mesmo defendendo um assassino? Ou estou defendendo o homem que chorou durante a noite com medo de sua infância traumática, implorando por ajuda?

- Hum... Agora eu entendo... - O guarda se aproxima com um sorriso malicioso nos lábios e para a poucos centímetros de mim. - Você sente tesão por aquele assassino babaca. Fica molhadinha quando ele canta aquela música, não é? Quer ser a noivinha dele e ir direto para a lua de mel foder...

- Cala a boca! - Grito o interrompendo. Sinto Meus olhos pesarem, um embrulho no estômago e meu corpo amolecer, penso que vou cair mas continuo imóvel. Aquela... Sensação... A escuridão...

- O-o que? Que merda é essa?! - Ele se afasta espantado. 

Eu poderia pedir ajuda, um copo de água, de preferência água benta. Mas serro os punhos com a pouca força que tenho, sentindo a escuridão aumentar. Então digo:

- Não ousem fazer nada o Gluskin... Agora... SAIAM!

Os vi correr para fora da sala dos funcionários e fechei os olhos, me rendendo ao desmaio. Acordo com o frio do consultório médico, o doutor Fuller diz que devo ter desmaiado de cansaço por não estar acostumada com o horário e concordo com medo do que a Murkoff faria se descobrisse algo sobre... A escuridão. Isso se eles já não souberem.

Mas que merda eu havia feito?! Os guardas contariam tudo! Maldita hora que quis defender um louco.



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