História We Remain - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Sobrevivencia, Zumbis
Visualizações 11
Palavras 1.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival
Avisos: Canibalismo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI :D
Meus agradecimentos a ~Milahriggs por comentar e a ~Simomd, ~bruxabennett e ~Curse_ por favoritarem. Bem vindos(as)!
Boa leitura e não se esqueçam de ler as notas finais o/

Capítulo 7 - Atlanta


- SEQUESTRADA? – April levou as mãos à cabeça.

- Não grite, desgraça! – Skyler beliscou o braço da garota – Margareth disse que Jenn acabou de pegar no sono.

- Essa é a nossa sorte. – disse Fred – Como será que a pobre garotinha irá reagir quando souber?

- Esperem aí. – interveio Jo – Nós ainda não temos certeza. Vamos parar de procurar?

- Não podemos deixá-la. – Anna concordou com a cabeça.

- Deixá-la? Mas ela nem está aqui! – resmungou Thomas – Todas as pistas que encontramos nos levam à hipótese do sequestro, o máximo que podemos fazer é procurar um pouco mais pela estrada.

- Falando nisso... Para onde vamos depois? – perguntou Louise.

- Devemos ir para o centro de Atlanta. Dizem que tem um lugar seguro por lá. – disse Anna.

- Também ouvi falar algo sobre isso no rádio dias atrás. – comentou Andrew.

- Prestarei atenção no trajeto, façam o mesmo. Um grito a qualquer sinal da moça. – disse Fred, posicionando-se novamente em seu banco.

Todos se olharam, e, desanimados, ocuparam seus lugares no grande ônibus amarelo mais uma vez. Durante o caminho nada foi dito: Todos pareciam estar presos e concentrados em seus próprios pensamentos. April colocava um cobertor sobre Melissa e Jenn, que estavam adormecidas, enquanto tia Margareth comia um bolinho em silêncio. Fred assobiava uma canção qualquer enquanto dirigia. Andrew, Skyler, Joanne, Anna, Thomas e até mesmo o pequeno Miguel procuravam vestígios do paradeiro de Alice pela janela.

- Parece que chegamos. – Fred suspirou, parando o ônibus e abrindo as portas.

- Chegamos? Chegamos onde? – perguntou Skyler, franzindo o cenho.

- No centro, ora.

- Mas... – Jo pegou o arco, colocou a aljava nas costas e desceu as escadas - Está tudo vazio.

- Estranho. – murmurou Andrew, descendo e parando ao lado da prima.

- Podemos pegar alguns suprimentos enquanto ninguém aparece. – sugeriu Thomas – E depois podemos procurar por alguém desse grupo de refúgio, zona, ou sei lá.

- E pela Alice. – disse Anna, arqueando a sobrancelha para o rapaz.

- Sim, claro, e pela Alice. – completou Thomas, com a voz arrastada.

- Então vamos começar. – disse Skyler, descendo com o machado em mãos (após de todos os protestos dos outros, que pediram a ela que ficasse em repouso por conta de seu machucado) – Dona Margareth, a senhora se importa de cuidar das crianças de novo? Parece que Jenn e Melissa não vão acordar tão cedo.

A senhora assentiu com a cabeça, tossindo.

- Um segundo, pessoal. – Thomas subiu no ônibus novamente.

Tirou da bolsa um revólver. Caminhou até Miguel, que observava tudo pela janela:

- Ei, parceiro. – o garotinho olhou para Thomas – Vamos sair e você vai ser o único homem no ônibus. Você tem uma missão: Cuidar das moças e não deixar que se machuquem. Sabe usar uma dessas?

- Mais ou menos... Meu irmão me ensinou uma vez. – disse o garoto, incerto.

O homem ensinou a Miguel rapidamente a travá-la e a dispará-la. O garoto prestava atenção em todas as suas palavras, assentindo com a cabeça a cada instrução.

- Vamos logo, Thomas! – Anna gritou de fora do ônibus.

- JÁ VOU! – começou a sussurrar - Eu não devia estar deixando isso em suas mãos, mas a tia Margareth me parece meio cansada. Você precisa ajudá-la a dar conta, ouviu?

Com a grande responsabilidade que lhe foi dada, o menino sorriu com confiança:

- Sim, senhor.

- Ótimo. – Thomas completou, antes de sair do ônibus – E cuidado com isso, só use se for realmente necessário.

- Agora que estamos todos aqui... Para onde vamos primeiro? – perguntou Louise, prendendo a besta em seu tronco.

- Vamos virar aquela esquina a esquerda. Tem uma loja da Sports & Cia. do lado do museu, lá podemos pegar algumas coisas úteis. – disse Thomas.

Todos assentiram e começaram a caminhar. Louise aproximou-se de Thomas e andou ao seu lado para sussurrar:

- Eu vi o que fez. Acha prudente deixar uma arma na mão de um garotinho?

- É só em caso de emergência, está bem? – Thomas disse calmamente – Não é como se ele fosse precisar.

Passaram a caminhar em silêncio, tensos. Os prédios, comércios e casas naquela rua pareciam todos desertos, alguns carros ocupavam algumas partes das ruas e alguns papeis e outros pequenos objetos estavam espalhados pelo asfalto. Aqui e ali, via-se alguns cadáveres no chão.  

A cerca de dez metros deles, dois errantes se aproximavam com seus passos desajeitados. O grupo decidiu ignorá-los até que estivessem perto o bastante para serem perigosos.

- Nada que não possamos cuidar... – disse Anna, segurando o bastão.

- Eu faço. – Andrew estufou o peito, apontando a arma para o primeiro morto-vivo e disparando-a, acertando seu crânio em cheio.

O rapaz mal teve tempo para se vangloriar de sua mira estranhamente boa. Thomas abaixou a arma do garoto e empurrou seu peito com violência:

- Quer nos matar? Qualquer um pode ouvir esse disparo!

Andrew engoliu em seco. A rua estava silenciosa, exceto pelo som do corpo do segundo errante abatido pela flecha de Jo que caiu com um baque no asfalto.

- Estamos precisando de flechas. – comentou Joanne, aproximando-se do morto para recuperar a sua e guardando-a na aljava.

- Se ninguém levou, devem ter algumas na loja. – disse Thomas - Só virarmos aqui e...

Ao virarem a tal esquina, os sobreviventes exibiram expressões chocadas ao se depararem com uma enorme horda de errantes próxima a eles e que não parecia ter fim, pelo menos, era o que seus olhos enxergavam.

- Puta merda. – April sentiu-se tonta – Seria legal se encontrássemos aquela zona de segurança agora.

- Vamos nos esconder ali! – Louise apontou para um tanque de guerra perto de um edifício.

- Não vai dar tempo. Vamos voltar para o ônibus! – gritou Fred.

Todos se viraram mas, quando o fizeram, avistaram mais errantes chegando da direção de onde o grupo viera. Entreolharam-se, desesperados. Joanne resmungou:

- Feliz, Andrew?

- Não enche!

- Eles estão chegando perto do ônibus... – a ficha de April caiu, a garota saiu em disparada – MELISSA!

- APRIL, NÃO! – Skyler gritou, correndo atrás dela e sendo seguida pelos outros.

April – sem dar atenção para nenhum deles - correu até o primeiro errante e perfurou seu crânio com o facão. Skyler, Thomas, Anna, Fred, Joanne e Andrew foram os primeiros a alcançá-la, formando um círculo e virando-se de costas uns para os outros. Literalmente, um massacre acontecia: Eram cabeças sendo decepadas, saraivadas de flechas, tiros e gritaria para todos os lados.

Anna e Louise pararam poucos metros atrás. Lutavam desajeitadamente porém com garra, uma tentava dar cobertura para a outra.

- Não podemos ficar aqui! – gritou Anna, derrubando um errante com um chute e acertando-o várias vezes com o taco.

- Eu não sei se consigo por mais tempo, mãe! – Louise arfou, limpando o suor da testa e carregando a besta.

As criaturas começavam a se aglomerar em grande escala em volta do grupo. Ouviu-se um barulho estranho que fez Anna arregalou os olhos:

- Mas o que...?

As portas de um museu do outro lado da rua se abriram com um estrondo. Ouviram-se vários sons de tiro, e em questão de segundos uma porção errantes já haviam sido atingidos.

- VOCÊS AÍ, NO CHÃO! Leroy, me dê uma mãozinha aqui.

Anna e Louise foram as primeiras a obedecer. Os tiros ensurdecedores continuaram por uns segundos e finalmente cessaram. A mãe levantou-se, ajudando a filha, e ambas correram até o resto do grupo.

Todos olharam para as portas e se depararam com duas figuras desconhecidas: Um garoto magro de cabelos cor de palha, calça jeans e suéter marrom segurava uma Glock g25 com a mão direita enfaixada e, ao seu lado, estava uma garota de longos cabelos loiros presos em uma trança, botas, calça militar e uma camiseta suja com a Hello Kitty estampada pulando em cima de um arco íris. Ela segurava uma AK-47.

- Estão esperando o quê? Tem mais deles vindo por ali! Entrem logo, precisamos fechar as portas. – e a moça deu as costas.


Notas Finais


E aí, o que acharam?
Algum palpite sobre esses dois?


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