História We were hiding how we really felt - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Alura Zor-El, Astra In-Ze, Cat Grant, Eliza Danvers, Hank Henshaw, James "Jimmy" Olsen, Jeremiah Danvers, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Lucy Lane, Maggie Sawyer, Non, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara Danvers, Kara X Lena, Karlena, Lena Luthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 198
Palavras 4.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Droga, Alex...


"Eu fiquei meia hora te esperando lá em baixo", reclamou Winn entrando no apartamento carregando varias embalagens de comida.

"Deixa de drama que só faz cinco minutos", disse a loira indo até ele.

"Sabe Kara, uma hora ou outra você terá que usar o elevador", o moreno repetiu.

Desde que Kara descobriu que Lena morava no apartamento em frente à garota parou de usar elevador ou até mesmo a porta. Ela entrava e sai do apartamento pela janela — como já fazia antes, mas agora essa era exclusivamente a sua única rota de entrada ou saída do apartamento. A loira não queria arriscar um encontro embaraçoso com uma conversa desconfortável no elevador ou qualquer contato com a Luthor, pelo menos não por enquanto.

Embora as palavras de Alex tenham sido dolorosas em primeira estância elas não eram sem fundamento. Lena Luthor a tinha destruído uma vez e Kara não podia deixar que ela a destruísse novamente.

"Na verdade eu não preciso usar o elevador. Ao contrario de muitos eu posso voar", a loira fez pouco caso da situação.

"Então quando você estiver acompanhada de outro que não seja eu você vai simplesmente voar pela janela também?", questionou. "E se fosse James com você?"

"Erm...", ela ainda não tinha pensado em tal possibilidade.

Em cima da mesa seu celular começou a tocar e Kara deu graças por isso. Porém qualquer sentimento de gratidão foi embora rapidamente quando ela viu de quem se tratava a ligação. A garota de aço apenas rejeitou a chama e desligou o aparelho.

"Alex?", Winn perguntou apenas por fazê-lo.

O rapaz estava a par de tudo. Desde o encontro com Lena a briga com Alex. Kara lhe contou até sobre o passado das duas e como de uma hora para outra a Luthor simplesmente evaporou de sua vida. E por ter conhecimento de todos os fatos Winn nem pensava em julgar a amiga por evitar qualquer espécie de contato com sua nova vizinha, entretanto ele achava que ignorar a Danvers mais velha era desnecessário e desgastante para todas as partes.

"É a quarta vez que ela liga na última hora", Kara bufou.

Ela já não estava mais com raiva, muito menos no clima para encarar Alex e admitir que a irmã tivesse razão.

"Já faz três dias", falou um com certa indignação. "Kara já esta na hora de você falar com ela!"

"Eu sei Winn!", concordou com um grito. "Mas é que eu não consigo encarar a Alex no momento. Ainda depois de tê-la expulsado", ela desabou no sofá. "Céus, Winn! Eu expulsei a minha própria irmã, eu nunca tinha feito isso antes", lamentou. "E ela ainda fica ligando o tempo todo. Ela devia esta com raiva de mim, não preocupada", reclamou. Para ela seria muito mais fácil se Alex simplesmente ficasse irritada consigo.

"Kara ela é a sua irmã mais velha", lembrou o rapaz indo sentar-se com ela. "O trabalho de uma irmã mais velha é esta lá quando sua adorável irmã caçula fizer merda", brincou o rapaz arrancando um sorriso da amiga. "Não ha besteira tão grande que você possa fazer que vá manter Alex longe de você por muito tempo.", Winn abraçou a amiga de lado e trouxe a cabeça dela para seu peito. "Kara, ela te ama assim como eu e não importa quão seja a estupidez que faça ou quão grande a merda na qual se meta, nós sempre estaremos aqui para você.", falou sorrindo.

"Obrigada Winn", disse abraçando ele de volta.

"Às ordens", o rapaz sorriu. "Agora, vamos comer?"

"Claro!"

[...]

"Droga Kara", disse Alex frustrada soltando o celular sobre a mesa para logo após massagear as têmporas.

"Danvers, ainda aqui?", uma voz grave e masculina chamou Alex de volta para a realidade.

"Desculpe senhor", falou a castanha juntando suas coisas. "Eu já estava indo, é só que...”

"Sua irmã ainda não esta falando com você, não é?", perguntou o homem com genuína preocupação.

"Três dias", bufou Alex. "Já faz três dias. Desde que nos conhecemos o máximo de tempo que Kara ficou sem falar comigo foram os dois minutos que ela levou do carro até a porta da frente quando nossos pais a trouxeram para casa!", desabafou. "Sinto muito senhor, não devia estar falando sobre essas coisas", lamentou retomando a compostura.

"Não se preocupe Alex", falou em compreensão. "Tenho certeza que você e sua irmã vão se entender, assim como tenho certeza que você vai para casa e vai dormir no mínimo seis horas, certo?", aquilo soou mais como uma ordem do que como uma pergunta.

"Claro senhor", Alex deu um pequeno sorriso e depois saiu.

Henshaw estava certo, ela precisava se distrair um pouco. Havia dias que não dormia direito, desde muito antes de brigar com a irmã. O trabalho a estava consumindo, Alex não sabia o que era pior o estresse ou deixar Kara acreditar que ela ainda trabalhava em um simples laboratório. Danvers estava cansada, tanto física quando mentalmente. Por isso iria sair e se divertir um pouco e já que Kara não atendia suas ligações, ela chamaria a única outra pessoa que a fazia esquecer o trabalho.

"Você quer sair?", Alex foi rápida em perguntar. Ela mal esperou a pessoa do outro lado dizer 'alô'.

"Sempre", respondeu a mulher do outro lado da linha com um tom alegre. "Mas eu não sei se quero sair com você”.

"Por que não?", Alex ficou um pouco magoada com o comentário.

"Talvez seja por que da última vez que saímos você sumiu por dias", lembrou. Ela não soava chateada ou com raiva, na realidade parecia achar tudo aquilo divertido.

"Oh isso. É que bem... ahn... er...", balbuciou nervosa.

"Alex, tudo bem", a outra riu do nervosismo de Alex. "Honestamente acho que teria feito à mesma coisa se estivesse no seu lugar".

"Desculpe Lu", pediu com sinceridade.

"Hum, Lu é?", disse com malícia.

"Sim, algum problema?", perguntou no mesmo tom da outra.

"Não, nenhum", a garota riu. "Na verdade eu gostei”.

"Ótimo", Alex sorriu. "Então Lu, que tal eu me redimir te proporcionando uma ótima noite?", perguntou a castanha com esperança.

"Okay Danvers. Você venceu. Em meia hora no meu apartamento", falou antes de desligar.

[...]

"Alexandra Danvers", falou a morena quando a abriu a porta.

A anfitriã estava em roupas casuais. Vestia um short curto e uma blusa simples, seus cabelos estavam molhados e ela tinha uma tolha em volta do ombro. Em seu rosto a garota cultivava um grande e amigável sorriso.

"Lucy Lane", Alex sorriu de volta. "Você não vai sair assim? Vai?", a castanha perguntou com diversão.

"E quem disse que vamos sair?", Lucy rebateu com um sorriso malicioso.

"Mas eu pensei...".

"Não pense Alex", disse Lucy puxando a outra para si e lhe beijando com intensidade. "Isso só te faz mal", falou mordiscando o lábio de Alex e sorrindo.

A verdade é que ambas estavam inteiramente preparadas para ‘o finalmente’, por isso não ligavam se algum contratempo as afastasse de qual fosse o lugar para onde Alex planejava arrastar Lane e as levasse para outro lugar. E o contratempo era a própria Lucy.

Na mente de Lucy era tempo demais a ser desperdiçado, tempo que elas provavelmente passariam reprimindo o desejo sexual em uma mesa de restaurante ou uma sala de cinema enquanto poderiam estar claramente aproveitando o máximo uma da outra. Para ela simplesmente não fazia sentindo esperar.

E com consciência disso Alex colocou as mãos na cintura da menor e lhe empurrou para o interior do apartamento. Lucy sorriu de satisfação durante o beijo, ciente de que ela concordava plenamente com seu ponto de vista e empurrou a porta magicamente atrás de Alex a jogando contra a mesma em seguida. As costas de Alex bateram contra a porta lhe roubando um pouco de respiração e ela fixou-se nos olhos claros da morena à sua frente.

“Alguém esta com pressa”.

Lucy deixou a boca da Danvers e lentamente levou seus lábios pelo pescoço da mulher — aproveitando para deixar algumas marcas pelo caminho. Ela desceu até seu ombro, fazendo questão de marca-lo também, e então refez seu caminho passando pelos lábios convidativos de Alex e indo até o pé de sua orelha.

“É que eu não quero te dar a chance de fugir”, Lucy sussurrou. A respiração quente da menor fez Alex desfalecer por alguns instantes torturantes.

Lucy tinha um sorriso provocante, os cabelos molhados emoldurando seu rosto com graça, mas ainda assim era uma imagem que provocava um fogo inestimável. Mesmo que tentasse, Alex não conseguiria explicar o que se passava com aquela mulher e também não queria. Para seu corpo era suficiente saber que Lucy Lane era uma das mulheres mais gostosas do mundo e que ela a teria na cama quando quisesse.

“Estava com saudades”, Lucy disse.

Essa frase soaria romântica na boca de qualquer outra pessoa, mas não quando ditas por uma daquelas duas e não naquela situação — para elas aquela frase só abria a porta para um compilado de lembranças de tardes, noites e madrugadas recheadas de transas sensacionais. Aquelas palavras não aqueciam o coração de nenhuma das duas, mas incendiava o corpo de ambas.

Alex segurou-a pelo pescoço e puxando-a para um beijo. Lucy se deixou levar e até deu impulso ao movimento, colando seu corpo ao de Alex com maestria. Os corpos de ambas simplesmente se encaixavam um no outro, elas tinham tanta experiência nisso que era praticamente impossível explicar que aquilo não era de fato um ‘relacionamento’.

Era impossível decidir se o que acontecia em suas bocas era uma briga ou uma dança, o beijo era firme e intenso e elas se puxavam uma para a outra o máximo que conseguiam. Havia um desejo enorme de se aproximar, de causar mais contato e isso era glorioso, era avassalador. O corpo pequeno de Lucy Lane simplesmente se perdia e abraçava o corpo de Alex Danvers e juntos eles quase sublimavam.

Lane colocava força contra o corpo de Alex, deixando a mais alta cada vez mais presa contra a parede e roubando ainda mais sua respiração. O beijo aumentava em necessidade de modo quase exponencial.

As mãos de Lucy começaram a abusar do corpo de Alex discretamente para que quando a mais alta percebesse já estivesse praticamente toda marcada. Suas mãos hábeis de arquiteta serviam para muito mais do que apenas traçar linhas, elas deslizavam pelo corpo de Alex com a mesma maestria que a morena tinha ao fazer os traços de um projeto complicado, receado de curvas e detalhes secretos que apenas ela conhecia. E era a isso que o corpo de Alex se assemelhava, ele era um belo projeto cheio de sinuosas curvas e detalhes minuciosos que Lucy conhecia perfeitamente. Lane sabia o que fazer e como fazer com cada parte do corpo de Alex para atiçar a mulher, sabia exatamente onde arranhar, onde riscar, onde apertar e onde levemente passear.

Alex estava sentindo o efeito de cada toque de sua sabedoria, seu corpo estava respondendo muito bem a isso e deixando claro que ela estava fazendo um trabalho maravilhoso. Mas Alex também queria se divertir, afinal, ela queria mais que a sua boca na dela, mais do que ser abusada. Ela queria tocar.

Com a habilidade de anos de treinamento — na academia e na cama — Alex desceu rapidamente as suas mãos para a cintura de Lucy e a virou, jogando-a contra a porta. O baque com a porta levou Lucy a arfar profundamente com um meio sorriso de surpresa e satisfação, Alex se aproveitou do momento e prolongou a arfada lenta que saia dos lábios de Lucy. Ela jogou a toalha que ainda estava no ombro da mulher contra a parede e rapidamente passou a mão por dentro da blusa da mulher (adivinha quem não estava de sutiã?) achando seus seios e dando continuidade ao que iniciou da última vez em que haviam se visto e foram bruscamente interrompidas. A boca de Lucy formou um perfeito 'O' enquanto ela perdia a respiração por alguns segundos.

Alex retornou seus lábios ao de Lucy enquanto iniciava uma massagem nos seios da mulher, suas mãos ágeis e firmes tiravam e colocavam força nos momentos exatos para causar um exímio prazer. Já as mãos de Lucy se ocupavam como podiam com o resto do corpo de Alex, elas encontram sua bunda pelo caminho e Lane fez questão de lhe puxar para mais perto de si pelo lugar mais oportuno possível. Achou um caminho estratégico para dentro da sua calça e fez de lá seu paraíso, arranhando toda a área que conseguia tocar dentro das calças de Alex.

Suas respirações e respostas aos toques eram os únicos sons no ambiente, entravam e saiam do corpo uma da outra tão rápido quanto um pomo de ouro corta os céus durante uma partida de Quadribol. Era tudo que elas precisavam. O suficiente para lhes tirar de si mesmas.

Lucy passeou tanto pela calça de Alex que encontrou o caminho para a sua intimidade, mas não era isso que Alex queria que ela fizesse agora. Não era isso que Alex a deixaria fazer, por enquanto.

"Nós estamos com pressa, mas não tanta pressa", Alex disse separando o beijo.

“Se você diz, Alexandra... O jogo agora está em suas mãos”, Lucy mantinha um sorriso no rosto, este que deixava claro que ela sabia exatamente onde aquilo iria terminar e que ela não se importaria em pegar o caminho mais longo até lá. Seu sorriso também deixava claro que a morena tinha total consciência das consequências de chamar Alex de Alexandra, pela segunda vez naquela noite — a castanha ficaria possessa e extravasaria tudo aquilo no sexo, tudo o que Lucy mais queria.

“A melhor escolha que você já fez na sua vida”, Alex disse sorrindo enquanto pegava a menor no colo, as pernas de Lucy rapidamente abraçaram a cintura de Alex com devoção e suas unhas se deliciaram com o cabelo de Alex lhe beijando novamente. Aquela posição era divina — e Alex nunca ficou tão feliz por ter a certeza de que suportaria aquilo por quanto tempo fosse necessário.

As unhas de Lucy causavam tanto prazer quanto a sua boca — Alex não tinha ideia de como ela conseguia manter aquelas unhas com o seu trabalho, mas não podia duvidar de nada vindo de Lucy Lane. Ela fazia coisas incríveis e ninguém realmente se importava com ‘o como’, porque Lucy as coisas simplesmente aconteciam. E foi assim que a blusa de Alex caiu no chão atrás dela sem que Lucy descesse do seu colo. Alex sentiu suas unhas tocarem a pele agora nua das suas costas e subirem até a sua nuca e então retornar para o seu cabelo, isso aconteceu repetidas vezes enquanto Alex tentava se concentrar no caminho pela casa.

Ela não estava enxergando nada e sabia que a situação poderia ser melhor. Então, ela fez a situação melhor.

Em algum lugar entre a porta de entrada e a saída da cozinha, Alex aproximou-se da parede e prendeu Lucy contra ela. Suas unhas foram da bunda de Lucy, onde ela segurava a morena com muita determinação e subiram levemente levando a blusa dela consigo. Lucy sentiu todas as diferentes áreas de suas costas serem tocadas delicadamente pelas unhas de Alex, uma sensação leve demais para ser efervescente, mas bem feita o suficiente para ser enlouquecedora.

Alex estava prestes a retornar seu trajeto para o quarto quando se recordou que Lucy não tinha nada por baixo da camisa, logo, agora que ela estava de frente para o paraíso não podia simplesmente ignora-lo.

Com as costas coladas na parede, Lucy permaneceu por alguns segundos e recebeu o melhor tratamento da sua vida. A boca da Danvers com seus lábios finos e quentes marcavam deliciosamente cada pedaço dos seios da menor. Suas mãos trabalhavam em conjunto, sendo a pressão do corpo de Alex sobre o de Lucy a única coisa que lhe mantinham naquela posição. Lane estremecia de excitação e friccionava seus dedos contra a cabeça de Alex, incentivando cada um dos seus movimentos com toda a concentração que lhe restava.

Quando ‘se deu por satisfeita’, Alex desencostou o corpo de Lucy da parede e continuou o caminho até o fim do corredor. Empurrou a porta do quarto e sentou Lucy na sua cama king-sie. Lucy finalmente recobrou seus sentidos e assistiu com uma enorme devoção a moça a sua frente.

Ela prendeu Alex, que estava de pé entre as suas pernas na cama. Aproximou o corpo dela agarrando com força sua bunda e a puxando para perto, Alex fraquejou por um leve segundo se segurando no corpo da morena que sorriu de prazer. Sem pedir ou esperar, Lucy começou a tirar a calça de Alex, que simplesmente aceitou essa parte do plano e ficou seminua de frente para a mulher.

O corpo de Alex era aplaudível. Todas as coisas em perfeitas e em generosas proporções, tudo em harmonia e encanto. Alex retirou o sutiã de ambas antes de subir na cama e levar o corpo de Lucy completamente ao colchão junto com ela. Pela segunda vez na noite elas se encacharam magicamente, agora deitadas e nuas com o corpo tendo o maior nível de contato que conseguiam no momento.

Alex conseguia sentir o corpo quente de Lucy sob o seu e Lucy sentia o mesmo — além de uma umidade incontrolável na sua intimidade.

Lucy deslizou um pouco para baixo no colchão, ficando a altura dos seios de Alex. Ela poderia virar as duas na cama, porém sentia que tudo funcionaria perfeitamente ali onde estava. E ela fez acontecer exatamente assim. Sua boca foi de encontro ao seio direito de Alex, enquanto sua mão massageava o esquerdo. Alex fez o máximo que pode para se manter exatamente como estava e deixar a morena trabalhar sob o seu corpo; em teoria era uma ideia genial, que se provou extremamente difícil de ser executada.

Os movimentos de Lucy se alternavam, intensificando-se e até parando, mas nunca terminaram realmente. Ela arranhou, chupou, mordeu e marcou o corpo de Alex com as mãos e com a boca. E Alex arfou, gemeu e apertou os lençóis lutando miseravelmente para manter-se instável. Alex teria conseguido se Lucy não tivesse decidido que não era isso que ela queria para a castanha naquele momento.

Um frio percorreu a espinha de Alex e a derrubou de vez quando os dedos de Lucy infiltraram-se na sua calcinha e a tocaram sucintamente.

“Porra”, Alex gemeu se curvando sobre o corpo de Lucy no colchão.

Lucy sorriu e empurrou o corpo de Alex, se colocando em cima do mesmo logo em seguida. Suas pernas apoiadas uma de cada lado do corpo de Alex, sua mão direita lhe mantendo equilibrada e a outra se movimentando sucintamente na intimidade da mulher. Alex a observava olhar ilegível e o lábio reprimido entre os dentes.

Lucy se inclinou cuidadosamente para o pescoço de Alex já que não podia ocupar sua boca e impedir gloriosos gemidos de saírem dali. Alex estava arfando no ouvido de Lucy de uma maneira encantadora, controle era algo que estava muito distante de Alex no momento. Lucy também mal sabia como estava conseguindo manter-se firme sobre o corpo dela.

As mãos de Alex desenharam toda a silhueta de Lucy, apertaram sua bunda forçando o corpo da senhorita contra o seu e levando seus dedos até o prato principal. A questão agora era saber quem cairia primeiro.

Os dedos quentes de Alex encontraram a intimidade de Lucy. Seus dedos corriam com facilidade sobre a intimidade receptiva de Lucy — e ela mal podia esperar para tê-la sobre o seu rosto.

Agora Alex não era única sem fôlego.

“Droga, Alex...” Lucy disse em um fiapo de voz.

Alex não conteve um sorriso satisfeito e altivo enquanto aumentava a velocidade dos seus movimentos. Seus dedos, indicador e médio, indo e vindo sobre o centro da intimidade da morena, enquanto os dedos da morena faziam o mesmo na sua.

Aquele era uma cena maravilhosa para se admira, com seus corpos perfeitamente encaixados — trazendo-lhes aquilo que o sexo sempre deveria trazer para todos os envolvidos, prazer simultâneo. Era quente, excitante, delicioso e até poético.

Ondas de calor intermináveis preenchiam os corpos de ambas a cada segundo, elevando suas cinturas, mexendo seus quadris e percorrendo o caminho de suas colunas de modo destruidor. Nenhuma das duas se seguraria por muito tempo e nem de longe acreditavam que deviam fazê-lo — afinal, isso nunca significava o fim.

Era um jogo de imitações, o que uma fizesse a outra receberia em dobro, e assim elas ficariam até chegarem a um ponto em que elas não poderiam mais se submeter — e isso era muito longe de onde já estavam.

Alex, com toda a delicadeza, a penetrou. Seus dedos correram bem vindos para o interior da intimidade de Lucy que sentiu seu corpo cativado com prazer enquanto sua boca aberta no ouvido de Alex gemia de um jeito tão maravilhoso que tudo que Alex conseguia pensar era que queria ir mais fundo na próxima estocada. Cada gemido de Lucy era um combustível para que Alex fosse muito mais rápido, com ainda mais força e a Danvers, com muito prazer, seguia seus instintos e acelerava seus movimentos.

Quanto mais Alex a penetrava, mais Lucy estimulava a mulher que arfava mais e fazia com que Lucy gemesse ainda mais. Era um ciclo de prazer sem fim.

A mão livre de Lucy foi em direção a sua própria intimidade, segurou o pulso de Alex com firmeza e empurrou-o da maneira mais gentil que conseguia para mais dentro de si. Ela queria mais, ela queria muito mais. E Alex lhe daria mais, a castanha lhe daria tudo que quisesse — pois não há limites quando se trata de prazer.

Alex queria a satisfação ver gozar em dedos de Lucy, então ela decidiu intensificar as coisas. Alex deslizou mais um dedo para a intimidade de Lucy, que abriu a boca para um gemido, embora já não tivesse forças para tal ato. Alex se ergueu no colchão, ficando com Lucy sentada no seu colo e se mexendo ansiosamente sobre o seu dedo.

Lucy cavalgava sobre os dedos de Alex, a sua cintura subia e descia enquanto o resto do seu corpo acompanhava e dançava com os seus movimentos. Alex não sabia o que explorar primeiro; não sabia o que tocar primeiro, então fez o máximo que pode para cobrir tudo. As mãos de Lucy se agarravam firmemente ao corpo de Alex, com as unhas fincadas na sua nuca e forçando os lábios de Alex contra o seu pescoço.

“Alex...”, Lucy gemeu.

Aquilo não dizia nada, porém Alex sabia o que significava obviamente. Ela sabia ler o corpo de Lucy tão bem quanto sabia atirar.

Alex não queria que Lucy gozasse nos seus dedos, ela queria aquilo na sua boca, ela queria que ela se derretesse no seu rosto. Por isso, com as costas no colchão e as pernas de Lucy ao lado do seu corpo, a castanha se preparou para a melhor refeição da sua vida. A intimidade de Lucy se assentou perfeitamente nos lábios da agente e o seu corpo derreteu facilmente com os movimentos da língua de Alex.

As mãos de Lucy correram sobre os cabelos de Alex enquanto ela tentava, com muita dificuldade, manter-se ereta e quieta sob a sua boca. Por fim, com as costas arqueadas em prazer, Lucy teve um orgasmo angelical com os olhos verdes fixados aos olhos avelã de Alex.

[...]

Lena estava acabada. Fazia dois dias que não tinha uma boa noite de sono e que não voltava para casa. Ela estava evitando sua nova vizinha; no entanto para a Luthor as coisas poderiam seguir de forma 'normal', porém a mulher tinha certeza de que a loira ainda não estava pronta para cruzar com ela pelos corredores e por isso decidiu manter distancia. Hunter havia oferecia seu apartamento como um refúgio para a morena, contudo, ela recusara. Lena não precisa da casa do amigo como esconderijo, afinal tinha dinheiro o suficiente para ficar em qualquer hotel e, principalmente, dinheiro o suficiente para passar suas noites indo de bar em bar — como vinha fazendo há dias.

Agora que seu organismo havia se livrado de qualquer vestígio da morfina que até pouco tempo atrás a estava matando aos poucos, a morena podia 'saborear' o álcool novamente. E ela estava, literalmente, aproveitando cada gota.

Lena estava deixando o seu terceiro bar, mas bêbada que um irlandês. Tão alegre como alguém preste a entrar em coma alcoólico estaria e tão infeliz quanto alguém que tenta afogar suas magoas na bebida em vão.

O mundo rodopiava; seu andar era tão mole que ela nem ao menos sentia o asfalto contra a sola de seus sapatos desnecessariamente caros. As baforadas quentes que vinham da saída de ar do metro lhe embrulhavam o estômago; tudo parecia conspirar para passar uma sensação de mal-estar.

Dizer que ela estava deplorável é um eufemismo.

Com dificuldade Lena conseguiu chamar um táxi e com ainda mais dificuldade conseguiu informa ao motorista o endereço para qual o veiculo deveria seguir. A morena apagou durante o trajeto que levou uns trinta minutos e quando acordou estava em um estado de confusão mental ainda pior, a junção de sono e embriagues nunca é boa.

O prédio onde Lena terminara não era o dela, muito menos de Hunter. O prédio de quinze andares localizado na zona nobre na cidade era a moradia de alguém que Luthor jurou nunca mais importuna, uma promessa que estava prestes a quebrar.

Ela adentrou o lugar; tomou o elevador e tropeçou pelo longo corredor de paredes irritantemente brancas sem que ninguém cruzasse seu caminho. A mulher parou em frente a uma das inúmeras portas idênticas que ladeavam o corredor, a única coisa que diferenciava a que Lena escolheu das demais era o número '707' que enfeitava a madeira colorida com um claro tom de cinza.

Uma verdade é que Lena não fazia a menor ideia se estava diante a porta certa ou até mesmo se estava no prédio certo, entretanto ainda sim ela levou os nós de seus dedos até a madeira e bateu nela de forma vagarosa.

E ela continuou a dar leves socos na porta até que ela foi aberta revelando uma morena despenteada e com o roupão torto que mudava sua expressão de irritada para surpresa.

"Acho que eu te atrapalhei", Lena falou com a voz embriagada e um triste sorriso enfeitando seu rosto.

 


Notas Finais


Gostaria de agradecer a Nick por essa inteiração AgentLane (nem sei se é o nome certo, mas eu gosto de falar isso) maravilhosa que tem quase três mil palavras é basicamente o capitulo todo. Então, resumindo, Nick escreveu isso e eu só ajudei.


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