História We will be like a dream - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Melhores Amigos, Original, Romance
Exibições 9
Palavras 1.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLÁ, AMORES. Vou ser breve. A fanfic está quase chegando ao fim, pretendo terminar ela até o fim do mês de dezembro. Estou tão feliz que vocês estão lendo e gostando. Obrigada, obrigada, obrigada, corações. <3

Capítulo 18 - Safe and Sound


Fanfic / Fanfiction We will be like a dream - Capítulo 18 - Safe and Sound

Voltar aqui era estranho. Meu quarto ainda era o mesmo. As mesmas fotografias nos mesmos lugares. A grama havia sido aparada e haviam poucas flores abertas, o resto estava se preparando para renascer, quietas em seus botões. As crianças do meu bairro chutavam as folhas que estavam caídas na rua. Era quase 17:30 da tarde, tinha pegado o voo mais rápido que tinha. Enquanto me olhava no espelho, colocando um brinco, olhei pela vidraça do meu quarto, e vi que apesar do por do sol ter ido já, o céu continha uma coloração que iluminou meus olhos. Uma mistura de laranja, com rosa e vermelho, típico de dias de outono. Se fosse em outras ocasiões, eu teria sorrido, mas minha expressão continuou séria e eu segurei para que minhas lágrimas não descessem. Olhei novamente para o espelho e para dentro de mim. Estava tudo cinza.                                                                                                                                                                                  Eu sabia que ele não sabia que eu estava aqui, e eu sabia que seria um choque para ambos, diante de toda aquela situação. E enquanto eu parava meu carro em frente do prédio, me peguei pensando se aquela era a coisa certa. Subi as escadas com o coração na mão, e quando avistei a única coisa que nos separava, senti tudo girar mais lento, enquanto olhava fixamente para minhas botas, hesitante se deveria tocar ou não a campainha.

- Oi, Katerina. Com é bom ter você de volta. O Ben, eu, sentimos tanta sua falta. Ele precisa tanto de você. - a senhora Nory dizia com uma expressão de dor no rosto, enquanto me abraçava. Parecia que ela havia envelhecido 20 anos. - Ele está trancado no quarto. Não sai pra nada.

- Também senti muito falta de vocês, e eu sinto muito, muito. Eu gostava muito do senhor Nory, era um grande homem. - disse, mantendo uma voz firme mas ao mesmo tempo gentil, sentindo minha garganta trancar.

Havia apenas algumas pessoas no lugar. Alguns tios e tias de Benjamin, que reconheci imediatamente. Katniss e Susane, primas mais novas de Ben estavam lá e vieram me cumprimentar. Fazia um tempo que eu não via elas. Era um choque para mim. Não havia conseguido chegar a tempo para o enterro. Parei em frente de sua porta que tinha a mesma placa que compramos anos antes, "não entre". Suspirei e mesmo hesitante, abri a porta. Ben estava deitado em sua cama de frente para a parede.

- Mãe, eu já disse, não quero com..- ele se virou, e me fitou. Fiquei parada como uma estátua, sentindo sua imagem se fixar em minha mente, sentindo minhas lágrimas caírem, sem nenhuma reação.

Ele piscou algumas vezes, como se estivesse vendo apenas uma miragem. Até que chegou perto de mim e tocou em minha bochecha. Sua mãos quentes. Fechei os olhos ao estremecer sentindo sua pele entrando em contanto com a minha.

- Como.. - ele disse com uma voz rouca e baixa, antes de me envolver em um abraço. desesperado.

Não existia mais distância entre nós. Ele começou a chorar, como se tivesse prendido o choro demais. Encaixei minha cabeça na curva do seu pescoço, e o apertei, deixando ele saber que eu estava lá e que tudo iria ficar bem. E eu chorei por estar ali, mesmo devido as circunstâncias. Não existia nada que pudesse acabar com esse momento.

- Eu senti tanta sua falta. Eu..eu. Me desculpe, Ben. Eu não queria. Eu pensei que você me odiasse. Droga, eu senti tanta sua falta que nem conseguiria expressar. - eu disse, olhando para aqueles doces olhos azuis, que agora estavam um pouco apagados.

- Eu jamais odiaria você. Eu pensei que você tivesse me deixado para sempre. Eu fui atrás de você, naquele maldito aeroporto. Mas era tarde demais. - ele fungou e eu fiz uma cara de surpresa.

- Você foi lá? Por mim? - ele balançou a cabeça e eu olhei para baixo, apertando meus olhos.- Jamais deixaria você, meu amor. Eu estou aqui e é isso que importa. - ele me olhou com os olhos cheio de ternura e tristeza, e colou nossos lábios.

Puxei-o para a cama, nos espremendo para ficarmos deitados. Ele me abraçou e eu coloquei minha cabeça em seu peito e fiquei encarando se violão que estava jogado no outro lado da cama. Havia umas cordas arrebentadas e eu me assustei, nunca havia visto Ben daquele jeito. Não dissemos nada, apenas sentia sua respiração quente em meus cabelos e seu peito subindo e descendo. Aquilo que me relaxou tanto que por um momento, esqueci de tudo.                                                                                                                                                     Não sei quanto tempo ficamos ali, apenas sentindo a presença um do outro. Me virei, ficando de frente para o outro.

- Eu nem consegui me despedir. Ele morreu quando eu vim pegar umas coisas em casa. Ele estava muito doente, Kat. Eu queria te avisar, mas eu perdi meu celular, e fiquei sem contato. Meu Deus, como eu queria te tocar. Queria ouvir sua voz. - ele disse, fazendo carinho em meu rosto. Fechei os olhos, sentindo sua pele macia, enquanto ouvia aquela voz que eu tanto ansiei por ouvir.

- O dia que eu vim falar com você, vocês já tinham ido. Eu fiquei..sem saber o que fazer. - disse, encarando seus olhos.

- Eu o amava tanto, Katerina. Eu o amava tanto. - ele fechou os olhos, como se aquilo o ferisse profundamente.

- Eu sei, e ele te amava ainda mais, mas lembre-se, quando algo que você goste acabar, ou simplesmente ir embora, lembre-se que as folhas de outono não caem porque querem e sim porque chegou a hora.

- Você vai ficar comigo?- ele sussurrou.

- Até o fim.- sussurrei de volta, pressionando nossos lábios.

...

- Então, vai ficar quanto tempo aqui, minha namorada? - ele me perguntava. Havia o convencido a comer um pouco e subimos para ir ver as estrelas. Batia um leve vento em meus cabelos e no dele. Que balançavam, bagunçados, dando um charme extra a ele.

- Então quer dizer que estamos namorando? - ergui uma sobrancelha, enquanto observava a luz da lua iluminar seus olhos, como nos velhos tempos.

- Só se você quiser. - ele deu um sorriso maroto, mas havia uma tristeza por trás.

- E você ainda pergunta? - ele sorriu -, esperei minha vida toda por isso. - sorri, e ele me puxou para mais perto de seu corpo.

- Quando que você percebeu que gostava de mim? - senti sua voz, enquanto acariciava meus cabelos.

- Ei, eu nunca disse isso - ri -. Um tempo antes do baile. Quando você cantou para mim, naquele momento eu me dei conta que não me importava se ouvisse apenas sua voz pelo resto da minha vida, ou não me importava em ficar com você pelo resto de minha vida. Eu fiquei um bom tempo em negação.

- Bem seu estilo. - ele riu fraco.

- Ben?

- Hum?

- Por que eu? - perguntei, vendo a silhueta de um vaso de flor ao fundo, encostada perto da mureta.

- Porque - ele suspirou, tentando encontrar as palavras certas. -, nem eu sei. Você é um sonho, sempre foi. Minha utopia. Eu sempre tentava encontrar as palavras certas para orar, e eu nem sempre sabia o que dizer, até que eu percebi que você era minha oração, minha felicidade, a única que pode ouvir meu coração. Eu te amei desde o primeiro momento que te vi e tenho certeza que sempre amarei você. - ele disse pausadamente as últimas palavras.

- Desculpe se eu demorei para ver isso. - olhei para baixo.

- Ei - ele me fez virar para si, encaixei minhas pernas em sua cintura, e ele ergueu meu rosto -, você está aqui e é isso que importa, só isso que importa. - terminou, selando nossos lábios, e eu senti que finalmente estava no lugar onde eu pertencia.

...



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