História Webs On Fire - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Homem-Aranha
Personagens Abutre, Personagens Originais, Peter Parker, Tia May
Tags De Volta Ao Lar, Emily Rudd, Homecoming, Homem Aranha, Tom Holland
Visualizações 52
Palavras 1.314
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Alô, alô, alô!

Capítulo 1 - Resquícios De Outro Mundo


Fanfic / Fanfiction Webs On Fire - Capítulo 1 - Resquícios De Outro Mundo

– Resquícios de outro mundo.

A voz plácida de minha mãe sussurrava, um tipo de brilho insano passeando por seus olhos de cientista maluca enquanto conversava com outros pesquisadores no carro.

Resquícios de outro mundo era eufemismo. A invasão Chitauri, alienígenas metade carne metade máquina, tinha deixado pra trás uma Nova York um tanto destruída. Ela falava sobre o lugar onde tinha ocorrido todo o tumulto. Queria coletar amostras de solo, ar, e o que mais pudesse. O que sobrara por lá de material alienígena. Era uma entusiasmada microbiológa.

Como na época eu não fazia ideia do que “resquícios” queria dizer, e “eufemismo” parecia pra mim nome de doença, tudo o que eu tinha a dizer era:

– Tem piscina no hotel, mamãe?

Ela ignorou, e Juliet, a babá, foi quem me respondeu:

– Não, meu amor.

Fiquei emburrada. Normalmente os hoteis que minha mãe me levava eram bons, mas agora entendo o porquê de evita-los. A comissão Stark com certeza estaria em lugares caros ali. Eram pessoas contratadas pra limpar a cidade depois do ataque. Na época me lembro de estar feliz só por saber que os Vingadores estiveram ali... Quero dizer, já pensou ver um deles por ai? Com certeza eu gritaria alto com meu grito fino de oito anos.

O que eu fazia ali com aqueles cientistas? Na verdade minha mãe só não sabia o que fazer comigo. E meu pai andava ocupado bebendo em algum canto de Nova Jersey.

O que acontecia quando minha mãe saia do hotel eu não sabia. Bem, eu só andava assistindo Hannah Montana na tv do quarto. Quando mamãe chegava com a equipe, não tinham conseguido material nenhum pra analisar. Diziam que não tinham conseguido entrar. Muitos vigias. Com armas.

Até que um dia, onde mamãe e os outros pareciam ter desistido de entrar na área monitorada 24 horas e estávamos apenas passeando ali perto, aquele cara apareceu. Ele era simpático, mamãe e os outros diziam, mas ainda dava medo numa certa garotinha com uma camiseta grande com o rosto do capitão América enfiada no corpo.

– Já os vi por aqui por perto. Cientistas? Ninguém mais vem aqui pra ver os destroços além de cientistas e fãs dos Vingadores. Mas vocês não estavam com câmeras e camisetas com a cara do Capitão América, então descartei a segunda hipótese. Não todos vocês... Na verdade. – ele olhou pra mim.

– Ela fez birra. Compramos com os tais fãs que vivem por aqui... Mas sim, somos pesquisadores. E você é... ? – minha mãe o interrogou, estranhando a aproximação de repente.

– Adrian Toomes. Engenheiro elétrico. Mas eu... trabalhava pra prefeitura. Tinha um contrato pra limpar tudo. Bem... Fomos demitidos.

– Sinto muito. – um dos amigos de minha mãe disse.

– Sobre o que pesquisam, afinal?

– Somos biólogos. Estamos procurando qualquer matéria viva que ainda esteja por ai. Matéria alienígena... Muito revolucionário. – alguém respondeu.

– Bom, então sei exatamente o que precisam. – ele disse, gentil, um sorriso estampado no rosto que parecia realmente simpático.

Desgraçado. Cria dos infernos.


*


8 anos depois do Incêndio ...



Examinei o café que tinha na garrafa. Frio. Ótimo, era de ontem.

Maravilha, pai!

Puxei o relógio e vi que já estava atrasada. Uma ideia rapidamente me passou pela mente.

Não. Não e não, louca!

Joguei o que sobrou da garrafa de leite dentro do copo e bebi.

Santo Drogon, eu não mereço isso.

Cuspi aquela nojeira na pia. Eu já sentia os arrepios nas minhas mãos. Eu sempre jurava que não, mas sempre repetia o erro.

Burra.

Encostei só um dedo no copo, com olhos fechados. Abri eles devagar, vendo um pequeno vaporzinho subir. Eu tinha conseguido. Meu Deus, meu Deus, meu Deus. Eu consegui.

Sorri bobamente para o copo, feliz. Juntei minhas mãos pra pegar e...

Yey! Coloquei fogo em mais um. Vi minha gata Leia sair correndo dali, com seu pelo fofo rebolando em torno de si enquanto fugia do meu mais novo pequeno incêndio. Joguei água ali e sai com o copo destruído nas mãos, mais um item pra coleção de peças negras na nossa grande lixeira. Passei na loja e exigi um sanduíche ao homem atrás do balcão. Nisso ele era muito bom.

Agarrei a bicicleta e fui em direção a Midtown High School. Ainda sentia vibrações estranhas no corpo, minhas veias pareciam cheias de lava. Mas era sempre assim. Resumidamente, eu era um tipo estranho de Elsa Reversa, mas como não podia largar tudo e ir dançar num castelo de fogo cantando “Let it go”, o jeito era continuar pedalando em direção à escola.

Ainda tinha em mim uma esperança de encontrar algo novo nas análises de DNA nos laboratórios da escola, mas os dias se passavam e eu não tinha um resultado satisfatório. Aquilo não sairia de mim tão cedo, e depois de anos de verdadeiro desespero, já estava quase acostumada à ideia de que tinha algo ligado a mim como um parasita. Carinhosamente e com amor, lhe chamava de diabo.

– Se sentindo aquecido, diabinho meu? – falei quando o sinal abriu. – Espero que esteja confortável. Acendi a lareira pra você.

Olhei rapidamente pra trás e vi que outro ciclista me olhava com um olhar não muito agradável. Abri um sorriso amarelo. Virei e pedalei com força. “Por favor, não vá pra Mid, por favor, por favor”. Claro que quando cheguei no estacionamento ele também entrou. Nada do que desejo realmente acontece, como já percebi. Continuava me olhando. Por um momento quis que fosse por causa dos meus olhos azuis. Mas tenho uma quase certeza que não.

Fingi que não estava com medo de que ele espalhasse histórias estranhas sobre mim por ai e puxei a barra do casaco lilás  mais pra baixo, uma mania. Caminhei pra dentro do grande colégio com a pasta tiracolo balançando à minha esquerda. As mesmas figuras vagueavam pelo corredor, só algumas conhecidas. Liz Allan sempre rodeada de pessoas, Flash Thompson falando alguma besteira, oh, ai vem ele.

– Lucy, meu docinho – ouvi e ri para a figura em minha frente.

– Não, Flash. – recusei antes mesmo de ouvir, ainda sorrindo. Ele fingiu estar desapontado.

– Não custa nada tentar, ein? – ele disse, palavras que eu tinha ouvido até demais ultimamente. O baile estava chegando e os meninos estavam parecendo mais desesperados que as meninas, em minha opinião.

Ao longe ouvi:

– Betty, meu docinho!

E ri mais uma vez.

Continuei, vendo mais dois rostos do dia-a-dia. Ned, ele era até conhecido por conta dos comentários sem noção, mas o garoto ao seu lado, Parker, eu só tinha ouvido responder perguntas na classe e nos torneios. As vezes ainda o via na loja, comprando com meu pai. Chegava até a ser estranho o jeito como parecia sempre aéreo. Sempre que eu entrava no laboratório, também via sua figura reclinada sobre os microscópios, mas ele não parecia muito a fim de conversas. Que rude, não? Mas o que eu tinha a ver com isso, afinal? Passei direto, observando mais pessoas que passavam por mim. De repente, tive que conter uma risada. As pessoas podiam pensar de mim o que penso de Peter, certo? Eu não fazia questão de ter amigos ou amigas, na verdade evitava. Mas é claro que meu caso é diferente. Só quero diminuir o número de pessoas de quem se precisa esconder segredos. Amigos são perigosos. Silenciosamente e sem que você perceba, arrancam o mais profundo de ti, te cativando, se infiltrando, de repente sendo parte de ti. E eu não iria aguentar ter mais uma parte de mim tirada.

Eu ainda sentia falta dela, com suas conversas lunáticas. Suas histórias pra dormir. Seu sorriso de entusiasmo. Tão linda, mesmo que não gostasse de ser reconhecida por beleza e sim por inteligência.

Tanto conhecimento e tanto pra oferecer. Queimou junto com os outros. E como odiei as chamas do fogo naquele dia.

Chega até a ser ironia da vida. O que tanto odiei agora vivendo dentro de mim.

Eu só esperava acabar com aquilo.


Notas Finais


Esse capítulo é apenas bem introdutório, juro e prometo que nos próximos vão aos poucos descobrir mais sobre a história de Lucy e como ganhou as habilidades. Estou ansiosaaaaaa! Primeira fanfic aqui além das minhas de Nárnia, e espero que dê certo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...