História Welcome to life - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Dra. Delphine Cormier, Elizabeth "Beth" Childs, Felix "Fee" Dawkins, Krystal Goderitch, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Cosima Niehaus, Delphine Cormier, Orphan Black
Exibições 38
Palavras 871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEYYYY Cophine shippers que Saudades de voces!!!! MIL DESCULPAS PELO SUMIÇO!!!!
Explicando, basicamente perdi a senha dessa conta, o tempo que passei fora arranjei um emprego *OBRIGADA MEU DEUS* foram tantas coisas e acabei tendo que deixar um pouco de lado. Estou voltando e espero que gostem ainda dessa história dramática

Capítulo 36 - Não estou preparada


POV Delphine
05:40 am.

Estava deitada na cama imóvel olhando para o teto e pensando no que fora os dois últimos anos da minha vida. Sinceramente? Me questiono o quanto teria sido diferente se há dois anos atrás eu tivesse feito a escolha de viver em Toronto. Não foi o que eu fiz! 

Fazia também três meses que não levantava da minha cama sem ajuda. Minha fazenda se localizava próximo a reserva do Parc Oméga, um local habitado por vários animais selvagens, incluindo ursos e alces. 

Lembro-me perfeitamente do ataque que sofri, um urso preto veio em minha direção, meu cavalo assustou-se e saiu em disparado, não conseguir domá-lo novamente e acabei caindo no chão. Fraturei minha clavícula, tíbia e tornozelo. Além disso um machucado no meu tórax. E as dores? Eram muitas.

Não era o bastante, seis meses após de deixar Toronto e me formar, meu avô acabou falecendo. Fiquei perdida, aquele ano fora o pior de minha vida.

Eu costumava levantar cedo, por incrível que pareça, nunca fui boa com horários, principalmente por não ter essa preocupação aqui na fazendas, mesmo assim despertava antes do sol surgir timidamente por aquelas imensas montanhas rochosas.

Eu pensava em Cosima, em nossos momentos e em nossa despedida. O meu coração se despedaçava a cada lembrança. Uma vez ou outra no meio daquele enorme pasto ouvia sua voz soar, meu coração disparava com a possibilidade e logo a vontade de chorar tomava conta de minha alma. O vento me enganava naquelas tardes nubladas e as névoas das montanhas que em minhas terras chegavam era a definição perfeita da minha realidade. Sem Cosima e sem meu avô, estava completamente sozinha.
Ainda por baixo das cobertas com o sol surgindo e iluminando as pequenas brechas de minha janela me recordo de quando cair do cavalo. Eu vi seu rosto, seus óculos, seu sorriso e seus dreadslooks. Não pensei que fosse morrer naquele momento mas estava sem forcas, sem vontade, respirando por aparelhos. 

Cosima era o que havia acontecido de mais importante em minha vida, meu grande amor, grande, verdadeiro e único amor. E naquele momento exausta, cansada de tentar ser forte desabei a chorar. Não era por sentir física, era por sentir uma dor que nem eu mesma sabia explicar. Era a dor da saudade, a dor das consequências de minhas escolhas. A dor por não ter Cosima Niehaus comigo. Era insuportável!

09h23m a.m

Esse horário eu levantava da cama, com minhas muletas. Era a hora do café! Minha mãe estava comigo, largou tudo em Montréal para se certificar que eu não sairia da cama para controlar o pasto. Embora não gostasse da vulgaridade da minha mãe, sua presença nesse período tão complicado é mais do que importante. Me sinto carente, desolada, sem rumo. 

- Bom dia! – disse sem vontade.

- Bonjour má cherie! – minha mãe logo tratou de responder. 

Rosa, uma das empregadas da fazenda e responsável pela cozinha logo se prontificou de me ajudar a sentar na cadeira.

- Bom dia patroa, a senhorita parece melhor hoje, as maçãs do rosto estão rosadas! – Rosa não era apenas uma empregada, era uma grande conselheira.

- Talvez tenha sido aquele sol de sol! – esbocei um sorriso.

Eu e minha mãe tomamos café tranquilamente. Ela falava sobre alguns assuntos da família, sobre meus irmãos e meu pai. Felizmente estavam todos bem, meus irmãos casados e papai sempre muito atolado de trabalho. 

- Querida, você lembra da Katherine? – sorriu.

- Aquela que casou com um brasileiro? – E minha mãe falava de tudo, três meses e eu sabia mais da vida dos outros do que da minha.

- Isso! – esperou eu sinalizar com as mãos para que ela prosseguisse com o assunto.

- Ela voltou a morar aqui no Canadá, comprou uma casa em Toronto e me convidou para um chá. – Nesse momento meu coração acelerou. – Gostei do convite, você sabe, estudamos juntas, aceitei, em Julho estarei lá. – Meus pensamentos me deixaram louca nesse momento. 

- A senhora, em Toronto? Pensei que não gostasse de lá! – falei depressa.

- É uma cidade linda embora não seja melhor do que minha tão amada Montréal! – sorriu e estreitou os olhos. –  Porque? Algum problema? Por acaso você aprontou por lá no tempo que era residente? – gelei.

- Não... – pigarriei. – Só, muito trânsito lá... – disfarcei.
- Delphine! – me olhou sugestivamente. – Passou da hora de você me contar o que aconteceu lá, posso não ser presente 24hrs na sua vida, mas ainda sou sua mãe e te conheço bem. Me conte! – apelou.

Eu não tive coragem de falar para minha mãe sobre Cosima, talvez ela não entenderia, mas não era por medo de sua rejeição, na verdade era a dor que tudo isso me causava. 

- Eu não estou preparada, mãe, por favor, entenda! – implorei por misericórdia. Ela veio em minha direção e me abraçou carinhosamente.

- Não se preocupe minha criança, seja lá o que for, o que tanto te machuca, um dia você e irá superar! – beijou minha testa.

- Não sei se superarei algum dia... Mas obrigada mãe, por tudo! – apertei seu braço.

- Você irá, minha Delphine é forte! Eu sei que é, sempre foi, decidida, forte e independente. Uma mulher maravilhosa! – sorri instantâneamente.

- E grossa! – arranquei gargalhadas! 

 


Notas Finais


O capítulo é pequeno mas eu prometo compensar nos próximos, obrigada de verdade a vocês que comentaram sentindo falta da fanfic, Serio mesmo, aqui estamos de volta e boa leitura!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...